Johanesburgo: primeiras impressões

No caminho do aeroporto para nosso Airbnb, já pudemos perceber que a imagem que tínhamos de Johanesburgo não condizia com o que estávamos vendo. Ao chegarmos na região em que nos hospedamos (Rosebank) ficamos mais bem impressionados ainda. Confesso para vocês que estava morrendo de medo de chegar à noite na cidade após tudo que havíamos lido sobre a capital sul-africana, mas felizmente esse receio foi em vão.

O apartamento que alugamos era super novinho e bem equipado, mas não tinha água para bebermos quando chegamos e o Loedi saiu sozinho para ir até uma loja de conveniência para trazer alguns itens básicos. Quando voltou e me contou sobre o agito da região em que ficamos e no quanto se sentiu seguro andando sozinho à noite por ali, fiquei ainda mais eufórica para logo acordar e poder conhecer a cidade.

Como estávamos bem cansados da viagem, fomos logo dormir e recuperar as energias para explorarmos o novo destino. Nossos planos para o primeiro dia por lá seria trocar alguns dólares por rands no shopping que ficava na frente do apartamento onde estávamos hospedados, comprar o ingresso do ônibus Hop On Hop Off  (para termos mais segurança) e com ele ir até o Museu do Apartheid e depois conhecer o Zoológico da cidade. O que não sabíamos é que devido ao feriado de domingo e segunda-feira, haveria uma corrida na cidade e o ônibus turístico não funcionaria. Outro fato que também não consideramos é que as casas de câmbio também não estariam funcionando nesses dias, mesmo nas que existiam no Rosebank Mall. Ou seja, já teve emoção e mudanças de planos logo em nossa chegada.

Começamos indo ao shopping comprar algumas frutas para a Camila comer durante o dia e pensando em qual seria nossa estratégia para fazer o que havíamos planejado sem termos muita quantidade de moeda local e sem a opção do ônibus. Sabíamos que Uber é bem seguro e recomendado por lá (além de pagar com o cartão), mas sou bem neurótica sobre andar sem cadeirinha e resisti à essa opção até o último minuto. Porém chegou uma hora em que ou era Uber ou não conhecer Johanesburgo e acabei ficando (morrendo de medo) com a primeira opção. Felizmente deu tudo certo!

Andamos todos os dias com Uber e super recomendo essa opção de transporte por lá. Todos os motoristas foram muito simpáticos e os carros eram excelentes.  Com essa nova forma de explorar a cidade, seguimos para a primeira parada: o Museu do Apartheid.

Devido ao feriado, a entrada do museu era grátis naquele domingo e ficamos bem felizes de não termos que usar nossos poucos rands por lá. Demoramos para descobrir isso, mas fomos avisados por outros turistas enquanto procurávamos pela bilheteria. O museu é grande e tem uma linha cronológica para ser visitado, porém eu não poderei contar muito porque fiquei cuidando da Camila para que o Loedi (que é bem mais apaixonado por história que eu) pudesse ler todas as plaquinhas. Mesmo não tendo me dedicado a ler tudo, pude ver nos relances as evidências da crueldade do sistema de segregação racial. Antes de viajar, tínhamos assistido à alguns filmes que mostravam um pouco dessa realidade tão triste e recente. Vimos Invictus, The Color of Freedom e Colors of Heaven, mas há outros vários títulos que ilustram o que os sul-africanos viveram e vivem até hoje.

Os barulhos e pouca luz do recinto deixaram a Camila assustada. Combinei com o Loedi que nos encontraríamos na saída e enquanto isso fiquei com ela na parte externa, brincando com uns palitos coloridos numa parte que apresenta algumas das frases mais famosas de Nelson Mandela. Aproveitei o momento para contar para ela quem era aquele homem e foi bem bonitinho ela parar para escutar sobre o “herói de verdade”.

Loedi conheceu o museu todo e levou cerca de 2 horas até nos encontrarmos na saída. Logo pedimos um Uber e seguimos para a próxima parada: o Zoológico de Johanesburgo. Apesar de termos tido alguns imprevistos, nossas primeiras impressões da cidade foram maravilhosas e bem longe do que havíamos imaginado. Vimos nessas primeiras horas uma cidade moderna, com ruas e avenidas largas e um povo mais que acolhedor. Já nessa manhã nos arrependemos de ter deixado apenas 2 dias para explorar a capital sul-africana.

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Arquivado em África, África do Sul, Johanesburgo

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