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Aquário de Cape Town com criança de 3 anos

O Two Oceans Aquarium fica localizado no V&A Waterfront, portanto ao visitar a Cidade do Cabo você passará por lá com certeza. Chegamos no meio da tarde, compramos os ingressos lá mesmo (na compra online há desconto) e já na entrada notamos o excelente atendimento dos funcionários.

A primeira atração que nos chamou a atenção foi um aquário cheio de peixes-palhaço, os lindinhos Nemos. Camila correu para admirá-los e logo entrou num espaço de onde parece que estamos no meio deles.

Um pouco mais à frente, encontramos outra seção bem fofinha: o Jelly Babies, onde há um túnel escuro cheio de águas-vivas de várias cores. Achei a forma da exposição bem interessante devido à variedade de espécies apresentadas com destaque no ambiente sem luz. Pena que não saiu nenhuma foto 😦

Um outro tanque que chamou muita a atenção da Camila foi o dos tubarões, arraias e tartarugas. Ela ficou fascinada de poder ver bem de pertinho os animais. O espaço é grande e é bem legal ficar observando a movimentação dos bichos na água.

Outro destaque é a seção de pinguins, que reproduz o habitat natural da espécie. É possível chegar bem perto dos animais, claro que respeitando os avisos de não tocá-los para não haver risco de mordidas.

Existem mais um montão de áquarios com outras espécies, mas nada fora do comum. Acredito que ficamos no máximo 1 hora no Two Oceans Aquarium e foi suficiente para ver as principais atrações, pois além de pouca variedade de peixes, o espaço é pequeno. Recomendo a visita apenas se estiver com crianças ou se nunca visitou um aquário, uma vez que o valor do ingresso é caro pelo que oferece. Claro que pra Camila foi um passeio sensacional, porém pra gente a classificação é bem mais ou menos, hehe.

Saímos de lá e não resistimos a dar mais uma volta no Waterfront, que acabou sendo rápida porque já era fim de tarde e o frio estava pior ainda. Aproveitamos para tirar uma foto na pracinha que tem a escultura de todos os sul-africanos que ganharam Prêmio Nobel e uma vez mais observar a linda Table Mountain. E por falar nela, sorte que conseguimos vê-la sem nuvens em nosso primeiro dia em Cape Town, porque em todos os demais estava encoberta por nuvens….

E já que tínhamos que passar no supermercado do shopping, tiramos mais algumas fotos em frente à roda-gigante, tentamos nos esconder do vento nos mercados de comidas e artesanatos do Waterfront, e passamos mais uns minutinhos curtindo a deliciosa vibe do local.

Após mais um dia intenso de atividades, voltamos para o apartamento para descansarmos e planejarmos melhor o nosso passeio do dia seguinte, que teria como destino final o famoso Cabo da Boa Esperança.

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Butterfly World: visitando um lugar fora do roteiro tradicional de Cape Town

Ainda faltavam algumas atrações “obrigatórias” para conhecermos nos arredores de Cape Town e tínhamos 2 dias na cidade. Um passeio que já tínhamos planejado era a ida até o Cabo da Boa Esperança, porém segundo a previsão do tempo o melhor dia para irmos até lá seria o sábado, já que para a sexta-feira a previsão era de tempo nublado e chuva no final da tarde. Sendo assim, resolvemos pesquisar opções de passeios com crianças nas redondezas e dedicar um dia inteiro para a Camila (à tarde planejamos visitar o Aquário)

Começamos a olhar no Trip Advisor e encontramos a descrição de um lugar que parecia interessante chamado Butterfly World, que era próximo às regiões vinícolas que entrariam em nosso roteiro do dia caso o clima colaborasse. Lemos desde relatos super legais até alguns desastrosos sobre o lugar, mas resolvemos arriscar a ida até lá. Se tudo desse errado, visitaríamos as produtoras de vinhos e salvaríamos a viagem de carro de quase 1 hora.

No caminho, ficamos bem impressionados com a qualidade das estradas sul-africanas e nos surpreendemos uma vez mais com a infraestrutura dessa região do país. A sinalização também era bem clara e frequente. Foi bem fácil encontrarmos nossa primeira parada do dia. Juro pra vocês que quando chegamos pensei que tínhamos escolhido uma furada de passeio, pois a entrada do lugar era bem feinha. Como o ingresso não era tão caro, resolvemos arriscar…Logo no primeiro corredor, há vários esqueletos de animais africanos e a Camila achou bem legal desde o comecinho.

Ao entrarmos no primeiro espaço interno nos surpreendemos com vários pássaros soltos e algumas espécies que nunca tínhamos visto na vida. Tinha também iguanas e outros répteis que ficavam expostos bem próximos aos visitantes. Os bichinhos se sentem bem à vontade e alguns até pousam nas pessoas. Já ali tivemos certeza de que valeu a pena termos saído do tradicional para explorarmos um lugar mais frequentado por locais.

Há também uma área com animais enjaulados, que não achei tão legal devido ao pouco espaço reservado para eles. Só passamos e demos uma rápida olhada.

Ainda na parte interna há um borboletário, algumas espécies de cobras, sapos e também uma sessão dedicada aos aracnídeos. Como a Camila tem certo medo, preferimos apenas visitar as borboletas no jardim tropical.

Ao sairmos para a área externa achamos super interessante ver um esqueleto de girafa exposto por lá, pois é algo que nunca tínhamos visto na vida. Também gostamos de ver várias tartarugas soltas como se estivessem no habitat natural. Por ali encontramos também alguns macaquinhos e corujas, soltos dentro do espaço reservado do parque.

Acho que não levamos 2 horas para conhecermos todo o Butterfly World, que é um espaço pequeno e com poucas atrações. Pelo que percebemos é muito frequentado por grupos escolares da região e não propriamente uma atração turística. A visita valeu muito a pena por estarmos com a Camila, que ama bichinhos. Caso estivéssemos sozinhos não teria sido legal. Até vimos mais turistas por lá, que provavelmente estavam à caminho das vinícolas da região, mas foram poucos.

Ao sairmos, seguimos para a cidadezinha de Stellenbosch onde queríamos almoçar e decidir se faríamos a visita à uma vinícola. Na estrada, nos encantamos com as lindas paisagens da região….

Stellenbosch mereceria um post à parte caso tivéssemos passado mais tempo por lá. Foi tão corrida nossa passagem pela cidade que nem lembrei de tirar fotos, mas a lembrança forte que fiquei foi do ar europeu que tem. Por algumas vezes tive que forçar meus pensamentos para lembrar que estávamos na África do Sul e não no Velho Continente. Almoçamos com calma e decidimos não visitar nenhuma vinícola pois eu estava com muito frio e não queria encarar o vento lá fora. Sendo assim, logo voltamos para Cape Town onde ainda iríamos visitar o Aquário.

No trajeto da volta conversamos bastante sobre essa nossa saída do roteiro convencional de viagem e achamos o máximo. Sempre gostamos de fazer passeios dos locais, mas com a companhia da Camila tem um gostinho especial. Queremos muito que ela cresça viajando com a gente e entendendo que nem sempre o melhor das viagens está nos cartões-postais.

Obs: agora mesmo ela chegou aqui ao meu lado, viu as fotos e disse com os olhinhos arregalados: “Uau, olha só o Butterfly World!”. Na cabecinha dela tanto faz ver a Table Mountain ou o simples mini zoo que visitamos. A lembrança que vem com certeza é de que vivemos momentos mágicos em família e pouca importa onde aconteceu 🙂

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Kirstenbosch: o Jardim Botânico de Cape Town

Uma das coisas que descobrimos somente no planejamento de nossa viagem é que a Cidade do Cabo foi fundada por holandeses em 1652 (não fazia a menor ideia) e com isso muitos dos nomes dos lugares e ruas puxam para as raízes dessa língua. Assim é a denominação do Jardim Botânico de lá, o Kirstenbosch, que entrou em nosso roteiro pelas várias descrições positivas que lemos do local.

Chegamos após o almoço e o tempo já havia virado, porém estava bem menos frio do que em Camps Bay que foi nosso passeio matinal. Logo de cara o que nos chamou a atenção no jardim botânico foi a linda vista da Table Mountain emoldurando o parque.

Na época em que fomos (início de setembro) não havia muitas flores por lá, mas sim muito verde. O que mais nos surpreendeu no Jardim Botânico de Cape Town foi a tranquilidade e paz de estar ali. A Camila ficou super feliz de poder correr por tudo, observar os pássaros, os patinhos, os riachos e a natureza.

O pneu do carrinho da Camila furou lá na praia e assim ela teve que caminhar todo o trajeto do Kirstenbosch. No início estávamos apreensivos, mas até que ela aguentou bem. Quando cansava, o Loedi a colocava nos ombros até dar uma aliviada e em seguida ela caminhava mais um tanto.

Para quem entende e gosta de botânica, há vários setores em que você pode entrar e explorar as plantas. Como esse não é nosso caso, entrávamos apenas nas sessões que nos chamavam mais a atenção, como um jardim de cheiros ou de plantas medicinais. Encaramos esse passeio como uma deliciosa caminhada em um parque rodeado de paisagens bonitas. E nesse clima, já até havíamos comprado no caminho uma caixa de morangos super lindos para podermos sentar, apreciar o ar bucólico do local e fazer um piquenique.

Após essa pausa, seguimos para a atração mais legal do parque em minha opinião: Tree Canopy Walkway, que é uma passarela suspensa entre as árvores e de onde se tem uma linda vista do parque e da Table Mountain.

Saindo da Tree Canopy Walkway em direção à saída, do parque encontramos as paisagens mais lindas que vimos em todo o parque, um cênico túnel de árvores que nos fez parar e ficar admirando a beleza da natureza.

Visitar o Kirstenbosch foi bem agradável e ficamos umas 3 horas por lá, tempo suficiente para onhecer de forma geral o parque. Recomendo a visita para quem gosta de curtir a natureza e tranquilidade. Pra nós foi uma delícia curtir uma tarde em família apreciando a natureza.

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Uma das praias mais famosas de Cape Town: Camps Bay Beach

Em nosso segundo dia na cidade, fomos conhecer a mais badalada praia da Cidade do Cabo. Logo ao chegarmos, notamos a similaridade com o Brasil ao ver vários guardadores de carro próximos à calçada abordando os motoristas que lá deixam seus carros. Paramos bem próximos à um parquinho onde queríamos sentar e dar a fruta da Camila antes de iniciar nosso passeio. Estava ventando muuiiito e bem frio, sorte que fomos prevenidos.

O que mais nos chamou a atenção ao chegarmos em Camps Bay foi a linda montanha dos Doze Apóstolos, que faz uma moldura perfeita para a praia. O mar tem uma cor bem bonita, mas está longe de ser o mais lindo que já vimos. Entretanto a combinação praia e montanha da paisagem como um todo é linda demais! Ficamos uns bons momentos ali no parquinho contemplando a calma do local e as belezas de cada cantinho que olhávamos.

Confesso para vocês que o frio e o vento estavam desanimadores, mas mesmo assim resolvemos encarar a caminhada pela praia. Havíamos lido que era lugar cheio de agito, restaurantes, barzinhos e gente bonita, porém acho que essa deva ser a realidade do final da tarde ou noite. Encontramos uma região vazia, com vários pedintes e não vimos tanto glamour. Seguimos caminhando pelo calçada até o final para ver se havia algo mais para vermos.

Já que não encontramos tanta coisa interessante, decidimos ir até a areia e sentir a temperatura da água do mar, que imaginávamos que estaria congelante. Foi super divertido tentarmos “fugir” das tempestades de areia que se formavam com o vento forte e mais divertido ainda tentarmos tirar alguma foto em que não ficássemos totalmente descabelados. Camila ficou feliz da vida ao encontrar conchinhas na areia e assim a folia ficou completa!

Foi bem legal termos nos aventurado na areia, porém chegou uma hora em que o frio estava insuportável e decidimos voltar para perto de onde havíamos parado o carro, agora observando a paisagem de outro ângulo.

Uma vez mais paramos no parquinho, dessa vez para dar o almoço para a baixinha. É claro que ela pediu pra brincar mais um pouco e assim eu aproveitei para tirar as últimas fotos de Camps Bay Beach.

Gostamos muito da paisagem de Camps Bay, e apesar de termos ido com expectativa errada do local achamos incrível a beleza da montanha dos Doze Apóstolos. Para quem vai visitar, é importante saber que a praia é um dos pontos de parada do ônibus de City Tour e assim há muitos ambulantes abordando as pessoas para vender artesanatos e outras coisas, mas bem menos do que vemos nas praias do nordeste.  Como já escrevi, também há muitos pedintes por lá, porém não nos sentimos inseguros e mantivemos o nível de alerta que temos no Brasil.

A combinação praia e montanha faz valer a visita, e estando em Cape Town com certeza você passará pela linda e famosa Camps Bay!

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Primeiras impressões de Cape Town

Mal tinha dormido na noite anterior devido à todo o estresse do perrengue em nosso embarque e no avião também não descansei nem um pouco, sendo assim era inevitável aquele mega cansaço ao chegar em nosso apartamento. Porém a ansiedade de começar a conhecer o destino, aliada à vontade de iniciar logo a adaptação ao fuso horário nos convenceu bem rápido a irmos para um dos principais cartões-postais da Cidade do Cabo: o V&A Waterfront. Lá seria o lugar perfeito para termos as primeiras impressões da cidade e também para irmos ao supermercado e abastecer nossa geladeira.

Já no caminho do aeroporto para o centro nos impressionamos com as lindas e largas avenidas, excelente sinalização e uma vibe muito legal. No caminho para nossa primeira parada a sensação foi a mesma! Cape Town é assim, logo de cara você já se surpreende.

Paramos nosso carro em um dos vários estacionamentos disponíveis (e baratos) na região, entramos pelo enorme shopping e logo estávamos no agito de Waterfront com a lindíssima Table Mountain ao fundo.

Que lugar legal! Foi isso que começamos a dizer assim que pisamos por ali! Tivemos que nos segurar para almoçar antes de nos empolgarmos na “bateção de pernas” Escolhemos o Mc Donalds e achamos muito lindo toda a equipe estar vestida com trajes típicos africanos. Além disso tivemos um atendimento muito especial, que nunca antes havíamos recebido em uma lanchonete dessa rede. Abastecidos, seguimos felizes da vida para explorar o local.

A primeira coisa que vimos foi um trenzinho da loja de brinquedos Hamleys e já que não era tão caro resolvemos encarar a atração para a enorme felicidade da Camila.

Foi bacana termos feito o passeio que dura 15 minutos para irmos conhecendo o Waterfront. No trajeto íamos observando onde gostaríamos de voltar logo que saíssemos do trenzinho e isso que fizemos. Sem dúvida nenhuma, o local que mais nos chamou a atenção foi a moldura amarela com a Table Mountain ao fundo. Para nossa sorte não tinha fila e pudemos tirar fotos tranquilamente.

Sempre sonhei em ver essa paisagem e estar ali cara a cara com a linda montanha foi incrível! Passamos algum tempo só observando o vai e vem de pessoas encantados com todo o cenário.

Apesar do sol e céu azul, estava ventando muito e bem friozinho, e assim decidimos apenas dar mais uma volta e logo voltar para o apartamento pois o cansaço estava começando a pegar. Cada canto do Waterfront é lindo, e só estando lá pra sentir a energia superpositiva do local.

E além de ser lindo, o V&A Waterfront também conta com várias atrações para crianças e há até um mapa apontando a localização de todas elas. Camila ficou doida quando avistou o parquinho e negociamos que a deixaríamos brincar um pouco quando estivéssemos indo embora e é claro que cumprimos a promessa.

Foi muito bom termos escolhido começar a conhecer Cape Town pelo Waterfront e essas poucas horas que passamos por lá nos fez esquecer completamente todo o perrengue da viagem de ida. Sempre gostamos de chegar e logo ir passear para já começarmos a adaptação com o fuso-horário e nas viagens com a Camila isso faz toda a diferença.

Além do local em si, pudemos também começar a perceber a história viva do país, perceber os resquícios do apartheid e refletir sobre tudo que esse povo viveu (e ainda vive) em sua história. E mesmo com tudo isso, já notamos a alegria contagiante das pessoas.

Após o tempo de parquinho, passamos num supermercado do shopping para comprarmos os itens básicos para nossa estadia e logo voltamos para nosso apartamento já apaixonados pela cidade, pelo país e pelo povo sul-africano. As primeiras impressões de Cape Town foram sensacionais!

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O perrengue em nossa ida para a África do Sul: chegando em Cape Town

Quem me acompanha no Instagram (@proximosdestinosthaiszundt) viu o perrengue que foi nossa viagem de ida para a África do Sul. Chegamos ao aeroporto de Curitiba e quando fomos fazer o check-in a atendente nos disse: “me acompanhem por favor porque o voo para Guarulhos está atrasado e vocês não terão tempo para fazer a conexão para Johanesburgo.  Vamos até a loja que iremos analisar uma ida via Angola.” Oi? Imaginem a sensação de desespero da pessoa aqui, que logo começou a chorar e entrar em pânico por ver o início das férias adiado por conta de falta de planejamento na venda de passagens da Latam (o intervalo para a conexão era de apenas 1h). Fomos muito bem atendidos por uma moça que começou a pesquisar voos via Paris, Londres e outras capitais europeias quando eu a interrompi e disse que não aceitaria ir pra Europa e depois voltar pra África, ainda mais com uma criança de 3 anos junto. Nem quis pensar no tempo que todas essas conexões levariam. Me acalmei e já comecei a me conformar em adiar em um dia nossa chegada em Cape Town.

A atendente continuava fazendo pesquisas quando nós a informamos que preferíamos ir no outro dia mesmo (pois em qualquer outra opção de voo nós perderíamos um dia inteiro) e que para não correr o risco de perder a conexão de novo, preferíamos dormir em São Paulo com as despesas pagas pela Latam. Respirei fundo, comecei a lidar melhor com a frustração, porém ainda tinha a esperança de chegar em São Paulo e conseguir embarcar.

O voo Curitiba-GRU chegou às 17:10h em São Paulo e a raiva voltou pois o voo para Johanesburgo sairia apenas às 18:30h. Corremos na loja da Latam, mas nada pode ser feito e assim seguimos pro hotel em Guarulhos. Loedi e eu estávamos arrasados, mas para a Camila tudo era festa só por estar em um lugar diferente. Esse foi o grande ensinamento desse perrengue, o quanto as crianças reagem bem melhor aos fatos por não ficarem na tortura psicológica. Nos agarramos na energia positiva da Camila e conseguimos até fazer um brinde para “comemorar” a situação e a hospedagem num quarto minúsculo de hotel nas proximidades do aeroporto.

E a partir do momento em que realmente aceitamos a situação, começamos a ver com outros olhos e aproveitar o jantar no hotel, o café da manhã no dia seguinte, o simples fato de termos quase um dia inteiro para invertamos coisas para fazer em família até chegar a hora de seguirmos para o aeroporto.

Com a energia mais leve graças à felicidade da Camila, o tempo até que passou rápido e próximo das 14h nos dirigimos ao aeroporto, sendo que nosso novo seria às 17:30h. Eu estava muito tensa com medo de acontecer tudo de novo, mas respirei aliviada quando deu tudo certo no check-in na South African Airlines. Ainda assim, só iria comemorar na hora em que finalmente o piloto anunciasse a partida.

Após a longa espera na área de embarque, finalmente entramos no avião e agora sim pudemos comemorar que nossas férias estavam prestes a começar.

O voo para Johanesburgo foi super tranquilo, Camila dormiu umas 3 horas e se comportou muito bem nas outras 5:30h (viva o Ipad cheio de vídeos com os desenhos favoritos). Nossa conexão era super apertada (01h) e corremos feito uns malucos para garantir que tudo desse certo. Chegamos antes do previsto no portão de embarque para Cape Town, embarcamos num dos aviões mais velhos que já voei na vida (da British Airways) e finalmente aterrissamos em nosso destino final. A baixinha capotou assim que a pusemos no carrinho e pode descansar enquanto aguardávamos os procedimentos de retirada do carro alugado.

Estávamos mega exaustos e ao mesmo tempo com muita ansiedade de começar logo a conhecer a África do Sul. O carro demorou para ser entregue, mas mal pudemos acreditar quando nos dirigíamos para nosso apartamento e vimos pela primeira vez a linda e famosa Table Mountain, o principal cartão-postal da Cidade do Cabo.

Após tanta emoção para chegarmos ao nosso destino, nos restava esquecer tudo que deu errado e começar a curtir o momento presente. O grande aprendizado da situação foi nunca planejar atividades apertadas para a primeira parada da viagem, algo que já fazemos por estar viajando com criança. Foi esse fato que nos ajudou a minimizar o imprevisto. Como já havíamos deixado dias de “sobra” para Cape Town no planejamento inicial, essa redução de dias não alterou nada em nosso roteiro.  Acompanhe nos próximos posts como foram nossos dias em terras africanas.

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Planejamento África do Sul e Ilhas Maurício

Mal posso acreditar que daqui a algumas horas embarcaremos em mais uma aventura em família, dessa vez para a viagem mais fora do tradicional com a Camila. Desde que ela nasceu, ficamos entre destinos europeus, caribenhos ou nos EUA e não via a hora de começar a explorar outras partes do mundo com nossa pequena viajante. Sempre quis conhecer a África do Sul, mas nunca tive coragem de “gastar” férias inteiras só por lá. Esse ano, como tinha férias acumuladas e tive que programar dois períodos no ano, pensei que seria uma boa oportunidade. Também pensava que ir só para lá não valeria os 20 dias e então comecei a buscar as possíveis combinações de viagem para esse destino. Pesquisei muito sobre as opções e acabamos decidindo pelas Ilhas Maurício, que além de belas praias tem outras atrações. Com essa dobradinha em mente, fechamos o roteiro da seguinte maneira: Curitiba-Cape Town-Ilhas Mauricio-Johanesburgo.

Voos:

Iremos de Curitiba para Johanesburgo com a Latam e lá faremos conexão para a Cidade do Cabo (Cape Town). Voaremos direto de Cape Town para as Ilhas Maurício com a Air Mauritius e de lá também voltaremos com essa companhia para Johanesburgo. A volta para o Brasil também será com a Latam.

Hospedagem:

Essa será a primeira vez que ficaremos 100% em Airbnb. Após a experiência super positiva em Orlando, nos apaixonamos por essa opção de hospedagem e conseguimos bons apartamentos nos 3 lugares que vamos ficar.

Em Maurício, vamos contrariar a maioria dos viajantes que optam pelos grandes resorts da ilha e conto pra vocês os porquês. Por incrível que pareça, não foram os preços que nos fizeram desistir dos hotéis. Ficamos bem divididos pois nos parecia muito interessante poder ficar em resorts com parque aquático, recreação e várias outras regalias que nos chamaram a atenção. Encontramos preços ótimos até para os all-inclusive, mas nosso fator crucial de decisão foi a alimentação da Camila. E se ela não gostar do tempero? E se ela não comer? E com essas perguntas em mente resolvemos ficar em uma casa com cozinha e poder cuidar dessa parte. A cada vez que converso com outras mães viajantes ouço que a comida é o principal perrengue de viagem para muitas delas e é por isso que sou tão neurótica ainda com esse tema.

Roteiro:

Ficaremos 5 dias em Cape Town, 5 dias nas Ilhas Mauricio e 2 dias em Johanesburgo. A pergunta que mais ouvi ao contar nossos planos foi: vocês vão fazer safári? E a resposta é não, rsrs. Como assim? Sempre é a próxima reação, hehe. Não vamos fazer porque nós não achamos a menor graça, mesmo muitas pessoas já tendo nos dito que é uma emoção única, maravilhosa e outros tantos adjetivos. Li e reli vários relatos pra ver se mudava de opinião, mas nada convenceu. Quem sabe daqui a alguns anos a gente mude de ponto de vista e possa voltar para fazer, hehe.

Está quase na hora de partir e não vou conseguir contar mais detalhes agora de última hora. Quem quiser acompanhar a viagem é só me seguir lá no Instagram (@proximosdestinosthaiszundt). Que tenhamos uma boa viagem 🙂

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