Chegando em Viena

Chegamos em Viena quase 9 horas da noite e o piloto anunciou que a temperatura era de 6 graus. Tínhamos pesquisado o trajeto de transporte público até o hotel, mas estávamos meio receosos de arrastar mala no frio de rachar.

Pegamos as malas e nos dirigimos à maquininha de comprar passes para o metrô quando fomos abordados por um senhor oferecendo táxi por 35 euros. A primeira conta que fiz foi dividir 35 por 4 e ver que por menos  de 9 euros por pessoa chegaríamos tranquilamente até o hotel, quentinhos e sem nenhuma aventura. Só olhei para o Loedi e disse: vamos? O Fernando e a Paula também concordaram e lá estávamos nós seguindo o simpático senhor que logo foi puxando conversa.

Claro que na ida até o carro me deu um medinho, pois nem sabíamos se o cara iria mesmo nos levar até o hotel, se era de confiança, essas coisas que brasileiro sempre tem na cabeça. Mas logo desencanei e pensei: relaxa, você está na Europa.

Chegamos no carro e uau! Era uma Mercedes super-moderna. O tiozinho nos contou que faz transfers de executivos, mas como aquele dia ainda era feriado, ele estava trabalhando para particulares. Nos falou também que era turco, mas que já vivia há um bom tempo em Viena. Do aeroporto até nosso hotel foi nos contando por onde estávamos passando, quais as atrações de Viena, como entender o mapa da cidade e essas coisas.

Logo no caminho, mesmo estando escuro, me encantei com a cidade. Aliás, é meio difícil você não se encantar com uma cidade europeia em época de Natal, pois elas ficam totalmente decoradas com luzes e enfeites que ficam mais lindos ainda à noite.

Após meia hora de trajeto, estávamos no hotel, sãos, salvos e sem passar frio. O preço saiu mais caro do que transporte público, mas a agilidade e comodidade valeram a pena. Se estivéssemos só eu e o Loedi, com certeza não teríamos feito isso pois o preço ficaria bem salgado.

O hotel era super novo e a recepção bem agilizada. O único incoveniente era a internet custando 9 euros. Mas não vivo sem conexão, ainda mais em viagens e não hesitei em pagar. Pelo menos era rápida.

Estávamos morrendo de fome e a primeira coisa que fui procurar era algum restaurante ali perto. Achei no Google uma pizzaria e logo saímos para tentar encontrar. O que não levamos em consideração é que além de ser feriado, já passava de 10 horas da noite e sabe-se lá se encontraríamos algo aberto. Começamos a andar e nada! Tudo fechado e nós éramos as únicas pessoas nas ruas. Vimos uma placa do Mc Donald´s e resolvemos tentar a sorte lá, mas felizmente no caminho achamos uma portinha aberta sinalizada como restaurante. Foi lá mesmo que resolvemos entrar.

Éramos as únicas pessoas no restaurante e resolvemos não arriscar. Ainda mais que o cardápio só era escrito em alemão. A melhor pedida nestes casos: pizza! E pra quem quer arriscar menos ainda, dois sabores são universais e com risco praticamente zero: marguerita e quatro queijos (que por lá é conhecida como quatro formaggio, ou algo desse jeito). Minha irmã, que é meio fresca para comer não ousou e foi nessa. Eu, o Loedi e o Fernando resolvemos pedir sabores diferentes. Pra quem está indo pela primeira vez à Europa, fica a dica de que pizza por lá é individual geralmente do tamanho de um prato grande.

Mesmo estando frio pra caramba lá fora, o ambiente do restaurante era bem quentinho. Não só esse lugar, mas todos os ambientes fechados sempre estavam bem aquecidos. Nessa viagem caiu por terra aquela história que nossas mães e avós diziam de que sair quente no frio deixa a gente doente. Que nada! Se fosse assim os europeus viveriam doentes.

A garçonete não falava inglês, mas com mímica e falando uma língua diferente conseguimos nos comunicar. Vieram as pizzas e estavam uma delícia. Eu e o Fernando pedimos o sabor Diavola e nos divertimos comendo as partes bem apimentadas. Terminamos de jantar, pagamos e logo voltamos para o hotel. Já era tarde da noite e precisávamos dormir pois nossa maratona em Viena seria intensa. Essa já seria nossa terceira noite na Europa e a terceira noite indo dormir tarde. Totalmente fora de meus padrões de viagem pois eu preciso muito dormir cedo!!!!! Ok, ok, eu sabia que seria corrido….

Mas o pior de tudo não é dormir tarde e sim acordar cedo naquele frio! E pior, você olhar pela janela às 8 horas da manhã e o dia ainda estar amanhecendo. Mas é claro que você saber que há uma cidade inteirinha pra você conhecer lá fora, e que  terá luz por poucas horas, te faz sair correndo da cama.

Como à noite já partiríamos para Budapeste, fizemos o check-out do hotel e deixamos nossa bagagem por lá para pegarmos no final do dia.

Antes de escrever qualquer coisa sobre o passeio em Viena, quero admitir que foi um erro brutal ter reservado só um dia para a capital austríaca! Ainda mais um dia de inverno, que tem poucas horas de duração. Se você está pensando em ir pra lá, planeje pelo menos 2 dias.

E aproveitando pra fazer uma avaliação da viagem em geral, acredito que foi a mais maluca de todo meu repertório, rsrsr. Pouca luz do dia, poucos dias, vários lugares, frio, loucura geral! Mas, como aprendemos em aulas de planejamento, esses foram os riscos que tínhamos detectado no início projeto. Era o que conseguíamos fazer em uma semana! O resultado de tudo: gostinho de quero mais a cada cidade que passamos.

Ao resgatar as memórias da cidade para escrever o post, tenho a sensação de ter vivido uma maratona por lá para pelo menos ver os principais pontos da cidade.  Saiba como foi a correria no próximo post!

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4 Comentários

Arquivado em Áustria, Europa, Viena

4 Respostas para “Chegando em Viena

  1. Ola!
    Gostaria de saber se vc tem alguma dica de hotel em Vienna p me passar? O q vc ficou foi legal?
    Obrigada!
    Ana Paula

  2. Marcela Montenegro

    Ola! Tens o contato deste transfer que pegou ao chegar em Viena?
    Bjs

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