Arquivo da categoria: África do Sul

Últimas horas em Johanesburgo

Como o passeio ao Lion Park levou menos tempo do que esperávamos, ficamos com a tarde de nosso último dia em Johanesburgo livre e tivemos que planejar como ocuparíamos aquela tarde. Ainda faltava conhecer um dos pontos mais famosos da capital sul-africana, a praça Nelson Mandela, e então esse foi nosso destino. Mais uma vez, durante o trajeto de Uber, fomos observando a modernidade das ruas, das construções e definitivamente consolidando nossa imagem positiva da cidade.

Ao chegarmos à Nelson Mandela Square encontramos de tudo um pouco. Turistas formando fila para tirar foto com a estátua da principal celebridade do país, crianças se divertindo nas fontes de água, locais aproveitando a tarde do feriado nos muitos bares que há no entorno da praça. Entramos na vibe e fomos dar uma volta no recinto.

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Por ali também há o Sandton City, um super shopping com muita variedade de lojas, um enorme supermercado e também um hotel. Demos uma volta mas não passamos por todas as partes , pois além de enorme pensamos que não fomos até Johanesburgo pra ficar batendo perna em centros comerciais.

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Aproveitamos que a Camila tinha dormido para sentarmos com calma no Hard Rock Cafe e assim conversarmos sobre o balanço final de nossas férias que estavam chegando ao fim. Como é boa a hora do cochilo para quem viaja com crianças!!!

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Ficamos batendo papo até a baixinha acordar, deixamos ela brincar mais um pouco na praça e fomos ao mercado comprar as últimas coisinhas em Johanesburgo.

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Pegamos outro Uber para voltarmos ao apartamento e ajeitar nossas coisas para partir rumo ao Brasil no dia seguinte. Chegando lá, olhei pela janela e fiquei observando o sol se por refletindo no quanto essa viagem foi especial pra gente. Quantos preconceitos quebrados, quanta energia boa do povo sul-africano e quanto conhecimento que ganhamos nesses dias.

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O voo da volta foi diurno, mega cansativo e além de tudo teve duração de quase 2 horas a mais que a ida. Chegamos exaustos em Guarulhos e uma vez mais pensando porque gostamos tanto de viajar se os voos são tão chatos. Confesso para vocês que chego até a pensar que nunca mais quero repetir esse processo, mas é claro que rapidamente essa sensação passa e volto a querer fazer mais e mais, hehe. E assim segue a vida, por mais que o cansaço pós-viagem exista seguimos sempre planejando os próximos destinos 🙂

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Lion Park com criança

Programamos para nosso último dia em Johanesburgo a ida à uma atração bem conhecida da região: o Lion Park. Havíamos reservado o tour com a Pretvan Tours pela internet, a mesma empresa que fez o transfer do aeroporto até Rosebank, e no horário combinado o simpático casal proprietário apareceu para nos pegar. Levamos cerca de 1 hora para chegar até lá e logo no caminho de ida percebemos (mais uma vez) que se tivéssemos alugado um carro teríamos gasto bem menos e tido mais liberdade na capital sul-africana. A estrada é excelente e nos sentimos extremamente seguros. Apesar dos donos da agência estarem preocupados com a lotação do parque por causa do feriado, estava bem tranquilo e parecia um dia normal de visitação. Já na entrada achamos tudo bem cuidado e conservado, passando uma boa primeira impressão do local.

O principal chamariz do Lion Park é a interação com os filhotes de leão e, segundo nosso guia, em alguns momentos do dia as filas ficam enormes. Sendo assim, logo fomos para lá para ver os bichinhos e assim já dar um check na atração. Não pegamos fila e apenas tivemos que aguardar o grupo anterior terminar a interação antes de entrarmos. De longe já ficamos observando os bebês leões com 6 meses de vida nem um pouco preocupados com os humanos que estavam por ali. Quando chegou nossa vez, Camila ficou bem empolgada mas com um pouquinho de medo de interagir. Confesso também que senti bastante receio para fazer carinho nos bichinhos, porém não poderia deixar passar a oportunidade de tirar a foto nesse momento único.

É permitido ficar por lá cerca de 15 minutos, o que é tempo suficiente para brincar com os leões e tirar muitas fotos. O bacana é que deixam usar celulares e os funcionários são super simpáticos e solícitos. Eles também tiram fotos com as máquinas deles, que estarão à venda na saída do parque. Além da interação com esse animais, é possível também fazer a mesma atividade com a cheetah, porém a atração é paga à parte e só é permitida para maiores de 16 anos. O parque também tem uma girafa, que quando está com fome, chega bem perto dos visitantes para receber comidinha. Na hora em que passamos ela já tinha saído e estava longe da cerca de onde é possível tocá-la e alimentá-la.

A próxima atividade que fizemos foi o mini-safári pelo parque, que acontece dentro de um carro bem protegid0 e conta com a explicação de bem preparados guias. O passeio dura 45 minutos com várias paradas para a observação de diversos tipos de leões, cachorros selvagens, búfalos e outros animais. Apesar de achar lindos os bichos, achei super artificial esse tour e a Camila ficou muito entediada. Essa atração nos fez ter certeza de que ela ainda não tem idade para curtir o safári de verdade, pois se ali que era bem curta a duração e tínhamos certeza de ver os animais, imagine ter que ficar horas em busca de um leão no habitat natural. Para quem vai ao Lion Park, esse passeio está incluso no ingresso.

Outro fator que me fez achar chato esse passeio foi encontrar a maioria dos animais dormindo. Tá bom, eu sei que são selvagens e que ficam mais ativos à noite, mas isso me frustrou. Também chegou uma hora em que eu já não aguentava mais ver só leões e estava torcendo para aparecer outra espécie, rsrs.

Após o mini-safári, já tínhamos cumprido as atividades planejadas e o passeio no total durou menos do que imaginávamos. Achei bem fraquinho o Lion Park e só vale a pena mesmo se você fizer questão de ter uma foto com os filhotes de leão. Também acho que vir por conta própria seja a melhor e mais econômica opção.

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Rosebank Sunday Market

Já contei anteriormente o quanto gostei da região de Rosebank em Johanesburgo e nesse post contarei como foi nossa feliz coincidência  de estarmos por lá em um domingo. Não havíamos planejado visitar o Sunday Market porque nem sabíamos que ele existia, rs. Ficamos sabendo enquanto estávamos caminhando por ali e vimos algumas placas que mostravam como chegar lá. Dei uma pesquisada na internet e então programamos ir até lá após o zoológico.

O Mercado de Rosebank acontece apenas aos domingos das 9 às 16 horas e fica localizado no estacionamento superior do Rosebank Mall, o que já achamos algo super diferente. Assim que você chega nas garagens, já é possível avistar a placa sinalizando o início das barraquinhas.

O mercado é dividido em várias “seções” e tem de tudo por lá: desde mercado de pulgas até muitas variedades pimentas com nomes super originais. Assim que começamos a caminhar começamos a repetir várias vezes: que lugar legal e que sorte que estamos conhecendo!

Outra coisa que nos chamou a atenção no Rosebank Sunday Market foi a beleza e variedade dos artesanatos locais. Achamos tudo muito bonito e sem aquela cara de Made in China que é o que geralmente prevalece em feirinhas de artesanato mundo a fora. Aproveitamos para comprar umas lembrancinhas e nosso imã de geladeira para nossa coleção. 

Como não tínhamos almoçado, logo fomos atraídos pelos diversos cheiros da praça de alimentação do mercado. Muita variedade de comidas de diversas nacionalidades, sorvetes, crepes, sucos, saladas e muitas outras opções. Aproveitamos que a Camila estava dormindo, escolhemos nossos snacks e sentamos nas mesas de madeira disponíveis por ali para curtirmos aquele momento não-planejado, mas tão especial de nossa viagem.

Ficamos ali até fechar o Sunday Market e corremos para o supermercado para comprarmos algumas comidinhas. Algo que é preciso saber em Johanesburgo é que tudo fecha às 17 horas, mesmo o shopping em pleno sábado! À noite apenas restaurantes e lanchonetes ficam abertos.

Conseguimos concluir nossos planos e logo voltamos para o apartamento para preparar e dar o jantar para a Camila. No caminho pra casa fomos mais uma vez lamentando os poucos dias que tínhamos deixado para a capital sul-africana, de tanto que a cidade nos surpreendeu positivamente.

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O Zoológico de Johanesburgo

Pode soar estranho visitar um zoológico num país tão famoso pelos animais soltos na natureza, porém como optamos por não fazer safári em nossa ida à África do Sul,  ir ao zoo seria a maneira da Camila ver os bichos uma vez que todos os desenhos que ela assiste e que falam sobre o continente africano citam leões, elefantes, hipopótamos e etc. Ela estava super eufórica para conhecer o Zoo de Johanesburgo.

O local é enorme e tivemos que priorizar o que queríamos ver. Há vários mapas espalhados pelo parque, mas mesmo assim nos perdemos várias vezes. O relevo é bem variado e tem lugares em que há subidas íngremes que combinadas com carrinho de bebê e sol quente não facilitam a caminhada.

Tirando o fato de ser um passeio em que se anda bastante, a tarde no zoo foi bem agradável. O estado geral de conservação é mediano, mas há banheiros limpos, um pequeno parque de diversões, vários playgrounds para os pequenos e também muitas opções de quiosques que vendem petiscos e bebidas.

Os animais maiores ficam em espaços grandes que permitem boa visibilidade dos visitantes e por mais que se “escondam” há ângulos que permitem vê-los. Mas há também alguns animais menores que ficam em espaços muito pequenos, o que não é algo tão legal de se ver.

O principal chamariz do zoo é dizer que no local é possível ver os Big Five (leão, elefante, búfalo, leopardo e rinoceronte) em poucas horas e fizemos nosso roteiro pensando nesses cinco grande animais, mais a girafa (que acho linda!), os lêmures e as hienas (que Camila ama por causa dos desenhos Madagascar e do Rei Leão)

 

Camila amou o passeio e tudo que viu por lá. Escrevendo agora, me dei conta que não tiramos muitas fotos no zoológico mas curtimos a experiência. Ficamos umas 3 horas caminhando e não vimos tudo, mas já não tínhamos pernas para andar mais, hehe. Chamamos o Uber e voltamos para Rosebank onde queríamos conhecer o “Sunday Market”

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Johanesburgo: primeiras impressões

No caminho do aeroporto para nosso Airbnb, já pudemos perceber que a imagem que tínhamos de Johanesburgo não condizia com o que estávamos vendo. Ao chegarmos na região em que nos hospedamos (Rosebank) ficamos mais bem impressionados ainda. Confesso para vocês que estava morrendo de medo de chegar à noite na cidade após tudo que havíamos lido sobre a capital sul-africana, mas felizmente esse receio foi em vão.

O apartamento que alugamos era super novinho e bem equipado, mas não tinha água para bebermos quando chegamos e o Loedi saiu sozinho para ir até uma loja de conveniência para trazer alguns itens básicos. Quando voltou e me contou sobre o agito da região em que ficamos e no quanto se sentiu seguro andando sozinho à noite por ali, fiquei ainda mais eufórica para logo acordar e poder conhecer a cidade.

Como estávamos bem cansados da viagem, fomos logo dormir e recuperar as energias para explorarmos o novo destino. Nossos planos para o primeiro dia por lá seria trocar alguns dólares por rands no shopping que ficava na frente do apartamento onde estávamos hospedados, comprar o ingresso do ônibus Hop On Hop Off  (para termos mais segurança) e com ele ir até o Museu do Apartheid e depois conhecer o Zoológico da cidade. O que não sabíamos é que devido ao feriado de domingo e segunda-feira, haveria uma corrida na cidade e o ônibus turístico não funcionaria. Outro fato que também não consideramos é que as casas de câmbio também não estariam funcionando nesses dias, mesmo nas que existiam no Rosebank Mall. Ou seja, já teve emoção e mudanças de planos logo em nossa chegada.

Começamos indo ao shopping comprar algumas frutas para a Camila comer durante o dia e pensando em qual seria nossa estratégia para fazer o que havíamos planejado sem termos muita quantidade de moeda local e sem a opção do ônibus. Sabíamos que Uber é bem seguro e recomendado por lá (além de pagar com o cartão), mas sou bem neurótica sobre andar sem cadeirinha e resisti à essa opção até o último minuto. Porém chegou uma hora em que ou era Uber ou não conhecer Johanesburgo e acabei ficando (morrendo de medo) com a primeira opção. Felizmente deu tudo certo!

Andamos todos os dias com Uber e super recomendo essa opção de transporte por lá. Todos os motoristas foram muito simpáticos e os carros eram excelentes.  Com essa nova forma de explorar a cidade, seguimos para a primeira parada: o Museu do Apartheid.

Devido ao feriado, a entrada do museu era grátis naquele domingo e ficamos bem felizes de não termos que usar nossos poucos rands por lá. Demoramos para descobrir isso, mas fomos avisados por outros turistas enquanto procurávamos pela bilheteria. O museu é grande e tem uma linha cronológica para ser visitado, porém eu não poderei contar muito porque fiquei cuidando da Camila para que o Loedi (que é bem mais apaixonado por história que eu) pudesse ler todas as plaquinhas. Mesmo não tendo me dedicado a ler tudo, pude ver nos relances as evidências da crueldade do sistema de segregação racial. Antes de viajar, tínhamos assistido à alguns filmes que mostravam um pouco dessa realidade tão triste e recente. Vimos Invictus, The Color of Freedom e Colors of Heaven, mas há outros vários títulos que ilustram o que os sul-africanos viveram e vivem até hoje.

Os barulhos e pouca luz do recinto deixaram a Camila assustada. Combinei com o Loedi que nos encontraríamos na saída e enquanto isso fiquei com ela na parte externa, brincando com uns palitos coloridos numa parte que apresenta algumas das frases mais famosas de Nelson Mandela. Aproveitei o momento para contar para ela quem era aquele homem e foi bem bonitinho ela parar para escutar sobre o “herói de verdade”.

Loedi conheceu o museu todo e levou cerca de 2 horas até nos encontrarmos na saída. Logo pedimos um Uber e seguimos para a próxima parada: o Zoológico de Johanesburgo. Apesar de termos tido alguns imprevistos, nossas primeiras impressões da cidade foram maravilhosas e bem longe do que havíamos imaginado. Vimos nessas primeiras horas uma cidade moderna, com ruas e avenidas largas e um povo mais que acolhedor. Já nessa manhã nos arrependemos de ter deixado apenas 2 dias para explorar a capital sul-africana.

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Voando de Cape Town para as Ilhas Maurício com a Air Mauritius

E após felizes dias em Cape Town, chegava a hora de seguirmos para um novo país no continente africano: as Ilhas Maurício. Ajeitamos nossas coisas e seguimos para devolver o carro e fazer nosso check-in, contemplando no caminho a linda Table Mountain pela última vez. Nesse trajeto também consegui tirar fotos das numerosas favelas da cidade que ficam bem próximas ao aeroporto.

Chegamos com bastante antecedência para podermos fazer tudo com calma e logo estávamos no balcão da Air Mauritius para realizarmos nosso check-in. E ali vivemos mais momentos tensos na viagem, quando a atendente nos informou que não poderíamos viajar sem a certidão de nascimento da Camila, mesmo estando com o passaporte que contém a filiação. Gastamos todo nosso inglês para dizermos a ela que o documento do Brasil não exige isso, que conseguimos entrar na África do Sul sem nenhum outro documento e muito mais informações para tentar convencê-la de que estávamos de acordo com as regras exigidas pelo país. Porém não teve jeito e ela teve que chamar o gerente para explicarmos novamente toda a ladainha. Pensem no meu nervosismo e raiva por eles não estarem atualizados (mais uma vez) sobre o passaporte brasileiro. Sorte que o senhor que nos atendeu disse que ia nos liberar, porém não se responsabilizaria caso fôssemos barrados na imigração. Como tínhamos certeza de que estávamos com toda a documentação necessária e com o print da tela do órgão responsável pela imigração da África do Sul, seguimos tranquilamente para a fila do raio-x. Na hora de conferirem nossos passaportes, não houve nenhum questionamento e finalmente respirei aliviada.

As opções de alimentação no embarque internacional do aeroporto de Cape Town são bem restritas e há poucas lojas. Ainda bem que não tivemos que esperar muito tempo e assim não foi tão difícil de entreter a baixinha. A maior diversão dela era ficar olhando os aviões e nos perguntando ” de que marca” eles eram. Enquanto esperávamos, também ficamos observando alguns passageiros de nosso voo usando colares plásticos coloridos porém não conseguimos descobrir qual o significado, e então começamos a dizer que estávamos embarcando rumo ao Havaí da África, rsrsrrsr.

A viagem entre Cape Town e as Ilhas Maurício tem a duração de 5 horas e meia e opera apenas em alguns dias da semana. Nós planejamos nosso roteiro baseados nessa disponibilidade para que não precisássemos fazer conexão em Johanesburgo. O avião que faz a rota é pequeno e o espaço para as pernas é o menor que já vi na vida! Meu primeiro pensamento foi de como iria aguentar todo o trajeto espremida entre as poltronas. Para entretenimento estavam disponíveis apenas as telas coletivas.

A tripulação da Air Mauritius foi muito cordial e as refeições servidas eram ok. Para mim o ponto alto foi o Kit Kids que eles deram para a Camila com uma mochilinha. um cubo mágico e vários joguinhos impressos para ela brincar. Foi a salvação para alternarmos com o Ipad durante a longa viagem.

Mesmo com o desconforto e sendo um voo diurno, achei que a viagem passou rápido. Foi emocionante ouvir a aeromoça dizer “welcome to our paradise island” assim que pousamos. Logo ao sair da aeronave já nos sentimos super acolhidos pela ilha africana e nos surpreendemos com a beleza do aeroporto.

O processo de imigração foi rápido e logo chegamos ao saguão para trocarmos um pouco de dinheiro antes de seguirmos em direção à locadora de carros. O processo de retirada foi bem simples e então estávamos prontos para seguirmos a viagem rumo à nosso apartamento. Cerca de uma hora depois chegamos à nosso destino e ficamos boquiabertos ao entrarmos em nosso lindo e enorme Airbnb. Mais de 200 metros quadrados só pra gente, com cozinha mega equipada, cômodos muito espaçosos e finamente decorados. Foi uma de nossas melhores hospedagens ever!

Esses primeiros momentos nas Ilhas Maurício já nos deram o gostinho do que viveríamos nos próximos dias e mal podíamos esperar para dormir, descansar e poder desbravar mais esse país.

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Visitando o Cabo da Boa Esperança com criança

Para finalizar nosso roteiro do dia, seguimos por mais meia hora por uma estrada com belas paisagens até chegarmos ao Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança, nosso destino final. Pegamos um pouco de fila para comprarmos o ingresso de entrada, mas não demorou muito.

O parque é enorme e tem muitas atrações. Ao adquirir o ingresso, eles dão um mapa que ajuda nas direções por lá, porém é bem importante que você planeje onde quer ir e assim faça um roteiro para otimizar os deslocamentos lá dentro. Nós não estávamos com espírito desbravador e fomos bem sucintos em nossos planos, queríamos apenas tirar uma foto na placa do Cape of Good Hope (sempre sonhei com esse registro, rsrs) e também registrar que estivemos em Cape Point, talvez subindo até o principal mirante. Sendo assim, começamos seguindo em direção à primeira parada.

Acredito que a placa do Cabo da Boa Esperança seja o lugar mais lotado de todo o parque. Assim que chegamos estava cheio de gente e aproveitamos para dar almoço pra Camila antes de encararmos a fila. Tivemos que fazer a refeição dentro do carro porque lá fora ventava muuuuitooo e estava bem frio. Foi mais uma aventura super divertida em família: estar em um dos pontos geográficos do mundo almoçando dentro do carro, rsrsr.

É claro que eu tinha lido que por ali ventava muito e fazia muito frio, e fomos preparados para esse cenário. O que não esperava é que o vento era tanto que chegava a nos empurrar, rsrsrsr. Mas já que ali estávamos , tínhamos que encarar, não é mesmo? Esperamos diminuir um pouco a quantidade de pessoas na placa e fomos pra lá. Além de uma foto só minha, queria também uma com a Camila, uma do Loedi e uma dele com ela. Imaginem o esforço para conseguirmos tudo isso, com o desafio extra da baixinha olhar e sorrir para as fotos e ainda não sairmos descabelados. Pra ficar mais desafiador ainda tínhamos que driblar os mal educados que furavam a fila e se infiltravam nas fotos (argh!). Tudo isso com um vento muito intenso que quase fazia a Camila voar e assim era necessário grudar nela para que não caísse de cara nas pedras, rsrsrsrsr. Ou seja, a missão era quase impossível mas estávamos dispostos e determinados a conseguir. Olhando as fotos agora posso dizer que cumprimos quase todos os quesitos, menos não ficarmos descabelados 🙂 🙂 Mais uma missão em família concluída com sucesso: registramos nossa passagem pelo Cabo da Boa Esperança.

A paisagem ao redor da placa é muito bonita, e há a opção de seguir uma trilha que leva até um mirante. Optamos por ficar ali embaixo mesmo, tirando mais algumas fotos do cenário e conversando sobre a história do local. Compreendemos perfeitamente o porquê de antigamente esse ponto do parque ser chamado de Cabo das Tormentas. Se em um dia de céu limpo, o vento e o mar estavam daquele jeito, mal posso imaginar como ficaria com mau tempo e tempestades…

Dali seguimos para o local onde há o funicular que leva à um mirante próximo ao farol. Nossa ideia era avaliar se valeria a pena pagar para subir ou não. Para quem não quer pagar também há a opção de ir caminhando, mas nós nem cogitamos essa possibilidade. Fomos encontrar um lugar para estacionar e logo avistamos vários babuínos na beira da estrada. Apesar de existirem placas alertando sobre esse animais desde antes de entrarmos no Parque Nacional, foi por ali que os vimos pela primeira vez. Há muitos avisos de que eles são selvagens, que mordem e que são atraídos por comida.

Assim que estacionamos o carro vimos um que estava parado há uns 100 metros da vaga que achamos, descemos com Camila tomando um suquinho e num piscar de olhos o bicho  correu e estava ao meu lado querendo roubar a bebida dela!!!!!! Nem lembro direito o que aconteceu de tão desesperada que eu fiquei. Só peguei a Camila no colo enquanto o Loedi rapidamente pegou o suco e jogou dentro do carro. Em milésimos de segundos o babuíno entrou no carro, chupou o canudinho do suco e correu pro banco do motorista. Nisso, várias pessoas pararam em volta da gente e começaram a pedir ajuda. Rapidamente veio um guardinha do parque e expulsou o bicho de lá, nos alertando sobre a importância de não andar com nada nas mãos por lá pois eles são muito rápidos e fissurados por comidas (e bebidas, rs) Nunca mais esqueceremos desse episódio que vivemos por lá. Felizmente não aconteceu nada mais grave, mas fica o alerta para quem vai pra lá.

Após o susto, fomos dar uma volta por ali e contemplar a bela paisagem. A imensidão dos oceanos Atlântico e Indíco, a vegetação rasteira e os muitos penhascos formam um cenário único no Parque Nacional. Como continuava ventando muito ali embaixo, desistimos de subir o funicular pois nem podíamos imaginar o frio que estaria lá em cima. Nos contentamos com o que vimos dali mesmo. Esse pedaço do Cape Point conta com lanchonete, restaurante, banheiros e toda a infraestrutura necessária para receber a grande quantidade de turistas que o visita diariamente.

Após tantas emoções e com os objetivos do dia cumpridos, seguimos de volta para Cape Town. Visitar o Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança foi interessante e o que vivemos lá lembraremos para sempre. Quando lia os relatos do trajeto Chapman’s -Boulders -Cape Point achava que o roteiro seria cansativo e que levaria o dia inteiro, mas em partes estava enganada. Realmente cansa o deslocamento da ida, pois a Chapman’s além de ser cênica é de velocidade reduzida, porém a volta pela outra estrada é bem mais rápida! Apesar de ainda termos ido no Old Biscuit Mill pela manhã, chegamos de volta em Cape Town perto das 16 horas e ainda fomos dar o último rolê no Waterfront antes de nos despedirmos da linda cidade sul-africana. Portanto a conclusão que chegamos é que esse é um roteiro perfeito para uma viagem de um dia, na medida para quem está com carro alugado. Já pra quem preferir fazer com alguma agência, acho que pode ficar mais cansativo.

Após a última passada pelo Waterfront, chegava a hora de voltarmos para o nosso apartamento e ajeitar nossas coisas para seguirmos para as Ilhas Maurício no dia seguinte. Mas, Thaís, vocês não foram visitar a atração mais famosa de Cape Town, a Table Mountain? Pois é, até compramos o ingresso online, mas a montanha só teve condições meteorológicas para subida no dia em que estávamos indo embora 😦 Recebemos o reembolso dos tickets porém nossa visita ao cartão-postal da África do Sul ficará para uma próxima vez.

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