Último dia em Aruba (com direito à perrengue)

Antes de contar como seguiu nossa viagem em Aruba, preciso relatar alguns fatos que antecederam nossa ida para a ilha caribenha. Faltando pouco menos de uma semana para viajarmos, Camila ficou doente e estava se tratando com antibiótico. Tomou a última dose na quinta-feira (dia que passamos em Palm Beach). Alguns dias antes de embarcarmos, eu estava com uma dor de garganta terrível e também entrei no antibiótico, porém não havia sentido melhora nos sintomas nos dias em que estávamos lá. Pelo contrário! Comecei a tossir e espirrar muito, mas achei que era só um resfriado e busquei um xarope numa farmácia local para ver se amenizavam os sintomas.

Durante o dia o xarope ajudava, mas cheguei a ter febre na noite de terça para quarta-feira e como acordei melhor, não quis ir ao médico e perder um dia de praia (erro que jamais cometerei de volta!!!). Nesse meio tempo, o Loedi começou a ficar mal, espirrando bastante, mas também achamos que era só uma crise de rinite mais forte e boa.

Enquanto éramos só nós, estávamos bem tranquilos. Porém, na madrugada de quinta para sexta-feira Camila acordou com alguns delírios e 39,7 de febre. Como assim? Ela não tinha apresentado nenhum sintoma durante a semana, estava medicada e com temperatura alta? Ficamos meio assustados com o acontecimento, mas logo a medicamos e pensamos que seria só um fato isolado e que acordaria melhor. Para nosso desespero, a febre voltou rapidamente e ela começou a tossir sem parar (sempre tem crises e por isso já estava no antibiótico), a ficar muito quieta, só querendo ficar deitada e aí nosso nível de preocupação subiu muito.

Rapidamente acionamos o seguro saúde que foi super eficiente e logo enviou um médico ao nosso apartamento para avaliá-la. O médico veio, disse que o pulmão estava limpo e que parecia ser algo na garganta. Receitou um antiinflamatório, um antialérgico e disse que a febre deveria baixar logo, bem como a tosse parar. Loedi foi até a farmácia, enfrentou toda a burocracia para comprar os medicamentos e assim que chegou já a medicamos. A tosse passou bem rápido (santo remedinho que queria aqui no Brasil!) mas a febre ficou oscilando.

Esse dia foi perdido pois ficamos no apartamento acompanhando a evolução do quadro dela e com a cabeça fervendo pensando sobre nossa longa viagem de volta logo na manhã do dia seguinte. Quando deu uma brecha na febre, demos um pulo em Oranjestad (o centrinho de Aruba) para respirar ares diferentes e ver se ela se animava um pouquinho. Foi um alívio vê-la melhorzinha e sorrindo novamente.

Estava tudo indo bem até que percebemos que a febre tinha voltado, mesmo ainda estando no tempo de efeito do remédio. Chegamos no apartamento e medicamos novamente, mas nada de melhorar. Ligamos para o médico que nos orientou para aumentar a dose da medicação, porém também não adiantou. Imaginem tudo isso acontecendo e nós tendo que arrumar as malas para cedinho encararmos a volta de quase 20 horas. Ficamos pirando se iríamos até Miami (onde faríamos conexão) e lá buscaríamos um hospital, se deveríamos ir pronto-atendimento e ficar em Aruba mesmo, nem que fosse para perder nosso voo e outras várias preocupações em nossas cabeças. E nesse meio tempo nada da febre baixar.

Eis que tive a ideia no meio da madrugada de dar um outro antitérmico que havíamos levado (morrendo de medo da overdose de remédios) e finalmente a febre da Camila baixou. Enquanto isso, Loedi também tinha febre e eu passei a noite em claro preocupada com os dois e com o voo da volta.

Decidimos ir até Miami e dependendo de como a situação estivesse, procuraríamos a cia aérea e veríamos o que poderia ser feito nessa caso que envolvia saúde. Para nossa alegria e alívio, Camila acordou bem e sem febre (ufa!). Loedi ainda estava mal, mas em condições de encarar a espera em Miami e o voo para o Brasil. Dentre os três, eu que estava melhor naquele momento porém podre por não ter dormido.

Chegamos aliviados nos Estados Unidos, mas ainda teríamos que passar o dia lá pois nosso voo para o Brasil era só à noite. Fomos a um restaurante, almoçamos com bastante calma e depois ficamos passeando no aeroporto. Camila capotou no carrinho, não voltou a ter febre e descansou bastante antes de nosso embarque.

Loedi passou muito mal no voo para São Paulo e eu segurei as pontas com a baixinha que se comportou mais uma vez muito bem. Em Guarulhos, eu precisei dormir alguns minutos pois foram duas noites em claro, e o super papai fez as vezes. Mal podíamos acreditar quando finalmente chegamos em casa no dia 31 de dezembro! Que perrengue foi esse!

Hoje é fácil sentar aqui e escrever sobre o que aconteceu, mas foi muito tenso! A sorte é que tudo ocorreu em nosso último dia de férias e não deixamos de ver nenhum lugar por conta disso. O importante é ver os aprendizados que tivemos com esse perrengue e se preparar melhor para possíveis situações semelhantes. Chegamos, fomos ao hospital, nós três entramos no antibiótico e dali alguns dias já estávamos 100%.

Apesar desse final de viagem não ter sido da maneira como imaginávamos, voltar à Aruba foi muito bacana e aproveitamos muito com a companhia da Camila dessa vez. Super recomendo o destino para quem viaja com os pequeninos!

 

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Arquivado em Aruba, Caribe

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