EUA – Chicago

Acordamos bem cedo no domingo para pegarmos nosso primeiro voo interno nos EUA rumo à Chicago. Como em muitas outras situações, nos surpreendemos com a agilidade do processo de check-in da Southwest (companhia que compramos todos nossos trechos aéreos com baixos preços – em breve farei um post sobre ela).

Além do preço baixo, outro motivo que nos fez escolher a Southwest é a possibilidade de despachar 2 bagagens sem pagar custo adicional, algo que não ocorre em outras companhias americanas. Claro que tem limite de tamanho e de peso, e foi por isso que compramos o acessório mais útil da viagem que carinhosamente apelidamos de “pesador”, rsrsrsrs.

Este objeto mede o tamanho e o peso da mala. Na Southwest são permitidas 2 bagagens de no máximo 50 libras (peso, cerca de 23 kg) e 62 polegadas somando altura, largura e profundidade (sabe-se lá quanto é isso em centímetros..). Com o super “pesador” em mãos, nem precisamos nos preocupar com as conversões. Caso você extrapole peso ou medida, paga 50 dólares  por mala. Fica a dica aqui de você ler as letrinhas pequenas que aparecem nos sites ao comprar as passagens nos EUA para não comprar gato por lebre. Leia sempre com atenção o item “checked bags”

Saímos do Brasil com uma mala e 16 kg de bagagem.. Ao embarcamos em Washington com destino à Chicago, estávamos com 3 malas e 45 kg de bagagem… ufa! Comprar é ótimo, mas arrastar malas com este peso não é nada agradável.

O voo até Chicago foi tranquilo, teve emoção apenas no pouso pois o tempo estava muito fechado e o piloto precisou arremeter. Desembarcamos, pegamos nossas malas e seguimos para achar o metrô sentido centro da cidade. Não sei o que faríamos se não existisse internet… pegamos toda a rota que devíamos fazer no Google Maps e tudo ficou fácil demais.

O metrô de Chicago também é bem sinalizado e fácil de entender. Além disso, tem elevadores em quase todas as estações, o que nos poupou grande esforço. Bem onde desembarcamos, tinha um Mc Donalds na frente. Aproveitamos que estávamos com fome e paramos para almoçar antes de fazermos o check-in no hotel.

Estava bastante frio em Chicago e com uma leve garoa. Enquanto almoçávamos  a chuva apertou e ficou super forte. Estávamos há umas 4 quadras do hotel e sair com malas naquela chuva não era boa ideia. Nada nos restava além de ficar ali esperando a chuva melhorar.

Parada ali no Mc Donalds fiquei pensando no quanto estava podre, com todo o cansaço acumulado das longas caminhadas da viagem, tendo madrugado no domingo, aquele frio, aquela chuva que parecia que não ia parar nunca, argh! Juro que minha vontade era ir pro hotel, fazer check-in, comprar um saco de pipoca e ficar lá morcegando… Mas esse pensamento logo passou, pois logo disse pra mim mesma que se fosse pra dormir, poderia ter ficado em Curitiba e não estar ali a milhas e milhas de casa.

A chuva não passou, mesmo  a gente tendo esperado uma meia hora. Não tivemos opção, pegamos nossa super “capucha – a capa de chuva” e fomos arrastar 3 malas e carregar 2 mochilas por 4 quadras na chuva e no frio… Disse pro Loedi: “E ainda pensam que nossa vida de viajante é fácil!”

O caminho foi díficil, pois haviam algumas irregularidades nas calçadas e vira e mexe caía uma mala, eu tropeçava, um caos…rsrs. Mas finalmente chegamos ao hotel, fizemos o check-in, entramos no nosso quarto e pudemos ficar no ambiente quentinho por alguns momentos descansando os braços e as pernas.

Eu sinceramente não sei explicar de onde surge tanta energia, do nada, quando estamos viajando. Toda aquela minha vontade de ficar deitada passou ao pensar que estávamos na terceira maior cidade dos EUA e que poderia conhecer muitas coisas novas naquele dia, mesmo que fosse debaixo de chuva. Eu vesti meu super casaco à prova d’água que tinha comprado em Nova Iorque, o Loedi vestiu a jaqueta dele e fomos pra rua conhecer Chicago.

Ficamos numa localização ótima, a poucas quadras da Magnificent Mile, que é uma região onde se concentram grandes lojas e shoppings de Chicago. Nesta regiáo também tem a Water Tower, uma linda construçào antiga e que foi uma das poucas que sobreviveram ao grande incêndio que atingiu e devastou Chicago em 1871.

Nada melhor do que olhar vitrines e charmosas ruas com aquele tempo chuvoso e frio.

Apesar do mau tempo, as ruas de Chicago estavam lotadas e os shoppings também. Visitamos algumas lojas e shoppings e compramos apenas umas coisinhas. Nada de compras enormes em nosso primeiro dia por lá.

Caminhamos pela Michigan Avenue e entrando nas principais lojas como Nike, Adidas, Apple (eu continuava na minha saga atrás do Ipad, rsrs), Zara, e outras mais. Foi um passeio muito agradável, ainda mais que a chuva deu uma trégua.

A paisagem de Chicago é bastante harmoniosa. A cidade tem muitos arranha-céus, porém parece que eles tem harmonia e não são “sufocantes” como os de Nova Iorque. Fui pesquisar sobre o planejamento da cidade de Chicago e descobri que existe um comitê de pessoas que têm como responsabilidade analisar as novas construções da cidade para ver se elas “combinam”com a arquitetura da cidade… O resultado deste trabalho é notável numa visita a Chicago.

Depois de andarmos um monte, passamos num supermercado para comprar nosso jantar e voltamos para o hotel. Neste primeiro dia, nossas impressões de Chicago foram ótimas.

Segunda-feira: feriado americano

No dia 30 de maio, comemora-se nos EUA o “Memorial Day”, uma homenagem aos soldados da guerra civil . Para nossa alegria e felicidade, o dia amanheceu com céu limpo e com calor. Nem parecia a Chicago do domingo, ainda bem.

Nossa primeira parada foi a Willis Tower (ou Sears Tower) que é o prédio mais alto dos EUA e que tem um deck de observação no 103 andar. Dia bonito+calor+feriado americano=longas filas, é óbvio.

Aproveitamos nossa visita e compramos o Day Pass para o transporte público de Chicago por 5,75 dólares válidos por 24 horas (big deal!)

Esperamos cerca de 1 hora para subirmos ao observatório. Lá em cima, tinha muita gente o que prejudicou nossa vista. Era todo mundo se matando pra chegar perto dos vidros…

Uma atração da Willis Tower são os Edges, que são cápsulas de vidro localizadas pra fora do prédio e que te fazem pisar no nada a 412 metros de altura. Legal!

Ficamos na fila para tirarmos foto lá e vazamos. Eu estava completamente sem paciência com tanta gente naquele lugar e tudo muito mal organizado. Mas recomendo a visita pela vista e pelo Edge.

De lá, seguimos para o Millenium Park, onde queríamos tirar foto numa das esculturas mais famosas de Chicago – The Cloud Gate (nome oficial) ou The Bean (apelido por causa da aparência similar à de um feijão).

A peça é muito bonita e proporciona boas fotos do Skyline de Chicago. Entrar embaixo dela também é bem louco… Parabéns para o artista Anish Kapoor!

Outro ponto que queria fotografar eram as pontes sobre o rio Chicago, que corta a cidade.

Com as fotos tiradas, já era hora de almoçar. Achamos um fast food por ali, almoçamos e fomos para nosso próximo destino, o Navy Pier.

Chicago é banhada pelo lago Michigan e na sua orla fica o Navy Pier, que é um das atrações turísticas mais visitadas de Chicago. No feriado, além dos turistas, o Pier estava cheio de moradores da cidade.

A principal atração do Navy Pier, é uma roda-gigante que proporciona belas vistas da cidade. Nós nos contentamos em observar a vista ali debaixo mesmo e que era linda.

Tivemos que esperar um monte pelo ônibus para seguirmos para o centro e pegarmos outro ônibus para o Adler Planetarium que, conforme alguns relatos que tinha lido, seria o local com a melhor vista do Skyline de Chicago.

Sentamos no ponto e esperamos, esperamos, esperamos e nada do busão. Com essa demora, resolvemos abortar de nossos planos para o planetário e seguir para a Buckingham Fountain, que era a próxima atração de nossa listinha. Olhamos no mapa e vimos que era possível irmos caminhando. Lá fomos nós bater mais perna…

A caminhada, apesar do calor, foi bastante agradável pois a paisagem compensa cada passo. Após uns 15 minutos chegamos à linda Buckingham Fountain.

Tiramos muitas fotos por ali e como estávamos bem pertinho do lago novamente, resolvemos caminhar pela orla e observar as famílias de Chicago aproveitando o feriado fazendo piqueniques à beira do lago.

Andamos um pouco e logo avistamos o Adler Planetarium lá longe. Virei pro Loedi e disse: vamos caminhar até lá? Hahaha… ele fez careta, mas topou.  Cerca de 20 minutos depois, chegamos ao Planetarium e realmente pudemos constatar que a vista dali é imbatível! Você consegue ver toda a skyline de Chicago com a Willis Tower se destacando na altura. Pena que estávamos contra o sol e as fotos não saíram tão boas, mas fica em nossa memória a magnífica vista de Chicago. Sentamos na grama, e ficamos ali um tempo, vendo a vida passar e curtindo o vento vindo do lago Michigan.

Saímos de lá e voltamos para o centro para mais umas comprinhas e para tirarmos foto num letreiro de Chicago que tínhamos visto antes.

Com as fotos tiradas, voltamos pro hotel, pedimos uma autêntica stuffed pizza de Chicago e fomos  fazer a checagem dos pesos das bagagens para seguirmos no dia seguinte pela manhã para Las Vegas, nosso próximo destino.

Achávamos que em Chicago não encontraríamos tantos brasileiros, porém nos surpreendemos. Ficamos surpresos também com a beleza da cidade, com a altura dos belos prédios e principalmente com a arquitetura deles.

Chicago tem agito, bons lugares para compras e lindas paisagens com ou sem o lago Michigan de fundo.

Sem dúvida nenhuma, a vista do Skyline é indescrítivel e rende boas discussões em alguns fóruns se é mais bonita ou não que a Skyline de Nova Iorque. Como eu exercito sempre não comparar lugares, me abstenho do meu voto. As duas são demais!

Ficar 2 dias em Chicago foi suficiente para vermos os highlights, mas com certeza a cidade tem muito mais para oferecer.

Que tal conhecer Chicago em sua viagem aos EUA? A terra natal de Walt Disney, realmente vale uma visita!

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3 Comentários

Arquivado em América do Norte, Chicago, Estados Unidos

3 Respostas para “EUA – Chicago

  1. Eliane

    Vou pela primeira vez aos EUA e não queria deixar Chicago de fora, de jeito nenhum, pois o seu skyline me conquistou pelas fotos.

  2. Luciana

    Chicago é a melhor cidades dos EUA que eu já vi!!!!
    Parabéns pelo blog, muito bacana!!
    Estou pegando as dicas de Las Vegas e San Francisco que são os meus próximos destinos!!!

    Vc gosta muito de Fast Food, ou é pq é a opção mais barata?

    Pq você não coloca o nome dos hotéis que ficou?

    Abraços,

    Luciana

    • Olá Luciana! Bem-vinda ao blog! Realmente Chicago é demais, que saudades… Geralmente coloco os hotéis em que fico hospedada nos posts de planejamento, onde conto os preparativos para a viagem. Eu não gosto muito de fast food não, como porque é o mais barato, rsrsrs. Pra vc ter idéia só consigo comer batata frita nas férias, quando chego a enjoar de sanduíches…Outro motivo que acabo optando por lanches é que sou meio enjoada com comidas estranhas, prefiro aquilo que já sei o gosto… abraços!

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