Aracaju: parte 1

Essa é a primeira vez que escrevo um post sobre o Nordeste com as impressões fresquinhas em minha cabeça, pois ainda ontem estava lá. Gosto quando é assim porque consigo me lembrar bem mais fácil das experiências vividas. E, como já disse tantas vezes que adoro viajar para essa região, gostaria de relatar todos os porquês.

A viagem começou no sábado de manhã, com o voo Curitiba – Aracaju com uma conexão atrasada em Brasília. Estávamos começando a pousar em Aracaju quando o piloto anunciou que devido à forte chuva, teríamos que ficar sobrevoando a cidade até que o aeroporto reabrisse. Ficamos uma meia hora voando quando o piloto disse que não seria possível pousar em Aracaju e que nosso voo estava sendo desviado para Salvador.

Argh! Fiquei com muita raiva nessa hora, mesmo não sendo culpa de ninguém. Comecei a imaginar que teríamos que pegar um ônibus em Salvador e que no final das contas só chegariamos à Aracaju por volta de meia-noite. Infelizmente não tínhamos nada a fazer a não ser esperar….

Pensei também que a viagem estava bichada mesmo. Primeiro o hotel cancelado, e agora esse problema com o voo. Aff! Quem acompanha meus perrengues de viagem já deve ter notado que eu me estresso bem fácil com coisas que saem dos planos, e sou assim mesmo. É muito frustrante planejar horas e horas todos os lances da viagem e no final das contas acontecimentos inesperados colocarem tudo por água abaixo…

Felizmente quando estávamos prontos para desembarcar em Salvador, a comissária anunciou que a aeronave só iria ser reabastecida e que voltaríamos para Aracaju, que já tinha melhores condições meteorológicas. Ufa! Vocês não imaginam o alívio que senti…

Desembarcamos na capital sergipana por volta das 17 horas e logo fomos para a fila do táxi. Para nossa surpresa, não tinha nenhum táxi no ponto do aeroporto e a fila para embarque tinha umas 50 pessoas. O primeiro pensamento que tive foi: como querem que o turismo seja fonte de renda com essa infraestrutura? Pra gente parece óbvio que se monte um esquema especial para o carnaval, mais pessoas, mais táxis. Não seria assim?

Os rapazes da cooperativa de táxi estavam perdidinhos e começaram a dizer que essa era a primeira vez que acontecia isso por ali, estavam todo preocupados. E é claro que alguns estressadinhos da fila começaram a bater boca e ofendê-los. Nós ficamos só aguardando, pois nada faria os táxis chegarem mais rápido…Meia-hora depois, entramos no táxi com rumo à pousada.

Nessas alturas, eu já tinha me esquecido de todo o estresse que o cancelamento do hotel nas vésperas da viagem tinham causado. Entretanto, quando o motorista do táxi disse: “nossa, vocês ficaram longe pra caramba! Bem na saída da cidade..” todo o ódio que eu tinha sentido daquele maldito MD Hotel voltou a tomar conta de mim. E quanto mais a gente andava, mais piorava. Finalmente, depois de meia hora, chegamos à Pousada São Luiz.

Como já esperávamos, a localização era péssima e as instalações muito antigas. Já disse várias vezes que não me importo com luxo em hospedagem e isso é verdade desde que a localização valha a pena. Nesse caso era uma soma de coisas que não me deixava feliz: hotel mequetrefe + péssima localização + longe de tudo + cancelamento indevido de um hotel reservado há 3 meses!!!!!!! Muita coisa junta!

Felizmente todos esses sentimentos ruins se desfizeram logo com a simpatia do povo sergipano, que já pudemos perceber nos primeiros contatos. Aliás, o povo do nordeste é assim. Apesar de todos os problemas que enfrentam, têm uma simpatia única e que acabam com qualquer mau humor, inclusive o meu.

Já que não podia mudar nada, o jeito foi relaxar e começar a aproveitar nossos dias em terras nordestinas. Deixamos nossas coisas no minúsculo quarto e fomos procurar um supermercado para comprarmos umas comidinhas pra o passeio do dia seguinte. Como na região não tinha nenhum restaurante, compramos nosso jantar por lá mesmo (pão, presunto e queijo 🙂 ).

Voltamos para a pousada, tomamos banho e logo fomos dormir pois no dia seguinte nossa jornada iniciaria às 07 da manhã. Veja na parte 2 como foi o passeio ao Cânion do Xingó, nossa primeira aventura em terras sergipanas.

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Arquivado em Aracaju, Brasil, Nordeste do Brasil, Sergipe

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