Natal na Europa 2011 – o início da viagem

Tudo parecia perfeito na sexta-feira antes de embarcarmos. Os aeroviários cancelaram a greve, não estava nevando na Europa, a maioria dos voos do Brasil no horário. Em Curitiba fazia um calor danado e o céu estava lindo. Não é que bem na hora de irmos para o aeroporto, resolve se formar um baita temporal bem na região de São José dos Pinhais? Segui com pensamento positivo, mas com muito medo de algo dar errado.

O aeroporto estava cheio e logo entramos na fila para despacharmos nossa bagagem. Ao ser atendida, a mocinha me disse que o voo teve problemas para descer em Curitiba por causa da chuva e que até o momento não tinha mais informações.

Como tínhamos tempo para nossa conexão em São Paulo, não fiquei tão desesperada e o que me restava fazer era acompanhar o status do voo. Aflita, clicava a todo minuto no site da Infraero e a situação só piorava. De 30 minutos, passou para 1 hora de atraso. Beleza, ainda daria tempo.O pior foi quando constatamos que o atraso já era de 1 hora e meia quando embarcamos. Argh!

Entramos no avião e eu estava em pânico, pois tudo estava demorado: os topeiras colocando as super malas de mão nos bagageiros, gente querendo trocar de assento na última hora, pessoas empacando a fila, enfim – um caos!

E para ajudar, o avião demorou para sair do lugar e tudo parecia um verdadeiro pesadelo….Não conseguia fazer nada a não ser chorar de raiva, de tristeza, de medo de perdermos nosso voo em São Paulo. Receio de toda a minha expectativa pela viagem ir por água abaixo….

Finalmente às 21 e 40 o avião saiu de Curitiba, com previsão de chegada em São Paulo às 22 e 40, sendo que era bem esse o horário de início de nosso embarque para Frankfurt. Estava muito justo, ainda mais se pensasse na fila da Polícia Federal que costuma ser gigante e lenta em Guarulhos…. As chances de nossa viagem dar certo começavam a diminuir em minha cabeça.

Eis que o avião pousa e nós saímos correndo feito loucos pelos corredores para tentarmos achar alguém da TAM que agilizasse nosso embarque. Felizmente ouço o mocinho gritando: “Conexão para Frankfurt!” Ufa! Nesse momento respirei aliviada e até chamei o moço de anjo, pois ele acabou com toda a angústia que estava sentindo naquele momento. De lá, ele nos levou até o portão de embarque e deu tudo certo.

Ao sentar na minha poltrona, parecia que um elefante tinha passado por cima de mim… Estava exausta, mas felizmente tudo tinha dado certo!

O voo foi tranquilo e consegui dormir umas 4 horas. Minha única preocupação foi o Loedi, que passou mal em boa parte do voo com suspeita de pedra nos rins. Mas pensei que tínhamos o seguro saúde e caso algo desse errado era só seguirmos para um hospital para medicá-lo.

Chegamos em Frankfurt no horário e com temperatura de 6 graus.  As nossas malas foram literalmente as últimas a saírem da esteira, mas felizmente todas chegaram.

A imigração não nos perguntou nada, apenas carimbou nosso passaporte. Seguimos para o terminal de trens e como tínhamos 3 horas de espera, fomos a um supermercado ali dentro do aeroporto mesmo para comprarmos alguns belisquetes.

Pra quem vai passar por Frankfurt, fica a dica! Ao invés de pagar os altos preços no andar de cima, siga até o mercado próximo aos trens que serve saladas e sanduíches por preços bem mais em conta. Uma outra dica valiosa num dos maiores aeroportos do mundo é logo que chegar pegar um mapa, se localizar e mantê-lo contigo pois com certeza irá precisar.

O Loedi ainda estava mal e a situação ainda me preocupava… Mas, ficamos ali comendo delícias européias – como a bolacha Leibniz que eu amo e o tempo passou rapidinho.

Mesmo sendo minha terceira ida à Europa, esta é a primeira vez que escrevo um post recém voltando de lá e não posso deixar de relatar tudo que AMO apreciar ao chegar naquela terra.

Uma das primeiras coisas que reparo é a limpeza e calma dos aeroportos : que inveja! Você olha no chão e não vê um papelzinho jogado. Os banheiros são impecáveis de limpos, água quente nas torneiras, papel higiênico de boa qualidade. Você não escuta gritaria nos corredores, nem gente tentando passar na sua frente nas filas. Tudo funciona no aeroporto de Frankfurt!

Outra coisa fascinante para mim na Alemanha é a pontualidade rigorosa de tudo. Ficamos uns minutos observando o ir e vir dos trens e acompanhando no relógio o quanto os horários são cumpridos: inveja parte 2! Enfim, nos próximos posts vou contando mais de tudo de bom que existe no Velho Continente.

Eis que ãs 17 e 09 o nosso trem, que percorre os 199 km entre Frankfurt e Bonn em apenas 38 minutos., parou na estação . Pontualmente, às 17 e 47, chegamos em Bonn e logo avistamos a Sabrina nos aguardando.

Tudo parecia um lindo sonho se tornando realidade! E estava apenas começando, que delícia!

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4 Comentários

Arquivado em Alemanha, Europa

4 Respostas para “Natal na Europa 2011 – o início da viagem

  1. Jussara S.

    Thaís,
    Que bom que no final deu tudo certo. Mas se seu voo era conexão, geralmente eles costumam esperar, pois sabem que tem passageiros em outro voo atrasado. Acho que só em atrasos muito grandes é que não esperam.
    Ri muito aqui de “os topeiras colocando as super malas de mão nos bagageiros, gente querendo trocar de assento na última hora, pessoas empacando a fila”. A gente ri depois que passa, mas na hora dá raiva mesmo. Brasileiro adora viajar levando tralha, né? E adoora trocar de lugar, nunca vi igual.
    Depois ri também da parte “Você não escuta gritaria nos corredores, nem gente tentando passar na sua frente nas filas.” Essa “fineza” do brasileiro é irritante.
    A troca de ares nos faz mesmo ver a diferença. E na volta a gente sente logo no avião. Se o voo tiver muito brasileiro é aquela falação alta e sem fim. Pior quando tem um querendo contar mais vantagem que o outro. Nossa!
    Curiosa para ler os outros posts.

    • Olá Jussara! Agora também dou risada de tudo, rsrsrs…. Já antecipando informações do voo de volta, acredita que viemos num voo com um time de basquete que não parava quieto dentro do avião? Aff….Bem isso que você escreveu, falação alta e sem fim! Estou correndo pra escrever os demais posts.. aguarde 🙂

      • Jussara S.

        Nossa, Thaís, um time de basquete que não para quieto deve ser dose, hein?! rs. Eu não suporto blablablá. Posso até conseguir dormir com outros barulhos, mas com gente conversando eu simplesmente não consigo, só se estiver muito passada mesmo de sono. E pra acordar é a mesma coisa: é só começar a falar perto de mim, mesmo que seja baixo.

      • É, eu também sou assim. Dormi bem pouco no voo de volta, mas porque estava podre…

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