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Canadá – Toronto : parte 2

Em nosso quarto dia no Canadá, o frio resolveu dar uma trégua. Na verdade não sei se estava menos frio ou se éramos nós que estávamos nos acostumando, rs. Neste dia, fomos conhecer os pontos famosos de Toronto que ainda não tínhamos visitado.

Começamos pela Casa Loma, que é um castelo que foi construído entre 1911 e 1914 e hoje é um museu. Para chegar até lá, é preciso caminhar um pouco pois a estação do metrô fica há algumas quadras. Isso não é problema, pois a paisagem no caminho é linda. O castelo fica numa área nobre de Toronto, e as mansões que vimos pelo caminho nos fez sonhar em morar por ali. Sabe aquelas ruas pacatas que vemos nos filmes? É bem assim.

Já tínhamos decidido que não íamos entrar na Casa Loma, pois o clima dessa viagem não era visitar museus e ver velharias. O que queríamos era ver por fora e tirar fotinhos.

Não tiramos fotos, mas me lembro perfeitamente de uma grande escadaria que tem bem ao lado da Casa Loma e que nós descemos para conhecer melhor a vizinhança. O duro foi a subida para voltarmos, rs.

Como não tinha muita coisa para fazer sem a entrada, fomos dar mais umas voltas e encontramos outras belas residências em nosso caminho de volta para a estação do metrô.

E por falar em metrô, não dá para deixar de relatar a limpeza das estações de Toronto. Mesmo logo após o horário de pico, conte na foto abaixo quantos papéis de bala tem no chão.

Nossa próxima parada foi o Royal Ontario Museum, mais uma vez só pra tirar foto da fachada que impressiona pela arquitetura mais que moderna.

Continuamos caminhando por ali e observando as paisagens e ruas de Toronto e nos impressionando ainda mais com a hospitalidade canadense. Bastava a gente parar para olhar o mapa, que prontamente algum morador já parava para nos ajudar. Incrível!

Fomos andando, fotografando e logo já estávamos nos shoppings subterrâneos, onde sempre dávamos uma paradinha para olhar vitrines.

Almoçamos e pegamos o metrô para a parte “velha” de Toronto, onde encontramos uma espécie de mercado municipal – St Lawrence Market – muito interessante e cheio de coisas diferentes para se degustar.

Nesta parte antiga da cidade, o que chama a atenção é o contraste entre os grandes e modernos prédios e as construções antigas que dão charme às ruazinhas.

Após caminharmos bastante, nada melhor que parar num Tim Hortons para comer donuts de mapple… Hummmm!

Nosso dia terminou arrumando as malas para partirmos no dia seguinte para Montreal. Como o voo era à tarde, durante a manhã pudemos dar as últimas voltas pelas redondezas de nosso apartamento.

Fomos de metrô para o lindo e moderno aeroporto de Toronto para pegarmos nosso voo da Air Canada.

Por lá, é tudo “self-service”. Além de fazer seu próprio check-in, a etiqueta de bagagem também é você quem coloca. Os funcionários da companhia aérea apenas se encarregam de pesar as malas. Muito agilizado!

No aeroporto, aguardamos até nosso embarque pensando em toda a vida multicultural de Toronto, suas atrações, seu povo… uma cidade cosmopolita, organizada, moderna e aberta a todos os povos.

Uma cidade que tem mais de 100 idiomas falados nas ruas, uma das menores taxas de criminalidade das Américas e um povo extremamente acolhedor realmente impressiona a qualquer viajante.

Começar a viagem por Toronto foi demais! E melhor ainda foi pensarmos que nossa jornada no Canadá estava apenas começando.

Confira como a aventura continuou nos próximos posts 😉

Próximo Destino: Montreal! 🙂 🙂

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Arquivado em América do Norte, Canadá, Toronto

Canadá – Toronto : parte 1

Com as energias recuperadas após uma deliciosa noite de sono, acordamos na segunda-feira totalmente dispostos para conhecermos a maior cidade canadense. Tomamos café no apartamento mesmo, vestimos muitas camadas de roupa para encarar o frio e saímos rumo à mais famosa atração de Toronto : a CN Tower.

E por falar em café, caso você adore um cafezinho pela manhã, prepare seu paladar para se adaptar ao café canadense. Compramos um pacotinho no mercado para prepararmos no apartamento e mesmo colocando metade na cafeteira, o café fica bem fraco. Existe no Canadá uma rede chamada Tim Hortons que você encontra em quase toda esquina. Além de provar o café canadense, delicie-se com os maravilhosos donuts e cinnamon rolls desta marca… Hummmmm!

A estação do metrô Sherbourne ficava logo na esquina de onde estávamos hospedados e de lá até o centro não levava mais que 10 minutos. Aliás, a localização de nosso apartamento era excelente, com tudo perto. O metrô de Toronto é muito bom e fácil de se localizar. Vale a pena comprar o Day Pass para economizar nas passagens.

Chegamos bem cedo na CN Tower e não tivemos que encarar filas. Foi chegar, comprar o ingresso, passar pela inspeção de segurança e embarcar no elevador da torre mais alta do mundo (até o dia que fomos, era).

O elevador é super moderno e rápido, nem sentimos subir. Lá estávamos nós, 147 andares e 447 metros do chão.

Tivemos sorte de estar um dia maravilhoso, e a visibilidade do alto da torre estava perfeita. Impressionante a cor do lago Ontário, que parece não ter fim….

Mas a principal atração da CN Tower não é sua vista e sim o piso de vidro onde você pode andar e ver a cidade 447 metros abaixo. Num primeiro momento, mesmo sabendo de toda a segurança, dá medo de pisar na superfície. Depois, você se acostuma e começa a aproveitar para tirar fotos.

Saímos da CN Tower e fomos andar na orla do lago Ontário, de onde poderíamos tirar uma foto com a torre ao fundo.

A vista na orla é bonita, mas não aguentamos ficar muito tempo por lá por causa do vento gelado que ali era mais intenso. Com o mapa em mãos, fomos caminhando pelo centro de Toronto para acharmos algum fast food para almoçar.

Comemos e seguimos para a Chinatown de Toronto, onde queríamos comprar luvas, pois nossas mãos estavam prestes a congelar. Que adoro Chinatowns vocês já sabem, mas a de Toronto foi a mais legal que já visitei até hoje. Cheia de lojas de frutas, verduras, coisas estranhas… além disso lojinhas cheias de porcarias que amo visitar.

Andamos toda a Dundas Street, onde fica a Chinatown, observando tudo. Os pés já doíam de tanto caminhar. Na volta, passamos por vários prédios modernos e bonitos, que não podiam passar em branco nas fotografias.

Nessas andanças, começamos a perceber o estilo de vida de Toronto – uma cidade multicultural, com gente de todo o tipo e na qual você ouve diversos idiomas. Como até então só tínhamos conhecido a Europa, a modernidade da cidade e os imensos arranha-céus todos de vidro nos impressionou bastante.  O primeiro dia estava sendo de muita descoberta…

Outra coisa interessante da cidade é a vida subterrânea, que se fez necessária por causa das baixíssimas temperaturas do país no outono e inverno. É muito engraçado ver o imenso shopping abaixo do nível da rua – chamado Path, onde tudo é quentinho e você até esquece do frio lá de fora. É um tal de põe blusa, tira blusa…

Por diversas vezes eu queria voltar para o subsolo e parar de sentir frio, rsrs. Para saber onde tem Path quando estiver na rua, é só procurar a plaquinha.

Pra quem procura grandes lojas e agito, basta ir até a Yonge Street, uma das mais movimentadas ruas de Toronto onde é fácil passar horas olhando vitrines e vendo o agito da cidade.

Passamos o resto do dia passeando ali pelo centro e pelo Path e quando os pés já não aguentavam mais, voltamos para nosso apartamento.

Para o jantar, compramos no mercadinho o delicioso pão chamado “bun”, que é o que eles usam pra fazer cachorro-quente, um condimentado para por no meio e pronto.

Após um dia de muita caminhada e frio, chegava a hora de descansar no quentinho. O próximo destino da viagem? Niagara Falls por conta própria ! 🙂 🙂 🙂

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Canadá – Toronto : Wonderland

Depois do longo voo e com um excelente serviço da Air Canada, desembarcamos em Toronto bem cedinho. Ao passarmos pela imigração, tivemos que responder apenas algumas perguntas e como nosso visto era de única entrada, já foi invalidado ali mesmo.

O aeroporto de Toronto é enorme e muito moderno. Nos primeiros passos por lá, já sentíamos o gostinho de primeiro mundo. Tínhamos olhado a previsão do tempo e visto que era para fazer 1 grau naquele dia. Dessa forma, viajamos bastante encapotados. Entretanto, ao chegarmos lá ( sem notar a calefação, é claro!) não sentimos tanto frio.

Tínhamos traçado a rota de metrô até nosso apartamento, porém ao chegarmos lá descobrimos que o metrô, aos domingos, só começa a operar mais tarde. Ao passarmos pela porta para sairmos do aeroporto e pedir informação, sentimos na pele o que era o frio do Canadá. Juntos, eu e o Loedi dissemos: vamos voltar e por mais roupas!

Caraca, que frio! Corremos para o banheiro do aeroporto e colocamos mais blusas para encararmos a geladeira lá fora. Preparados, saímos e descobrimos qual o ônibus que deveríamos pegar. Nesses primeiros instantes no Canadá nossa experiência com os canadenses estava sendo ótima! Todos muito solícitos e prestativos, sempre com um sorriso no rosto… um bom começo!

Embarcamos no ônibus e fomos observando a cidade… moderna, organizada, arborizada. Levamos cerca de uma hora para chegarmos à estação final e foi fácil encontrarmos a rua de nosso apartamento. A única dificuldade que tivemos foi saber onde era o local, pois não havia nenhuma placa, nem nada. Tínhamos combinado com o proprietário que chegaríamos às 9 horas da manhã, porém chegamos lá por volta de 07:30h. Como estávamos adiantado, resolvemos parar por ali e esperar, afinal não seria nada legal acordar alguém em pleno domingo pela manhã.

Nesses instantes que ficamos ali aguardando, passou um senhor passeando com seu cachorro e que puxou papo com a gente. Era um velhinho muito gente boa, que inclusive ofereceu o celular para ligarmos para o senhor do apartamento. Aproveitamos e ligamos, e o senhor disse que poderia vir mais cedo nos entregar a chave. Agradecemos o senhor do cachorro, que inclusive se chamava Tiger, e ficamos por ali observando as redondezas naquele frio de rachar.

Logo o senhor chegou, nos apresentou o apartamento e nos deu as orientações básicas sobre locomoção em Toronto.

Para este primeiro dia, nós já tínhamos uma missão: ir ao Canada Wonderland – o parque com a montanha-russa mais alta do Canadá. É galera, é isso mesmo! Depois de um voo de 11 horas, sem dormir, nós íamos ao parque diretaço, pois era o único dia em que o parque estaria aberto em nossa estadia. Podres e com muito frio, lá fomos nós.

Primeiro dia: Wonderland

Chegar ao parque é super fácil e no site deles tem todas as explicações. É só seguir até a estação do metrô e de lá pegar o ônibus que vai direto ao Wonderland.

Felizmente, já no trajeto o sol começou a brilhar e a sensação de frio parecia menor. Aquele era o primeiro dia de funcionamento do parque no ano, mas mesmo assim não tinha muitas filas. Chegamos, compramos os ingressos e pronto.

Mesmo com o frio do cão, vimos muitas menininhas de shorts e regata. Eu sentia frio só de olhar, mas talvez elas tivessem empolgadas com o sol 🙂

Logo na entrada do parque, há uma montanha artificial bem bonita e que serve como ponto de localização do parque. Nossa primeira parada foi por ali.

Depois de tirarmos umas fotos por ali, fomos direto e reto encarar a Behemoth, que tem uma queda de 70 m e que pelas fotos parecia bem menos assustadora.

Juro que pensei em afinar, mas já que estava lá, tinha que ir. Pra ajudar, não tinha nenhuma fila no brinquedo, então não tive muito tempo para pensar. Foi sentar e rezar!

Caramba, o carrinho da Behemoth te dá a sensação de estar solto e a subida inicial parece não ter fim.

Não sei se tremia mais de medo ou de frio. Se sofri na subida, imagina na descida reta de 70 metros… aaaaaaaaaaaaaaa! Gritei muito e pensei que ia morrer de tanto medo. Sem dúvida alguma foi a montanha-russa mais sinistra da minha vida!

Saí de lá pálida, mas ao mesmo tempo muito orgulhosa por ter encarado a Behemoth.

O bom de ter ido primeiro nessa é que as outras trocentas montanhas-russas eram fichinha. Saindo de lá fomos para uma em que você faz o trajeto deitado. Muito legal e não tão aterrorizante.

E assim seguimos indo em várias montanhas-russas, até que num determinado momento o cansaço bateu e começamos a passar mal. Não há corpo que resista a tantos sobe,desce, gira, vira, volta após uma longa noite sem descansar, com clima e fuso horário diferentes. Queríamos ficar mais pois o parque era muito legal e cheio de atrações, porém preferimos respeitar nossos limites.

Compramos um super hotdog para almoçar e aproveitamos para descansar um pouco ali sentados.

O cachorro quente era pão e linguiça e você tem a opção de colocar mostarda, catchup e uma espécie de picles doce, muito estranho por sinal, rs.

Demos mais umas voltinhas no parque e fomos para o ponto de ônibus para voltarmos para o apartamento e descansar, pois nossa viagem estava apenas começando.

Passamos numa vendinha, compramos algo para jantarmos e fomos nos deliciar com a calefação do apartamento, pois quanto mais tarde, mais frio fazia.

O sol nem tinha se posto quando já estávamos deitados. Ficamos pensando antes de dormir no quanto o nosso primeiro dia no Canadá foi maravilhoso, apesar de todo nosso cansaço.

Mal podíamos esperar pelos próximos dias… 🙂 🙂 🙂

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