Viagens com crianças de 2 anos: dicas que funcionaram com a gente

Quem acompanha o blog já deve ter visto o post com dicas pra viajar com bebês de até 6 meses e 1 ano, e sempre ressalto que tudo o que escrevo sobre esse mundo da maternidade é o que reflete nossa realidade, uma vez que cada criança é única. Para escrever sobre essa nova fase da Camila, reforço mais uma vez esse conceito pois, conforme o tempo vai passando, os pequenos já vão expressando cada vez mais suas personalidades e assim a peculiaridade de cada um se torna mais evidente ainda. Com essas premissas em mente, espero que nossos macetes ajudem mais pais viajantes a se encorajar para a deliciosa aventura em família. Vou escrever em tópicos para facilitar meu raciocínio.

1) Independente da idade do bebê, acho mais fácil viajar do que ficar em casa.

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Essa é uma teoria nossa que sempre respondo quando me perguntam se não é trabalhoso viajar com bebê/criança. Os poucos dias em que tenho que ficar em casa com a Camila sem poder sair de casa, seja por causa da chuva, do frio, ou por falta de opções mesmo, são uma incrível aventura de ter que inventar o que fazer, como distraí-la, prepara uma coisa, ajeita outra e assim vai. Para mim, a viagem é um verdadeiro playground pois tudo é novidade pra ela, seja o quarto do apartamento, os passeios, ou qualquer outra coisa. O tempo todo ela está ligada e se ambientando com o novo lugar. Nessa fase dos 2 anos é melhor ainda pois eles já entendem tudo e interagem em todos os momentos. Outra coisa boa é que a memória já está mais ativa e a cada novo destino ela ainda lembra do anterior. Fomos para o Rio Quente um pouco antes dela completar 2 aninhos e até hoje ela conta da Piscina do Sapo

Por essa infinidade de coisa novas que eles experimentam a cada novo destino, viajar sim é bem mais fácil que ficar em casa,

2) Prepare-se psicologicamente para o voo e tenha planos A, B e C de entretenimento.

Era tão bom quando ela tinha o bercinho e dormia o voo todo no avião, hehe. Com o passar do tempo, ela começou a entender o que é viajar e fica muito ansiosa com todo o processo. Ama aviões e vibra de alegria quando falamos que vamos pro aeroporto. Excelente, não é mesmo? Filha de viajantes que ama viajar? Haha. Também acho, porém essa euforia toda faz ela ficar ligadona dentro da aeronave com tantas novidades e haja paciência pra aguentar uma criança caindo de sono, porém lutando contra ele em pleno voo de 12 horas de duração.

Nos voos longos, geralmente há ótimas opções de filmes e desenhos infantis e eles garantem boas horas de sossego. Porém, com a Camila, chega uma hora que ela enjoa e ter um celular com bateria ou um tablet com seus musicais favoritos é o que salva no momento. Somos super prevenidos e levamos os 2 celulares com opções off-line (o que mais recomendo é o app Playkids) e mais o Ipad com vários jogos e clipes do Patati Patatá, Bita e companhia. Brinquedos já não resolvem mais, pois ela associa voo a desenho ( a mochila de mão agradece).

Mesmo com receita médica, até a última viagem para Cartagena eu resisti ao Dramin pois achava que daria conta sem. Realmente conseguimos domar a ferinha sem medicação até então, mas decidi que na próxima apelarei para esse recurso pois me estressei demais ao vê-la caindo dormindo sentada, mas quando ia deitá-la abria o berreiro no avião dizendo que não queria dormir.

E por falar em sono, o travesseiro continua sendo um grande aliado para a hora em que ela se rende e dorme. Fica bem confortável tanto para ela quanto pra gente.

3) Carrinho, o item ainda indispensável da viagem

Escuto muitas mães dizerem que só usam o carrinho até um ano de idade, contudo por aqui estamos quase chegando ao terceiro ano de vida e ainda o utilizamos muito. Um dos fatos que acho que contribui pra isso é que no cotidiano usamos o equipamento para fazermos caminhadas, ir ao shopping e outros passeios fora de casa, o que acaba mantendo o hábito.

É claro que o tempo de permanência no carrinho diminuiu muito com o passar do tempo, pois correr e explorar ambientes é muito mais divertido que ficar presa ao equipamento. Mas por outro lado, há momentos em que ela mesma pede pra sentar quando já está cansada de tanto caminhar.

Além disso, é o aliado perfeito para o momento da soneca e para encarar as longas distâncias nos aeroportos.

4) Comunicação clara e negociações

Estranhou esse tópico? Hehe. Mas se fosse colocar em ordem de importância para a felicidade em viagens com crianças de 2 anos eu colocaria esse como primeiro. É claro que ele vale para qualquer dia da rotina, porém em viagens torna-se mais evidente. Vou explicar melhor esse ponto…

Como a criança já tem seu jeito de ser, é natural que ela queira tudo de seu jeito, desde o calçado que quer vestir até quando ficar ou não no carrinho. Muitas das vezes, o que eles querem é bem o oposto do que os pais desejam e nessas horas entram os itens que descrevi acima para que não haja aquela gritaria chata bem comum dessa idade. Por exemplo, quando íamos sair o apartamento para ir fazer um passeio e ela começava a dizer que não queria ir no carrinho. Nossa estratégia é contar que precisa ir no carrinho, para podermos chegar a um “lugar bem legal” (expressão que funciona muito bem com ela, pois gera expectativa, rsrs) e que quando chegássemos lá ela poderia correr bastante ( comunicação clara). Na maioria das vezes esse passo basta, principalmente se for no começo do dia. Os níveis mais avançados servem para propor algo em troca – se você ficar boazinha no restaurante, ganha um sorvete de sobremesa, se obedecer o papai e a mamãe, de noite vamos no pula-pula, e a cada vez que faz algo diferente do que combinamos reforçamos essa regra e claro que devemos cumprir depois para o reforço positivo.

Durante as viagens, e também em nosso dia-a-dia, essa é a fórmula mágica para a diminuição de birras. Mas gente, é claro que de vez em quando nada funciona e eles dão piti mesmo, seja na Europa, Caribe ou em casa. Nosso papel é tentar entender o funcionamento dela e lidar bem com isso. Quando nada mais funciona, apelo para o Play Kids no celular, mas até hoje foram poucas as vezes que chegamos a ter essa necessidade.

5) Alimentação

Eis um ponto em que eu ainda sou chatinha em viagens. Ainda prefiro ficar em apartamentos com cozinhas para poder eu mesma preparar o papazinho da Camila. Morro de medo dela estranhar os temperos, passar mal com alguma coisa diferente, ou ainda de jogar dinheiro fora . Isso é um reflexo do meu jeito de ser também, que não experimento nada fora do que já conheço. Outro ponto é que gosto de ter controle de tudo que vamos fazer e poder escolher a hora certa do almoço sem ter que depender de encontrar o que ela come me faz não ligar para ter que cozinhar todo dia. Confesso que às vezes acho um saco estar preparando comida 9 horas da noite em plenas férias, ou de ter a pia cheia de louça pra lavar lá na Croácia , mas não consigo imaginar outra forma ainda.

Nossos potes térmicos continuam sendo imprescindíveis para toda a logística e sempre levamos um com fruta e outro com o almoço.

Nas viagens, sou bem mais flexível com doces e guloseimas e muitas vezes até incluo um item desses nas negociações para facilitar o processo.

6) Berço

Em nossa viagem para o Beach Park, foi a primeira vez em que abrimos mão do berço para a Camila dormir e deu tudo certo! Fico muito feliz com esse fato pois já contei por aqui várias vezes o stress que era checar se os hotéis e apartamentos tinham ou não esse item disponível. Felizmente daqui pra frente não precisamos mais nos preocupar com isso 🙂

O esquema é colocar o colchão no chão e proteger as beiradas para prevenir acidentes. Nessa hora vale usar cobertor, almofadas e o que mais estiver disponível.

7) Banho

 Até nossa última viagem, seguíamos firme e forte na banheirinha inflável para a hora do banho. Hoje em dia, ela já toma banho de chuveiro, mas somente com o chuveirinho. Para as próximas viagens, ainda estamos buscando locais que tenham banheira para garantir a paz nesse momento, mas acredito que logo esse item seja um a menos para nos preocuparmos.

8) Desfralde

Na viagem que fizemos para a Europa em agosto/2016, já havíamos iniciado o desfralde da Camila, porém ela ainda usava fraldas de treinamento. Aproveitamos a oportunidade para irmos descobrindo como seria a logística em viagens após mais esse marco. Um fato que facilitou bastante nossa vida foi já prepará-la no vaso sanitário de adulto e também acostumá-la a fazer xixi em qualquer lugar.

Essa mudança de fase facilitou bastante a logística da viagem, pois achar um banheiro é muito mais fáil que encontrar um fraldário. Além disso, já é algo que faz parte de nossa rotina viajística: planejar onde vamos usar o banheiro, hehe.

E se não encontramos um lugar próxima, achamos um “matinho”, ela faz o que tem que fazer e usamos o lencinho umidecido que continua sempre em nossa mochila.

9) Rotina, rotina, rotina

Eis uma tecla em que continuo batendo! Quanto mais rotina a criança tem em casa, mais fácil se torna a viagem. É claro que férias e folgas acabam sendo uma quebra do ritmo normal do dia-a-dia, porém procuramos manter tudo na mesma ordem de acontecimento para facilitar nossos planos e também para aproveitarmos mais a viagem. O ponto crítico da Camila é o sono e isso procuramos manter o mais próximo possível da nossa realidade cotidiana.

10) Prinicipais mudanças em nossas viagens pós-Camila

As 2 principais mudanças que tivemos em nossas viagens após termos a companhia da terceira passageira foram: passamos a alugar carro com mais frequência e optamos por lugares maiores de hospedagens.

Ainda continuamos amando passear de transporte público nas cidades que contam com um bom sistema. Em Barcelona e Munique nos viramos muito bem andando apenas de metrô. Porém, os últimos destinos que visitamos não contavam com essa facilidade e o carro nos traz uma liberdade que não tem preço. Também foi bem tranquilo andar apenas de táxi em Cartagena, e como era barato nosso orçamento não foi prejudicado.

Em relação às nossas escolhas de hospedagem, com certeza essa foi A mudança que tivemos principalmente a partir do momento em que a Camila começou a andar (com 10 meses). Estamos gastando mais com hotéis e apartamentos para termos mais espaço para ela brincar nos períodos em que estivermos por lá. O que mais temos buscado ultimamente são apartamentos com 2 quartos para que possamos dormir melhor. A Camila dorme muito bem, porém como em casa ela nunca dorme no mesmo quarto que a gente, qualquer barulhinho dela durante à noite acaba prejudicando o nosso sono.

Pra terminar…

Após quase 2000 palavras, acredito que tenha resumido bem tudo o que pensamos e planejamos antes de viajar com a pequena. Repito mais uma vez que a cada fase as viagens têm se tornado mais gostosas e, ouví-la contar as histórias vividas meses após termos ido à algum lugar, me faz ter certeza de que nossas aventuras estão valendo a pena 🙂

11 comentários sobre “Viagens com crianças de 2 anos: dicas que funcionaram com a gente

  1. Flávia

    Pois é amiga, por um lado essa fase é boa, pois entendem um pouco mais, por outro é complicado porque querem ser independentes, difícil viu kkkkkk. Como vc mesma disse cada criança tem sua personalidade e ainda não me atrevi a viajar de avião com o Gabriel, ele não para um segundo, terrível kkkk por isso, por enquanto só de carro. Não vejo a hora de ele estar mais calminho para poder voltar às nossas viagens…Camila está uma boneca! Bjs

  2. Paulo e Richele

    Olá Thais, tudo bem? sobre a questão carrinho de bebê tenho algumas dúvidas :
    1 – O carrinho que você usa é tipo guarda chuva?
    2 – Qual o peso dele? (pra comparativo com o carrinho do meu bebê)
    3 – No aeroporto, você despacha as malas e continua com o carrinho até a entrada no avião? E nas conexões, você pega novamente o carrinho?
    4 – O carrinho vai no alçapão do avião ou vai próximo a cabine?

    Temos um carrinho (não é guarda chuva) mas não sei se seria bom pra viajar é este do link https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://www.americanas.com.br/produto/118721305&ved=0ahUKEwiJtMzKue_XAhVEGZAKHe-lAdgQFgjEATAO&usg=AOvVaw3CF54uykO-7-R0Y30NqdAe

    Carrinho modelo: Travel System Mobi Ts Preto – Safety 1St

    5 – Tem como você dar uma avaliada se este tipo de carrinho seria bom pra viajar ou eu deveriam comprar um carrinho tipo guarda chuva?
    6 – Nosso bebê já tem 2 anos e já pagará passagem, neste caso o carrinho de bebê entra na cota de peso da bagagem dele ou não entra na cota de peso?
    Grato
    Richele e Paulo
    P.s: suas dicas são tão boas que nos animam a viajar com o bebê. obrigado!
    Se tiver algo mais sobre o quesito carrinho que eu não tenha perguntado, sinta-se à vontade comentar a respeito

    1. Olá, Paulo e Richele! Que bom saber dos planos de concretizarem mais uma viagem 🙂 O carrinho da Camila não é guarda-chuva (Quinny Buzz) e pesa 9kg. Geralmente ficamos com o carrinho no aeroporto (uma mão na roda para longas caminhadas, imigração, raio-x) e entregamos apenas na porta do avião. Se a conexão é da mesma cia aérea, eles nos perguntam se queremos ou não pegar o carrinho durante a parada e nós sempre dizemos sim. Já se as cias são diferentes eles não dão essa opção. O carrinho vai no alçapão do avião e geralmente eles fornecem um saco plático para embalá-lo (sempre pedimos na hora do check-in). Vi o carrinho de vocês e achei ótimo, pois para a gente a principal utilidade é para o soninho. Já viajamos poucas vezes com o carrinho guarda-chuva, porém não recomendo porque não acho nada confortável para a hora da soneca. Prefiro carregar mais peso com o carrinho mais confortável. Eu achei o carrinho de vocês super indicado para viagem pois permitirá conforto na hora do soninho. O carrinho não conta na bagagem aqui no Brasil e inclusive em algumas low costs europeias também não contaram. Adoro acompanhar essas aventuras em família e fiquem à vontade para ir perguntando. Meu único comentário adicional em relação ao carrinho é que se o filho de vocês dorme confortavelmente nele em passeios do cotidiano, com certeza será também um excelente parceiro de viagem. Obrigada pelo comentário!

    2. Oi! Tenho esse carrinho. Mas não aconselho para viagens. Ele é muito grande e ocupa o porta-malas inteiro, não deixa espaço para malas. Isso em carros normais é um problema.
      O guarda-chuva que reclina para mim é a melhor opção. Bem leve, e deixa espaço para malas.
      Quanto à cobrança é mesma dúvida que eu tenho!
      Já viajei pela Gol e entrou na franqui, pesou junto com a mala.
      Agora vou de TAP e não sei a política deles. Se é apenas um volume ou se juntam o peso.

      1. Oi Jéssica! Dependendo do roteiro da viagem, esse incômodo do porta-malas só acontece no trajeto de deslocamento entre aeroporto/ hospedagem ou entre cidades. Geralmente locamos um carro intermediário que comporta uma mala no porta-malas mais o carrinho e a outras malas ajeitamos no banco. Meu carro aqui em Curitiba é compacto e se consigo chegar até o aeroporto com ele e as bagagens, fico bem tranquila por ter locado um carro maior no destino. Se estiver com muita bagagem (como já estive uma vez nos EUA) a solução é pegar um carro maior. Pra quem tem um carrinho guarda-chuva bom e confortável, com certeza é mais prático, porém não acho que valha a pena comprar um apenas por causa do porta-malas. Não sei a política da Tap, mas até hoje nunca precisei pagar pelo carrinho, mesmo em low cost na Europa. O que sempre considero é que se a criança tem direito à duas bagagens, conto com o carrinho e cadeirinha que sempre levo e nenhum deles ultrapassa 23kg. Ainda assim sobram 4 malas pra mim e pro Loedi.

  3. Oi!
    Gostaria de saber como faz com o carrinho?
    Estou indo para Europa com meu pequeno de quase 3 anos. Lá é impossível ir sem carrinho.
    Queria saber das políticas das empresas aéreas quanto a cobrança.
    Eles cobram como bagagem de porão e despacha na porta?
    Sabe de alguma marca que possa ir na cabine?
    Obrigada

    1. Oi Jéssica! Geralmente crianças acima de 2 anos têm direito à mesma bagagem de adulto e penso nisso em relação ao carrinho. Mesmo em low cost na Europa, que comprei as bagagens separadas, tentei a sorte e não precisei pagar nada pelo carrinho, mas já estava preparada psicologicamente caso precisasse pagar. Já vi na internet alguns relatos de carrinhos que podem ir na cabine, mas na prática nunca vi um. Boa viagem!

      1. Na TAP, é só mala de mão na mais barata. Ou vc compra a franquia de uma mala ou compra uma passagem mais cara que sai mais barato que pegar a mais barata e comprar a mala. Ou seja,
        Só uma mala de mão é uma de
        Porão.

      2. Quanto ao carrinho, me referi ao safety first Mobi – ele não coube no porta malas de manhã nha cunhada – um corsa sedan. Ou era ele ou as malas. Ele não sobra na metade, ele só abaixa, então a largura e comprimento são os mesmos.

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