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A viagem para Orlando: mais um relato de voo longo com criança

Ficamos mega felizes com a alteração de nosso voo para a opção direta da Tam, pois ganhamos um dia inteirinho em Orlando, porém havia a desvantagem do horário da saída de Curitiba às 05:40 da manhã, ou seja, acordar 3 da madrugada para irmos para o aeroporto. Como a Camila estava super ansiosa, pensamos que seria tranquilo acordá-la e assim aconteceu. Os olhinhos dela brilharam quando dissemos que finalmente chegou o dia de nossa viagem.

Chegamos no aeroporto com toda nossa tralha (2 malas grandes, 1 mala de mão, carrinho e cadeirinha pro carro) , fizemos nosso check-in e logo estávamos correndo atrás da baixinha que estava cheia de energia em plena madrugada.

O embarque foi rápido e logo partimos em direção à Guarulhos onde faríamos nossa conexão.

Um ponto negativo do voo ter sido adquirido com a American e operado pela Tam foi que não pudemos etiquetar o carrinho para pegar em São Paulo, ou seja, tivemos que caminhar todo o longo trajeto do Terminal 2 para o 3. O bom é que tínhamos tempo de sobra e assim pudemos ir no ritmo da Camila.

A espera pelo voo foi longa emocionalmente, pois o cansaço bateu forte pra mim e pro Loedi. Nos alternamos para correr atrás da Camila pois ela não aparentava estar com a mesma sensação que a gente. Finalmente vimos o avião encostar e para nossa surpresa era a aeronave plotada com os amigos da Disney, para delírio de todos os passageiros que aguardavam o voo.

Já perdi as contas de quantos voos fizemos com a Camila desde seus 4 meses de idade, e quem acompanha nossos relatos vê que cada um é uma caixinha de surpresas. Como a volta da Colômbia havia sido tensa, dessa vez estava com o Dramin na mochila e preparada para utilizá-lo caso fosse necessário. Entramos no avião, nos acomodamos e logo estávamos bem próximos do início da aventura.

Para nooossa alegria, Camila dormiu 3 horas no voo, ficou bem boazinha assistindo desenhos e brincando no tablet e não deu trabalho algum. O Dramin nem precisou ser utilizado 🙂 Uma vez mais relato o quanto estou preferindo voos diurnos, pois têm sido bem mais tranquilos pra gente. Eu estava muito ansiosa e a viagem me pareceu longa demais, porém ao pisar em solo americano já esqueci todo esse sentimento.

As malas demoraram bastante para chegar e a retirada do carro alugado também foi um pouco lenta devido ao movimento na locadora. Enquanto o Loedi cuidava dessa parte, eu ficava correndo atrás dela que estava fascinada com tanta novidade.

Embarcados no carro, seguimos para nosso apartamento e no caminho fizemos uma parada para o jantar. Como estávamos bem cansados, resolvemos parar num Mc Donald´s que seria uma opção rápida de refeição. Essa foi a primeira ida da Camila ao fast food e ficamos com certo receio dela não comer, além do enorme peso na consciência da mamãe aqui. Mas sabe que um dos aprendizados dessa viagem, para mim, foi relaxar um pouco mais com a alimentação dela? No final deu tudo certo e ela achou o máximo comer nuggets, batata frita e ainda ganhar um brinquedinho dos Smurfs.

Finalmente chegamos ao apartamento e ficamos muito felizes com mais uma excelente escolha de hospedagem. Contarei no próximo post como foi nossa experiência com o Airbnb.

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Orlando pela terceira vez: nosso planejamento

Vou fazer o primeiro post sobre nossa última viagem à Orlando contando um pouco sobre o planejamento, já que recebi alguns comentários e recadinhos pedindo algumas dicas. Ressalto que não sou expert em Orlando, como existem vários sites superespecializados na internet, mas vou compartilhar nossa experiência em nossa terceira visita à cidade americana e destino internacional mais visitado por brasileiros. 

Uma dúvida que sempre surge é: quanto vou gastar numa viagem dessa? E essa é sempre a pergunta mais difícil de responder, principalmente nesse destino, porque vai depender muito do estilo de viagem de cada um e falando especificamente de Orlando, dependerá muito de seu nível de consumismo. E não falo apenas de compras nas superlojas e outlets, mas também sobre as tentações consumistas das lojinhas dos parques, que atiçam a vontade de comprar até de pessoas que não são consumistas como a gente. Vou contar o nosso passo a passo de planejamento, que se aplica a qualquer destino, porém dessa vez como foco na cidade do Mickey. 

A cada tópico, irei citar o valor médio que gastamos por dia, e assim vocês podem ir fazendo as contas de acordo com a quantidade de dias que pretendem incluir na viagem. Mas quantos dias sâo necessários? Eu diria que no mínimo uma semana para compensar o cansaço do voo e o máximo dependerá muito de seu orçamento.  Em nossa primeira vez ficamos 5 dias (já estávamos nos EUA), na segunda foram 7 dias e nessa viagem ficamos 11 dias.

Vamos então aos 5 itens fundamentais para calcular o orçamento de uma viagem à Orlando?

1) Cotar as passagens aéreas

Um dos itens mais pesados do orçamento com certeza será a passagem do Brasil pra lá e isso pode te ajudar a definir quando ir caso tenha flexibilidade de datas. Existem poucas opções de voos diretos para Orlando e como a demanda é alta, os preços costumam ser salgados. Um destino próximo com mais opções é Miami, porém há o deslocamento de aproximadamente 4h e mais os custos envolvidos nisso. Quando fomos em 2014 fizemos essa opção e eu não faria de novo, a menos que fosse ficar uns dias em Miami. 

Um site que tenho usado bastante para pesquisar voos de todas as viagens é o Google Flights. Geralmente busco as melhores datas e preços por lá e depois compro direto no site da companhia aérea. Para essa viagem de abril/2017 o melhor preço que encontrei foi com a American Airlines e com escala em Miami. Os voos diretos estavam muito mais caros. Tivemos sorte de terem alterado a malha aérea e fomos realocados no voo direto da Tam na ida, e a volta foi com escala em Miami. 

  • Valor aproximado por pessoa saindo de Curitiba com taxas: $950,00

2) Hospedagem 

Eis outro universo super complexo para falar sobre preços. Orlando tem muita opção de hospedagem em quantidade e também variedade de opções de casas de temporada, apartamentos, hotéis nos parques, resorts e assim por diante. Você irá encontrar hotéis a partir de 35 dólares e valerá a pena ler muito para descobrir onde ficar. Outro ponto importante a se considerar para escolher onde ficar é saber se estará com carro alugado ou não, ou até mesmo fazer duas simulações para tomar essa decisão um pouco mais adiante. Comentei nos posts de nossa primeira ida a Orlando que se o foco da viagem é apenas parques, vejo que é super possível ficar sem carro desde que escolha um hotel que ofereça transfer. Com crianças, minha opinião é de que a locação de veículo é essencial pois nunca se sabe quais imprevistos podem acontecer. 

O site de reservas que mais utilizei até hoje foi o Booking e nunca tive problemas. Para escolher onde ficar, geralmente leio todos os comentários e tento ver os mais recorrentes para elencar os finalistas. Nessa viagem, havia feito a reserva de um hotel e de última hora resolvi trocar por um apartamento que encontramos via Airbnb, pensando principalmente na maior quantidade de espaco disponível para a Camila brincar. Nessa forma de hospedagem também há muita variedade e os preços são bem atrativos. Além disso, pagamos em reais e parcelado (que maravilha!)

Quando se opta por alugar carro, a localização deixa de ser o principal fator de escolha, pois tudo fica bem mais fácil com uma forma de se locomover. Como sempre opto por cozinhar para a Camila, uma outra busca que faço geralmente via Google Maps, ou comentários de sites de reserva, é saber se há supermercados nas proximidades. Vou relatar aqui o quanto nos dispusemos a pagar por hospedagem, mas ressalto que pode variar muitoooo.

  • Valor aproximado de hospedagem 3 pessoas (Airbnb): $76,00 (por dia)
 3) Locação de carro
Nessa parte eu raramente me envolvo, pois é uma das tarefas que fica sempre com o Loedi. Ele geralmente usa o site Rentalcars e busca as melhores opções. Dessa vez o melhor preço foi na Thrifty. Por causa do carrinho mais as malas, optamos por veículo Plus Size para caber toda a nossa tralha no porta-malas. Também optamos por levar nossa cadeirinha e assim economizar uns bons dólares no aluguel.
  • Valor aproximado da diária: $45,00
4) Alimentação
Outro item superhipercomplexo para cotar preços, rsrsr. Vejo que posso contribuir contando o quanto gastamos no nosso estilo de alimentação em viagens que baseia-se em muito fast food, sanduíches (maior estilo farofeiro) e comidas preparadas no apartamento. Tivemos gastos maiores como carne, frutas e legumes no mercado, porém poucas foram nossas extravagâncias gastronômicas. Nos parques, onde as comidas são mais caras, nossa estratégia era levar sandubas e belisquetes para aguentar o dia todo. Além disso, levávamos garrafinhas de água para evitar gastar 3 dólares a cada vez que desse sede no calorão de Orlando. Nossa única guloseima do dia era um pacotinho de pipoca para alegrar a Camila ($4,50).  As únicas vezes que comemos no parque foram:
– pizza de almoço no Seaworld $18 para nós dois
– jantar no Magic Kingdom (fast food) $48 para nós três
Vocês podem perceber que evitamos ao máximo comer fora, pois esse dólar nas alturas está triste de ver. Mesmo assim, essa foi a viagem aos EUA em que mais gastamos com alimentação, apesar de ainda considerar um valor baixo por dia comparado com algumas pessoas que conversamos.
  • Valor aproximado de alimentação para 2 adultos e 1 criança de 2 anos e 10 meses (por dia): $50,00
5) Escolha dos parques
Em Orlando você encontra muita opção de entretenimento, isso é fato. O mundo da diversão vai bem além dos parques, passando por restaurantes temáticos, lindos campos de minigolf, museu de cera e etc. Com isso, a chance de você concentrar nessas atrações a maior parte de seu orçamento é bem grande. Eu coloco em quinto lugar esse item pois até aqui você já tem uma boa noção de quanto irá gastar em uma viagem como essa. Dessa forma, tendo em vista o quanto você pode ou quer gastar, poderá analisar melhor em quantos parques quer ir.
Para esse item, vale muito a pena buscar pelos combos de ingressos, que proporcionam bons descontos. Os parques do Seaworld para mim são onde melhor se aplica essa regra. Se estiver em seu roteiro o Seaworld+Aquatica+Busch Gardens os ingressos sairão bem mais em conta que cada um deles separado. O cuidado aqui é não se empolgar com o desconto antes de saber se o parque realmente requer mais dias. Um exemplo é a Universal, que para mim um dia é suficiente para fazer os 2 parques (em baixa temporada) e aí acaba não compensando pagar o pacote de 2 dias que a princípio parece ser um bom negócio.
Numa primeira viagem para Orlando, eu listaria os parques que mais tenho vontade de conhecer e os encaixaria nos planos de viagem (foi assim que fizemos em nossa primeira vez). Já nas próximas, iria encaixando aqueles que mais achei legal ou que tem alguma atração nova. Dessa vez, seguimos esse raciocínio. Fizemos Legoland (ainda não conhecíamos), Sea World (nova montanha-russa Mako), Magic Kingdom (acho que esse sempre estará presente em nossos roteiros), Universal Studios (queria ir em uma montanha-russa que estava quebrada na outra vez) e Aquatica (para experimentar um parque aquático) . Ah, Thaís, mas vocês não foram nos demais parques da Disney? Não fomos por dois motivos: o primeiro porque os achei meio sem graça e o segundo é porque encareceria muito nossa viagem. Pense que a grosso modo você gastará $100 por pessoa, por parque e você nos entenderá. Além disso tem o estacionamento (média de $20), mais umas bebidas geladas para o dia e assim vai…. Vontade tenho de ir em todos os parques, porém na hora de colocar tudo na ponta do lápis escolhas são necessárias.
Há empresas que vendem ingressos e parcelam aqui no Brasil, porém nunca usei esse serviço. Compramos os ingressos online do Seaworld para obter o desconto, via aplicativo My Disney Experience para o Magic Kingdom (para podermos agendar os Fast Pass com um mês de antecedência)  e perdemos os descontos do Aquatica por decidirmos ir de última hora. No Legoland compramos na bilheteria pois só havia opção com desconto para o final de semana. Para quem quer fazer a Orlando Eye+Legoland há um combo que vale muito a pena.
  • Valor médio por parque, por pessoa: $90,00

Eu poderia escrever mais um tópico sobre compras, porém como o céu é o limite também para esse tema, preferi deixá-lo de fora. Espero ter dado pelo menos uma ideia de por onde começar a planejar uma viagem para a terra da magia e um norte sobre quanto poderá custar. Se tiverem mais alguma dúvida específica, comentem que terei o maior prazer de fazer parte do seu planejamento.

Em breve postarei as nossas aventuras em Orlando! Bora economizar e viajar 🙂

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Playa del Carmen: Xcaret

Desde que chegamos em Playa del Carmen ficamos na dúvida se visitaríamos o parque Xcaret por conta do preço do ingresso com esse dólar nas alturas. Em nosso último dia por lá, pensamos que mais vale uma experiência do que 100 dólares e assim decidimos visitar o local. Li muitos relatos de viajantes sobre o parque e as opiniões divergem bastante, porém com radicalismo: ou se ama, ou se odeia.

O dia amanheceu bem ensolarado e quente e eu estava super empolgada para ter minha própria opinião sobre essa rede de parques que investe muito em propaganda na região. Os outdoors estão espalhados por tudo e chamam muito a atenção na estrada. O Xcaret fica bem pertinho de Playa del Carmen e em poucos minutos estávamos lá.

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Pegamos o mapa na bilheteria e logo de cara percebemos o tamanho do parque. Passamos pela loja logo na entrada e bem ali demos de cara com araras lindas. Camilinha foi ao delírio ao ver os bichinhos bem de perto.

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Como estava muito quente, nos encontramos no mapa e optamos por seguir a rota que levava ao aquário, para ficarmos na sombra e no ar condicionado e também pra Camila ver os peixinhos que ela tanto gosta.

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No caminho, lagartos, macacos, quatis e mais um monte de bichos. Íamos parando a cada passo pra Camila mandar beijo, dar tchau e chamá-los. Como ela gosta da natureza!

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Nesses primeiros momentos, já estávamos amando o parque (ufa!) e logo encontramos o aquário, que apesar de ser bem fraquinho curtimos por estarmos na sombra. Ficamos por lá um tempo deixando a baixinha se divertir conversando com os peixinhos.

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Saindo do aquário, passamos pelos tubarões e também por um riozinho com tartarugas gigantes (nunca tinha visto tão grandes) e também um tanque com as pequenininhas.

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Já estava na hora do almoço da Camila e resolvemos parar na sombra para dar o papá. O que não esperávamos, é que o cheiro da comida atrairia uma família inteira de quatis, que começaram a nos rondar e eu fiquei histérica, rsrsrs. Tivemos que correr encontrar um lugar mais “seguro” para terminar a tarefa.

Logo após o almoço ela dormiu e eu fui verificar a temperatura da água para fazer uma das atrações mais disputadas: nadar nos rios subterrâneos do parque. Havia lido que a água era super gelada, mas com aquele calorão até achei uma boa opção. Por outro lado, sou muito friorenta e por isso resolvi ir colocar a mão no rio para ver se encararia durante o soninho da Camila.

O cenário é lindo e há várias opções de rotas, com diferentes níveis de intensidade. Cheguei bem pertinho da água, pus a mão e me assustei com quão gelada é. Além disso, fiquei observando a reação das pessoas entrando na água e me contentei apenas com uma selfie ali.

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Voltei e disse pro Loedi que não encararia, mas ficaria com a Camila para ele poder ir, ua vez que ele não liga pra água fria.

Ele pegou o colete salva-vidas (obrigatório e incluso no ingresso) e resolveu encarar a rota mais curta.

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As simpáticas funcionárias da entrada do rio me explicaram onde deveria encontrar o Loedi na saída e assim fui eu passear mais um pouco pelo parque com a Camilinha dormindo gostoso no carrinho.

Após os 40 minutos de nado, nos encontramos e eu estava com bastante vontade de entrar na água. Mas é óbvio que eu queria água quentinha e assim decidimos ir para a área de praia do Xcaret. Ao chegar na parte da lagoa, pensei: que delícia de lugar! Água limpinha, quente, com cadeiras e guarda-sóis para você sentar e curtir a paisagem.

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Ficamos um pouco por ali de resolvemos ir para a praia, que fica bem ao lado da lagoa e aí sim estava o lugar onde eu queria ficar horasssss. Mar caribenho, cadeiras, sombra, água deliciosamente quente e ainda umas bóias para curtir o mar.

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Camilinha estava super empolgada com tudo e foi uma delícia vê-la correndo, chutando a água, comendo areia, rsrsrsr. Passamos momentos maravilhosos por ali e tivemos certeza de ter feito uma excelente escolha passar nosso último dia de viagem no Xcaret.

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Como foi agrádavel essa experiência! Foi a chave de ouro para fechar mais uma viagem em família. Saímos da praia quando a Camila estava muitooo coberta de areia e fomos procurar um lugar para dar um banho nela e ainda curtir mais atrações do parque.

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Fomos ver os passarinhos, as borboletas e mais alguns bichos para finalizar nosso dia. Dá-lhe mais caminhada empurrando carrinho.

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É claro que vocês devem ter notado que a-ma-mos o passeio! Recomendo a visita ao Xcaret estando com bebês ou não. O dia foi super agradável tanto para nós quanto para a Camila, que capotou no caminho de volta de tanto que agitou por lá.

Além do que contamos por aqui, o parque oferece nado com golfinhos, tubarões e mais um monte de atrações pagas à parte. Não ficamos para o show de encerramento, que muitos relatam como o ponto alto da visita. Mesm0 assim, saímos pensando que os quase 100 dólares de entrada valeram a pena 🙂

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Aluguel de carro em Cancún: nossa experiência positiva

Dentre os maiores receios de nossa viagem ao México estava o medo de cair em algum golpe da polícia com o carro alugado. Se você digitar no Google esse tema, encontrará uma série de relatos negativos sobre o assunto. Se você conversar com pessoas que voltaram de lá e optaram por essa opção de transporte, também é provável que ouça algo negativo. Chegamos até a cogitar desistir do carro, mas definitivamente com bebê acho a mobilidade essencial.

Uma vez que essa sim seria nossa opção, começamos a ler tudo que encontrávamos na internet e aos poucos fomos juntando os motivos das pessoas levarem multas e no primeiro lugar figurava o excesso de velocidade. Outras razões eram estacionar em lugar proibido, conversões em locais inadequados, dirigir na contra mão, dentre outras. Nosso lema para prevenção foi nada mais do que deveríamos fazer inclusive aqui no Brasil: respeitar as placas de trânsito.

Retirada do carro:

Locamos com a America e além de demorarem para nos pegar no aeroporto (as locadoras ficam fora), não tinha a categoria de carro que havíamos pago e tivemos que ficar com um menor. A cadeirinha era velha, muito encardida e o atendimento demorou mais que no Brasil (argh!) Fizemos a vistoria de noite, e como tínhamos lido relatos de golpes nessa fase, o Loedi olhou o carro detalhadamente com a lanterna para evitar transtornos na devolução. Mal tínhamos chegado no México e o funcionário da locadora já veio na maior cara de pau pedir uma “propinita”.

Dirigindo pela estrada Cancún-Tulum:

A estrada que liga o aeroporto até Tulum, passando por Playa del Carmen é excelente e as placas são enormes. É muito fácil e simples dirigir por lá e GPS é desnecessário.

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Além disso, é uma reta só e assim começamos a entender o porquê de tantas multas e golpes da polícia. Aqui no Brasil, geralmente a velocidade permitida nas estradas é a mesma por bons trechos. Lá na Riviera Maya, as placas são muito doidas. Num momento você tem 70km/h , dali a 50 metros a velocidade muda para 40 km/h, mais uns 50 metros reduz para 30km/h e um pouco mais pra frente volta para 70km/h. E nesse intervalo, aparecem na estrada uns 3 carros de polícia bem de olho nos carros alugados que não cumprem essas regras.

Nesse primeiro trecho já notamos a presença forte dos policiais, e durante toda nossa estadia isso foi uma constante. Para evitarmos problemas o lema foi seguir a velocidade máxima permitida pelas placas. Enche o saco você ver aquela estrada lisinha e duplicada e ter que andar a 40km/h? Sim, enche! Mas garanto que é melhor se adequar às leis do país do que ter que pagar propina para o policial ou multas por descumprí-las. Enche o saco você ver os locais andando a 100km/h e você a 30km/h? Sim, enche! Mas também não custa nada você se adaptar e não ter perrengues em suas férias.

Já nesses 55 km iniciais de Cancún para Playa del Carmen pudemos entender um pouco do que seria dirigir por ali e nos demais dias nosso comportamento foi o mesmo: seguir as placas! Passamos muitíssimas vezes pelos postos policiais e nunca fomos parados.

Em relação à estacionar, também sempre ficamos muito atentos com as placas e sinalizações nas calçadas.

Devolução do carro:

Lembro que quando estávamos chegando na locadora para devolver o carro, já comemoramos o fato de termos tido uma experiência positiva de locação em Cancún. Para fechar com chave de ouro, só faltava dar tudo certo com o check-list final e felizmente assim foi.

Enquanto aguardávamos a van para nos levar ao aeroporto, conversamos bastante sobre tudo o que havíamos lido x o que tínhamos vivenciado e assim que surgiu a ideia de registrar esse post com a seguinte mensagem: sim, é possível uma experiência positiva de aluguel de carro em Cancún! O segredo? Seguir rigorosamente o que a lei exige e estar sempre atento à sinalização.

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Ruínas de Tulum com bebê

O perrengue do dia anterior+um dia chuvoso quase foi a desculpa para ficarmos o dia todo só na pousada curtindo a folga. Mas, como vocês já me conhecem um pouquinho, é claro que não ficamos com essa alternativa. Já que o dia não daria praia, optamos por encarar a viagem de 70 km até Tulum, onde há um famoso sítio arqueológico maia.

Farei um post sobre como é alugar carro por lá e também minhas impressões sobre dirigir na Riviera Maia, mas aqui já adianto que tudo é extremamente bem sinalizado e a estrada é ótima. Portanto, chegar em Tulum foi moleza!

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O estacionamento é pago e logo que você chega encontra um monte de lojinhas de artesanato, souvenirs e restaurantes. Se precisar ir ao banheiro, espere chegar próximo à entrada do sítio arqueológico que além de ser mais limpo do que o da entrada, é grátis.

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O que me chamou a atenção por ali, foi a quantidade de vendedores oferecendo repelente “principalmente para a bebê”, eles diziam. Como este programa não estava em nossos planos iniciais, eu não tinha lido nada sobre o lugar para saber se tratava de pegadinha (vivia em constante estado de atenção com medo de levar golpe) ou se realmente era necessário. Por outro lado, por mais que fosse preciso usar repelente na visita, quem me garantiria a procedência do produto por ali, para a sensível pele da Camila?Os mosquitos me amam e resolvemos encarar sem nada. Caso eu fosse mordida, seria sinal de que a coisa era séria e assim tentaríamos usar o cheiro do protetor solar para espantar os mosquitinhos.

Para chegar à bilheteria das ruínas é necessário uma pequena caminhada, ou pagar por um “trenzinho”. Nós preferimos ir andando.

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Eis que ali na bilheteria, encontramos uma outra família passando repelente num bebê um pouquinho maior que a Camila. Usei toda a minha cara de pau e pedi um pouco emprestado para garantir nossa tranquilidade, mesmo não tendo sido picada até o momento. Os mexicanos muito simpáticos nos deram um pouco do produto e assim nossa baixinha estava protegida.

Iniciamos a trilha até as ruínas e a acessibilidade nos surpreendeu positivamente. Ir com carrinho é totalmente possível e recomendável.

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Tulum é um sítio arqueológico onde havia uma cidade maia murada localizada na costa do mar do Caribe. Como já era esperado, o maridinho iria parar em cada plaquinha para ler a história das construções. Enquanto isso, eu corria atrás da Camila que ficou maluquinha com tanto espaço pra correr e tantas pedrinhas pra brincar.

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O Loedi sempre me enche o saco de eu ficar perguntando pra ele o que era isso, o que era aquilo, todas as vezes que visitamos lugares históricos, hehe. Sorte que ele é bonzinho e sempre vai fazendo a narração histórica pra mim. Apesar de eu não ler tudo, gosto de imaginar que um dia pessoas ali viveram, que histórias de vida passaram por ali e dou uma viajada no tempo tentando reconstruir o cenário. Dessa parte eu realmente gosto!

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Por ser o único sítio arqueológico mexicano localizado à beira-mar, é claro que a parte mais lotada de turistas é de onde se tem a vista para a praia. É lá também que estão as ruínas da construção mais importante do sítio. Porém por ali é possível ver nitidamente o estrago causado pelo sargaço. O mar azul turquesa que vemos nas fotos da internet se tornou marrom de algas até bons metros longe da costa.

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Mesmo com esse detalhe, super recomendo a visita às ruínas de Tulum por que você levará no máximo 2 horas por lá  e pode conciliar esse passeio com outro. Para quem não é tão fã de roteiros históricos, Tulum é legal na medida. Ficamos bem felizes de termos escolhido ir até lá e o dia nublado foi perfeito! Com o sol forte na cabeça, não creio que teria sido fácil com a Camila.Portanto, caso esteja planejando viajar para a Riviera Maia e tenha algum dia chuvoso ou nublado, Tulum é a melhor opção!

E para quem ficou curioso sobre os mosquitos, eles só apareceram no caminho de volta para o carro (ufa!!!), mas mesmo assim recomendo levar repelente para evitar qualquer contratempo 🙂

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Uma voltinha em Cancún

Após o perrengue em Isla Mujeres, decidimos dar uma voltinha em Cancún para pelo menos termos uma foto num dos lugares mais fotografados de lá. Ao chegarmos na avenida principal da zona hoteleira, tivemos certeza de que fizemos uma excelente escolha ao ficar em Playa del Carmen. Essa parte turística da cidade resume-se a um hotel ao lado do outro, com alguns shoppings nas redondezas e foi só isso que conseguimos ver.

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É claro que a avenida é linda, cheia de coqueiros e bonitos jardins, com excelente sinalização. Muito diferente da Cancún que vimos fora dessa região beira-mar. E por falar nele, já tinha lido que em Cancún o acesso às praias para quem não está hospedado por ali é difícil e nessa rápida volta não conseguimos ver nenhuma placa de acesso ao mar.

Só avistamos o mar quando chegamos à Playa Delfines, uma das mais famosas da região e onde fica o letreiro de Cancún, lugar super disputado para uma fotografia. Claro que paramos para ter nosso registro de passagem pela cidade.

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O lugar é lindo mesmo, mas não descemos na praia. Ficamos apenas de longe observando o maravilhoso mar azul e tirando muitas fotos.

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Não sei se fomos onde deveríamos ter ido em Cancún, mas por essas horinhas que passamos por ali não vi nada além dos resorts que justificasse a estadia nesta região. Playa del Carmen não é uma cidade linda e charmosa fora da Quinta Avenida, mas por lá sentia que realmente estava conhecendo um novo país. Já a diferença entre a zona hoteleira de Cancún e os EUA fica apenas na escrita das placas e outdoors.

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Isla Mujeres (com direito à perrengue)

Em nossa busca por praias sem algas, resolvemos ir até Cancún e pegar o ferry que faz a travessia para Isla Mujeres. Optamos pelo Puerto Juarez, onde há estacionamento coberto e uma excelente infraestrutura para o embarque.

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Nosso humilde plano era caminhar até Playa del Norte, que tem mar piscininha, montar nossas cadeiras e guarda-sol e assim curtir mais um delicioso dia no México. Os ferries partem de meia em meia hora . Sendo assim, aguardamos alguns minutos na fila com toda nossa tralha e logo embarcamos.

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O ferry é super confortável, com delicioso ar condicionado e além de tudo tem uma vista maravilhosa do mar de Cancún.

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A viagem é bem rápida e ao desembarcar você dá de cara com um monte de lojinhas, vendedores de passeios e bugigangas. Como nossa meta era ficar apenas num lugar, iniciamos nossa caminhada num calor infernal! Eis que aqui se iniciava mais um perrengue de viagem, rsrsrs.

Imagine a gente com isopor+cadeira+guarda-sol+mochila e mais a Camila pra carregar num sol escaldante!!! Sim, sim, foi ideia de jerico, mas nós não tínhamos nos tocado que faria tanto calor na ilha.

Após uns 15 minutos de caminhada, com algumas pausas para recuperar o fôlego, finalmente encontramos a praia linda e sossegada que buscávamos.

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Loedi se encarregou de montar nossa estrutura, enquanto eu aguardava na sombra com a Camila e logo já estávamos instalados 🙂

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Porém, minutos após nos sentarmos, a Camila começou a chorar deseperadamente (algo raro de acontecer) . Num primeiro momento, pensamos que era fome e logo fomos servir seu almoço. Ela não quis comer (fato raro 2) e berrava. Nem na piscininha ela queria ficar. Tentamos de tudo para acalmá-la, porém logo chegamos à conclusão de que o calor estava judiando dela, pois realmente estava muitooo quente.

Não pensamos duas vezes para retirar nosso kit da praia e correr em busca de um chuveiro para dar um banho nela e ver se acalmava. Assim iam por água abaixo nossos planos de curtir aquele mar piscininha ali da frente 😦

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Corri em busca de um chuveiro e no caminho comecei a ver placas informativas sobre os riscos do calor extremo da ilha. Há alertas por todos os lados e logo tivemos certeza que o incômodo da baixinha tinha grandes chances de estar relacionado às altas temperaturas. Felizmente encontramos uma ducha numa lojinha de aluguel de carrinho de golfe, em um lugar super precário e só com água gelada, mas era o que tinha.

Essa foi a hora do superpapai ter coragem de colocar a menina aos berros debaixo do chuveiro, ouví-la berrar mais ainda por conta da água gelada e a mamãe nervosa só ficar lá no canto ajeitando as coisas e torcendo para que tudo desse certo.

Para nossa alegria, assim que saiu do chuveiro e que a colocamos numa cadeira improvisada para trocá-la, a Camila já parecia estar bem melhor!

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Pegamos o primeiro ferry de retorno para Cancún, e após o banho gelado nossa bonequinha já estava de volta à seu estado normal. Ufa!!! Que susto e que perrengue!

É Camilinha, teremos muitas histórias pra te contar quando você crescer, rsrsrs

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Pra fazer do limão uma limonada, aproveitamos nossa volta antecipada para dar uma voltinha em Cancún, mas isso contarei no próximo post.

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