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Planejamento África do Sul e Ilhas Maurício

Mal posso acreditar que daqui a algumas horas embarcaremos em mais uma aventura em família, dessa vez para a viagem mais fora do tradicional com a Camila. Desde que ela nasceu, ficamos entre destinos europeus, caribenhos ou nos EUA e não via a hora de começar a explorar outras partes do mundo com nossa pequena viajante. Sempre quis conhecer a África do Sul, mas nunca tive coragem de “gastar” férias inteiras só por lá. Esse ano, como tinha férias acumuladas e tive que programar dois períodos no ano, pensei que seria uma boa oportunidade. Também pensava que ir só para lá não valeria os 20 dias e então comecei a buscar as possíveis combinações de viagem para esse destino. Pesquisei muito sobre as opções e acabamos decidindo pelas Ilhas Maurício, que além de belas praias tem outras atrações. Com essa dobradinha em mente, fechamos o roteiro da seguinte maneira: Curitiba-Cape Town-Ilhas Mauricio-Johanesburgo.

Voos:

Iremos de Curitiba para Johanesburgo com a Latam e lá faremos conexão para a Cidade do Cabo (Cape Town). Voaremos direto de Cape Town para as Ilhas Maurício com a Air Mauritius e de lá também voltaremos com essa companhia para Johanesburgo. A volta para o Brasil também será com a Latam.

Hospedagem:

Essa será a primeira vez que ficaremos 100% em Airbnb. Após a experiência super positiva em Orlando, nos apaixonamos por essa opção de hospedagem e conseguimos bons apartamentos nos 3 lugares que vamos ficar.

Em Maurício, vamos contrariar a maioria dos viajantes que optam pelos grandes resorts da ilha e conto pra vocês os porquês. Por incrível que pareça, não foram os preços que nos fizeram desistir dos hotéis. Ficamos bem divididos pois nos parecia muito interessante poder ficar em resorts com parque aquático, recreação e várias outras regalias que nos chamaram a atenção. Encontramos preços ótimos até para os all-inclusive, mas nosso fator crucial de decisão foi a alimentação da Camila. E se ela não gostar do tempero? E se ela não comer? E com essas perguntas em mente resolvemos ficar em uma casa com cozinha e poder cuidar dessa parte. A cada vez que converso com outras mães viajantes ouço que a comida é o principal perrengue de viagem para muitas delas e é por isso que sou tão neurótica ainda com esse tema.

Roteiro:

Ficaremos 5 dias em Cape Town, 5 dias nas Ilhas Mauricio e 2 dias em Johanesburgo. A pergunta que mais ouvi ao contar nossos planos foi: vocês vão fazer safári? E a resposta é não, rsrs. Como assim? Sempre é a próxima reação, hehe. Não vamos fazer porque nós não achamos a menor graça, mesmo muitas pessoas já tendo nos dito que é uma emoção única, maravilhosa e outros tantos adjetivos. Li e reli vários relatos pra ver se mudava de opinião, mas nada convenceu. Quem sabe daqui a alguns anos a gente mude de ponto de vista e possa voltar para fazer, hehe.

Está quase na hora de partir e não vou conseguir contar mais detalhes agora de última hora. Quem quiser acompanhar a viagem é só me seguir lá no Instagram (@proximosdestinosthaiszundt). Que tenhamos uma boa viagem 🙂

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Egito – parte 2

Após nosso passeio nas pirâmides, tínhamos planejado para a tarde uma visita ao Museu do Cairo e conhecer um pouco do centro da cidade.

Como o taxista havia sido gente boa (por enquanto!), agendamos o passeio da tarde com ele para as 14 horas. Por um preço camarada combinado anteriormente ( 40 libras egípcias), ele nos levou até lá.

Após comprarmos o bilhete para entrar no museu, descobrimos de que não era permitido entrar com câmera. A solução era deixar todos os objetos numa barraquinha guarda-objetos que fica logo na entrada. Depois das malandragens que havíamos vivenciado, como confiaríamos em deixar lá o registro de toda nossa viagem? Não havia opção. A Tati tinha bolso e conseguiu esconder a câmera deles. Nós não tivemos opção, deixamos lá.

Fachada do museu

Uma das dicas do carinha do hotel era pra ir ao museu à tarde, pois lá dentro teria ar condicionado. Disse bem, te-ri-a. Não sei se estava quebrado ou se o ar não dava conta, lá dentro estava um forno.

Não sei se minhas expectativas eram altas demais, mas me decepcionei muito com o museu do Cairo. Pra mim, pareceu mais um barracão cheio de coisas empilhadas do que um museu em si. Poucas são as obras que possuem placas explicativas, não há sinalização suficiente, tudo empoeirado, um caos.

Achava que ia encontrar por lá explicações sobre a história egípcia, sobre as pirâmides… que nada! Decepção total!

É uma grande pena pensar que lá está grande parte do acervo de história egípcia do mundo e está tudo largado.Aprendi muito mais sobre o Egito no Louvre do que ali :(.

Além de ser quente demais lá dentro, se precisar ir ao banheiro prepare-se para ser abordado por moças e rapazes que ficam pedindo dinheiro por te entregar um pedaço de papel. Um saco e um abuso, visto que você paga um ingresso bem carinho pra entrar lá!

Já que todos nós nos decepcionamos, ficamos o mínimo possível lá dentro e vazamos. Na saída, compramos uma água muitooo gelada pra poder repor todo o suor que tivemos lá dentro.

Nossa próxima parada após sairmos do museu era ver o tão famoso rio Nilo e se não fosse tão caro, faríamos um passeio de barco.

Até chegar ao Nilo, não tem como não se impressionar mais uma vez com o trânsito… loucura, loucura!

Existe uma parte que é cheia de barquinhos e as pessoas te abordam muito na rua oferecendo o passeio. Como estávamos na terra da barganha, conseguimos fechar o passeio de 1 hora por 80 libras egípcias – cerca de 21 reais que divididos por 4 daria 5 reais e pouquinho…. resolvemos arriscar!

Subimos no barco à vela e lá fomos nós passear pelo rio por onde foram carregadas as pedras das pirâmides.

O nosso barqueiro falava inglês razoavelmente e durante o passeio foi nos contando vários fatos sobre o Nilo.

Fomos curtindo a paisagem e tirando muitas e muitas fotos. Não resisti e coloquei a mão na água… bem quentinha. Nadar ali deve ser uma delícia.

O barqueiro nos disse que era pra colocar os pés na água do Nilo e fazer um pedido, que com certeza se realizaria. Pra não dar sopa pro azar, é claro que colocamos!

E não é que o pedido se realizou?

Tudo ocorreu bem em nosso passeio, a única coisa chata foi o barqueiro nos pedir mais dinheiro pra gente quando estávamos quase desembarcando. Que saco! Demos 35 libras egípcias (cerca de 9 reais) e pronto! Tchau!

Outro lugar que queríamos ir era a Cairo Tower. Lá do desembarque do barco, já avistávamos ela e assim seguimos caminhando até encontrá-la. No caminho, mais algumas fotos….

Andamos algumas quadras e chegamos à Cairo Tower .Compramos os ingressos e aguardamos a fila para subirmos.

A vista lá de cima é bem bacana. Vale a pena!

Já estava anoitecendo e portanto era hora de voltar para o mundo normal – entenda-se hotel. Negociamos com um taxista ali na frente e fomos.

Tínhamos combinado de jantarmos no terraço do hotel naquela noite. Nada mal ficar lá ao ar livre ,com música ao vivo e com vista para as pirâmides.

Segundo dia no Cairo:

Para o dia seguinte, tínhamos agendado com o mesmo taxista para nos pegar às 09 horas pois gostaríamos de ir à Cidadela, ao mercado Kahn El Khalili, e mais algumas atrações no centro do Cairo. Antes de  sair, o Loedi foi sacar dinheiro num caixa automático na esquina do hotel. E não é que a ATM engoliu o cartão? Arghhhhhhh… Sorte que tínhamos o meu de reserva, mas o estresse foi horrível.

O taxista estava irritado que tínhamos nos atrasado… já não parecia ser o cara bacana do dia anterior. Como de costume, perguntamos ao entrar no táxi quanto custaria o passeio e a resposta dele foi: ” Don’t worry!”  Os 4 dentro do carro disseram juntos a seguinte frase: ” Fo-deu!” rsrsrs. Depois de sermos trapaceados no dia anterior, sabíamos que com a fala do motorista iríamos nos dar mal mais uma vez em terras egípcias :(.

O primeiro lugar que o motorista nos levou foi ao Coptic, que é um lugar cheio de igrejinhas, com caminhos sinistros para alcançá-las.  Ao descermos do táxi, o Luciano foi tentar ver quanto sairia o passeio e assim tivemos certeza de que o cara não era nem um pouco gente boa. Neste dia, ele tentou nos enfiar a faca. Queria cobrar 250 libras egípcias pelo passeio, 6 x mais do que tinha cobrado no dia anterior. Com muita negociação, saiu por 180 libras egípcias, que mesmo assim achamos facada. Filho da mãe!

Saindo deste primeiro lugar, fomos para a Cidadela que é um complexo murado que tem museus, terraços com belas vistas da cidade e a impotente mesquita de Mohamed Ali.

O Cairo é assim: totalmente sem cor

Ao contrário das mesquitas que havíamos visitado anteriormente, a de Mohamed Ali não fedia chulé….

Gostamos muito de ter visitado a Cidadela, mesmo com a enorme quantidade de vendedores enchendo os pacovás querendo que você compre alguma coisa.

No horário combinado, encontramos com o taxista e seguimos rumo ao Mercado Kahn el Khalili, um dos maiores mercados à céu aberto do mundo.

Imagine uma rua cheia de lojas de temperos, bugigangas, roupas, jóias, ouro, papiros, enfim… um super mercadão.

Logo numa das primeiras lojas que entramos para comprar algumas lembrancinhas, encontramos o José – um jovem estudante de língua espanhola na universidade que falava várias palavras em português. Aproveitando a simpatia do moço e a facilidade da língua, compramos várias coisas ali. E é óbvio, com muita barganha!

Compras satisfeitas, continuamos andando pelo mercado e observando a muvuca…. é um lugar onde se vê de tudo!

Por que será que a mulher tá me olhando?

Já tinha passado da hora do almoço e ainda não tínhamos comido nada. Pegamos um super táxi e fomos atrás de um fast food.

Super táxi

Almoçamos e demos vários rolês pelo centro do Cairo, observando as lojas, o jeito do povo. No meio da tarde, resolvemos voltar para o hotel e curtir a piscina, pois o calor continuava acima dos 45 graus.

Chegando no hotel, eu e o Loedi percebemos que nosso cofre estava aberto. Argh!!!!!!!!! Só faltava terem levado todo nosso dinheiro, e nós sem um dos cartões VTM (engolido pela máquina de manhã) que também tinha bastante dinheiro. Seria o caos!

Morrendo de medo olhamos e descobrimos que haviam sido roubados 100 dólares e 50 euros… um puta preju para a viagem!!!!  Nesse momento de estresse, um começou a colocar a culpa no outro e rolou briga. Comecei a chorar e pensar.. maldita hora que quis vir pra esse fim de mundo!!! Felizmente, voltei à racionalidade e pensei que não iria perder o resto de nossas férias por causa de menos de 300 reais. Mas a raiva que senti foi intensa! Como pode alguém pegar algo que não é seu??? Ainda mais ali, que são tão radicais com religião e essas coisas. Até hoje não temos certeza se deixamos o cofre aberto, se arrombaram, se descobriram a senha. O que nos consolou foi que não levaram meu netbook, o celular do Loedi e nem o resto do dinheiro.

Depois de mais um desapontamento na viagem, nada restava além de curtir a piscina do hotel e tentar esquecer essas coisas chatas.

Água bem quente na piscina

Assim foi nosso final de dia no hotel. Chegava-se a hora de arrumar as malas e seguir rumo à Grécia. Confesso que depois de tanta pilantragem em solo egípcio, me sentia aliviada de pensar que nosso próximo destino contaria com a civilidade europeia.

Antes de partir para a Grécia, refletimos muito sobre como o Egito ficaria em nossas memórias… De que ali o bagulho seria doido, já sabíamos; mas não esperávamos que tivesse sido tão doido.

O Egito choca pela pobreza, pela sujeira e pelo caos das ruas. Como passamos a dizer, Cairo é uma cidade cairótica. Nunca pensei que estaria num lugar onde a água é mais cara que a gasolina. Num lugar onde as casas não são pintadas para evitar pagamento de impostos. Num lugar cheio de areia e que não é deserto….

Por outro lado, intriga por tudo que representa na história das civilizações e também pelas dúvidas que ainda temos sobre a construção da pirâmides. Pelo respeito e devoção que têm à religião. Pela forma como veêm e cantam as mulheres ocidentais.

Digo que ir ao Egito foi divisor de águas em nossas viagens pois foi a partir dali que percebemos o quanto é legal vivenciar algo totalmente diferente do que vemos em nosso cotidiano. Minha mente voltou de lá muito mais aberta e com certeza quero que alguns de nossos próximos destinos de viagem sejam tão exóticos quanto.

Foi a primeira vez que pensei: nossa, nisso o Brasil é bem melhor! Nas viagens anteriores, o pensamento era inverso.

Quando contamos todas as roubadas que passamos no Egito, muita gente pensa que não gostamos de lá. Muito pelo contrário: gostamos muito de ter vivido esta experiência. Contamos os perrengues apenas para alertar quem pretende ir para lá e se for pra levar golpe, que sejam outros.. rs

Se eu voltaria ao Egito? Claaaaaaaaaro. Lembre-se que fomos somente para o Cairo. O Egito tem muito mais a oferecer!

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Egito – parte 1

Após nossa primeira aventura num país muçulmano, chega a hora de seguirmos rumo ao Oriente Médio, especificamente – Egito.
Quando o comandante anunciou que veríamos as pirâmides lá de cima, foi emocionante…pena que a poluição atrapalhou a foto.
Na hora de pousar, a tensão aumentou  pois no aeroporto do Cairo existe um cemitério de aviões….. cena horrível de se ver quando você está à bordo de um avião….
 

Depois de tudo que lemos sobre as malandragens, golpes e outras coisas ruins que acontecem por lá, chegamos ao aeroporto bem atentos.

A primeira impressão foi excelente, pois o aeroporto do Cairo é novinho e super moderno. Mas foi sairmos do desembarque para começarmos a perceber que, conforme dizia o Luciano, ali o bagulho era doido!

Como sempre fazemos ao desembarcar, fomos procurar um balcão de informações para conseguirmos um mapa. Eis nossa primeira tentativa frustrada. O moço das informações disse que não tinha mapa e que era pra gente pegar no nosso hotel. Sinistro….

Felizmente havíamos reservado um transfer para nosso hotel, o que nos poupou de pegar um dos muitos taxistas que ficam te abordando na saída do aeroporto. Reservamos o shuttle por $25 dólares através do site http://www.cairoshuttlebus.com/ e só efetuamos o pagamento lá.

Logo na saída do aeroporto, um fato estranho. O carro que nos levava, mais um com um motorista que nada falava de inglês, parou na “portaria” do aeroporto. Lá estava um guarda todo vestido de branco, com uma baita metralhadora na mão – parecia cena de filme, rsrs. Esse homem entregou um caderno para o Loedi, que estava no banco da frente, e pediu para que ele assinasse. Com a cara fechada do senhor e com aquela arma em mãos, não houve alternativa. O Loedi assinou sem ter a menor idéia do que fosse aquilo….ainda bem que não houve nenhuma pergunta! Ao ver que estava assinado, o guardinha liberou nossa passagem.

A saída do aeroporto é muito bonita. Naquela imensidão de areia, plantaram grandes palmeiras que contrastam com a falta de cor da paisagem. Nesse caminho, observamos atentamente tudo… as placas de trânsito em árabe, os trajes das pessoas, os carros caindo aos pedaços, as casas sem pinturas, enfim… começamos a formar nossa imagem do que seria o Cairo.

Escolhemos nos hospedar em Giza, que é uma cidade na região metropolitana do Cairo onde ficam as pirâmides. Trata-se da região mais turística e por isso resolvemos ficar por lá. Do aeroporto até nosso hotel eram 40km de distância e para percorrer este percurso levamos quase 1 hora. Ainda bem que o carro tinha ar condicionado….

Não tem como não ficar tenso andando pelas ruas do Egito. O trânsito é caótico, a paisagem não é nada deslumbrante, vê-se areia por todo o lado…..Mas, quando avistamos as pirâmides pela primeira vez em solo, é outra história. Primeiro o encantamento de pensar: caraca, meu sonho era estar aqui e cá estou!!!, e em segundo lugar o alívio do motorista ter ido pro lugar certo, rsrsrs.

E lá no fundo, as pirâmides…
Ao descermos do carro, sentimos o calor absurdo que faz por lá e perguntamos a temperatura naquele dia: 47 graus. Com certeza a maior temperatura que já tínhamos sentido na vida. O Loedi resolveu perguntar se à noite costumava esfriar, por ser clima de deserto. O moço logo corrigiu num tom áspero. Como teríamos clima de deserto se o deserto está muito longe daqui? É pessoal, pra quem sempre pensou que as pirâmides ficavam num deserto, errado!
Mas que parece, parece! rs

A primeira surpresa ao entrarmos no hotel, foi o raio-x logo na entrada e aqueles guardinhas com metralhadoras estavam por lá também. Entramos no saguão do hotel, com o ar condicionado no último e fomos fazer nosso check-in.

Já tínhamos feito a reserva pela internet, portanto não precisamos pagar nada por lá. Fomos recepcionados pelo “guest relations” do hotel, um cara super gente boa e com inglês ótimo. A receptividade foi nota 10.

Nos instalamos no hotel, tomamos um banho e fomos conversar com o guest relations para ver se ele tinha um mapa e também para ver quais as recomendações de passeios.

Como estávamos bastante inseguros em relação ao Egito, ainda não sabíamos qual seria a melhor forma de nos aventurarmos por lá.

No hotel, havia uma tabela de preços e principais passeios oferecidos pelos taxistas que ficam por lá, porém, a dica de nosso guest relations era não contratar os serviços dali pois sairiam muito mais caros.

Investimos nosso tempo naquela tarde para planejarmos os nossos 3 dias em terras egípcias.
Nós no saguão do hotel fazendo o planejamento dos passeios
Planos feitos, fomos conhecer a estrutura do hotel: piscina, terraço com vista para as pirâmides, jardins, lanchonete, loja de conveniências. Brincávamos que quando entrávamos no hotel, passávamos por um portal. Do calor e do caos, ao ar fresco e comforto em apenas alguns segundos…
O hotel que escolhemos é meio antigo, porém a comodidade que se tem vale cada centavo. Se tem uma pessoa que não é adepta a gastar com hotel em viagens, sou eu. Porém, no Egito, acho que vale a pena sim, até porque é barato. Nada como você ter um dia muito louco e voltar para um abrigo ” normal” para nossos padrões.


Nossa primeira aventura estava decidida: ir ao show de luzes nas pirâmides, à noite. Segundo nosso guru, era possível ir andando. Vestimos calçados confortáveis e fomos… 

O calor mesmo com o anoitecer era muito intenso. A garrafa de água era companhia inseparável.

Já na frente do hotel, pudemos notar o caos do trânsito. Todo mundo buzinando, sem sinaleiros,  ônibus sem portas, com pessoas penduradas… uma verdadeira zona e nós lá, tentando atravessar a rua… rsrrsrs.

Bem na frente do hotel, era possível ver as pirâmides por isso acreditamos com o rapaz nos disse que era possível irmos à pé. O que não imaginávamos, era o tamanho do parque das pirâmides…. enorme. Mas tudo bem.. resolvemos curtir a aventura.

Conforme a gente caminhava, mais coisas estranhas a gente via…. e isso acabou sendo bem divertido. Até que a gente já tinha camelado tanto que ficamos com medo de estar indo pro lugar errado. Sendo assim, resolvemos perguntar para alguém.

Por nossa sorte, perguntamos para um senhor muito simpático que ao perceber que éramos brasileiros começou a falar espanhol. Estávamos no caminho certo, porém bem distantes do nosso destino final.

Até essa parte do caminho, estava achando tudo tranqüilo, mas quando começamos a andar por uma rua pararela comecei a sentir um medinho. Já estava escuro, mas a rua estava cheia de gente, um trânsito muito louco e nada da gente ver as pirâmides. Depois de andar mais um pouco, finalmente encontramos uma placa indicativa.

Nesse caminho, tinham várias crianças brincando na rua.. e eu, toda ingênua, cai na besteira de responder os “Hellos” delas… Pra que…. foi só dizer Hello e uma cambada de crianças correu atrás de mim pedindo dinheiro. Fiquei bem assustada cm a cena, que pelo jeito é comum em terras egípcias. As crianças são educadas desde cedo a pedir dinheiro a turistas. Alguma semelhança com nosso país?

Depois de camelarmos um monte, finalmente chegamos ao “Pyramids Sound and Lights” e entramos na sessão já iniciada em língua inglesa.

As cadeiras ficam ao ar livre, com a narração da história das pirâmides.. com o desenrolar da narrativa, as pirâmides são iluminadas com luzes coloridas.

Nenhuma foto prestou.. 😦

O espetáculo em si, não achei grande coisa. Contudo, a sensação de você estar ali, com uma leve brisa no rosto e vendo as pirâmides à sua frente, compensa o valor do ingresso. Mal podíamos esperar para vê-las durante o dia….

Saímos do show e fomos jantar num Pizza Hut quase na frente do lugar do espetáculo. Com a barriga cheia, pegamos um táxi muuuuuuito velho para voltar ao hotel. Preço: 20 libras egípcias = 5 reais Caraca, se soubéssemos o preço do táxi, não teríamos camelado tanto na ida.

Depois desta aventura inicial, fomos dormir para aproveitar bem o dia de conhecer uma das 7 maravilhas do mundo antigo.

O dia de conhecer as pirâmides:

Uma dica que o guest relations tinha nos dado era sobre o horário para visitar o Parque das Pirâmides. Deveríamos chegar lá no máximo às 10 horas da manhã por causa do sol e do calor, que após este período torna-se extremamente perigoso. É claro que seguimos o conselho. Outras dicas imprescidíveis pra o Egito são: abusar do protetor solar, usar chapéu a toda hora e sempre ter água, muita água.

Mesmo com aquele baita calor, fomos à pé até as pirâmides, mas dessa vez o caminho era mais curto, ufa!

Chegamos lá e entramos n fila para comprar os ingressos. Compramos a entrada para o parque e também  para visitar o interior de uma das pirâmides. As visitas ao interior são limitadas. Quando chegamos, só havia disponibilidade para a menor.

Na compra dos ingressos, primeiro golpe. Um malandrinho, carinhosamente apelidado de Mister M, fez sumir algumas notas do troco do Luciano.Argh número 1!

Ingressos em mãos, lá fomos nós.

 

Ao entrar no parque, já nos deparamos com a imponente Quéops, a maior das pirâmides.. Por mais que já tivesse visto esse monumento diversas vezes na televisão e em fotos, nunca imaginei que a real fosse daquele tamanho: enorme!

E eu, que levo o apelido carinhoso do meu maridinho de “louca da foto”, não conseguia parar de fotografar.

Se existia um golpe que queríamos evitar, era o golpe do camelo, sobre o qual tínhamos lido várias e várias dicas. Havíamos lido vários blogs e sites que tratavam desse assunto e ao chegar nas pirâmides estávamos certos de que não cairíamos neste golpe….

O que é o golpe do camelo? Bem, por mais que tivéssemos certeza de que não seríamos pegos, infelizmente fomos. Portanto, conto para vocês, da pior forma possível o que é esse golpe… Conto como vítima 😦

Estávamos nos fotografando as pirâmides quanto um nativo, vestido como árabe, se aproxima e pede para ver nosso ingresso. Eu, toda ingênua, peguei o tíquete e mostrei. Ele disse ok, e logo colocou seu turbante na minha cabeça e se ofereceu para tirar uma foto. Não tive tempo de dizer não… quando vimos ele estava tirando foto minha, do Loedi, fazendo truques de fotografia com as pirâmides. Não parava de tirar fotos e começou a andar com a câmera em direção aos camelos.


Dissemos, não, não e não … mas o cara insistia muito e resolvemos ir direto ao ponto. Perguntamos: quanto vai custar pra tirar foto com o camelo? E aí veio a resposta de malandragem: “Don’t worry! You happy, I’ m happy” Foi com esse inglês tupiniquim que começamos a pensar que estávamos caindo no golpe…Não saímos correndo porque o cara continuava com nossa câmera em mãos.. e pior, agora ele estava com um comparsa….E lá estávamos nós com o camelo do lado.
Tentei usar outro argumento – disse que tinha medo do camelo e que não ia subir. Também não funcionou e quando percebi.. lá estava eu em cima do camelo!! Argh número 2! Cara, foi tudo tão rápido, tão sorrateiro, que até hoje não consigo entender como caímos no golpe tão falado e comentado, mesmo sabendo de toda a dinâmica.
 

Depois dele tirar uma foto minha e do Loedi em cima do camelo, veio a efetivação do golpe… Me deixaram em cima do camelo e um dos caras foi conversando comigo e me arrastando para o lado.

O cara me arrastando pro outro lado.. argh!

Enquanto isso, o outro camarada começou a assediar o Loedi e pedir dinheiro. Extorsão pura! Ao ver que o Loedi tinha dólares na carteira, teve a capacidade de pedir pelas fotos 400 libras egípcias – cerca de 110 reais. O Loedi disse que não ia pagar tudo isso, mas a caca maior foi o golpista ter visto os dólares na carteira.
Imagine a situação do Loedi num lugar estranho, com os caras sinistros e me vendo ser levada por outro cara em cima do camelo. Eles pensam no cenário perfeito para explorar os turistas, e com casal é mais propício ainda. 

Enfim, depois de muita encheção de saco com o Loedi, eles levaram 100 libras egípcias e 40 dólares, ou seja cerca de 100 reais na mamata. Argh número 3!  Com certeza essas foram as fotos mais caras de nossas vidas!!!!!!

O Loedi voltou me buscar no camelo puto da cara, e não é que o cara que estava me segurando resolveu pedir dinheiro também? Furioso, o Loedi deu um chega pra lá nele e saímos andando muito irritados com a situação.

Nesse momento, você pode estar pensando? Mas por que você não pulou do camelo? Por que isso? Por que aquilo? Digo pra vocês que eu também não consigo entender como deixamos isso acontecer mesmo sendo previsível… E pior! A Tati e o Luciano também passaram pela mesma situação… Por favor, não seja o próximo! A sensação é muito ruim!

Passado este fato, não podíamos deixar que a picaretagem dos egípcios atrapalhasse nosso passeio Afinal de contas, estávamos num dos destinos mais visitados e intrigantes do mundo. Respiramos fundo e seguimos nosso passeio para ver de pertinho Mykerinos, Quéfren e a Esfinge, as demais pirâmides.

 

Estava muito calor e mesmo estando coberta nas principais partes do corpo, era normal os homens mexerem comigo e com a Tati. O Loedi e o Luciano ouviram várias vezes a frase “Lucky guy!” Para quem é ciumento, não é um bom lugar rsrs.

Como tínhamos comprado ingresso para entrar na pirâmide, lá fomos nós  Eu estava meio indecisa se entraria ou não, pois ao observar a situação das pessoas que saíam de dentro da pirâmide me dava agonia Os turistas saíam pingando literalmente. Eu ficava imaginando o calor que devia estar lá dentro.

Como não era possível entrar com mochila, nós decidimos revezar com a Tati e o Lu e entramos primeiro.

Para entrar na pirâmide, você tem que se abaixar e ficar de 4 para engatinhar Há uma fila que entra e outra que sai. Pensando em minha proteção, o Loedi foi na frente, porém a estratégia não funcionou.. Logo na entrada, estava eu descendo com o maior cuidado, quando um infeliz de um egípcio apertou meus peitos Argh número 4! Isso mesmo, o mané se aproveitou da minha posição frágil para tirar uma casquinha… Com muito ódio, gritei para o Loedi e resolvi dar meia-volta. Não queria arriscar mais esse tipo de abuso por ali…..

Voltei, avisei a Tati para se proteger, e fiquei lá fora esperando eles voltarem.

Mesmo com tantos desapontamentos, o passeio pelas pirâmides estava sendo muito legal. Poderia ter sido bem melhor caso nada dessas coisas tivesse acontecido…mas, fazer o quê?

Após muitas e muitas fotos das 3 pirâmides, seguimos rumo à Esfinge, que fica quase na saída do parque. Com aquele calor infernal, caminhar não era nada agradável… a opção era ir de camelo.. hahaha. Mas quem disse que queríamos chegar perto de um bicho destes depois de tudo que passamos? Nem a pau!

 

Se nós estávamos derretendo, imagine as tias de burca!

Abastecidos com muita água, chegamos à Esfinge.Uma coisa muito interessante é que tomamos neste passeio uns 2 litros de água cada um pois estava muito quente, porém, ninguém teve vontade de fazer xixi. Lá no Egito é assim.. por mais que você tome água, o corpo não elimina…

À caminho da Esfinge..

Caramba, ver a Esfinge também é algo singular. É uma figura tão presente em livros de história, em cenas da televisão, que quando você vê ali, bem de pertinho, milhares de coisas passam por sua cabeça.

Ao contrário das pirâmides, na Esfinge você nota que houve algumas restaurações… a base dela é muito perfeitinha para um monumento construído em 2723 AC (acredita?)

Outra questão que vem a mente é: onde está o nariz da Esfinge? É, essa é uma pergunta sem resposta… Existem apenas suposições.

A Esfinge é a última atração do parque das pirâmides. Logo à sua frente, encontram-se várias barraquinhas vendendo miniaturas e lembrancinhas pelo preço que você quiser pagar. Barganha total! E quando a quantidade é grande, os caras se matam pra poder vender para você.

Fizemos umas comprinhas e voltamos para o hotel tomar um banho e comer algo. Afinal, depois de mais ou menos 3 horas debaixo daquele sol escaldante refletido pela areia, estávamos grudentos…

Pegamos um taxista super gente boa (até então..) que nos cobrou 10 libras egípcias – cerca de R$2,50 para nos levar até o hotel – metade do que o taxista anterior havia cobrado. Achamos o cara sincero, e marcamos os passeios da tarde com ele.

O que mais fizemos no Egito? Confira na parte 2 do post que será publicada em breve 😉

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Preparativos para Egito, Grécia e Turquia – planejamento

Se tem uma coisa que sempre faço é mal voltar de férias e já estar pensando nas próximas. Encaro isso como algo positivo, pois é o que nos permite sonhar e viajar cada vez mais longe. E não foi diferente quando voltávamos de férias do Canadá em 2009…

Voltamos pensando se seria possível fazermos mais uma viagem dos sonhos, mais dessa vez os planos eram mais ousados : visitar 3 continentes de uma vez só.

E lá fomos nós, unir nossa vontade de conhecer as pirâmides no Egito, visitar um lugar chamado Pamukkale na Turquia e visitar as tão faladas Ilhas Gregas. O porquê destes destinos? Bem, o Egito dispensa comentários. A Turquia entrou no roteiro pois uma vez recebemos um e-mail destes que a gente sempre recebe com belas paisagens, e achamos que o tal do Pamukkale era lindo demais. Lembro-me perfeitamente de neste dia ter dito: um dia vou pra lá! E a Grécia? Ah! Tem coisa mais chique do que visitar as Ihas Gregas?rs.

Sonho 1

Sonho 2

Sonho 3

Não adianta nada sonhar e não fazer nada. Desembarcamos do Canadá e já pedi uma cotação de passagem para a Fernanda da Interlaken Turismo para saber se estávamos sonhando alto demais…. quando recebi a resposta com o preço, percebi que mais esse destino seria possível.

Estávamos em junho de 2009 , mas já pensamos que queríamos viajar em agosto de 2010, pois além de visitar estes 3 países, queríamos aproveitar e ir ao casamento de nossa amiga Sabrina, que mora na Alemanha 🙂

Até então, tudo estava bem indefinido…. mas pelo menos sabíamos pra onde ir e já começamos a comentar com nossos amigos pra ver se alguém tinha alguma dica para nos dar .E não é que em uma conversa, encontramos dois parceiros para a viagem? A Tati e o Luciano toparam o convite e decidiram ir juntos! Opa, mais gente para o projeto dos 3 continentes!

Ok, ok, hora de ver como planejamos tudo…..vamos por partes:

Parte 1 – definição da data do casamento da Sabrina.

Hahaha… tínhamos certeza que queríamos muito participar do casamento da Sabrina com o Martin e também voltar à Alemanha. A data do casamento era imprescindível para comprarmos as passagens e fecharmos o roteiro. Porém, um casamento envolve uma série de coisas e o da Sabrina não foi diferente. Só tivemos a definição da data em Maio/2010. Lembro-me da Sabrina mandando um scrap no orkut com a data do casório: 21/08/2010.

Parte 2 – compra das passagens overseas

Eu e o Loedi tínhamos 30 dias de férias. Luciano e Tati tinham 15. Sendo assim, desde o início já sabíamos que a viagem de ida e de volta não seria no mesmo vôo.

As 3 capitais pelas quais poderíamos começar a viagem eram:

Cairo – sem vôo direto do Brasil

Atenas – sem vôo direto do Brasil

Istambul – com vôo direto do Brasil pela Turkish Airlines

Os preços para os 4 lugares não variavam muito: 1400 dólares. Nossa primeira dúvida foi: por onde começar e por onde terminar?

Eu particularmente queria deixar a Grécia por último, pois era o lugar que tinha maior expectativa. Sabe aquela história de deixar o mais gostoso pro final? Porém, como a viagem era em grupo, tudo tivemos que decidir em consenso.

No final das contas, todos concordamos com a ideia pois além da questão expectativa, como eles tinham menos tempo de férias, a opção para a Grécia seria um cruzeiro pelas ilhas – algo que não estava em nossos planos.

Uma das questões estava respondida, faltava apenas saber por onde começar…

Pensamento Thaís e Loedi: como vamos para o casamento da Sabrina no final da viagem, é melhor optarmos por um voo direto da Alemanha, no caso – Frankfurt.

Pensamento Tati e Luciano (eu acho, rs): como o preço da Turkish está melhor com a cotação que fizeram, é melhor pegar um vôo direto na ida e com conexão na volta.

E assim fechamos as passagens: nós indo para Istambul pela TAM com conexão em Frankfurt e voltando direto de lá para o Brasil, e eles indo direto para Istambul com a Turkish e voltando com conexão para o Brasil.

Para aproveitar ao máximo, compramos as passagens saindo na sexta-feira do Brasil…

Parte 3 – definição do roteiro

Uma vez que já tínhamos data de ida e volta definida, chega o momento de decidir o roteiro. Quem nos ajudou neste momento? Internet… mais uma vez.

Nessa parte do planejamento é fundamental saber quais as atrações que existem no lugar para onde você está indo e quais você não abre mão de visitar. Ainda mais nesse plano, que envolvia 3 países e 3 continentes.

E uma dica aqui é: vá sempre do mais fácil para o mais difícil…. como assim? Por exemplo, é muito mais fácil você achar dicas das Ilhas Gregas – destino famoso – do que de Pamukkale – muitas pessoas nem sabem do que se trata.

Então resolva tudo que é fácil primeiro e deixe o mais complicado para depois…

Seguindo este passo, lá fomos nós:

Ilhas Gregas – 7 dias.

Atenas – 2 dias.

Cairo – 3 dias.

Istambul – 3 dias.

Pamukkale e Éfeso – 2 dias

E, para nós, mais 4 dias na Alemanha.

Viagem 2010 – link para a planilha

Pedacinho de nossa super planilha de planejamento

Mas ainda tinha outro passo importante… dentre as mais de 200 ilhas gregas, quais devíamos visitar? Eita pergunta difícil…..

Foram alguns dias de exaustivas pesquisas para nos decidirmos por: Rhodes – por toda sua história, Santorini – pelas famosas paisagens de casinhas brancas, Mykonos – por ser o point das ilhas, e Milos – considerada por muitos dos internautas como a mais linda das ilhas…

Mas não era só isso… ainda tínhamos que saber se existia transporte entre estas ilhas, quais seriam os horários de barcos, se tinha avião, qual a melhor ordem de visitação, etc, etc e etc. Resumindo: investimos nesta parte 15 dias de planejamento…

E assim seguimos….

Uma coisa que sempre me perguntam é: como que você faz para decidir esta parte? A resposta que sempre dou é que sou maria-vai-com-as-outras neste sentido. Mas levo em conta muuuuuuuitas “Marias” do orkut, principalmente a comunidade “Dicas Imperdíveis de Viagens”.

O que geralmente faço é ler todas as mensagens do tópico e “filtrar” as informações de acordo com meus interesses. Confio muito na opinião de quem escreve por lá e nunca me dei mal por isso… Além do orkut, pesquiso no Trip Advisor, no Mochileiros.com, nos guias on-line das cidades que acho no Google.

Não gosto muito destes guias impressos, pois acho que eles indicam muitos lugares que só vão turistas… Prefiro fazer viagens mais autênticas.

Parte 4 – como se deslocar de um lugar para outro

Capitais:

Após a definição do roteiro, partimos para a compra de passagens aéreas entre os locais escolhidos. Fizemos pela internet os seguintes trechos aéreos:

– Istambul – Cairo – pela Turkish Airlines

– Cairo – Atenas – pela Aegean Airlines.

Pamukkale e Éfeso:

Pamukkale fica a mais ou menos 500 km de Istambul… para irmos para lá tivemos que gastar um valor alto pois ficamos com medo de ir por conta  porque é um lugar no interior da Turquia, com placas em turco e sabe-se lá se algum ser fala inglês… preferimos não arriscar e fechar um pacote com a OneNation Tours ( pagamos metade através de cartão de crédito aqui no Brasil e o restante lá) – valor: 350 euros por pessoa com tudo incluso, inclusive aéreo.

Ilhas Gregas:

Nossa locomoção entre as ilhas

Compramos alguns trechos aéreos pela Internet e os bilhetes de ferries também foram comprados online pelos sites da Blue Star, Seajets e Hellenic Seaways.

Parte 5 – onde se hospedar?

O principal fator para escolher hotel nesta viagem com certeza era localização. Imagina ter que se virar em subúrbios com placas em turco, árabe e grego? No way…

Sendo assim, pesquisamos um monte e fechamos os hotéis assim:

Istambul: fechamos com a mesma agência que nos vendeu o pacote para Pamukkale – hotel Q-Inn. Localização: Sultanahmet – pertinho de tudo. Só pagamos lá – valor: 80 euros a diária.

Cairo: conforme recomendações, preferimos ficar na área turística, em Gizé – hotel Mercure Le Sphinx. Fizemos pagamento adiantado pela Internet – valor: 112 dólares a diária

Atenas: ficamos perto de uma estação de Metrô, no hotel Novotel. Próximo a supermercados, padarias… Pegamos uma tarifa super boa pela Internet – 69 euros a diária.

Ilhas Gregas: aqui o buraco foi mais embaixo.. rsrrs as indicações que achamos em nossas pesquisas eram caras. Arriscamos e fomos pelos comentários do site Booking.com (que hoje em dia é nosso favorito graças às barbadas que encontramos para esta viagem) para nos hospedarmos em locais baratos (ou melhor, menos caros)

Rhodes – Hotel Nathalie, 40 euros a diária.

Santorini – Pension George, 70 euros a diária.

Milos- Dyonisis Hotel, 75 euros a diária

Mykonos – Andriani’s Guest House, 100 euros a diária

Parte 6 – que dinheiro levar?

Como passaríamos por 3 diferentes continentes, optamos mais uma vez por fazer o VTM – Visa Travel Money que permite realizar saques em moeda local.

Levamos alguns euros em espécie para garantir.

Além disso, levamos nosso cartão do banco que permite saques internacionais.

Parte 7 – vistos,vacinas, seguros

De todos os lugares que passaríamos, apenas o Egito solicita visto para brasileiros e que, inclusive, pode ser emitido lá no aeroporto do Cairo mesmo.

Preferimos não arriscar e pedimos o visto aqui no Brasil. Mandamos os documentos necessários para o Consulado do Egito em Brasília e em menos de 15 dias estávamos com os vistos em mãos. Custou 80 reais.

Visto em mãos!

Para tirar o visto é necessário o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela. Tomamos a vacina de graça num posto de saúde aqui de Curitiba. Prepare-se, a danadinha é dolorida 😉

Para viajar para países da Comunidade Europeia, é necessário seguro com cobertura do Tratado de Schengen. Como compramos nossas passagens com o cartão de crédito, tivemos a apólice de seguro gratuitamente…

Considerações gerais:

O que aprendemos com esses planos? Muita coisa! Mas, principalmente que dá trabalho você querer ir para lugares que fujam dos mais comuns. O importante é que conseguir fazer tudo isso acontecer, e ainda por cima ser maravilhoso, é a melhor recompensa.

Acompanhe nos próximos posts o desenrolar da viagem aos 3 continentes!

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