Chegando em Havana

Para ir à Cuba, é necessário fazer pelo menos uma conexão internacional. As mais comuns, saindo de São Paulo, são via Lima, Bogotá, Miami ou Panamá, que foi nossa escolha pelo menor tempo total de viagem.Voamos para Havana com a Copa Airlines e foi no check-in em São Paulo que compramos nosso visto por R$100,00. O processo é bem simples e o papel deve ser todo preenchido pelo passageiro.  Antes de recebermos nossos cartões de embarque, a atendente conferiu os cartões de vacinação da febre amarela e logo estávamos liberados para seguir ao portão.

O voo até à Cidade do Panamá foi tranquilo e a conexão bem rápida, porém com tempo suficiente para comermos e dar uma esticada nas pernas.  O aeroporto está bem maior e melhor do que conhecemos em 2012, com ampla variedade de lojas e opções de alimentação. Importante lembrar que tudo lá é vendido em dólares e não aceitam euros, que é a moeda com melhor cotação para levar a Cuba.

Como sabíamos que chegaríamos tarde em Havana, aproveitamos para comprar algumas garrafas de água no aeroporto para termos pelo menos o suficiente até o dia seguinte (se tivéssemos noção real da escassez do país, teríamos levado mais coisinhas do aeroporto do Panamá, rsrs). O avião que nos levou até Cuba era bem velho, talvez pra gente já começar a entrar no clima do destino (hehe), mas a viagem foi tranquila e próximo das dez da noite do dia 24/12 pousamos na capital cubana.

O processo da imigração foi o mais rápido em que já passei na vida! Tirando o fato de que não pudemos passar nós três juntos (como ocorre em todos os demais países em que já passamos), correu tudo tranquilamente, não nos fizeram nenhuma pergunta e sequer checaram o visto.  Um fato diferente, é que todas as bagagens de mão dos passageiros são inspecionadas no raio-x antes de seguirem para a retirada das malas. No meio do caminho, mais algumas pessoas sentadas em mesas conferindo as vacinas dos turistas.

Havia lido que o aeroporto era bem velho e com aparência antiga, porém imaginava pior do que realmente é. Algo que chamou a atenção foi a quantidade exagerada de funcionários no aeroporto e a forma de se vestir das mulheres, com meias super trabalhadas. Enquanto esperávamos as malas, fui ao banheiro e mais uma surpresa: vasos sem tampa, pouca limpeza, uma funcionária deitada dormindo sobre a pia e nada de papel higiênico no aeroporto, além de ter dado de cara com um homem em pleno recinto feminino.

As nossas malas chegaram rápido, o que demorou foi a entrega do carrinho que deveria ser retirado em outro local. Antes de sairmos, mais alguns funcionários para fazerem a triagem das bagagens que iriam para inspeção por amostragem. Nós estávamos com bastante receio por estarmos levando grande quantidade de coisas para comer (na foto abaixo dá pra visualizar), mas felizmente não fomos escolhidos. Para quem tem dúvida, é permitido levar alimentos industrializados em viagens internacionais. Nosso receio era o tempo que perderíamos até olharem tudo o que tínhamos em nossas bagagens. Já passamos por isso em Cancún e foi bem demorado todo o processo.

Assim que saímos no hall do aeroporto já encontramos o anfitrião do Airbnb que alugamos, o Sr Henry, que havia organizado nosso transfer. Informamos a ele que iríamos trocar dinheiro, achamos a casa de câmbio e fomos trocar nossos euros por CUCs (moeda para turistas de Cuba) . É possível também trocar dólares, porém há uma cobrança extra de 10% sobre a moeda americana. Com dinheiro em mãos, o seguimos sem saber ao certo como seria o veículo de nosso transporte…

Quando vimos o carro, começamos a disfarçar o riso diante da situação. Era um jipe super antigo, com bancos de madeira atrás. Estávamos com seis malas, o carrinho, nós cinco, o Henry e mais o motorista, rsrsrs. Não conseguia imaginar como caberia tudo, mas no final das contas coube. Fomos espremidos, eu com a Camila dormindo no colo e torcendo para tudo dar certo. O transfer foi nosso verdadeiro “Welcome to Cuba”. A foto ficou horrível, porém não podia deixar de compartilhar aqui.

Fomos observando tudo durante o caminho e nossas primeiras impressões foram positivas. Apesar de ser tarde da noite, havia bastante gente nas ruas e pouco trânsito. Em menos de meia hora chegamos sãos e salvos ao nosso apartamento após essa primeira aventura em terras cubanas.

Estávamos no vigésimo oitavo andar do Edifício Focsa, o segundo prédio mais alto de Havana. O lugar era melhor do que tínhamos visto nas fotos e contava com uma linda vista do Hotel Nacional, um dos cartões-postais da capital. O Henry nos explicou alguns pontos sobre o apê e sobre o funcionamento do Wi-Fi que em todo o país precisa de um cartão da Etecsa para dar acesso à internet. Quando fomos testar, havia alguma pessoa conectada e assim conseguimos acessar rapidamente, o que foi uma super surpresa positiva pra gente. Consegui até postar!

Ajeitamos nossas coisas, tomamos banho e fomos dormir para estarmos bem descansados para nosso primeiro dia na terra do Fidel. Essa viagem foi cheia de aventuras, acompanhem nos próximos posts

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5 Comentários

Arquivado em Caribe, Cuba

5 Respostas para “Chegando em Havana

  1. Ana Silvia da Mota

    Olá Taís! Viagem emocionante! Mas estou encantada com sua filha, como está crescida! Tem tempos que eu não via o seu blog. Deixei de receber as postagens..
    Bom reencontrá-los depois de tanto tempo.
    Um abraço
    Ana Silvia

  2. Ana Silvia da Mota

    Desculpas é Thaís!

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