Arquivo da categoria: Cape Town

Voando de Cape Town para as Ilhas Maurício com a Air Mauritius

E após felizes dias em Cape Town, chegava a hora de seguirmos para um novo país no continente africano: as Ilhas Maurício. Ajeitamos nossas coisas e seguimos para devolver o carro e fazer nosso check-in, contemplando no caminho a linda Table Mountain pela última vez. Nesse trajeto também consegui tirar fotos das numerosas favelas da cidade que ficam bem próximas ao aeroporto.

Chegamos com bastante antecedência para podermos fazer tudo com calma e logo estávamos no balcão da Air Mauritius para realizarmos nosso check-in. E ali vivemos mais momentos tensos na viagem, quando a atendente nos informou que não poderíamos viajar sem a certidão de nascimento da Camila, mesmo estando com o passaporte que contém a filiação. Gastamos todo nosso inglês para dizermos a ela que o documento do Brasil não exige isso, que conseguimos entrar na África do Sul sem nenhum outro documento e muito mais informações para tentar convencê-la de que estávamos de acordo com as regras exigidas pelo país. Porém não teve jeito e ela teve que chamar o gerente para explicarmos novamente toda a ladainha. Pensem no meu nervosismo e raiva por eles não estarem atualizados (mais uma vez) sobre o passaporte brasileiro. Sorte que o senhor que nos atendeu disse que ia nos liberar, porém não se responsabilizaria caso fôssemos barrados na imigração. Como tínhamos certeza de que estávamos com toda a documentação necessária e com o print da tela do órgão responsável pela imigração da África do Sul, seguimos tranquilamente para a fila do raio-x. Na hora de conferirem nossos passaportes, não houve nenhum questionamento e finalmente respirei aliviada.

As opções de alimentação no embarque internacional do aeroporto de Cape Town são bem restritas e há poucas lojas. Ainda bem que não tivemos que esperar muito tempo e assim não foi tão difícil de entreter a baixinha. A maior diversão dela era ficar olhando os aviões e nos perguntando ” de que marca” eles eram. Enquanto esperávamos, também ficamos observando alguns passageiros de nosso voo usando colares plásticos coloridos porém não conseguimos descobrir qual o significado, e então começamos a dizer que estávamos embarcando rumo ao Havaí da África, rsrsrrsr.

A viagem entre Cape Town e as Ilhas Maurício tem a duração de 5 horas e meia e opera apenas em alguns dias da semana. Nós planejamos nosso roteiro baseados nessa disponibilidade para que não precisássemos fazer conexão em Johanesburgo. O avião que faz a rota é pequeno e o espaço para as pernas é o menor que já vi na vida! Meu primeiro pensamento foi de como iria aguentar todo o trajeto espremida entre as poltronas. Para entretenimento estavam disponíveis apenas as telas coletivas.

A tripulação da Air Mauritius foi muito cordial e as refeições servidas eram ok. Para mim o ponto alto foi o Kit Kids que eles deram para a Camila com uma mochilinha. um cubo mágico e vários joguinhos impressos para ela brincar. Foi a salvação para alternarmos com o Ipad durante a longa viagem.

Mesmo com o desconforto e sendo um voo diurno, achei que a viagem passou rápido. Foi emocionante ouvir a aeromoça dizer “welcome to our paradise island” assim que pousamos. Logo ao sair da aeronave já nos sentimos super acolhidos pela ilha africana e nos surpreendemos com a beleza do aeroporto.

O processo de imigração foi rápido e logo chegamos ao saguão para trocarmos um pouco de dinheiro antes de seguirmos em direção à locadora de carros. O processo de retirada foi bem simples e então estávamos prontos para seguirmos a viagem rumo à nosso apartamento. Cerca de uma hora depois chegamos à nosso destino e ficamos boquiabertos ao entrarmos em nosso lindo e enorme Airbnb. Mais de 200 metros quadrados só pra gente, com cozinha mega equipada, cômodos muito espaçosos e finamente decorados. Foi uma de nossas melhores hospedagens ever!

Esses primeiros momentos nas Ilhas Maurício já nos deram o gostinho do que viveríamos nos próximos dias e mal podíamos esperar para dormir, descansar e poder desbravar mais esse país.

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Visitando o Cabo da Boa Esperança com criança

Para finalizar nosso roteiro do dia, seguimos por mais meia hora por uma estrada com belas paisagens até chegarmos ao Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança, nosso destino final. Pegamos um pouco de fila para comprarmos o ingresso de entrada, mas não demorou muito.

O parque é enorme e tem muitas atrações. Ao adquirir o ingresso, eles dão um mapa que ajuda nas direções por lá, porém é bem importante que você planeje onde quer ir e assim faça um roteiro para otimizar os deslocamentos lá dentro. Nós não estávamos com espírito desbravador e fomos bem sucintos em nossos planos, queríamos apenas tirar uma foto na placa do Cape of Good Hope (sempre sonhei com esse registro, rsrs) e também registrar que estivemos em Cape Point, talvez subindo até o principal mirante. Sendo assim, começamos seguindo em direção à primeira parada.

Acredito que a placa do Cabo da Boa Esperança seja o lugar mais lotado de todo o parque. Assim que chegamos estava cheio de gente e aproveitamos para dar almoço pra Camila antes de encararmos a fila. Tivemos que fazer a refeição dentro do carro porque lá fora ventava muuuuitooo e estava bem frio. Foi mais uma aventura super divertida em família: estar em um dos pontos geográficos do mundo almoçando dentro do carro, rsrsr.

É claro que eu tinha lido que por ali ventava muito e fazia muito frio, e fomos preparados para esse cenário. O que não esperava é que o vento era tanto que chegava a nos empurrar, rsrsrsr. Mas já que ali estávamos , tínhamos que encarar, não é mesmo? Esperamos diminuir um pouco a quantidade de pessoas na placa e fomos pra lá. Além de uma foto só minha, queria também uma com a Camila, uma do Loedi e uma dele com ela. Imaginem o esforço para conseguirmos tudo isso, com o desafio extra da baixinha olhar e sorrir para as fotos e ainda não sairmos descabelados. Pra ficar mais desafiador ainda tínhamos que driblar os mal educados que furavam a fila e se infiltravam nas fotos (argh!). Tudo isso com um vento muito intenso que quase fazia a Camila voar e assim era necessário grudar nela para que não caísse de cara nas pedras, rsrsrsrsr. Ou seja, a missão era quase impossível mas estávamos dispostos e determinados a conseguir. Olhando as fotos agora posso dizer que cumprimos quase todos os quesitos, menos não ficarmos descabelados 🙂 🙂 Mais uma missão em família concluída com sucesso: registramos nossa passagem pelo Cabo da Boa Esperança.

A paisagem ao redor da placa é muito bonita, e há a opção de seguir uma trilha que leva até um mirante. Optamos por ficar ali embaixo mesmo, tirando mais algumas fotos do cenário e conversando sobre a história do local. Compreendemos perfeitamente o porquê de antigamente esse ponto do parque ser chamado de Cabo das Tormentas. Se em um dia de céu limpo, o vento e o mar estavam daquele jeito, mal posso imaginar como ficaria com mau tempo e tempestades…

Dali seguimos para o local onde há o funicular que leva à um mirante próximo ao farol. Nossa ideia era avaliar se valeria a pena pagar para subir ou não. Para quem não quer pagar também há a opção de ir caminhando, mas nós nem cogitamos essa possibilidade. Fomos encontrar um lugar para estacionar e logo avistamos vários babuínos na beira da estrada. Apesar de existirem placas alertando sobre esse animais desde antes de entrarmos no Parque Nacional, foi por ali que os vimos pela primeira vez. Há muitos avisos de que eles são selvagens, que mordem e que são atraídos por comida.

Assim que estacionamos o carro vimos um que estava parado há uns 100 metros da vaga que achamos, descemos com Camila tomando um suquinho e num piscar de olhos o bicho  correu e estava ao meu lado querendo roubar a bebida dela!!!!!! Nem lembro direito o que aconteceu de tão desesperada que eu fiquei. Só peguei a Camila no colo enquanto o Loedi rapidamente pegou o suco e jogou dentro do carro. Em milésimos de segundos o babuíno entrou no carro, chupou o canudinho do suco e correu pro banco do motorista. Nisso, várias pessoas pararam em volta da gente e começaram a pedir ajuda. Rapidamente veio um guardinha do parque e expulsou o bicho de lá, nos alertando sobre a importância de não andar com nada nas mãos por lá pois eles são muito rápidos e fissurados por comidas (e bebidas, rs) Nunca mais esqueceremos desse episódio que vivemos por lá. Felizmente não aconteceu nada mais grave, mas fica o alerta para quem vai pra lá.

Após o susto, fomos dar uma volta por ali e contemplar a bela paisagem. A imensidão dos oceanos Atlântico e Indíco, a vegetação rasteira e os muitos penhascos formam um cenário único no Parque Nacional. Como continuava ventando muito ali embaixo, desistimos de subir o funicular pois nem podíamos imaginar o frio que estaria lá em cima. Nos contentamos com o que vimos dali mesmo. Esse pedaço do Cape Point conta com lanchonete, restaurante, banheiros e toda a infraestrutura necessária para receber a grande quantidade de turistas que o visita diariamente.

Após tantas emoções e com os objetivos do dia cumpridos, seguimos de volta para Cape Town. Visitar o Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança foi interessante e o que vivemos lá lembraremos para sempre. Quando lia os relatos do trajeto Chapman’s -Boulders -Cape Point achava que o roteiro seria cansativo e que levaria o dia inteiro, mas em partes estava enganada. Realmente cansa o deslocamento da ida, pois a Chapman’s além de ser cênica é de velocidade reduzida, porém a volta pela outra estrada é bem mais rápida! Apesar de ainda termos ido no Old Biscuit Mill pela manhã, chegamos de volta em Cape Town perto das 16 horas e ainda fomos dar o último rolê no Waterfront antes de nos despedirmos da linda cidade sul-africana. Portanto a conclusão que chegamos é que esse é um roteiro perfeito para uma viagem de um dia, na medida para quem está com carro alugado. Já pra quem preferir fazer com alguma agência, acho que pode ficar mais cansativo.

Após a última passada pelo Waterfront, chegava a hora de voltarmos para o nosso apartamento e ajeitar nossas coisas para seguirmos para as Ilhas Maurício no dia seguinte. Mas, Thaís, vocês não foram visitar a atração mais famosa de Cape Town, a Table Mountain? Pois é, até compramos o ingresso online, mas a montanha só teve condições meteorológicas para subida no dia em que estávamos indo embora 😦 Recebemos o reembolso dos tickets porém nossa visita ao cartão-postal da África do Sul ficará para uma próxima vez.

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Boulders Beach

Me lembro bem de minha reação quando estava pesquisando sobre as atrações nos arredores de Cape Town e descobri a Boulders Beach. A primeira coisa que eu disse foi: Camilinha irá amar ver os pinguinzinhos de perto! E desde esse dia comecei a fazer “propaganda” do lugar para ir criando a expectativa nela. Após sairmos da Chapman’s, levamos cerca de meia hora para chegarmos ao estacionamento da praia.

Há duas entradas para Boulder´s Beach e nós acabamos parando na mais longe da passarela para se avistar os pinguins. O lado bom é que não pegamos fila para comprar os ingressos e havia estacionamento grátis, o lado não tão legal é que tivemos que caminhar bastante até chegar onde queríamos. E pra ajudar, ainda nos perdemos numa prainha antes de encontrar a trilha que deveríamos seguir.

Apesar da trilha ser longa, o visual é lindo e fomos curtindo tudo sem pressa. Para nossa surpresa, logo avistamos pinguins bem próximos à passarela e Camila já começou a vibrar de alegria. Nós não imaginávamos que haveriam tantos bichinhos no caminho e foi bem legal ir caminhando observando a mata para ver se apareciam. Eles estão bem acostumados com a presença humana por ali e ficam bem à vontade quando as pessoas se aproximam querendo ver mais de perto a fofurice dessas pequenas aves.

Chegamos ao final da passarela e à portaria principal que dá acesso ao deck de observação dos pinguins na praia. Mais alguns passos no meio da mata e finalmente pudemos vê-los em seu habitat natural, num lindo cenário com muitas pedras e mar azul. Há dois decks de observação, mas nos contentamos em ir em apenas um deles.

Nós amamos ver os pinguins e a Camila mais ainda! Ficamos bem felizes ao ver a carinha dela observando o comportamento dos bichinhos. Com crianças ou não, Boulders Beach é uma das paradas “obrigatórias” numa visita à Cape Town. Nós demoramos mais tempo na visita porque paramos na entrada mais distante da portaria principal, porém se tivéssemos parado por ali o passeio à praia teria sido super rápido pois a atração do local é chegar, ver os pinguins, tirar fotos e tchau! Por isso que na maioria dos relatos que lemos essa praia é apenas uma parada no roteiro para o Cabo da Boa Esperança e acertamos em ter copiado essa estratégia. Com mais essa missão cumprida, pegamos a estrada e seguimos ao ponto final de nosso roteiro do dia: o Cabo da Boa Esperança.

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Chapman’s Peak Drive: 9 km de extensão, 114 curvas e lindas paisagens

Saímos do Old Biscuit Mill e pegamos a estrada para fazermos o roteiro do dia que incluía a viagem pela Chapman’s Peak Drive, que é considerado um dos trechos mais bonitos da África do Sul, uma parada na Boulders Beach para vermos os famosos pinguins e parada final em Cape Point, onde visitaríamos o Cabo da Boa Esperança. Além de ir por esse caminho, há a possibilidade de se pegar outra estrada para fazer a mesma rota sem pagar pedágio, porém como lemos muitos relatos sobre as paisagens da Chapman’s, seguimos nessa opção. Um ponto importante é verificar pelo site se o trecho está aberto, pois devido à condições meteorológicas a estrada é fechada por questões de segurança.

Para nossa sorte, a previsão do tempo acertou e pudemos curtir um bonnito sábado de sol. Assim que chegamos na Chapman’s já nos deparamos com paisagens lindas que em dias nublados não teriam o mesmo gostinho. A vontade era de ir parando em cada um dos vários mirantes que existem por lá, mas como estava ventando muito e a temperatura também não era das melhores, paramos apenas em um deles e aproveitamos para tirar todas as fotos que queríamos.

Por ali, vimos muitas pessoas se arriscando subindo em pedras e penhascos para garantirem o super ângulo, porém há também áreas bem seguras para quem quer garantir um bom clique. É claro que devido à altura, não desgrudamos um segundo da Camila, mas é tranquilo para ir com crianças nos lugares específicos para paradas. A única coisa chata é o vento muito forte que atrapalha boa parte das fotos, rsrs. O jeito é escolher aquela em que você aparece menos descabelada….

A estrada é estreita, sinuosa e cheia de ciclistas que se aventuram para curtir as paisagens, porém até eu que sou a maior medrosa para viajar de carro me senti segura devido à intensa sinalização e prudência dos motoristas. Esse é o tipo de estrada em que não dá pra abusar em nenhum quesito e se você quer se assustar basta procurar os relatos de acidentes que já aconteceram por lá (fiz a besteira de ler e fiquei com medo, mas depois vi que não era pra tanto e que os cuidados com segurança aumentaram muito nos últimos anos) Também havia lido que muitas vezes os carros chegam a balançar por causa da força do vento, mas não chegamos a sentir essa intensidade.

A Chapman’s tem extensão de 9 km, formados por 114 curvas e muitos momentos “uau” de paisagens. Apesar da viagem ao Cabo da Boa Esperança ser mais demorada por esse caminho, vale muito a pena por conta do visual único. Para quem quer fazer da rodovia “o” passeio do dia, também há várias opções de lazer que são listadas no site. Estando em Cape Town com carro alugado, inclua essa opção em seu roteiro e aproveite uma das rodovias mais cênicas do mundo.

Próxima parada: Boulders Beach!

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Aquário de Cape Town com criança de 3 anos

O Two Oceans Aquarium fica localizado no V&A Waterfront, portanto ao visitar a Cidade do Cabo você passará por lá com certeza. Chegamos no meio da tarde, compramos os ingressos lá mesmo (na compra online há desconto) e já na entrada notamos o excelente atendimento dos funcionários.

A primeira atração que nos chamou a atenção foi um aquário cheio de peixes-palhaço, os lindinhos Nemos. Camila correu para admirá-los e logo entrou num espaço de onde parece que estamos no meio deles.

Um pouco mais à frente, encontramos outra seção bem fofinha: o Jelly Babies, onde há um túnel escuro cheio de águas-vivas de várias cores. Achei a forma da exposição bem interessante devido à variedade de espécies apresentadas com destaque no ambiente sem luz. Pena que não saiu nenhuma foto 😦

Um outro tanque que chamou muita a atenção da Camila foi o dos tubarões, arraias e tartarugas. Ela ficou fascinada de poder ver bem de pertinho os animais. O espaço é grande e é bem legal ficar observando a movimentação dos bichos na água.

Outro destaque é a seção de pinguins, que reproduz o habitat natural da espécie. É possível chegar bem perto dos animais, claro que respeitando os avisos de não tocá-los para não haver risco de mordidas.

Existem mais um montão de áquarios com outras espécies, mas nada fora do comum. Acredito que ficamos no máximo 1 hora no Two Oceans Aquarium e foi suficiente para ver as principais atrações, pois além de pouca variedade de peixes, o espaço é pequeno. Recomendo a visita apenas se estiver com crianças ou se nunca visitou um aquário, uma vez que o valor do ingresso é caro pelo que oferece. Claro que pra Camila foi um passeio sensacional, porém pra gente a classificação é bem mais ou menos, hehe.

Saímos de lá e não resistimos a dar mais uma volta no Waterfront, que acabou sendo rápida porque já era fim de tarde e o frio estava pior ainda. Aproveitamos para tirar uma foto na pracinha que tem a escultura de todos os sul-africanos que ganharam Prêmio Nobel e uma vez mais observar a linda Table Mountain. E por falar nela, sorte que conseguimos vê-la sem nuvens em nosso primeiro dia em Cape Town, porque em todos os demais estava encoberta por nuvens….

E já que tínhamos que passar no supermercado do shopping, tiramos mais algumas fotos em frente à roda-gigante, tentamos nos esconder do vento nos mercados de comidas e artesanatos do Waterfront, e passamos mais uns minutinhos curtindo a deliciosa vibe do local.

Após mais um dia intenso de atividades, voltamos para o apartamento para descansarmos e planejarmos melhor o nosso passeio do dia seguinte, que teria como destino final o famoso Cabo da Boa Esperança.

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Butterfly World: visitando um lugar fora do roteiro tradicional de Cape Town

Ainda faltavam algumas atrações “obrigatórias” para conhecermos nos arredores de Cape Town e tínhamos 2 dias na cidade. Um passeio que já tínhamos planejado era a ida até o Cabo da Boa Esperança, porém segundo a previsão do tempo o melhor dia para irmos até lá seria o sábado, já que para a sexta-feira a previsão era de tempo nublado e chuva no final da tarde. Sendo assim, resolvemos pesquisar opções de passeios com crianças nas redondezas e dedicar um dia inteiro para a Camila (à tarde planejamos visitar o Aquário)

Começamos a olhar no Trip Advisor e encontramos a descrição de um lugar que parecia interessante chamado Butterfly World, que era próximo às regiões vinícolas que entrariam em nosso roteiro do dia caso o clima colaborasse. Lemos desde relatos super legais até alguns desastrosos sobre o lugar, mas resolvemos arriscar a ida até lá. Se tudo desse errado, visitaríamos as produtoras de vinhos e salvaríamos a viagem de carro de quase 1 hora.

No caminho, ficamos bem impressionados com a qualidade das estradas sul-africanas e nos surpreendemos uma vez mais com a infraestrutura dessa região do país. A sinalização também era bem clara e frequente. Foi bem fácil encontrarmos nossa primeira parada do dia. Juro pra vocês que quando chegamos pensei que tínhamos escolhido uma furada de passeio, pois a entrada do lugar era bem feinha. Como o ingresso não era tão caro, resolvemos arriscar…Logo no primeiro corredor, há vários esqueletos de animais africanos e a Camila achou bem legal desde o comecinho.

Ao entrarmos no primeiro espaço interno nos surpreendemos com vários pássaros soltos e algumas espécies que nunca tínhamos visto na vida. Tinha também iguanas e outros répteis que ficavam expostos bem próximos aos visitantes. Os bichinhos se sentem bem à vontade e alguns até pousam nas pessoas. Já ali tivemos certeza de que valeu a pena termos saído do tradicional para explorarmos um lugar mais frequentado por locais.

Há também uma área com animais enjaulados, que não achei tão legal devido ao pouco espaço reservado para eles. Só passamos e demos uma rápida olhada.

Ainda na parte interna há um borboletário, algumas espécies de cobras, sapos e também uma sessão dedicada aos aracnídeos. Como a Camila tem certo medo, preferimos apenas visitar as borboletas no jardim tropical.

Ao sairmos para a área externa achamos super interessante ver um esqueleto de girafa exposto por lá, pois é algo que nunca tínhamos visto na vida. Também gostamos de ver várias tartarugas soltas como se estivessem no habitat natural. Por ali encontramos também alguns macaquinhos e corujas, soltos dentro do espaço reservado do parque.

Acho que não levamos 2 horas para conhecermos todo o Butterfly World, que é um espaço pequeno e com poucas atrações. Pelo que percebemos é muito frequentado por grupos escolares da região e não propriamente uma atração turística. A visita valeu muito a pena por estarmos com a Camila, que ama bichinhos. Caso estivéssemos sozinhos não teria sido legal. Até vimos mais turistas por lá, que provavelmente estavam à caminho das vinícolas da região, mas foram poucos.

Ao sairmos, seguimos para a cidadezinha de Stellenbosch onde queríamos almoçar e decidir se faríamos a visita à uma vinícola. Na estrada, nos encantamos com as lindas paisagens da região….

Stellenbosch mereceria um post à parte caso tivéssemos passado mais tempo por lá. Foi tão corrida nossa passagem pela cidade que nem lembrei de tirar fotos, mas a lembrança forte que fiquei foi do ar europeu que tem. Por algumas vezes tive que forçar meus pensamentos para lembrar que estávamos na África do Sul e não no Velho Continente. Almoçamos com calma e decidimos não visitar nenhuma vinícola pois eu estava com muito frio e não queria encarar o vento lá fora. Sendo assim, logo voltamos para Cape Town onde ainda iríamos visitar o Aquário.

No trajeto da volta conversamos bastante sobre essa nossa saída do roteiro convencional de viagem e achamos o máximo. Sempre gostamos de fazer passeios dos locais, mas com a companhia da Camila tem um gostinho especial. Queremos muito que ela cresça viajando com a gente e entendendo que nem sempre o melhor das viagens está nos cartões-postais.

Obs: agora mesmo ela chegou aqui ao meu lado, viu as fotos e disse com os olhinhos arregalados: “Uau, olha só o Butterfly World!”. Na cabecinha dela tanto faz ver a Table Mountain ou o simples mini zoo que visitamos. A lembrança que vem com certeza é de que vivemos momentos mágicos em família e pouca importa onde aconteceu 🙂

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Kirstenbosch: o Jardim Botânico de Cape Town

Uma das coisas que descobrimos somente no planejamento de nossa viagem é que a Cidade do Cabo foi fundada por holandeses em 1652 (não fazia a menor ideia) e com isso muitos dos nomes dos lugares e ruas puxam para as raízes dessa língua. Assim é a denominação do Jardim Botânico de lá, o Kirstenbosch, que entrou em nosso roteiro pelas várias descrições positivas que lemos do local.

Chegamos após o almoço e o tempo já havia virado, porém estava bem menos frio do que em Camps Bay que foi nosso passeio matinal. Logo de cara o que nos chamou a atenção no jardim botânico foi a linda vista da Table Mountain emoldurando o parque.

Na época em que fomos (início de setembro) não havia muitas flores por lá, mas sim muito verde. O que mais nos surpreendeu no Jardim Botânico de Cape Town foi a tranquilidade e paz de estar ali. A Camila ficou super feliz de poder correr por tudo, observar os pássaros, os patinhos, os riachos e a natureza.

O pneu do carrinho da Camila furou lá na praia e assim ela teve que caminhar todo o trajeto do Kirstenbosch. No início estávamos apreensivos, mas até que ela aguentou bem. Quando cansava, o Loedi a colocava nos ombros até dar uma aliviada e em seguida ela caminhava mais um tanto.

Para quem entende e gosta de botânica, há vários setores em que você pode entrar e explorar as plantas. Como esse não é nosso caso, entrávamos apenas nas sessões que nos chamavam mais a atenção, como um jardim de cheiros ou de plantas medicinais. Encaramos esse passeio como uma deliciosa caminhada em um parque rodeado de paisagens bonitas. E nesse clima, já até havíamos comprado no caminho uma caixa de morangos super lindos para podermos sentar, apreciar o ar bucólico do local e fazer um piquenique.

Após essa pausa, seguimos para a atração mais legal do parque em minha opinião: Tree Canopy Walkway, que é uma passarela suspensa entre as árvores e de onde se tem uma linda vista do parque e da Table Mountain.

Saindo da Tree Canopy Walkway em direção à saída, do parque encontramos as paisagens mais lindas que vimos em todo o parque, um cênico túnel de árvores que nos fez parar e ficar admirando a beleza da natureza.

Visitar o Kirstenbosch foi bem agradável e ficamos umas 3 horas por lá, tempo suficiente para onhecer de forma geral o parque. Recomendo a visita para quem gosta de curtir a natureza e tranquilidade. Pra nós foi uma delícia curtir uma tarde em família apreciando a natureza.

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