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Canadá: Montreal – parte 3

Completando minha vontade de encarar brinquedos radicais, programamos para nosso terceiro dia em Montreal a visita ao parque da rede Six Flags, La Ronde. Só não contávamos que bem esse dia seria o dia mais frio de toda nossa vida, hehe. Mas, como quem está na chuva é pra se molhar, não pensamos duas vezes e fomos encarar a aventura.

Começamos com a montanha-russa em que você vai em pé, fomos pela primeira vez numa montanha-russa vertical e em outra de ré.

Nessas alturas do campeonato, a adrenalina das atrações era o mais gostoso. O duro estava sendo encarar as filas naquele frio de lascar. Eu amo parques e queria aproveitar de tudo um pouco, mas confesso que estava com uma vontade louca de voltar pra debaixo das cobertas. Mas, pensando bem, tínhamos que fazer valer o dinheiro da entrada e assim continuamos em busca de aventura no parque. Fomos em mais algumas montanhas e resolvemos encarar a maior de todas: a Goliath, que era a maior e mais alta montanha-russa do Canadá antes do Wonderland construir a Behemoth.

Enfrentar os 53 metros de altura naquele frio foi demais! Fui gritar na descida e minha garganta quase congelou com o ar gelado, rsrsrsr. Olha a situação que fiquei após a ida na Goliath…

Após essa, já não tínhamos mais condições de enfrentar a baixa temperatura. Almoçamos num Mc Donald’s ali dentro e seguimos para algum lugar quentinho. Estávamos até meio zonzos depois de tantos brinquedos. Pegamos um ônibus e seguimos para um shopping, onde nos divertimos no resto da tarde.

Estávamos meio traumatizados com o frio, e após passearmos no shopping, passamos num mercado ali mesmo e levamos comida para o hotel. Fizemos nosso lanchinho por lá mesmo…

Chegava a hora de nos despedirmos de Montreal e arrumar nossas coisas para partirmos rumo à mais uma cidade do lado francês do Canadá: Quebec.

Montreal nos surpreendeu positivamente em todos os sentidos e o Canadá continuava a surpreender…. A experiência de estarmos num lugar em que tudo é escrito e falado em francês e ao mesmo tempo todas as pessoas conseguem virar a “chavinha” para o inglês é surpreendente… Os traços europeus misturados à modernidade das Américas também é muito interessante. A mistura das etnias, sotaques e culturas é a principal marca desta linda cidade canadense que com certeza deixou saudades.

Mas, felizmente, mais boas surpresas aconteceram nessa viagem que ainda estava na metade. Continue acompanhando como continuou  aqui no Próximos Destinos!

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Arquivado em América do Norte, Canadá, Montreal

Canadá: Montreal – parte 2

Como nosso segundo dia em Montreal seria o dia em que iríamos assistir ao espetáculo do Cirque du Soleil em sua sede, logo pela manhã fomos checar o caminho e passear pela região. Nosso hotel era bem próximo e fomos caminhando. Ao vermos a estrutura montada já ficamos super empolgados.

Seguimos passeando pela região do porto velho de Montreal que tem belos jardins e boas pistas para caminhadas.

Por ali também se encontra a Catedral de Notre Dame de Montreal e vários outros lindos prédios históricos.

Passamos também pelo marco zero da cidade e de lá seguimos para o centro onde iríamos encontrar um amigo do Loedi que estava morando na cidade.

Era quase hora do almoço e começou a chover. Se já estava frio com o tempo seco, a temperatura ficou pior ainda com a chuva. Encontramos o Breda e logo seguimos para um barzinho tanto para almoçarmos quanto para nos protegermos do clima. Entramos num pub e lá colocamos a conversa em dia e soubemos um pouco mais sobre a cidade.

Criamos coragem e resolvemos encarar a chuva para conhecermos outro ponto turístico de Montreal, o Oratório de São José que além de ser uma bonita construção proporciona uma bela vista da cidade.

E para subir a escadaria, você escolhe se sobe da maneira tradicional ou de joelhos….É claro que não quisemos pagar promessa naquela chuvinha chata, rsrrs.

Ficamos por lá conhecendo o local e logo partimos pois estávamos longe do hotel e queríamos tomar um banho quentinho antes de seguirmos para o Cirque du Soleil. Nos despedimos do Breda, passamos no hotel, nos arrumamos e logo fomos para a margem do rio conhecermos o Centro de Ciência de Montreal.

O local funciona como um centro de entretenimento com IMAX, exposições, simuladores, video games de última geração e muitas outras atividades. Nós entramos apenas para conhecer, mas achamos o local superinteressante e interativo.

O tempo lá fora continuava feio e como já era quase hora do espetáculo, lá fomos nós!

A entrada já era permitida e nós não perdemos tempo para podermos conhecer a lojinha. Aproveitamos também para tirarmos algumas fotos enquanto era permitido. O espetáculo em cartaz era Ovo, da coreógrafa brasileira Deborah Colker.

Lá dentro não era permitido tirar fotos, infelizmente. Mas mesmo que fosse possível, tenho certeza de que nenhuma foto consegue descrever o que é assistir ao Cirque du Soleil. Um espetáculo com poucas palavras, mas que emociona do início ao fim devido a perfeição de cada detalhe. Chorei de tanta emoção e saí de lá tendo certeza de que valeu cada centavo. Ma-ra-vi-lho-so!!!! A viagem já estava perfeita e após essa noite ficou melhor ainda.

Quando o espetáculo acabou, o frio estava mais intenso que nunca. Deslumbrados, corremos de volta para o hotel para estarmos preparados para as aventuras do dia seguinte…

Próxima parada em Montreal: parque La Ronde, assunto do próximo post 🙂

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Arquivado em América do Norte, Canadá, Montreal

Canadá – Montreal : parte 1

O voo de Toronto para Montreal foi super tranquilo. Desembarcamos, pegamos nossa bagagem e fomos achar o ônibus que deveríamos pegar para seguirmos para o hotel. Logo no embarque, fomos pegos desprevenidos, sem moedas que era a única forma de pagamento do passe.

Ficamos lá na fila sem saber o que fazer (essa ainda era nossa segunda viagem internacional e não tínhamos tanta experiência) quando mais uma simpática canadense nos doou moedas para complementar o valor da passagem para que pudéssemos embarcar naquele ônibus.

Tínhamos que fazer uma conexão para seguirmos ao centro de Montreal e com isso veio a segunda caca em menos de 2 horas na cidade. Entramos no outro ônibus e demorava, demorava, demorava….. ficamos preocupados pois de acordo com nossa pesquisa o trajeto não era tão longo.

Resolvemos perguntar para uma passageira e tivemos a constatação de que tínhamos pego o ônibus para o lado errado 😦 De todos os perrengues que acontecem em viagens, o que mais me irrita é pegar transporte para o lado errado…..

Bem, fazer o quê? A única solução era descer e pegar do lado certo. Descemos num bairro totalmente residencial, sem nenhum comércio por perto.  A sorte é que tínhamos o tíquete para não precisar pagar de novo.

O ônibus demorou para passar e o frio estava intenso, mas finalmente chegou. Seguimos no ônibus até chegarmos ao metrô, onde faríamos mais uma conexão.  O metrô de Montreal é muito bom e por lá foi fácil se localizar.

Nestes primeiros trajetos na cidade de Montreal já eram nítidas as diferenças entre a parte inglesa e a francesa do Canadá. Em Montreal, é raro você ouvir o inglês nas ruas, entretanto basta você falar em inglês que as pessoas “viram a chavinha”. A maioria da população é bilingue, foram poucos os momentos em que não fomos entendidos.

Achamos, logo na chegada, Montreal completamente diferente de Toronto e isso já estava nos fascinando.

Chegamos no hotel, ajeitamos nossas coisas e já fomos bater perna para conhecermos mais da cidade. Já era quase noite a ao chegarmos ao centro não víamos nada aberto e achamos muito estranho. Além disso, vimos alguns tipos estranhos na rua e resolvemos não arriscar. Entramos numa estação do metrô e perguntamos onde poderíamos encontrar algum Mc Donald`s (sempre é o mais fácil!).

Achamos um perto de uma universidade, comemos e voltamos para o hotel. Com nosso próximo dia planejado, fomos dormir.

Primeiro dia:

No hotel que ficamos, o café da manhã não era incluso. Sendo assim, ao sairmos pela manhã e pegarmos o metrô, paramos num Dunkin Donuts para comermos algo.

De lá, seguimos para a primeira parada do dia: Estádio Olímpico de Montreal, uma das mais famosas atrações da cidade. Nossa visita foi apenas para fotos. Não pagamos para subir no funicular que tem lá.

Bem atrás do estádio, fica o Jardim Botânico da cidade e que também é pago. Apenas paramos ali na frente para sentarmos e deixar o tempo passar antes de seguirmos para outra atração.

Quando pegamos o ônibus para voltar, já era hora do almoço e comemos pizza. Nosso programa para a tarde era visitar o Mont Royal, o monte que deu origem ao nome da cidade.

Não sabíamos o que estava acontecendo, mas o ônibus que ia para lá demorou demais….. Ficamos muito tempo esperando, quando finalmente apareceu o bendito…

Descemos onde achamos que devíamos descer, mas fomos surpreendidos pela escadaria que tínhamos pela frente. Ok, ok, no pain, no gain…

Subimos tudo com a certeza de que a vista lá de cima seria recompensadora. E com certeza foi! Lá de cima dá para ver a cidade todinha… um lugar cheio de natureza e paz. Ficamos um bom tempo por ali contemplando tudo.


O parque Mont Royal é enorme e para conhecermos um pouco mais, resolvemos seguir a trilha e descer. Fomos até um dos lagos e lá pudemos observar o quanto os moradores da cidade apreciam um lindo dia de sol. No meio da semana a galera estava lá, estirada na grama aproveitando a vida.

E é óbvio que nós entramos no clima….

Ao passear pelo parque, é difícil não notar a bela vegetação canadense, que ganha um toque especial com as árvores de folhas vermelhas, as Maples.

E também não passa batido a limpeza do local, a conservação, a simpatia do povo canadense…

Ao sairmos do parque, seguimos para o centro para procurarmos um mercadinho e nessa caminhada pudemos observar o contraste dos prédios modernos e antigos, bem como as lindas flores da primavera de Montreal.

Voltamos para o hotel encantados com a cidade e tudo que vimos neste primeiro dia. Pudemos perceber muitos detalhes da França em Montreal e isso a deixa mais charmosa ainda.

Fomos descansar pois mal podíamos esperar pelo próximo dia: o dia em que veríamos o espetáculo Ovo do Cirque du Soleil na sede da companhia. Uau! Nunca pensei que pudesse ter essa oportunidade 🙂

Saiba como foi no próximo post sobre Montreal 😉

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Canadá – Toronto : parte 2

Em nosso quarto dia no Canadá, o frio resolveu dar uma trégua. Na verdade não sei se estava menos frio ou se éramos nós que estávamos nos acostumando, rs. Neste dia, fomos conhecer os pontos famosos de Toronto que ainda não tínhamos visitado.

Começamos pela Casa Loma, que é um castelo que foi construído entre 1911 e 1914 e hoje é um museu. Para chegar até lá, é preciso caminhar um pouco pois a estação do metrô fica há algumas quadras. Isso não é problema, pois a paisagem no caminho é linda. O castelo fica numa área nobre de Toronto, e as mansões que vimos pelo caminho nos fez sonhar em morar por ali. Sabe aquelas ruas pacatas que vemos nos filmes? É bem assim.

Já tínhamos decidido que não íamos entrar na Casa Loma, pois o clima dessa viagem não era visitar museus e ver velharias. O que queríamos era ver por fora e tirar fotinhos.

Não tiramos fotos, mas me lembro perfeitamente de uma grande escadaria que tem bem ao lado da Casa Loma e que nós descemos para conhecer melhor a vizinhança. O duro foi a subida para voltarmos, rs.

Como não tinha muita coisa para fazer sem a entrada, fomos dar mais umas voltas e encontramos outras belas residências em nosso caminho de volta para a estação do metrô.

E por falar em metrô, não dá para deixar de relatar a limpeza das estações de Toronto. Mesmo logo após o horário de pico, conte na foto abaixo quantos papéis de bala tem no chão.

Nossa próxima parada foi o Royal Ontario Museum, mais uma vez só pra tirar foto da fachada que impressiona pela arquitetura mais que moderna.

Continuamos caminhando por ali e observando as paisagens e ruas de Toronto e nos impressionando ainda mais com a hospitalidade canadense. Bastava a gente parar para olhar o mapa, que prontamente algum morador já parava para nos ajudar. Incrível!

Fomos andando, fotografando e logo já estávamos nos shoppings subterrâneos, onde sempre dávamos uma paradinha para olhar vitrines.

Almoçamos e pegamos o metrô para a parte “velha” de Toronto, onde encontramos uma espécie de mercado municipal – St Lawrence Market – muito interessante e cheio de coisas diferentes para se degustar.

Nesta parte antiga da cidade, o que chama a atenção é o contraste entre os grandes e modernos prédios e as construções antigas que dão charme às ruazinhas.

Após caminharmos bastante, nada melhor que parar num Tim Hortons para comer donuts de mapple… Hummmm!

Nosso dia terminou arrumando as malas para partirmos no dia seguinte para Montreal. Como o voo era à tarde, durante a manhã pudemos dar as últimas voltas pelas redondezas de nosso apartamento.

Fomos de metrô para o lindo e moderno aeroporto de Toronto para pegarmos nosso voo da Air Canada.

Por lá, é tudo “self-service”. Além de fazer seu próprio check-in, a etiqueta de bagagem também é você quem coloca. Os funcionários da companhia aérea apenas se encarregam de pesar as malas. Muito agilizado!

No aeroporto, aguardamos até nosso embarque pensando em toda a vida multicultural de Toronto, suas atrações, seu povo… uma cidade cosmopolita, organizada, moderna e aberta a todos os povos.

Uma cidade que tem mais de 100 idiomas falados nas ruas, uma das menores taxas de criminalidade das Américas e um povo extremamente acolhedor realmente impressiona a qualquer viajante.

Começar a viagem por Toronto foi demais! E melhor ainda foi pensarmos que nossa jornada no Canadá estava apenas começando.

Confira como a aventura continuou nos próximos posts 😉

Próximo Destino: Montreal! 🙂 🙂

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Canadá : Niagara Falls

Se tinha uma atração que não podíamos deixar de lado ao visitar o Canadá, essa seria as Cataratas do Niágara. E como elas ficam bem próximas de Toronto, nada melhor do que fazer uma daytrip para lá. Antes de irmos, pesquisamos na internet e descobrimos que é bem fácil e tranquilo ir e voltar no mesmo dia de ônibus. O site que nos ajudou foi o da Greyhound, que é uma das companhias de ônibus que faz o trajeto.

Compramos os tickets no terminal de ônibus de Toronto e embarcamos por volta das 9 horas da manhã. O trajeto até Niagara dura 1 hora e meia. As estradas canadenses são ótimas e você nem sente o percurso, uma reta só.

Niagara é o nome da cidade tanto do lado canadense, quanto do lado americano. Não se assuste quando o motorista do ônibus anunciar a última parada do lado canadense antes de chegar aos EUA, é nessa que você deverá descer.

Do terminal de Niagara, pegamos um ônibus para as Cataratas. Tudo é muito fácil de encontrar por lá, visto que a cidade é muito turística. Pedimos para o motorista do ônibus nos avisar qual era o ponto das cataratas e em menos de 15 minutos, desembarcamos.

Já tinha visto em alguns programas de televisão, que Niagara Falls – a cidade – era bem louca, cheia de coisas estranhas e de gosto duvidoso. Logo que começamos a andar por ali, eu já me impressionei com as bizarrices da cidade, mas nem por isso achei que era brega. Eu achei foi muito legal 🙂

Fomos andando, andando, observando as lojas, os cassinos e outras construções quando de repente, no final da rua, estavam elas : as cataratas!

Ficamos surpresos com a imagem por não sabermos que elas estariam ali, livres e soltas, rs. Eu até tinha pesquisado na net quanto que custariam os ingressos para ver Niagara Falls. nem passava pela minha cabeça que seria grátis.

Ao chegarmos mais perto, vimos também a ponte da fronteira Canadá – Estados Unidos e eu, que era até então frustrada por não conhecer os States, pensei que talvez aquele fosse a menor distância que estaria da terra do Tio Sam.

Por esse caminho que escolhemos para chegar às cataratas, as primeiras quedas que vimos foram as americanas e o que mais me impressionou foi a cor da água.

Paramos por ali um tempo e ficamos observando a beleza do local que se completa com um lindo parque que margeia o rio.

Seguimos caminhando e observado o rio e as quedas em direção à Horseshoe Falls, que na minha opinião é a parte mais bonita. De longe, já impressionava…

Ao chegarmos mais perto, ficavam mais lindas ainda…

Estando em Niagara Falls não tem como você não se lembrar do Pica-pau e de falar: vamos descer num barril? kkkkkk. Inclusive há plaquinhas por ali contando que muitos loucos já fizeram isso e inclusive alguns sobreviveram para contar a história.

Outra coisa que não tem como não pensar é comparar com Foz do Iguaçu, mas logo que esse pensamento veio, eu já tinha a resposta: não dá pra comparar, pois são muito diferentes. Se por um lado as quedas brasileiras e argentinas são muito maiores e em maior quantidade, a cor da água das canadenses e americanas surpreendem. Portanto, pra que comparar? Ambas são ma-ra-vi-lho-sas!!!!!

Quanto mais perto você chega, maiores são as chances de se molhar devido à força das quedas. Mesmo com o frio, não resistimos e fomos bem pertinho.

Em Niagara é possível, também, você chegar bem na beira do rio antes de iniciar a queda, com uma vista bem interessante.

Já que tínhamos nos molhado por ali, sentamos no sol para nos secarmos e também para descansar um pouco visto que a caminhada tinha sido longa.

Ficamos olhando os prédios, os jardins, toda a movimentação do local.

Por causa do frio e do preço, não nos animamos para fazer o passeio de barco que chega bem pertinho das quedas. Nos contentamos com a vista ali de cima.

Fizemos o caminho de volta bem devagar, e fomos em busca de um fast food para almoçarmos visto que já era quase 2 horas da tarde. Achamos um Burger King “Frankestein” e foi bem lá que comemos.

Aproveitamos para fotografar alguns ícones de Niagara Falls, com a casa de ponta cabeça e a roda gigante.

Estávamos encantados com a cidade! Muito louca! Infelizmente tínhamos que pegar o ônibus de volta, mas tínhamos certeza de que nossa viagem rápida foi suficiente para nos surpreender. Amamos Niagara Falls!

Seguimos para o ponto do ônibus e ficamos aguardando dando umas voltas pela vizinhança. Tivemos certeza, nessa caminhada, que Niagara é linda mesmo longe das cataratas. Cidade super charmosa.

Pegamos nosso busão de volta e antes do anoitecer estávamos em Toronto. Voltamos encantados com tudo que vimos e vivemos, e mais surpresos ainda com a hospitalidade dos canadenses. Que país é esse!!!

Niagara Falls definitivamente não pode ficar fora de seu roteiro pelo Canadá! Um lugar que realmente faz jus a ser uma das 7 maravilhas da natureza.

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Canadá – Toronto : parte 1

Com as energias recuperadas após uma deliciosa noite de sono, acordamos na segunda-feira totalmente dispostos para conhecermos a maior cidade canadense. Tomamos café no apartamento mesmo, vestimos muitas camadas de roupa para encarar o frio e saímos rumo à mais famosa atração de Toronto : a CN Tower.

E por falar em café, caso você adore um cafezinho pela manhã, prepare seu paladar para se adaptar ao café canadense. Compramos um pacotinho no mercado para prepararmos no apartamento e mesmo colocando metade na cafeteira, o café fica bem fraco. Existe no Canadá uma rede chamada Tim Hortons que você encontra em quase toda esquina. Além de provar o café canadense, delicie-se com os maravilhosos donuts e cinnamon rolls desta marca… Hummmmm!

A estação do metrô Sherbourne ficava logo na esquina de onde estávamos hospedados e de lá até o centro não levava mais que 10 minutos. Aliás, a localização de nosso apartamento era excelente, com tudo perto. O metrô de Toronto é muito bom e fácil de se localizar. Vale a pena comprar o Day Pass para economizar nas passagens.

Chegamos bem cedo na CN Tower e não tivemos que encarar filas. Foi chegar, comprar o ingresso, passar pela inspeção de segurança e embarcar no elevador da torre mais alta do mundo (até o dia que fomos, era).

O elevador é super moderno e rápido, nem sentimos subir. Lá estávamos nós, 147 andares e 447 metros do chão.

Tivemos sorte de estar um dia maravilhoso, e a visibilidade do alto da torre estava perfeita. Impressionante a cor do lago Ontário, que parece não ter fim….

Mas a principal atração da CN Tower não é sua vista e sim o piso de vidro onde você pode andar e ver a cidade 447 metros abaixo. Num primeiro momento, mesmo sabendo de toda a segurança, dá medo de pisar na superfície. Depois, você se acostuma e começa a aproveitar para tirar fotos.

Saímos da CN Tower e fomos andar na orla do lago Ontário, de onde poderíamos tirar uma foto com a torre ao fundo.

A vista na orla é bonita, mas não aguentamos ficar muito tempo por lá por causa do vento gelado que ali era mais intenso. Com o mapa em mãos, fomos caminhando pelo centro de Toronto para acharmos algum fast food para almoçar.

Comemos e seguimos para a Chinatown de Toronto, onde queríamos comprar luvas, pois nossas mãos estavam prestes a congelar. Que adoro Chinatowns vocês já sabem, mas a de Toronto foi a mais legal que já visitei até hoje. Cheia de lojas de frutas, verduras, coisas estranhas… além disso lojinhas cheias de porcarias que amo visitar.

Andamos toda a Dundas Street, onde fica a Chinatown, observando tudo. Os pés já doíam de tanto caminhar. Na volta, passamos por vários prédios modernos e bonitos, que não podiam passar em branco nas fotografias.

Nessas andanças, começamos a perceber o estilo de vida de Toronto – uma cidade multicultural, com gente de todo o tipo e na qual você ouve diversos idiomas. Como até então só tínhamos conhecido a Europa, a modernidade da cidade e os imensos arranha-céus todos de vidro nos impressionou bastante.  O primeiro dia estava sendo de muita descoberta…

Outra coisa interessante da cidade é a vida subterrânea, que se fez necessária por causa das baixíssimas temperaturas do país no outono e inverno. É muito engraçado ver o imenso shopping abaixo do nível da rua – chamado Path, onde tudo é quentinho e você até esquece do frio lá de fora. É um tal de põe blusa, tira blusa…

Por diversas vezes eu queria voltar para o subsolo e parar de sentir frio, rsrs. Para saber onde tem Path quando estiver na rua, é só procurar a plaquinha.

Pra quem procura grandes lojas e agito, basta ir até a Yonge Street, uma das mais movimentadas ruas de Toronto onde é fácil passar horas olhando vitrines e vendo o agito da cidade.

Passamos o resto do dia passeando ali pelo centro e pelo Path e quando os pés já não aguentavam mais, voltamos para nosso apartamento.

Para o jantar, compramos no mercadinho o delicioso pão chamado “bun”, que é o que eles usam pra fazer cachorro-quente, um condimentado para por no meio e pronto.

Após um dia de muita caminhada e frio, chegava a hora de descansar no quentinho. O próximo destino da viagem? Niagara Falls por conta própria ! 🙂 🙂 🙂

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Canadá – Toronto : Wonderland

Depois do longo voo e com um excelente serviço da Air Canada, desembarcamos em Toronto bem cedinho. Ao passarmos pela imigração, tivemos que responder apenas algumas perguntas e como nosso visto era de única entrada, já foi invalidado ali mesmo.

O aeroporto de Toronto é enorme e muito moderno. Nos primeiros passos por lá, já sentíamos o gostinho de primeiro mundo. Tínhamos olhado a previsão do tempo e visto que era para fazer 1 grau naquele dia. Dessa forma, viajamos bastante encapotados. Entretanto, ao chegarmos lá ( sem notar a calefação, é claro!) não sentimos tanto frio.

Tínhamos traçado a rota de metrô até nosso apartamento, porém ao chegarmos lá descobrimos que o metrô, aos domingos, só começa a operar mais tarde. Ao passarmos pela porta para sairmos do aeroporto e pedir informação, sentimos na pele o que era o frio do Canadá. Juntos, eu e o Loedi dissemos: vamos voltar e por mais roupas!

Caraca, que frio! Corremos para o banheiro do aeroporto e colocamos mais blusas para encararmos a geladeira lá fora. Preparados, saímos e descobrimos qual o ônibus que deveríamos pegar. Nesses primeiros instantes no Canadá nossa experiência com os canadenses estava sendo ótima! Todos muito solícitos e prestativos, sempre com um sorriso no rosto… um bom começo!

Embarcamos no ônibus e fomos observando a cidade… moderna, organizada, arborizada. Levamos cerca de uma hora para chegarmos à estação final e foi fácil encontrarmos a rua de nosso apartamento. A única dificuldade que tivemos foi saber onde era o local, pois não havia nenhuma placa, nem nada. Tínhamos combinado com o proprietário que chegaríamos às 9 horas da manhã, porém chegamos lá por volta de 07:30h. Como estávamos adiantado, resolvemos parar por ali e esperar, afinal não seria nada legal acordar alguém em pleno domingo pela manhã.

Nesses instantes que ficamos ali aguardando, passou um senhor passeando com seu cachorro e que puxou papo com a gente. Era um velhinho muito gente boa, que inclusive ofereceu o celular para ligarmos para o senhor do apartamento. Aproveitamos e ligamos, e o senhor disse que poderia vir mais cedo nos entregar a chave. Agradecemos o senhor do cachorro, que inclusive se chamava Tiger, e ficamos por ali observando as redondezas naquele frio de rachar.

Logo o senhor chegou, nos apresentou o apartamento e nos deu as orientações básicas sobre locomoção em Toronto.

Para este primeiro dia, nós já tínhamos uma missão: ir ao Canada Wonderland – o parque com a montanha-russa mais alta do Canadá. É galera, é isso mesmo! Depois de um voo de 11 horas, sem dormir, nós íamos ao parque diretaço, pois era o único dia em que o parque estaria aberto em nossa estadia. Podres e com muito frio, lá fomos nós.

Primeiro dia: Wonderland

Chegar ao parque é super fácil e no site deles tem todas as explicações. É só seguir até a estação do metrô e de lá pegar o ônibus que vai direto ao Wonderland.

Felizmente, já no trajeto o sol começou a brilhar e a sensação de frio parecia menor. Aquele era o primeiro dia de funcionamento do parque no ano, mas mesmo assim não tinha muitas filas. Chegamos, compramos os ingressos e pronto.

Mesmo com o frio do cão, vimos muitas menininhas de shorts e regata. Eu sentia frio só de olhar, mas talvez elas tivessem empolgadas com o sol 🙂

Logo na entrada do parque, há uma montanha artificial bem bonita e que serve como ponto de localização do parque. Nossa primeira parada foi por ali.

Depois de tirarmos umas fotos por ali, fomos direto e reto encarar a Behemoth, que tem uma queda de 70 m e que pelas fotos parecia bem menos assustadora.

Juro que pensei em afinar, mas já que estava lá, tinha que ir. Pra ajudar, não tinha nenhuma fila no brinquedo, então não tive muito tempo para pensar. Foi sentar e rezar!

Caramba, o carrinho da Behemoth te dá a sensação de estar solto e a subida inicial parece não ter fim.

Não sei se tremia mais de medo ou de frio. Se sofri na subida, imagina na descida reta de 70 metros… aaaaaaaaaaaaaaa! Gritei muito e pensei que ia morrer de tanto medo. Sem dúvida alguma foi a montanha-russa mais sinistra da minha vida!

Saí de lá pálida, mas ao mesmo tempo muito orgulhosa por ter encarado a Behemoth.

O bom de ter ido primeiro nessa é que as outras trocentas montanhas-russas eram fichinha. Saindo de lá fomos para uma em que você faz o trajeto deitado. Muito legal e não tão aterrorizante.

E assim seguimos indo em várias montanhas-russas, até que num determinado momento o cansaço bateu e começamos a passar mal. Não há corpo que resista a tantos sobe,desce, gira, vira, volta após uma longa noite sem descansar, com clima e fuso horário diferentes. Queríamos ficar mais pois o parque era muito legal e cheio de atrações, porém preferimos respeitar nossos limites.

Compramos um super hotdog para almoçar e aproveitamos para descansar um pouco ali sentados.

O cachorro quente era pão e linguiça e você tem a opção de colocar mostarda, catchup e uma espécie de picles doce, muito estranho por sinal, rs.

Demos mais umas voltinhas no parque e fomos para o ponto de ônibus para voltarmos para o apartamento e descansar, pois nossa viagem estava apenas começando.

Passamos numa vendinha, compramos algo para jantarmos e fomos nos deliciar com a calefação do apartamento, pois quanto mais tarde, mais frio fazia.

O sol nem tinha se posto quando já estávamos deitados. Ficamos pensando antes de dormir no quanto o nosso primeiro dia no Canadá foi maravilhoso, apesar de todo nosso cansaço.

Mal podíamos esperar pelos próximos dias… 🙂 🙂 🙂

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