Buenos Aires – parte 2

Depois das boas surpresas do primeiro dia em Buenos Aires, continuamos nossos passeios pela capital argentina.

Sexta-feira – Zoo Lujan, Jardim Japonês, Floralis Generica e Recoleta

Havíamos lido na Internet que era melhor chegar ao Zoo Lujan bem cedo para evitar filas. Como nossa opção para chegar lá era de ônibus de linha, tivemos que acordar bem cedo visto que a viagem teria a duração de 2 horas.

Acordamos 06 e 30, tomamos café no apartamento e seguimos para o metrô para nos dirigirmos à Plaza Italia, lugar de onde partia o ônibus. Ao chegarmos na estação, descobrimos que devido ao feriado o metrô abriria apenas as 8 horas. Dessa forma, tivemos que seguir de táxi até a Plaza Italia.

Chegando na Plaza Italia, compramos por 20 pesos (menos de 10 reais) o bilhete de ida e volta ao Zoo Lujan. É importante lembrar que esse é um ônibus utilizado pelos argentinos para se locomover às cidades próximas de Buenos Aires e não um ônibus que só vai ao zoológico. Desta forma, o melhor é pedir ao motorista para indicar em qual ponto você deve descer, até porque não há indicação nenhuma.

Com quase duas horas de viagem, o motorista nos avisa onde devíamos descer e qual direção teríamos que seguir. Ao chegarmos, por volta das 10 horas da manhã, não encontramos uma portaria como estávamos imaginando… Encontramos uma moça e era ela que organizava as entradas. Preço do zoo Luján: 50 pesos (menos de 25 reais).

Se você está pensando em ir para Lujan, é melhor que saiba desde já que o zoológico não é nenhuma “Disney” dos animais, nem tampouco um zoo de São Paulo ou de outra cidade brasileira. Está mais para um sítio do que para um lugar turístico. Nós já sabíamos disso…

O que espanta logo na entrada é a quantidade de tratores velhos expostos… o meu sentimento foi de espanto, mas minha mãe achou o máximo e não parava de fotografar. Cada um, cada um… rsrsr

A próxima parada é um guichê que vende alimentos para os animais por 10 pesos. Nós compramos, mas não vale a pena pois os únicos que podem comer essa comida são os gansos, patos, jegues e galinhas que ficam soltos por ali. Achei chato porque é só você dar comida pra um que vem o bando todo atrás… e outra, é só você bobear com o saquinho na mão para que se assuste com a bicada de algum dos bichinhos.

O que mais queríamos ver eram os tigres e foram essas as placas que seguimos. Logo na entrada já pudemos ver alguns felinos enjaulados e com possibilidade de interação. Porém, os funcionários do zoo ainda se preparavam para a chegada dos visitantes e tivemos que esperar.

O primeiro bichinho que encontramos pronto para interagir foi um chimpanzé. Chegamos bem pertilho da jaula e pudemos dar um aperto de mão, ganhar beijos e brincar com o macaco. Muito assanhadinho, ela deu mais bola para as mulheres do que para os homens, rs.

Saindo de lá, fomos ver as duas elefantas do zoo. Para a interação ser mais divertida, os tratadores deixam maçãs cortadas disponíveis para que você possa alimentá-las. E elas vêm com tudo…

Mesmo com trauma dos camelos do Egito, nossa próxima parada foi nos dromedários, onde pudemos dar uma voltinha.

Depois do primo do camelo, chega a hora tão esperada: pegar no colo os filhotinhos de leão de apenas 3 meses… Ohhhhhh, que coisinha mais fofa! Para que os animais sejam mansos desde pequenos, os felinos são criados desde pequenininhos com cachorros, para falicitar a domesticação.

É uma sensação única você ter um bichinho destes no colo e ouvir o instrutor dizer: “Pegue como um bebezinho…” Que vontade de levar pra casa! rsrs

Se já tínhamos sentido a emoção de estar com os felinos pequenos, chega-se a hora de entrar na jaula com os tigres maiores…. Juro pra vocês que eles parecem tão mansos que nem dá medo! Olha o bocão que ele abriu pra mim….

Logo ao lado, fomos fazer carinho nos tigres que estavam tirando um cochilinho matinal.

A próxima atração continuava sendo os felinos. Entramos em outra jaula com um tigrão!

Passada a curiosidade sobre tigres, fomos visitar o urso. Compramos um pacotinho de doce de batatas por 5 pesos e fomos alimentá-lo. Coisa mais fofa! Que vontade de abraçar a criatura! (pena que não é permitido).

Para nossa missão estar cumprida no Lujan, faltava apenas entrar na jaula com o leão adulto e lá fomos nós.

Além destes animais, também há tartarugas, leões marinhos (você pode alimentá-los com pedaços de peixes), lhamas, pôneis, pumas e outros bichos. A visita ao zoo, na minha opinião, vale apenas pela interação com os bichos que é algo único e totalmente diferente. Se não fosse interativo, não teria graça nenhuma.

Saímos de lá com as expectativas atingidas! Estávamos na metade do dia e aguardamos o ônibus para voltarmos a Buenos Aires e aproveitar o resto da sexta-feira santa.

Como tínhamos acordado muito cedo, dormimos a volta toda e parece que levou menos de 10 minutos, rsrsrs. Descemos na Plaza Italia, almoçamos no Burger King e fomos caminhando até o Jardim Japonês, nossa próxima atração a ser visitada. Entrada: 8 pesos.

Logo na entrada, a beleza do local já se impõe. Tudo muito bem cuidado, grama aparada, plantas lindas e um lago cheio de grandes carpas coloridas. É um daqueles locais que não passa a vontade de tirar mais e mais fotos. A estrela principal das fotos é a ponte vermelha em estilo japonês.

Andamos por todo o recinto quando começa a chover :(. Nos escondemos ali mesmo num pavilhão até a chuva parar. Sorte que foi só uma chuvinha rápida!

De lá, seguimos andando pelas belas ruas de Buenos Aires rumo à Floralis Generica. Até chegarmos lá, apreciamos o charme das ruas do bairro Recoleta…

A escultura é imponente e linda. Para completar a harmonia da obra, um espelho d’água que reflete a Floralis Generica.

Já era fim de tarde eestávamos bem cansados. Saindo da Floralis, fomos para a Recoleta. Como precisávamos sacar dinheiro, entramos num shopping onde sentamos para tomar um café e descansar. Ficamos lá um tempo e não tivemos pique para passear pela feirinha da Recoleta.

Apenas passamos no supermercado, compramos os ingredientes para o jantar e fomos embora. O Fernando preparou um delicioso macarrão aos 4 queijos, hummm. Depois da janta, fomos dormir depois de um dia repleto de atividades.

Sábado – Caminito, La Boca e Unicenter

No sábado de manhã, pegamos o metrô até a Praça da Constituição de de lá pegamos o ônibus para a região de La Boca onde fica o Caminito e a Bombonera – estádio do Boca Juniors. Para pegar ônibus em Buenos Aires é necessário o pagamento em moedas. Assim como nos países desenvolvidos que visitamos, não existe a figura inútil do cobrador como temos no Brasil. Lá o próprio motorista controla o pagamento dos passageiros.

Se você não tiver as moedas, uma alternativa é trocar suas cédulas com os cobradores das estações de metrô – eles têm os pacotes prontinhos!

Pegamos o ônibus e seguimos até nosso destino.Chegamos ao Caminito bem cedo, e o movimento ainda estava calmo. É um lugar super artístico, cheio de dançarinos de tango querendo tirar fotos, expositores de telas, quadros, artesanato.

Outra coisa que chama atenção são os restaurantes todo arrumadinhos, com mesas impecáveis e bem convidativas.

Batemos perna por lá, compramos algumas lembrancinhas e seguimos rumo à Bombonera.

Entramos na loja e um rapaz nos abordou dizendo que se a gente tirasse fotos com os jogadores, pagaríamos 20 pesos para entrar. Como esse era o preço da entrada mesmo, resolvemos tirar a tal da foto.

Não achei grandes coisas o museu nem a Bombonera, mas acho que valeu a pena pelo preço. Tiramos algumas fotos lá e vazamos.

Como o Fernando e a Paula queriam fazer compras, resolvemos ir até um dos maiores shoppings de Buenos Aires – o Unicenter. Almoçamos e passamos a tarde por lá, apenas andando e vendo o agito pois os preços eram bem salgados. Na volta, passamos mais uma vez na Calle Florida para comprar umas bugigangas e especialmente para a Paula comprar 12458 bonequinhos dançando tango e echarpes por 10 pesos.. rsrsrrsrs. Batemos muitaaaa perna mais uma vez.

Na volta, minha mãe agitou a galera para ir ao show de tango. E não é que eles foram? Reservaram no Madero Tango em cima da hora e conseguiram por 60 dólares cada. Tiveram a sorte de pegar um taxista camarada que conseguiu baixar para 40 dólares.

Eu e o Loedi não tivemos tanta disposição assim e fomos dormir.

Domingo – nosso último dia

O domingo já seria nosso dia de volta 😦 . Logo cedo, fomos ver o Obelisco, um dos principais cartões postais de Buenos Aires  que estava bem pertinho de nosso apartamento.

Tentamos arriscar a sorte e ir até à rua Córdoba para ver os preços dos outlets, mas estava tudo fechado.

Aproveitamos a ida para passar num supermercado e comprar caixas e caixas de alfajores argentinos com preços bem mais em conta.

Para trazer de presente para alguns amigos, achamos que a melhor marca é a Cachafaz, hummmm. Os brasileiros têm mania de se acabar de comprar o Havana, que acho meio sem graça e batido, por isso optamos pela Cachafaz.

Como tivemos problemas em nosso embarque, resolvemos ir bem cedo para o aeroporto para já tentarmos resolver se houvesse algum problema. Felizmente estava tudo certo com nosso voo. Ufa!

Sendo assim, tivemos tempo para dar uma voltinha na frente do Aeroparque e e ver de pertinho o Rio da Prata. O vento por ali é bem forte….

Na hora prevista, embarcamos para Porto Alegre onde teríamos que aguardar pela nossa conexão à Curitiba.

Chegamos em casa por volta da meia-noite, exaustos porém com as energias renovadas para mais um início de semana.

O que pensamos sobre Buenos Aires?

Que com certeza é a capital mais charmosa (pelo menos, que conhecemos) da América do Sul. Além disso, voltamos de lá sem entender o porquê da richa de brasileiros e argentinos (é claro que se deixa o futebol de lado, rs) visto que os argentinos que conhecemos foram extremamente simpáticos e prestativos. Outra coisa que se nota é que Buenos Aires realmente não dorme. Um exemplo disso são as inúmeras lojinhas de conveniência chamadas 25 horas. Mais uma vez pensamos sobre o quanto o Brasil precisa melhorar seu transporte urbano. O metrô de Buenos Aires, apesar de velho, te leva aos quatro cantos da cidade.

Buenos Aires é um lugar para se voltar, ainda mais se pensarmos que está a menos de 3 horas de voo da gente. É a chance de vivermos uma outra cultura num feriado ou mesmo final de semana.

Que tal você fazer de Buenos Aires o seu próximo destino? 🙂 🙂 🙂

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5 Comentários

Arquivado em América do Sul, Argentina, Buenos Aires

5 Respostas para “Buenos Aires – parte 2

  1. Gleice

    Adorei seu comentarios estive em 2009 em B>A e estou voltando agora 20/07 com meu marido e filho. vamos fazer +ou- esse topicos deste post. bjs

  2. Rafael Goroh

    Fantastico !!!

  3. Robson Eustáquio de Mesquita

    Gostei de suas dicas sobre Buenos Aires. Robson Eustáquio de Mesquita

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