Arquivo da categoria: Grand Canyon

EUA – Grand Canyon

Sempre quis conhecer o Grand Canyon e não podia deixar passar a chance de conhecê-lo estando em Las Vegas, há poucos quilômetros de lá. Quando comecei a pesquisar as opções de passeio , vi que não era tão fácil e barato ir independentemente e sendo assim, resolvemos fechar o passeio pela internet com a Grand Canyon Tours Company. Em 30 dias de viagem, fazer 1 passeio “empacotado” não seria pecado grave.

Partindo de Las Vegas, é possível fazer passeio de 1 dia para 2 diferentes pontos do Grand Canyon: o West Rim e o South Rim. Nós escolhemos o West Rim pois queríamos conhecer a Skywalk, que é uma passarela de vidro no qual você caminha a mais de 1200 metros de altura.

O agendamento do ônibus que faria o passeio era para às 6 horas da manhã. Quando descemos rumo ao ponto de encontro, demos de cara com uma galera que havia passado a noite no cassino e que ainda estava por lá (haja pique!).

No horário combinado, o ônibus passou e nos levou até o ponto de partida do passeio, onde serviram alguns snacks e uma água para levarmos.

A guia, que era também a motorista do ônibus, era super simpática e tinha um inglês bem claro e fácil de entender. Foram quase 3 horas de viagem, que passaram bem rápido pois dormimos quase todo o caminho.

A primeira parada do ônibus foi no ponto de partida dos passeios para as atrações do lado oeste do Grand Canyon. O West Rim é a única parte do Grand Canyon que não se localiza no Parque Nacional do Grand Canyon. Esta parte está localizada na reserva dos índios Hualapai.

No ponto de encontro tem uma lojinha onde se vendem os ingressos para a Skywalk e também vários souvenirs. Ao chegarmos ali, nos surpreendemos com o frio. Acostumados com os 30 graus constantes de Vegas era difícil acreditar naquele vento geladíssimo. Como sou friorenta com letra maiúscula, havia levado uma jaquetinha que me ajudou um pouco. Já o Loedi teve que desembolsar 40 dólares por um moletom para se proteger. Primeira dica ao visitar o Grand Canyon: levar uma blusa!

De lá partem os ônibus para os 3 pontos de visitação: Guano Point, Eagle Point e Ranch.

Seguindo as recomendações da guia, fomos primeiro ao Eagle Point, que é onde se localiza a Skywalk e que, segundo ela , tem filas maiores a cada hora.

Skywalk:

A entrada para a passarela de vidro custa 30 dólares. Nós tivemos sorte e não pegamos muita fila para entrar.

Para ingressar você passa pelo detector de metais, deixa todos os seus pertences- inclusive máquina fotográfica – num locker e veste uma pantufa especial para não danificar o vidro.

Não entrar com máquina fotográfica significa, obviamente, não poder tirar fotos na Skywalk e isso é totalmente frustrante 😦 . Por que você acha que fotos não são permitidas? Alternativa a ( ) – para eles ganharem muito dinheiro com as fotos tiradas pelos fotógrafos credenciados, ou alternativa b ( ) para proteger o vidro da passarela de possíveis quedas de objetos? Eles dizem que é por causa do segundo motivo, hahaha!

Achava que estar a 1200 metros de altura me daria medo ao pisar, mas o troço é tão alto que você nem sente tanto a altura. É bem diferente pisar ali onde tudo que está abaixo de você tem praticamente a mesma cor e formato, do que você ver prédios e carros como se vê no alto do chão de vidro da CN Tower no Canadá, por exemplo. Mesmo sem tanta adrenalina a vista compensa a visita

Lá de cima, você contempla uma vista panorâmica do Eagle Point, vê o rio Colorado láaaa embaixo e não para de se admirar com a grandiosidade do lugar. Com certeza vale os 30 dólares.

Mesmo sem termos fotos, guardamos bem guardadinho as memórias do lugar. É óbvio que não resistimos e compramos pelo menos 1 das fotos que tiramos lá, a foto mais cara do mundo – 30 dólares- mas que ficou muito linda (como todas que os fotógrafos de lá tiram) . O preço é esse: 30 dólares cada ou todas por 100 dólares. A lembrança física que tivemos de lá foram as pulseirinhas de identificação dizendo: “Skywalk, we did it!”

Saímos da Skywalk e fomos tirar fotos do Eagle Point, que como o próprio nome diz é uma parte que forma uma águia no Grand Canyon.

Nessa parte do Canyon, já não estava tão frio felizmente. Tiramos mais umas fotos ali, aguardamos o próximo ônibus e seguimos rumo ao Guano Point que segundo a guia era o lugar que renderia melhores fotos.

No pacote que compramos, o almoço estava incluso. Você pode escolher onde almoçar e os 3 pontos de visitação têm restaurantes (todos bem simples!). Nossa opção foi visitar tudo e depois ficar livre para comer. Caso você esteja faminto, pode almoçar no Guano Point.

Falei do restaurante pois é a primeira coisa que você vê ao chegar ao Guano Point. Para ver as melhores paisagens, você atravessa o recinto de alimentação e chega aos mirantes.

E aí tem pra todos os gostos… você pode tirar lindas fotos ali debaixo mesmo, ou subir as pedras e ficar mais no alto ainda. É claro que a gente subiu…

Olhe lá atrás e tente enxergar as pessoas. Foi lá que subimos para tirar fotos

Realmente o Guano Point é bem mais legal para tirar fotos pois você tem um campo mais vasto para observar a paisagem.

No Grand Canyon não há ( e nem deveria ter) nenhuma grade de proteção. Isso assusta um pouco porque você fica imaginando que qualquer pose inusitada para tirar foto na beira do abismo pode custar a sua vida. O buraco sem fim está ali bem à sua frente.

Durante nosso passeio, comentei várias vezes com o Loedi que esporadicamente podia dar nhaca ali pois existe turista que faz de tudo por uma boa foto. O que eu não esperava era que as mortes no Grand Canyon era assunto tão sério! No caminho de volta, a guia nos mostrou um livro que conta várias histórias sobre as mortes que acontecem lá e pior, confirmou o que eu imaginava: todo ano alguns atrevidinhos morrem por lá. Média anual de mortes no West Rim: 6 pessoas por ano. É meio mórbido falar disso aqui, mas minha intenção é dizer que todo o cuidado é pouco por lá. Quer tirar uma foto “arriscada”? Invente alguma alternativa, rsrs.

Fotografamos bastante e seguimos para a última parada: o Ranch. Sabe aquelas cidades-fantasma dos filmes de velho oeste? O Ranch tenta imitar isso.

Lá tem algumas atrações como passeio à cavalo, arremesso de machado, arco e flecha, bem coisas de filme de bang bang. Os personagens de lá também simulam brigas com direito a tiros falsos e tudo mais. Até que achei engraçado, algo diferente de tudo que tinha visto nos EUA e que os caras criaram ali no meio do nada. Foi o jeito que acharam para aproveitar a vocação turística do local.

Como já era 1 hora da tarde, o que mais queríamos ali no Ranch era almoçar. O salão do restaurante também nos remetia aos filmes, com um cantor de música country, cabeças de animais penduradas nas paredes, um mágico, rsrs, muito engraçado.

O pessoal que nos atendeu foi bem simpático e nos explicou as opções de almoço. Eu optei por arroz branco, feijão e frango assado. O Loedi optou por comer costelinha de porco. Como sobremesa nos serviram cookie de chocolate e bolo de milho.

É claro que não era o nosso arroz e feijão de cada dia, mas a comida nos sustentou bem. As bebidas também estavam inclusas no pacote.

Almoçamos e fomos sentar lá fora para esperar o horário de partida que estava marcado para às 14 e 20h. Demos boas risadas com um grupo de brasileiros que estavam ali e que resolveram se aventurar no arremesso de machados. Desastre total!rsrsr

No horário combinado saímos do Ranch rumo à Las Vegas. No caminho estava programada uma rápida parada pra fotos na Hoover Dam, uma das mais famosas usinas hidrelétricas do mundo.

Devido à maratona de passeios e caminhadas da viagem, é óbviooo que dormi quase todo o caminho. Só acordei quando o ônibus parou numa lanchonete na beira da estrada.

Logo à frente, a guia nos avisou que teríamos a melhor vista da Hoover Dam e que era para todos prepararem as máquinas.

Com o ônibus em movimento, até que conseguimos tirar foto mas que nem de longe reflete a beleza da usina. Antes de irmos até lá para fotografar mais de pertinho, paramos num mirante com vista para o Lago Mead.

A parada foi bem rápida e logo descemos para ver a Hoover Dam de pertinho. Quem já visitou Itaipu não irá se surpreender com o tamanho da usina. O que chama a atenção ali é o cenário. E que cenário!

Esta foi a última parada de nosso passeio e dali seguimos rumo à Las Vegas. Nesse pedacinho final da viagem pensamos no quanto foi bom termos escolhido fazer este passeio com a Grand Canyon Tours pois foi tudo ótimo!

As paisagens que vimos, sair de Vegas e adentrar o estado do Arizona, a comida na cidade de filme de velho oeste… foram várias experiências interessantes num único dia de viagem e que valeu cada centavo.

Sempre que via fotos imaginava o tamanho do Grand Canyon, mas nunca em meus pensamentos cheguei tão perto do tamanho real. Outra coisa que as fotos não revelam são as diferentes cores dos paredões que mudam de acordo com a luminosidade.

No caminho de ida, a nossa guia disse que em todas as viagens dela ao Grand Canyon ela nunca cansava de observar e admirar o blue, blue sky… Realmente, o céu extremamente azul completa toda a exuberante beleza do lugar… Estava aqui procurando uma foto que ilustre o lindo céu do Arizona mas desisti. Convido você a visitar pessoalmente, o que acha? 😉

Após uns 20 minutos de reflexões sobre nossa visita ao Grand Canyon, chegamos no hotel por volta das 18 horas e fomos arrumar a bagagem pois no dia seguinte teríamos mais uma viagem.

Próximo Destino: San Francisco, Califórnia.

Anúncios

27 Comentários

Arquivado em América do Norte, Estados Unidos, Grand Canyon