Peru – parte 3: Salinas de Maras, Moray e Ollantaytambo

Como o dia anterior tinha sido bem longo, combinamos com o Senhor Santos que nosso passeio iria começar às 9 horas da manhã. Pela primeira vez conseguimos tomar café no hotel, que era pão geléia, manteiga, suco e café – básico, porém gostoso.

Entramos no táxi e seguimos rumo ao nosso primeiro destino: as Salinas de Mara. Antes de chegar lá, paramos num mirante muito bacana no qual era possível ver as montanhas nevadas.

Para entrar nas Salinas, é preciso pagar a entrada de 5 soles. Logo na vista lá de cima na estrada, o cenário já impressiona.

E chegando mais perto fica mais interessante ainda, pois você consegue ver bem certinho a camada de sal. Logo na entrada, há uma feirinha com artesanato em sal e passando por ela você chega às salinas.

A minha maior curiosidade ao chegar lá era ver se aquilo era sal mesmo…rs. E para ter certeza, tive que provar uma pitadinha e é óbvio que era. Outro experimento interessante é colocar a mão na água e esperar secar para você ver o sal se formar nos seus dedos.

Além da beleza do local, algo que chama a atenção é a mão-de-obra infantil ali utilizada…. algo triste de se ver.

Apesar disso, adorei a visita às Salinas de Maras… algo muito diferente e interessante. De lá, seguimos para Moray que fica bem próximo.

Não tínhamos adquirido o boleto turístico de Cuzco até o momento, mas para entrar em Moray foi necessário. O boleto turístico é um passe que você utiliza para visitar as principais atrações turísticas da região. Existem 2 tipos: o integral e o por circuito (maiores informações no site). Optamos pela opção mais em conta, de 70 soles, pois não teríamos tempo para visitar todos os lugares inclusos no integral.

Com o bilhete em mãos, partimos para visitar os Morays, que eram lugares em que os incas faziam experimentos agrícolas. Ao olhar lá de cima, não tem como não pensar em quão perfeitos são aqueles círculos e como os incas conseguiram fazer algo daquele tipo tanto tempo atrás…

Mas é claro que não nos contentamos em vê-los lá de cima e resolvemos descer, mesmo sabendo que a altitude poderia nos deixar exaustos. Para descer foi tranquilo… a principal dificuldade foram as escadinhas incas até chegarmos ao centro do Moray.

Minha mãe, que tem 63 anos, preferiu não descer. Nós fomos e chegar lá, bem no meio, foi demais! Contemplar toda aquela obra compensou todo o esforço de se chegar ali…

Ficamos um pouco por ali pensando em quanto seria desafiador o caminho de volta e resolvemos voltar devagar. Caramba! Subir aquelas escadinhas com a altitude parecia impossível. Subíamos um andar e cada vez e mesmo assim ficávamos extremamente ofegantes (e nós 2 praticamos atividades físicas regularmente…). O jeito era ir parando para tirar fotos.

A subida final foi terrível… pior que a da duna da Lagoa Betânia nos Lençóis Maranhenses. Juro que pensei que não fosse conseguir chegar lá em cima. Mas, felizmente, chegamos! E-xaus-tos!!!!!

Respiramos um pouco e fomos tirar mais uma fotografias da bela paisagem dali de cima.

Nosso próximo destino era Ollantaytambo e o senhor Santos pegou uma estradinha muito linda passando pelo meio do Vale Sagrado. Uma paisagem mais linda que a outra, ali, no meio das montanhas.

Com o belo trajeto, chegamos a Ollantaytambo, que além de ter as ruínas é uma cidadezinha bem acolhedora e cheia de barracas de artesanato.

Ao avistarmos as ruínas, nosso primeiro pensamento foi: mais escadas para subir na altitude, rsrsrs. Ok, ok 🙂

Pernas pra que te quero! Iniciamos nossa subida pelas ruínas, bem devagarinho… e a cada degrau parávamos para contemplar a paisagem… Ali, parecia tudo diferente principalmente o reflexo do sol nas montanhas que deixava o ambiente mais bucólico que nunca.

Para descansar um pouquinho, parávamos perto de alguns grupos guiados, ouvíamos um pouco da história de Ollantaytambo e é claro que tirávamos fotos e mais fotos.

Minha mãe afinou e não subiu tudo… rs. Voltou antes da gente! Nós fomos até o fim das ruínas…

É claro que sem guia, não pudemos entender nada do que foi Ollantaytambo mas isso não tirou em nada o encanto do lugar. Observar as construções, os alinhamentos das pedras e dos andares nos impressionou mesmo sem sabermos os porquês.No caminho de descida e lá embaixo, também vimos construções bem interessantes.

Nessas alturas do campeonato, após passar o calor da intensa atividade física, o frio estava intenso e fomos tomar um café para nos esquentar. Aguardamos o Sr Santos e voltamos para Cuzco.

No caminho de volta fomos conversando e refletindo sobre a história de comer a sobremesa antes do prato principal, ou – traduzindo – visitar Machu Picchu antes do Vale Sagrado. Nossa conclusão foi que não foi nem um pouco frustrante a experiência, pois sabíamos que ambos eram atrações diferentes. Machu Picchu é famoso, falado e comentado em todos os lugares do mundo e querendo ou não gera uma expectativa maior. Já de Ollantaytambo, os Morays e as Salinas pouca gente ouve falar e é aí a grande surpresa! Para nós, ambos foram surpreeendentes e a ordem pouco importou. Pode ser um delicioso jantar com uma bela sobremesa, ou vice-versa. Os dois lugares irão te encantar qualquer que seja a ordem.

Não posso deixar de mais uma vez agradecer o Luiz, do blog Boa Viagem, por me permitir conhecer Moray e as Salinas que eu nunca tinha ouvido falar na vida!

Após esse dia maravilhoso, chegamos em Cuzco e fomos procurar um lugar para jantarmos, uma vez que não tínhamos almoçado. Nossa opção foi a pizza, mais uma vez, num restaurante chamado Trattoria Adriano, localizado bem próximo à Plaza de Armas e com preços muito bons. Aliás, se tem uma coisa que é extremamente barata no Peru é a comida.

Após o jantar, voltamos para o hotel para descansarmos e nos preparar para o último dia no Peru. Nossos planos para este dia era conhecer um pouco mais de Cuzco. A viagem estava sendo do Peru, literalmente! hahahaha 😉 😉 🙂

26 Comentários

Arquivado em América do Sul, Peru, Vale Sagrado

26 Respostas para “Peru – parte 3: Salinas de Maras, Moray e Ollantaytambo

  1. Camila

    Olá Thaís….adorei seu blog….ótimas dicas essas do Peru….eu e meu namorado estamos indo pra lá agora no feriadão de 07/09 e vamos passar dois dias em Cusco..gostaria de saber se você tem mais algum restaurante bom pra indicar, e se você sabe se é fácil, seguro e não tão caro, comprar uns passeios que nem esse que vcs fizeram em Cusco, porém com guia, ou se realmente vale mais a pena pegar um taxista….
    Desde já agradeço sua atenção, e já add seu blog nos favoritos!!!

    Bjos Camila =)

    • Oie, Camila! Não me lembro dos nomes dos restaurantes (:() mas fique tranquila que ali nas redondezas da Plaza de Armas tem muitas opções. E como a comida é muito barata, é fácil fazer uma boa escolha. Em relação aos passeios com guias, li alguns relatos dizendo que tem muitos espertalhões que tentam enganar os turistas dizendo que é preciso ir um taxista e um guia juntos. Fique atenta! Como eles são muito empenhados com o turismo, é bem fácil encontrar um taxista que também sirva de guia. Uma outra opção é você contratar o taxista e chegando no local do passeio contratar um guia ( eles estão por toda a parte e com certeza irão te abordar,rs) Só não esqueça de pechinchar para conseguir um bom preço. O ruim de ter guia durante todo o passeio é que você não tem tanta liberdade para fotos, pois eles brigam por sua atenção o tempo todo. Com certeza você irá se encantar com o Peru e o melhor de tudo é que a viagem já está chegando! Que delícia! Aproveite bastante, beijinhos.

  2. Thais, o blog está cada dia melhor! Obrigada pelo seu comentário lá no viciosdeviagem.blogspot.com, mas não estou conseguindo responder aos comentários, por isso não respondi! Super beijo Carol

  3. AAahhh que legal que deu tudo certo! É isso que me motiva tanto a escrever minhas experiências de viagem! Ver que eu posso ser útil ao compartilhar detalhes simples (mas fundamentais) das viagens que eu faço mundo a fora!

    Fico muito feliz por ver que minhas dicas foram úteis e lhe guiaram nessa incrível jornada Peru adentro! Agradeço demais pelas citações e por estar lá firme acompanhando as nossas matérias!

    Abração e SUERTE!

  4. Camila

    Obrigado pela ajuda Thaís!!!!
    Bjos =)

    Camila!

  5. Jussara

    Oi, Thaís,
    É seguro subir as ruínas? Olhando algumas fotos tiradas muito do alto dá um certo medo (não gosto de altura). Ao mesmo tempo parece que os degraus são largos, o que me transmite segurança, mas vi tb umas passagens meios estreitas, como na foto em que sua mãe aparece voltando. O que vc achou?
    Abraços.

    • Jussara, também faço parte do time das medrosas, rsrsr. Não me arrisco em nada e as fotos que tirei foram todas em lugares beeem seguros. Talvez o ângulo pareça que o lugar seja perigoso, mas não fui em nenhum lugar arriscado. Com certeza existem lugares para os ousados, mas desses eu fiquei bem longe!
      Em relação ao post dos Lençóis Maranhenses, você está certíssima! O sol é de rachar e junto com o reflexo da areia fica bem forte. Muito protetor solar e água são fundamentais. As poses de yoga copiei de uma professora que estava no mesmo grupo… para dar uma variada, imitei e achei o máximo! Apareça sempre por aqui! Um grande abraço!

  6. Rosa

    Oi Thaís,
    Gostaria de uma dica: Estou pensando em pegar cedo um táxi saindo de Cusco, ir para Maras, Moray e Salineiras. Depois o táxi nos deixa em Ollantayatambo para pegar o trem para Machupichu por volta das 15h30. É possivel? Você tem o contato do Sr. Santos?

    • Olá, Rosa! Infelizmente não pegamos o contato do Sr Santos, mas tenho certeza de que você encontrará outros taxistas honestos e gente boa por lá. É possível sim essa opção que você sugere, é só começar o passeio bem cedo, lá pelas 8 horas para poder ter mais calma nas visitas e se bobear até dá tempo de você dar uma passadinha nas ruínas de Ollantaytambo antes de embarcar no trem. Nas salineiras não tem muita coisa para fazer além das fotos, nos Morays tem que controlar o tempo pois a subida pode demorar mais do que você imagina. Aproveite muito o Peru e obrigada pelo comentário! Bom feriado pra você 🙂

  7. Eliete

    Olá Thays
    vou com minha família ao Peru no fim do ano, mas como moro no Acre vou de carro próprio pela Carretera Interoceânica. O que está me deixando meio apreensiva, é o fato de todos falarem que tem que pegar o trem em Cuzco, pois gostaria de ir às Salinas de Maras e visitar os círculos de Morays de carro contratando apenas um guia.
    Bom, o que preciso saber mesmo é sobre as condições da estrada até Ollantaytambo… Tem asfalto até lá?

    • Olá! As estradas para se chegar a Ollantaytambo são estreitas e com pista simples, porém há asfalto em todo o trecho. Para se chegar até lá não é necessário ir de trem. Nós fomos de táxi e foi bem tranquilo. Se for contratar o guia fica mais fácil ainda, pois com certeza ele saberá a melhor opção para o trajeto.

  8. romuloff

    Olá

    Gostaria de tirar umas duvidas sobre esta região, pois estou indo dia 19/06, aproveitando a data do festival Inti Raymi e a super promoção da TAM que saiu recentemente.

    O motivo é que eu quero conhecer (desbravar) todos os povoados e atrações perto destes locais ( Moray , Salinas de Maras , Pedreiras Incas de Cachicata , Piramide Pakaritampu , Pisac , Chinchero , Mausoleo de Pisac , Palacio de Sayri Tupac , etc).
    Tenho até mesmo a intenção de dormir um dia em Ollantaytambo/Vale Sagrado ou um dia em cada povoado (os que tiverem hostel) para poder viabilizar isto .

    Minha duvida principal é como me locomover entre estes pontos, pois só ví experiências de pessoas que fizeram pelo tour (que não passa na metade dos lugares que quero conhecer) ou de taxi como vocês (que acho que sai do meu orçamento).

    Obrigado e parabens pelo blog e pelas viagens !

  9. Gabi

    Olá,

    Gostaria de saber quanto custou esse taxi para Maras e Moray. Dá pra ir nos dois lugares em uma tarde por exemplo?
    Obrigada

  10. Tiago

    Olá! Gostaria de saber se é possível visitar num mesmo dia além destes lugares, Chinchero e Pisaq? Obrigado!

  11. eliandro g pereira

    Boa tarde,estarei indo para cusco em agosto,gostaria de saber quanto ficou o custo do taxi,pois estou na duvida de alugar um carro ou contratar um taxi,pois o aluguel do carro com seguro pela rentalcars sai R$370,00.
    Desde ja obrigado Eliandro

    • Olá Eliandro! Não me lembro quanto pagamos na época, pois já faz 5 anos. O que recordo é que os valores são negociáveis e acho mais cômodo o táxi que já conhece os caminhos. Não sei qual a confiabilidade de GPS por lá, pois me lembro que pegamos algumas estradinhas bem escondidas para chegar aos locais. Boa viagem!

  12. Suele Sousa

    Boa tarde!
    Thaís, eu e meu namorado queremos fazer uma viagem à Cusco, porém a principal dúvida que fica é se todas as atrações são pagas ou se podemos fazer por conta própria.
    Como ir para Moray , Salinas de Maras , Pedreiras Incas de Cachicata , com transporte local e pagar apenas a entrada.
    É possível?

    Obrigada!

  13. ANa cAROLINA

    vOCÊ TEM O CONTATO DO TAXISTA? queria fazer um tours privado.

  14. Luciano

    Olá Thaís, tudo bem?
    Estou encantado com as suas experiências no Peru. Fantásticas. Estou indo com um grupo de amigos entre os dias 10 e 15 de outubro. Ficaremos 2 noites em Águas Calientes e 3 noites em Cusco. Elaboramos dois roteiros diferentes, mas estamos abertos à sugestões. Vc poderia nos dar algumas dicas? Pretendemos conhecer Maras e Moray, Chinchero, Pisac, Vale Sagrado e possivelmente a pirâmide Pakarimpu (vc a conheceu?).
    Qualquer sugestão será muito bem vinda!

    Obrigado e parabéns pela sua iniciativa em compartilhar suas experiências no blog!

    • Olá Luciano! Tudo bem e vc? Que delícia de viagem e já está quase chegando 🙂 Não conheci essa pirâmide, mas vejo que o roteiro de vcs está perfeito. Acredito que as “cerejas do bolo”já estão contempladas nos planos de vcs. Aproveitem muito e boa viagem 🙂

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