Roma

Depois de uma noite bem dormida no trem noturno de Zurique para a Itália, chegamos na estação Termini, que é a estação central de Roma, pela manhã.

Desembarcamos e fomos direto procurar um lugar para comprar o passe de metrô para a cidade. Não vimos nenhum lugar indicando a venda de tickets e resolvemos perguntar.

Lembro-me bem do jeito que as pessoas nos trataram ao falarmos em inglês, rsrs. Uma maneira nada agradável… Mas ok, descobrimos que os tickets poderiam ser adquiridos nas tabacarias e lá fomos nós atrás de uma.

Não foi tão difícil de encontrar… Como já havíamos pesquisado, sabíamos que existia o passe para 3 dias ilimitado e foi esse que compramos, já que nossa estadia coincidia com este período.

O metrô de Roma é bem menor se comparado ao de Paris, mas te leva para todos os lugares interessantes da cidade. Além disso, também é integrado com os demais meios de transporte, o que facilita bastante.

Mapa do metrô de Roma

Para nos hospedar em Roma, utilizamos também o site Homelidays e reservamos um apartamento com cozinha. Na descrição do site dizia que era próximo à estação do metrô. Pois bem, chegou a hora de descobrir!

Estávamos com a impressão do mapa em mãos e vimos que tínhamos que seguir para a Estação Eur Magliana. E lá fomos nós!

O metrô de Roma informa as estações em italiano e em inglês, além disso, em todos os vagões tem o mapa das estações. Uma dica que sempre dou aos marinheiros de primeira viagem é para checar a direção do trem….muitos deles têm um nome só, o que muda é o sentido. Nós nos perdemos várias vezes até aprendermos isso….. Portanto, pra não ter erro, veja sempre para qual direção o trem está indo.

Se o trem parasse na porta do apartamento, com a dica acima teríamos chegado e ponto final. O que não havíamos previsto é que ao chegar à estação de metrô teríamos que saber para qual lado deveríamos andar 150 metros… kkkkk. E é óbvio que andamos pro lado errado…..

Quando já tínhamos andado um pouco e não chegado a lugar nenhum, voltamos. Perguntávamos para as pessoas e ninguém sabia onde era a tal rua. Sendo assim, andamos para o outro lado e finalmente achamos nosso “lar” em Roma.

Aliás, super recomendo se hospedar lá – Casa Mia (tem lá no site Homelidays). Hospedagem de primeira com excelente preço.  Chegamos lá e encontramos o John -proprietário- e já nos encantamos com a hospitalidade. Para nos recepcionar, alguns belisquetes na geladeira e uma linda cestas de frutas.

Excelente recepção
Foto do quarto

Além disso recebemos uma verdadeira aula de Roma num inglês perfeito! Realmente nos sentimos em casa ali.

Era domingo, e ficaríamos em Roma até quinta-feira. Então corremos tomar banho e fomos aproveitar.

Primeiro dia:

Qual a primeira coisa que você quer ver em Roma? A nossa era ver o Coliseu e essa foi nossa primeira parada. Tem uma estação de metrô bem na frente – Colosseo e foi super fácil chegar. Havíamos lido que não valia a pena entrar lá, e preferimos ficar do lado de fora. Bem na época que fomos, em 2008, estavam acontecendo algumas reformas e nessas condições acho que fizemos bem de não ter entrado.

Depois do frio que pegamos na Suiça, fomos brindados pelo calor romano. Acho que foi o único dia da viagem que consegui usar vestido.  Demos a volta no Coliseu para tirar muitas e muitas fotos!

Estar em Roma e em frente ao Coliseu é emocionante… lembro que fiquei um tempão imaginando como seria tudo aquilo muitos anos atrás…Conforme você anda ao redor do monumento, percebe a grandiosidade da obra para o tempo em que foi construído.

Até as crianças se rendem. Lembro-me de ter encontrado um casal com um menininho pequeno que ao ver o Coliseu disse: Dad, dad! Where are the tigers? rsrsrsr.

Depois de zilhões de fotos, seguimos andando pelas ruas principais meio que sem rumo, e logo avistamos um prédio lindo de mármore branco, que não sabíamos o que era.

Nos aproximamos e descobrimos que era o Palácio Vittorio Emmanuelle. Descobrimos que os romanos não gostam muito do prédio, por destoar da arquitetura padrão de lá.  Nós achamos ma-ra-vi-lho-so e paramos para tirar fotos, visitar um museu que tem lá dentro e subir ao terraço para contemplar a vista.

Com nosso mapa nas mãos, tentamos descobrir as atrações que estavam próximas dali e saímos andar mais um pouco para descobrir o que não estava no mapa.

Escrevendo este post hoje, não consigo entender como conseguimos ir a tantos lugares num dia só….rsrs. Depois de andar pelas redondezas, pegamos um ônibus e fomos para o Panteão.

Sou fã de Dan Brown, e não via a hora de estar na cidade de “Anjos e Demônios”. Como o Panteão faz parte da história, fazia questão de estar no lugar do “Óculo do Diabo”…

E lá estava ele…

Como era domingo, com sol e final de férias, Roma estava lotada! Andar no Panteão era missão difícil, mas foi possível observarmos todos os detalhes que são citados no livro de Dan Brown.

Saindo de lá, seguimos para outro point de “Anjos e Demônios” – Castelo de Sant’angelo. Outra magnífica construção!

Como já era final de dia, e que dia, nos contentamos em apenas apreciar a beleza do lado de fora do Castelo e imaginar as cenas de “Anjos e Demônios”…..

O que nos impressionou em Roma, neste início de viagem, foram duas coisas: a particularidade dos italianos e a quantidade de vespas (aquelas motinhos) na cidade….E o que nos chamou atenção, mas que não foi novidade, é a quantidade de atrações que a cidade tem. Você olha pra um lado, tem um monumento. Olha pro outro, vê ruínas milenares…. sensação única!

Vespas, aos montes em Roma.
Palácio da Justiça

E pelas redondezas fomos andando até encontrar uma estação de metrô para voltar para nosso hotel, jantar e descansar. Como tínhamos fogão, panelas e alguns mantimentos, preparamos um delicioso macarrão para combinar com a cidade, rs!

Segundo dia:

Se teve um conselho que lemos mil vezes e ouvimos mais umas mil era: se quiserem visitar o museu do Vaticano, cheguem cedo. E ficamos imaginando… o que seria chegar cedo? 7 horas, 8 horas? Gostaríamos de acreditar que fosse mais tarde que isso, mas os relatos eram desanimadores… gente contando que chegou a ficar 4 horas na fila para entrar.

Resolvemos ficar no meio termo e tentamos chegar lá por volta das 08 e 30 da manhã sabendo que esse horário não era tãoooo cedo. O que encontramos: fila, grande fila. Mas não tão grande quanto a que vimos na hora em que saímos.

Portanto, fica a dica: chegue cedo caso não queira ficar muito tempo esperando para entrar. Evite ir ao museu do Vaticano nos finais de semana, pois o volume de visitantes dobra!

Já que não havia outra opção, aguardamos na fila até chegarmos na portaria e pagar os 14 euros para visitar o museu.

Atenção meninas! Comigo não aconteceu, mas algumas amigas minhas foram barradas por estarem com os braços de fora. Portanto, leve um casaquinho para se prevenir.

Após passar pelo raio-x e revista de mochilas, você inicia o passeio pelo museu. O que impressiona é a quantidade de grupos guiados que tem por lá e aí você tem duas opções: ou foge deles, hahaha, para evitar aquele povo que pára bem no meio do corredor pra tirar foto e atrapalha a passagem de todos, ou fica na cola deles para ouvir explicação sobre as principais obras. Nós ficamos com a primeira opção!

Grupo guiado. Fuja ou cole neles!!

Aliás, é bem comum você estar andando pelas ruas de Roma e ser abordado por estudantes que se oferecem como guias para as atrações locais. No museu, esta abordagem também acontece.

A primeira coisa que achei engraçada no museu, foi reparar que as estátuas masculinas eram castradas…kkkk. Isso mesmo! As estátuas do museu do Vaticano não têm pipi…rsrsr

Nem criança é perdoada!

Outra coisa bacana são os enormes corredores adornados com lindas pinturas…

Assim como o Louvre tem a Monalisa como estrela principal, o Museu do Vaticano tem seu destaque: a tão comentada Capela Sistina. E era em busca dela que estávamos…

O museu é bem sinalizado, mas isso não evita que você se perca por lá… mas se perder é ótimo, pois você cai em lugares que talvez nem estivesse na sua lista de visitas.

Foi o que aconteceu conosco ao cairmos sem querer no salão das carruagens, que mostra a evolução do papa móvel ao longo da história.

Depois de nos acharmos novamente no mapa, finalmente chegamos à mais um lugar citado por Dan Brown em seus livros: Capela Sistina. Para nossa decepção, não era permitido tirar fotos lá, mas é óbvio que demos um jeitinho….

Tinha tanta gente por lá, que nem conseguimos observar tudo. Não dava nem pra respirar! Mas o tempo que tivemos foi suficiente para ter certeza que Michelângelo realmente arrasou!

Com a missão cumprida, de ver a estrela principal do museu, resolvemos ir conhecer a Basílica e a Praça de São Pedro.

A fila para entrar na Basílica tinha duração de 3 horas! Sendo assim, nos contentamos em tirar fotos apenas da praça pois 3 horas para quem está em Roma é muito tempo! Além disso, o sol estava muito forte, pois já era quase meio-dia.

Uma coisa que chama atenção ao caminhar rumo à Praça de São Pedro é observar o traje dos guardinhas do Vaticano.

Trajes engraçados dos guardinhas

Chegar à Praça de São Pedro é algo marcante. Observar a perfeição das formas, a harmonia das construções é indescritível.

Pensar que você está ali, num lugar que sempre aparece na televisão cheio de gente, é bem interessante.

A próxima parada, era a Fontana de Trevi, outro cartão-postal de Roma. Olhamos no mapa, fomos para o metrô e seguimos rumo a esta parada.

Eu imaginava que a Fontana de Trevi era um lugar, isolado, com a fonte. Me surpreendi ao andar por ruelas estreitas, cheias de gente e de repente, bum! Dar de cara com a Fontana de Trevi….

De todas as atrações que havíamos visitado em Roma, com certeza essa era a mais lotada. Tirar uma foto por ali era um desafio. Muita, muita gente e todos querendo fotografar.

Antes de ir a Roma vi muitas fotos da Fontana, pois achava maravilhoso. E ao chegar lá, achei lindo demais! Sem decepção. Só me frustrei por não conseguir tirar uma foto como via na internet, da fonte inteira 😦

Perto da Fontana de Trevi tem uma série de pizzarias, que vendem a legítima pizza italiana por 1 euro a fatia… hummm! Aproveitamos e almoçamos por ali mesmo. Ah! Só um aviso. Lá eles servem pizza fria, mas mesmo assim é uma delícia.

Com a barriga cheia, seguimos rumo à Praça da Espanha.

Bem na frente da Praça da Espanha tem uma fonte para abastecer a garrafinha de água. Aliás, Roma tem muitas fontes de água potável.

Com a garrafa abastecida, subimos a escadaria e sentamos lá em cima para descansar um pouquinho….

Com as pernas descansadas, descemos e fomos caminhar pelas redondezas da Via del Corso, uma região cheia de lojas de grifes, inclusive onde fica a loja da Ferrari. É óbvio que não podíamos passar batido!

Comprar que é bom, nada, rsrs. Mas valeu muito a pena observar muitas e muitas vitrines….

Exaustos, passamos no supermercado para comprar os ingredientes do jantar e fomos para nosso apartamento comer e descansar.

Terceiro dia:

Como fizemos um super intensivo nos primeiros dias, poucas foram as atrações que restaram para o terceiro e quarto dia. Sendo assim aproveitamos a terça-feira para ter um dia light em Roma. Nosso primeiro passeio foi pelo centro. Passamos por uma feira livre, fomos ao supermercado, paramos em várias estações de metrô sem objetivo nenhum além de descer e caminhar. Para completar o passeio, pegamos um microonibus e demos um grande rolê pela cidade.

Descemos na parada final: Vila Borghese, que é um dos parques mais movimentados de Roma. Ficamos por lá um bom tempo curtindo a sombras das árvores, o ar puro, a bela paisagem…

Depois de lá, voltamos para nossa base para programar o último dia em Roma.

Quarto dia:

Como já não tínhamos muito o que ver em Roma, pensamos como poderíamos aproveitar o nosso Eurail, que ainda estava válido, para conhecer mais alguma cidadezinha italiana. E não era só isso, queríamos ir para algum lugar que tivesse mar, pois queríamos ver pelo menos o Mar Mediterrâneo.

Olhamos no mapa e descobrimos que havia uma opção: Civitavechia, uma cidadezinha portuária a 80 km de Roma.

Conferimos os horários de partida do trem e lá fomos nós, rumo ao litoral, rsrsrsr.

Descemos na estação de Civitavechia e já avistamos o mar. Mas como o foco da cidade é o porto, não tem praia propriamente dita. Mas foi bacana pois pudemos ver o Mediterrâneo e seus tons de verde e azul.

Além disso, pudemos presenciar a vida pacata desta pequena cidade, com suas feirinhas, seus restaurantes, suas praças.

Um jeito diferente de ver a Itália Se alguém me perguntasse se vale a pena ir para Civitavechia, eu diria que não, pois a cidade não tem nada além do porto. Mas não me arrependo de ter ido pois não queríamos repetir figurinhas em Roma.

Pelo menos podemos dizer que conhecemos 2 cidades italianas… kkkkkk.

Pegamos um trem à tarde e voltamos para Roma pois precisávamos arrumar nossas malas para partir no dia seguinte.

Quais lembranças temos de Roma?

Primeiramente, a grandiosidade de tudo, os monumentos, as fontes, as praças. Além disso, a imagem das ruínas que vemos em cada esquina nos remete às aulas de História que tínhamos no colégio e que ali se materializam.

Não lembrar dos sorvetes italianos seria injusto.. hummm. Da zona das lambretas, também não dá. A “autenticidade” do povo com certeza permanece na memória. A fé das pessoas ao visitar o Vaticano é memorável.

Enfim, são estas e muitas outras as razões que fazem de Roma um dos lugares mais visitados do mundo e que com certeza deve estar na lista de destinos de quem quer se surpreender com o mundo!

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7 Comentários

Arquivado em Europa, Roma

7 Respostas para “Roma

  1. Cássio Miranda

    Querida, quero primeiramente parabenizar pelo blog… Muito legal mesmo!
    Acompanho há quase um mês, e me empolgo a cada post publicado.
    As suas viagens realmente impulsionam-nos a visitar o mundo!
    Já estou me programando para seguir os seus passos, e sair sempre que puder da exaustiva chuva de Curitiba.
    Adorei a sua viagem para Maranhão (que já conheço, mais o repeteco foi interessante), e a Linda e Gloriosa Roma (meu sonho de consumo)…
    Parabéns por tudo!

  2. Dani

    Thais, acabo de comprar uma passagem pra Roma (mesmo não estando nos meus planos, rs) foi uma supeeeeeeeer promoção, a mais barata da história. Daí, sem pensar, CLIQUEI! Agora preciso saber se foi efetivada mesmo, porque com certeza foi erro do site. Vamos ver se eles cumprem com o que está escrito. Caso sim, vou vir aqui pra pegar todas as suas ultra, mega, power dicas ok? Beijos!

  3. Dani

    Bom, está tudo confirmado e iremos em Outubro. Agora, preciso muito da sua experiência em viagens. Na hora da euforia, acabei colocando o meu sobrenome como de solteira. Estava tão nervosa que nem me liguei. Depois que vi, e tentei entrar em ctt com a cia e me informaram que tinha que fazer contato com a operadora em que comprei a passagem. Fiz o procedimento e inicialmente a atendente disse que era IMPOSSÍVEL alterar o nome e que eu iria perder a passagem, não acreditei no que ela estava me falando e fui questionar, dai depois de hooras, ela disse que era pra scannear o passaporte, enviar pra eles e deixar um cartão pré-autorizando um saque de 40 dólares que era a multa cobrada pela cia aérea. Até aí tudo bem. Perguntei se essa taxa era a única, a menina muito despreparada disse que não sabia e que podiam vir outras taxas. Aí comecei a falar com ela sobre o absurdo e blá blá blá. Enfim, você acha que para fazer essa alteração é realmente preciso pagar essa taxa? E caso sim, sabe se há outras taxas agregadas? Daqui a pouco vai sair mais caro que a própria passagem. AJUDE-ME Thais!!! Obrigadaaaaa!

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