Visitando o Cabo da Boa Esperança com criança

Para finalizar nosso roteiro do dia, seguimos por mais meia hora por uma estrada com belas paisagens até chegarmos ao Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança, nosso destino final. Pegamos um pouco de fila para comprarmos o ingresso de entrada, mas não demorou muito.

O parque é enorme e tem muitas atrações. Ao adquirir o ingresso, eles dão um mapa que ajuda nas direções por lá, porém é bem importante que você planeje onde quer ir e assim faça um roteiro para otimizar os deslocamentos lá dentro. Nós não estávamos com espírito desbravador e fomos bem sucintos em nossos planos, queríamos apenas tirar uma foto na placa do Cape of Good Hope (sempre sonhei com esse registro, rsrs) e também registrar que estivemos em Cape Point, talvez subindo até o principal mirante. Sendo assim, começamos seguindo em direção à primeira parada.

Acredito que a placa do Cabo da Boa Esperança seja o lugar mais lotado de todo o parque. Assim que chegamos estava cheio de gente e aproveitamos para dar almoço pra Camila antes de encararmos a fila. Tivemos que fazer a refeição dentro do carro porque lá fora ventava muuuuitooo e estava bem frio. Foi mais uma aventura super divertida em família: estar em um dos pontos geográficos do mundo almoçando dentro do carro, rsrsr.

É claro que eu tinha lido que por ali ventava muito e fazia muito frio, e fomos preparados para esse cenário. O que não esperava é que o vento era tanto que chegava a nos empurrar, rsrsrsr. Mas já que ali estávamos , tínhamos que encarar, não é mesmo? Esperamos diminuir um pouco a quantidade de pessoas na placa e fomos pra lá. Além de uma foto só minha, queria também uma com a Camila, uma do Loedi e uma dele com ela. Imaginem o esforço para conseguirmos tudo isso, com o desafio extra da baixinha olhar e sorrir para as fotos e ainda não sairmos descabelados. Pra ficar mais desafiador ainda tínhamos que driblar os mal educados que furavam a fila e se infiltravam nas fotos (argh!). Tudo isso com um vento muito intenso que quase fazia a Camila voar e assim era necessário grudar nela para que não caísse de cara nas pedras, rsrsrsrsr. Ou seja, a missão era quase impossível mas estávamos dispostos e determinados a conseguir. Olhando as fotos agora posso dizer que cumprimos quase todos os quesitos, menos não ficarmos descabelados 🙂 🙂 Mais uma missão em família concluída com sucesso: registramos nossa passagem pelo Cabo da Boa Esperança.

A paisagem ao redor da placa é muito bonita, e há a opção de seguir uma trilha que leva até um mirante. Optamos por ficar ali embaixo mesmo, tirando mais algumas fotos do cenário e conversando sobre a história do local. Compreendemos perfeitamente o porquê de antigamente esse ponto do parque ser chamado de Cabo das Tormentas. Se em um dia de céu limpo, o vento e o mar estavam daquele jeito, mal posso imaginar como ficaria com mau tempo e tempestades…

Dali seguimos para o local onde há o funicular que leva à um mirante próximo ao farol. Nossa ideia era avaliar se valeria a pena pagar para subir ou não. Para quem não quer pagar também há a opção de ir caminhando, mas nós nem cogitamos essa possibilidade. Fomos encontrar um lugar para estacionar e logo avistamos vários babuínos na beira da estrada. Apesar de existirem placas alertando sobre esse animais desde antes de entrarmos no Parque Nacional, foi por ali que os vimos pela primeira vez. Há muitos avisos de que eles são selvagens, que mordem e que são atraídos por comida.

Assim que estacionamos o carro vimos um que estava parado há uns 100 metros da vaga que achamos, descemos com Camila tomando um suquinho e num piscar de olhos o bicho  correu e estava ao meu lado querendo roubar a bebida dela!!!!!! Nem lembro direito o que aconteceu de tão desesperada que eu fiquei. Só peguei a Camila no colo enquanto o Loedi rapidamente pegou o suco e jogou dentro do carro. Em milésimos de segundos o babuíno entrou no carro, chupou o canudinho do suco e correu pro banco do motorista. Nisso, várias pessoas pararam em volta da gente e começaram a pedir ajuda. Rapidamente veio um guardinha do parque e expulsou o bicho de lá, nos alertando sobre a importância de não andar com nada nas mãos por lá pois eles são muito rápidos e fissurados por comidas (e bebidas, rs) Nunca mais esqueceremos desse episódio que vivemos por lá. Felizmente não aconteceu nada mais grave, mas fica o alerta para quem vai pra lá.

Após o susto, fomos dar uma volta por ali e contemplar a bela paisagem. A imensidão dos oceanos Atlântico e Indíco, a vegetação rasteira e os muitos penhascos formam um cenário único no Parque Nacional. Como continuava ventando muito ali embaixo, desistimos de subir o funicular pois nem podíamos imaginar o frio que estaria lá em cima. Nos contentamos com o que vimos dali mesmo. Esse pedaço do Cape Point conta com lanchonete, restaurante, banheiros e toda a infraestrutura necessária para receber a grande quantidade de turistas que o visita diariamente.

Após tantas emoções e com os objetivos do dia cumpridos, seguimos de volta para Cape Town. Visitar o Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança foi interessante e o que vivemos lá lembraremos para sempre. Quando lia os relatos do trajeto Chapman’s -Boulders -Cape Point achava que o roteiro seria cansativo e que levaria o dia inteiro, mas em partes estava enganada. Realmente cansa o deslocamento da ida, pois a Chapman’s além de ser cênica é de velocidade reduzida, porém a volta pela outra estrada é bem mais rápida! Apesar de ainda termos ido no Old Biscuit Mill pela manhã, chegamos de volta em Cape Town perto das 16 horas e ainda fomos dar o último rolê no Waterfront antes de nos despedirmos da linda cidade sul-africana. Portanto a conclusão que chegamos é que esse é um roteiro perfeito para uma viagem de um dia, na medida para quem está com carro alugado. Já pra quem preferir fazer com alguma agência, acho que pode ficar mais cansativo.

Após a última passada pelo Waterfront, chegava a hora de voltarmos para o nosso apartamento e ajeitar nossas coisas para seguirmos para as Ilhas Maurício no dia seguinte. Mas, Thaís, vocês não foram visitar a atração mais famosa de Cape Town, a Table Mountain? Pois é, até compramos o ingresso online, mas a montanha só teve condições meteorológicas para subida no dia em que estávamos indo embora 😦 Recebemos o reembolso dos tickets porém nossa visita ao cartão-postal da África do Sul ficará para uma próxima vez.

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Arquivado em África, África do Sul, Cape Town

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