Montevidéu: parte 1

Sair da chuvosa e fria Curitiba no sábado foi um alívio, mesmo tendo que acordar às 4 horas da manhã. Voos no horário foram outra alegria para o início da viagem ao Uruguai. Ver que finalmente foi colocado um painel eletrônico avisando os guichês disponíveis na Polícia Federal em Guarulhos foi outra coisa boa. Em todas as minhas viagens anteriores achava um absurdo ver as atendentes berrando inutilmente- próximo, próximo, próximo… argh! Ufa, resolveram pelo menos esse problema por lá.

Aterrissamos em Montevidéu ao meio-dia e ao desembarcarmos já fiquei impressionada com o aeroporto. Aliás, ao chegar lá fiquei pensando o quanto os primeiros passos em aeroportos marcam minha memória. Não sei porque, mas a ansiedade de estar num lugar diferente me faz pensar que o desembarque é um momento especial, pois é a certeza de que finalmente cheguei onde estava esperando há tempos.

E essa experiência no Uruguai foi fantástica. Se estivesse um pouco sonolenta teria certeza de que estava chegando num país de primeiro mundo, de tão lindo, limpo e organizado que é o aeroporto. Virei para o Loedi e disse: me sinto em Frankfurt, hahahaha. Que choque sair do caótico Guarulhos e desembarcar no harmonioso Carrasco.

E se por dentro ele é lindo, por fora parece obra de Oscar Niemeyer (sou fã dele!). Mas para não menosprezar o artista, fui procurar o verdadeiro autor da obra: Rafael Viñoli, arquiteto uruguaio.

Pegamos nossa mala e fomos sacar dinheiro para pegarmos o ônibus rumo à Montevidéu. Como a aeroporto fica há mais de 20 km do centro, um táxi fica bem caro e nem cogitamos essa possibilidade.

Almoçamos num Mc Donald’s ali mesmo no aeroporto para podermos trocar o dinheiro. Logo em seguida, facilmente encontramos o ponto de ônibus que fica bem na frente da porta do desembarque. Dá pra pegar qualquer ônibus que venha escrito Montevidéu. Custo da passagem: 32 pesos uruguaios, ou 3,20 reais. Para converter para reais lá é só dividir por 10, easy 😉 !

O trajeto é longo. Levamos quase uma hora até o ponto que precisávamos descer, mas por esse preço estava mais que ótimo. Descemos no centro e de lá seguimos para nosso hotel.

Ficamos no hotel Iberia, um hotel simples, duas estrelas e que cumpre o que promete na internet. Gostamos da localização por ser pertinho do centro, de supermercados e de pontos de ônibus. Não me pergunte como é a região à noite, pois nenhum dia cheguei ao hotel após o pôr-do-sol ( que ocorria após 20 e 30h).

Largamos nossas coisas no quarto e já descemos para pegarmos um mapa na recepção e começarmos nosso passeio. Em poucas horas no Uruguai já tínhamos percebido a simpatia do povo com brasileiros e com a moça do hotel não foi diferente.

Nossos planos para este primeiro dia contemplavam a orla de Montevidéu, ou como eles chamam, as Ramblas, que são as largas avenidas que ficam às margens do Rio da Prata.

Nosso hotel ficava há umas três quadras da Rambla, e foi para aquela direção que seguimos. Ao avistar o rio, o primeiro pensamento que me veio à mente foi que a Argentina estava do outro lado, rsrsrs. E também não tem como não pensar na imensidão do rio, que parece não ter fim.

Paramos um pouco por ali e decidimos caminhar até Punta Carretas, que é um dos bairros nobres de Montevidéu. A distância era longa, mas mesmo assim resolvemos encarar.

Em nosso percurso, duas coisas nos chamaram a atenção: a calmaria da cidade, que mesmo sendo a capital do país parecia interior na tarde de sábado; e como as pessoas aproveitam a orla cheia de praias da mistura de rio com mar.

Nas calçadas você vê pessoas praticando esportes, na beira-mar vários pescadores, do outro lado crianças jogando bola, alugando patins ou patinetes. Tudo é válido para aproveitar o dia de sol e calor à beira do rio da Prata.

Após longas pernadas, chegamos à Punta Carretas, que inicia logo após o Parque Rodó. Nessa parte da orla, parece que você mudou de cidade. Tudo fica mais bonito e com outros ares. A Rambla ganha prédios altos e modernos, palmeiras vistosas, clubes, bares e restaurantes charmosos. Uma delícia contemplar essa paisagem!

Não estou de forma alguma comparando Montevideú com o Rio de Janeiro (pois seria muito injusto!), mas caminhar por Punta Carretas e Pocitos (outro bairro nobre da capital uruguaia) lembra os ares da cidade maravilhosa.

Após quase 4 km de andanças, resolvemos voltar, mas não sem antes tirarmos mais algumas fotos dali.

Caminhamos até o Punta Carretas Shopping, onde tínhamos a missão de comprarmos um carregador para nossa câmera, pois no dia anterior da viagem descobrimos que tínhamos perdido o nosso. Argh!

Não encontramos o que procurávamos, mas tivemos a oportunidade de sabermos como eram os preços no Uruguai e ficamos assustados! Tudo no preço do Brasil ou muito mais caro. Para vocês terem ideia, uma pet de 2 litros de Pepsi num supermercado custa o equivalente a 5 reais. Uia… Devido a este fator, gastamos com alimentação mais que havíamos planejado, mesmo comendo fast food e fazendo compras no supermercado.

E já que os preços não eram nenhum pouco atrativos, apenas jantamos no shopping, pegamos o ônibus urbano que custa 18 pesos uruguaios e voltamos para o hotel. E por falar em ônibus, são frequentes, limpos e abrangem os principais pontos de interesse da cidade, sem falar no precinho camarada.

Após uma noite com apenas 4 horas de sono e um dia com mais de 4 km de caminhada, não nos restava outra opção a não ser dormir cedo para podermos aproveitar os nossos próximos dias em terras uruguaias.

As impressões desse primeiro dia? Ótimas, lembrando sempre de não se comparar a cidade com as demais capitais da América do Sul. Como diria a Cibeli, nada de pensar nas irmãs ricas ao desbravar Montevidéu. Mais detalhes sobre isso na parte 2, em breve por aqui 🙂

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7 Comentários

Arquivado em Montevidéu, Uruguai

7 Respostas para “Montevidéu: parte 1

  1. Bel

    Amiga, espero que você tenha dito: “sou brasileira”, eles nos amam, falar então em Santa Catarina, Rio e Bahia, humm, ficam loucos rs. Somente há um pró, rs, eles não esquecem a copa de 50… Eles adoram lembrar e tirar onda conosco, mas tudo na amizade 😉

    Ahhh, que pena, vc não sabia dos preços… Sim não tem a colher de chá da Argentina, realmente o mais barato, Chile em segundo, mas o Uruguai é o mais caro do trio. Agora, compras pra homem, principalmente terno é um espetáculo em relação ao Brasil, já para mulher não achei muito futuro não. Couro: achei melhor comprar na serra gaúcha, preço, beleza e acabamento (inclusive melhor tbm do que a Argentina).
    Em Punta, teve festa de USD$ 100,00!!! Ficar hospedada no Conrad… no comments, é caroooo, mas a vista dos quartos impressiona.

    Sim, mas comentando suas experiências….
    1- Sim, o aeroporto é lindão! digno de uma capital. Alô 2014!!!
    PS: posso copiar sua foto, pois fui a noite e não bati uma foto tão legal quanto a sua (amooooo foto, chega atrapalhar os passeios, rs)
    2 – A Rambla é um espetáculo realmente. Dá para acreditar que é um rio… Ainda não consigo, mesmo tendo visto, rs. A parte que vc andou é muito legal. Quero ir à Argentina por Colônia do Sacramento (segue um link wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_do_Sacramento).

    3- Espero logo novos comentários… Punta….!

    PS: Thaís, se possível, manda para meu e-mal (o que aparece para vc) o teu e-mail para a gente se falar mais, queria trocar umas (mil) idéias contigo. 😉 Abs.

  2. Gabriel

    Olá, adorei ler sobre Montevideo, você veio como uma luz rsrs.
    Vou embarcar no dia 17/12 – e vou para passar o fim de semana, não conheço a cidade ainda, e estava meio preocupado com os preços de alimentos e transporte. Aceito dicas para visitas rapidas.

    Obrigado

    • Que bom que você pode ter uma ideia sobre Montevidéu através do blog. Um final de semana é suficiente para conhecer as principais atrações da cidade e nem precisarão ser visitas rápidas, pois não tem tanta coisa assim para ser fazer por lá. Tenha uma excelente viagem!

  3. Uma pergunta, montevideu e barulhenta como nossas cidades.
    O povo e mal educado quando se refere a som nos carros e buzinas…

    • Olá Sandro! Curiosa sua pergunta, mas foi algo que realmente observei lá. As ruas são muito silenciosas e por várias vezes comentava com meu marido que nem parecia que estávamos numa capital, pois tudo era muito calmo. O trânsito é bem organizado e foram poucas as vezes que ouvi buzinas.Educação é algo que nota numa visita ao Uruguai, felizmente 😉

  4. Eu e minha noiva estamos em Montevidéu. Ela a primeira vez e eu desde 1978, que não retornava nesta cidade maravilhosa com um povo hiper hospitaleiro e alegre. As maiores lembranças da capital uruguaia datam da década de 60, quando vinha muitas vezes durante o ano com meus pais. Realmente como diz a bloegueira o Aeroporto de Carasco dá um show nos aeroportos brasileiros. Lindo e limpo como poucos. A cidade vamos começar a curtir a partir de amanhã. Feliz Ano Novo a todos!!!!

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