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Playa Blanca: a praia caribenha de Cartagena

Se tem dois passeios que vão te oferecer o tempo todo em Cartagena esses são Playa Blanca e Islas del Rosario, as únicas praias nas redondezas com o mar cor de Caribe que muitos sonham em conhecer. O segundo destino já havíamos descartado por requerer deslocamento com barco, mas a outra praia ainda não tínhamos tirado dos planos por ser acessível também por terra. O meu receio era em relação à Camila. Como ela se comportaria no ônibus, e se quisesse ir ao banheiro no meio do caminho, e se surtasse na praia e não tivéssemos como ir embora, e se, e se, e se…..Como no dia anterior ficamos mais de 12 horas fora do apartamento direto e sem nenhum inconveniente, o Loedi me encorajou a encarar a aventura e assim decidimos agendar nosso transfer terrestre para Playa Blanca, que fica localizada à uma hora de Cartagena.

Você lerá relatos super positivos e extremamente negativos sobre esse destino, mas mais uma vez ressalto a importância de se alinhar a expectativa antes de ir. O preço do passeio é praticamente tabelado entre 40 mil e 45 mil pesos colombianos, com almoço incluído. Reservamos numa agência que nos informou que o horário de partida seria 7:10h da manhã, mas o transporte atrasou e fomos sair um pouco depois das 08 horas.

O veículo que nos levou era um microônibus bem apertadinho e viajar nós 3 no banco não foi confortável. Sorte que o trajeto era curto!

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O caminho para chegar à praia lembra alguns destinos nordestinos, sem nenhum estrutura e com muita improvisação. O estacionamento fica bem próximo à entrada do local onde ficam os restaurantes e barracas. Eu já não iria provar o almoço incluso porque sou super chata com comida, e ao ver as condições das instalações tive mais certeza ainda que não arriscaria, hehe.

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Caminhamos um pouco na areia e quando avistamos o mar pensamos: ainda bem que decidimos vir até aqui! Os lindos tons de verde e azul contrastando com a areia branquinha era tudo que eu esperava de Playa Blanca!

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Como os transfers terrestres chegam antes que os barcos, quando chegamos a praia ainda não estava cheia. Dessa maneira, conseguimos alugar cadeiras e guarda-sol bem perto do mar e fomos muito bem recebidos pela Sra Maria. Os preços em Playa Blanca são bem mais altos que em Cartagena, mas nada tão exorbitante.

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Aquele mar lindo, calmo e quente é minha definição quase perfeita de praia! Camila ficou doidinha vendo os peixinhos passar e não queria sair da água. Reforçando constantemente o protetor solar, até que deixamos ela brincar bastante tempo por lá. Para dar alguns intervalos, construimos vários castelinhos na areia para distraí-la na sombra e ela também curtiu um monte por ali. Contemplando a paisagem, só repetíamos: que mar é esse!!!

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Mas Thaís, li em vários lugares que a praia é lotada, entupida de gente, cheia de vendedores enchendo o saco e com muitos barcos chegando e saindo ao mesmo tempo. Isso é verdade? Sim, pessoal! Tem tudo isso por lá mesmo, e quanto mais tarde vai ficando a lotação vai aumentando. Porém, como chegamos cedo e conseguimos um bom lugar pra ficar, estávamos na “primeira fila” para o mar e quase nem víamos a lotação. Nossa localização também não atraia tantos vendedores, que preferiam ficar onde havia maior concentração de gente. Usamos bastante o “no, gracias”, mas nos incomodamos menos que em Bocagrande. O movimento dos barcos também é intenso, mas eles chegam e saem tão rápido que nem atrapalharam muito. Esses foram os pontos negativos de Playa Blanca, mas aquele mar que estava bem à nossa frente nos fazia esquecer totalmente desses pormenores.

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Curtimos muito nosso dia em Playa Blanca e recomendo o passeio. Muito bom poder aproveitar o calorão da região com essa linda paisagem.

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O horário combinado para sairmos era 15:15h e pouco antes do horário fomos procurar um lugar pra dar uma limpada na Camila. A infraestrutura da praia é precária e não existem duchas por lá. A alternativa que oferecem é a venda de galões de água. Como essa era a única opção, foi assim que demos um “banho” na Camila.

Seguimos a trilha de volta e logo estávamos no busão para voltar à Cartagena.

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A baixinha capotou assim que entrou no ônibus e nós pudemos ir conversando sobre o quanto foi legal essa experiência. Antes de escurecer já estávamos de volta e prontos para descansar após mais um delicioso dia em terras colombianas 🙂

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A lindíssima Cidade Amuralhada de Cartagena

Resolvemos aproveitar o dia 25/12 no ponto turístico mais famoso de Cartagena das Índias: a Cidade Amuralhada. Nosso táxi parou bem em frente à Torre do Relógio, que é a entrada principal do centro antigo e que merece uma parada para a foto.

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Como chegamos cedo e ainda por cima num domingo de feriado, encontramos a região bem vazia e foi bem gostoso poder aproveitar a cidade sem muvuca. Logo de cara, ficamos impressionados com o estado de conservação das construções super antigas e só tivemos mais vontade de sair andando para conhecer mais do local.

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Procuramos pelo centro de turismo para procurar um mapa, porém não o encontramos e também não fizemos questão de procurar muito. Percebemos que andar sem rumo seria bem divertido, e Loedi nem estava tão eufórico por história como costuma ser. Nosso plano então foi caminhar, caminhar, caminhar, e assim curtir a deliciosa vibe da Cidade Amuralhada.

O primeiro ponto em que paramos foi a charmosa Plaza San Pedro Claver, onde há uma igreja com o mesmo nome, várias esculturas decorando o local e também muitas pombas, para a alegria da criançada!

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Após um tempo por ali, nos enfiamos nas ruelas observando as lindas sacadas das casas, as flores enfeitando a fachada, o incrível colorido das construções. A única coisa que estranhamos foi a permissão para o tráfego de carros na região, que atrapalha um pouco o exercício da contemplação uma vez que as calçadas são bem estreitas. Para nós que estávamos com o carrinho, a atenção tinha que ser redobrada, mas nada que atrapalhasse o passeio.

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Quando você acha que a paisagem está ficando parecida, encontra uma igreja, ou uma praça que te faz dizer várias vezes: que lugar massa!

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O calorão após as 10h da manhã era muito intenso, e para refrescar há vários ambulantes nas ruas que vendem frutas picadas (deliciosas), bebidas, suco de limão, água de côco e muitas outras opções. Os preços variam muito, mas ainda assim não são tão caros. Teve momentos em que entramos em alguns supermercados apenas para aproveitar o ar condicionado e dar uma refrescada. Para o almoço da Camila também fizemos esse esquema.

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E já que não tinha condições de continuarmos caminhando com as altas temperaturas, procuramos um restaurante com boa aparência e entramos para passar um tempo num clima agrádavel e também para almoçar. Ficamos quase duas horas no restaurante/lanchonete La Brioche, tomando sucos bem gelados e comendo um hamburguer delicioso. Após o descanso, fomos ao Parque Centenário em busca de ver o famoso bicho preguiça que vive por lá. Encontramos o bichinho, mas ficamos tão decepcionados com o estado de conservação do lugar que nem lembrei de tirar fotos. Nessse intervalo a Camila já havia capotado no carrinho e nós aproveitamos para curtir mais um tanto de ar condicionado em uma sorveteria.

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Ficamos o dia todo nesse vai e volta delicioso pela Cidade Amuralhada, sem mapa, sem roteiro, sem nenhuma pretensão que não fosse aproveitar aqueles momentos maravilhosos. Ainda não estávamos satisfeitos porque faltava o passeio obrigatório pelas muralhas, para ver a cidade de outra perspectiva. Aguardamos até o sol baixar para não estar tão quente e também para podermos ver o pôr-do-sol.

Encontramos uma das entradas e logo estávamos caminhando pelas muralhas, com a linda vista das casinhas lá embaixo. Além disso, a brisa do mar refrescava as ainda altas temperaturas amenizando um pouco de nosso cansaço.

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Essa parte da muralha é totalmente acessível e bem fácil de se virar com o carrinho por ali. Mas nessas alturas no campeonato a baixinha queria mais é correr e subir em tudo que via pela frente. A paisagem por lá  é linda para qualquer lado que se olhe, seja pro mar, seja pros prédios de Bocagrande ou até mesmo para a construção em si.

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O point por ali é o Café del Mar, lugar perfeito para apreciar o pôr-do-sol com um visual incrível. Como estávamos na ativa desde muito cedo, não fizemos questão de sentar lá para viver essa experiência, porém entramos na propriedade para garantirmos uma lembrança de um dos locais mais fotografados de Cartagena.

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Vocês devem estar perguntando, mas e o pôr-do-sol ? Não vimos o espetáculo completo, mas o pouco que vimos já nos deixou extremamente felizes por termos encarado a maratona do dia e ter aguardado até esse horário.

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A dica para curtir a Cidade Amuralhada é chegar cedo e evitar os horários mais quentes, que são insuportáveis até para quem ama o calor, como eu. Em nossa estadia na cidade voltamos outra vez para essa região, pois o Loedi queria visitar o Museu da Inquisição. Chegamos, visitamos o local, fomos ao Parque Centenário para a Camila ver os bichinhos e não tivemos mais condições de aproveitar o passeio por dois motivos: as ruas lotadas e o calor! Ainda bem que tínhamos aproveitado bem na primeira visita 🙂

Cartagena tem mais atrações que a Cidade Amuralhada, porém, para mim, a viagem valeria a pena mesmo se só tivesse essa opção. Um lugar lindíssimo, bem conservado, com total estrutura para o turismo e uma vibe indescritível.

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Cartagena: praia de Bocagrande

Como nossa estadia em Cartagena era longa pelo que a cidade oferece (ficamos 1 semana), tínhamos bastante folga no tempo e assim fizemos tudo sem a menor pressa. Nossas expectativas para o destino não envolviam praia, pois as mais bonitas ficam afastadas, sendo acessíveis por barco e eu não estava disposta a encarar essa aventura sendo que quase todos os relatos que vi falavam de mar agitado na volta. Minha restrição nem era só por causa da Camila, mas também por mim que enjoo muito fácil nesse tipo de viagem. Outro ponto que não ajudava era que as fotos que vi da Islas del Rosario (um dos passeios mais famosos lá) não me faziam ter vontade de enfrentar as 2 horas mar adentro.

Alinhamento de expectativas foi um tema que nós conversamos muito nessa viagem e Cartagena é mais um destino que requer atenção para esse ponto. Pesquisei bastante sobre a cidade antes de embarcar e estava bem claro pra mim alguns pontos que compartilho com vocês após nossa volta:

  1. Cartagena não tem praias urbanas bonitas nem com mar azul bebê
  2. Em Cartagena não há aquele silencioso maravilhoso nas praias como alguns destinos caribenhos
  3. O forte de Cartagena não são as praias, apesar de ter algumas bonitas
  4. O auge do destino é a “Cidade Amuralhada”
  5. 4 dias são suficientes para fazer o basicão (Playa Blanca, Islas del Rosario, Cidade Amuralhada e mais um city tour com outros pontos turísticos como o Castelo de San Felipe de Barajas e o Convento La Popa)
  6. Se você ficar mais de 4 dias na cidade, há opções de bate-volta para algumas cidades e parques nacionais.
  7. Há muitos vendedores por todos os lados, de tudo o que você possa imaginar

Mas porque toda essa introdução? Apenas para dizer que fomos já planejados mentalmente para tudo que iríamos encontrar, portanto não nos frustramos com nadinha! Tive contato com vários posts de pessoas criticando algum dos itens acima na cidade, e não queríamos chegar lá com esse olhar. Dessa forma, tudo fluiu muito bem e nos surpreendemos positivamente com o destino uma vez que já sabíamos o que esperar 🙂

Uma coisa que nos chamou a atenção mesmo já esperando foi o calor! É muito quente lá e dessa forma, tivemos que incluir algumas idas a praia em nossa semana para amenizar a situação. Além disso, como ficamos hospedados com vista para o mar, desde que chegamos a Camila acordava, corria para a janela e ficava fascinada de ver o mar, os barcos, os passarinhos…

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E por que não caminhar 15 minutos e desfrutar da praia dos locais? Já fomos sabendo que não encontraríamos em Bocagrande o mar azul como o de Curaçao, porém encontramos cadeiras e guarda-sóis para alugar por um preço camarada, fomos super bem recepcionados pelo rapaz responsável pela região que ficamos, estávamos a poucos metros das águas quentinhas do mar de Cartagena e pudemos assim curtir deliciosos momentos em família.

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Camila foi ao delírio e curtiu muito estar na praia. Cuidamos bem do protetor solar e a deixamos brincar muito revezando água e areia. Foi bem legal vê-la tão feliz de estar ali 🙂

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E os vendedores ambulantes, enchem o saco mesmo? Olha, quem já foi para as praias mais movimentadas do Nordeste vai se sentir como estivesse lá. É gente te oferecendo de tudo que se possa imaginar! Como já sabíamos que seria assim, afiamos nosso espanhol e só dizíamos “no, gracias” Pra que se estressar à toa nas férias? Aliás, comparações com o Nordeste são várias, até os “repentistas” colombianos aparecem por lá. Como amamos essa região do Brasil, nos sentimos em casa na praia de Bocagrande.

É claro que não sairíamos do Brasil apenas para conhecer a praia dos locais de Cartagena, mas como tínhamos tempo de sobra essa foi uma excelente experiência. Para terminar o dia, experimentamos o delicioso sorvete da Mimo’s e logo voltamos para o nosso apartamento.

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É, pessoal… O alinhamento de expectativas em viagens faz toda a diferença! Tivemos um dia maravilhoso justamente por ir esperando aquilo que o local oferecia. Se você tiver dias de sobra em Cartagena e estiver disposto a viver um dia de local, super recomendo uma ida até a praia de Bocagrande. Se quiser silêncio, mar azul e praia bonita, nem adianta aparecer por lá.

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Cartagena: primeiras impressões e um grande susto pra começar a viagem

Escolhemos um apartamento na região de El Laguito, próximo ao bairro de Bocagrande (região com mais prédios altos e modernos da cidade), contrariando todas as recomendações que lemos sobre a quase que “obrigatoriedade” de escolher uma hospedagem dentro da Cidade Amuralhada que é o principal atrativo turístico de Cartagena. O que nos levou a optar por essa região foi o preço e também a facilidade e rapidez de acesso à parte histórica.

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Essa região é repleta de comércio, restaurantes, mercados e ambulantes! Aliás, umas das primeiras impressões que se tem na cidade colombiana é a quantidade de gente tentando te vender tudo que é possível. Mas quer saber? Nem achei tão chato quanto li em alguns relatos. Basta dizer um bom “no, gracias” que a maioria não te encherá o saco.

Em nosso primeiro dia, acordamos bem cedo e fomos em busca de um lugar para tomar café e também fazer compras, uma vez que ainda não tínhamos nada em nosso apartamento. Eis que nossa primeira manhã em Cartagena se transforma em uma das mais desesperadoras de nossas vidas….

Encontramos uma padaria bem bacana, com grande variedade de pães e doces e resolvemos sentar por ali. De repente, Loedi enconsta no copo de café quente que cai sobre a Camila. Foram os momentos mais tensos de nossas vidas enquanto pais, ver a menina chorando, sem entender bem o que estava acontecendo e outros sentimentos que prefiro nem lembrar para escrever aqui.

A solidariedade dos colombianos foi incrível e em segundos todos que estavam na padaria ficaram ao nosso redor tentando ajudar. Eu estava em prantos, chorando tanto quanto a Camila e felizmente o Loedi se manteve calmo o bastante para raciocinar e pensar que tínhamos que correr para o hospital. E foi isso que fizemos! Pegamos um táxi e logo estávamos no hospital Bocagrande.

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Recebemos excelente atendimento e para nosso alívio o susto foi maior que a queimadura. Nunca irei esquecer a enfermeira que ao me ver chorar me abraçou e disse: “fique tranquila, sua filha está bem e não foi nada grave”. O atendimento ali recebido fez a diferença e só assim consegui me acalmar.

Após um tempo em observação, foi dada a alta para a baixinha e apenas a recomendação de aplicarmos uma pomada que eles nos deram. Pegamos um táxi de volta para o apartamento e ficamos tentando nos recuperar emocionalmente do grande susto. A Camila já estava super bem e parecia ter esquecido o que aconteceu. Loedi estava ainda lidando com o sentimento de culpa e eu meio abobada perante a situação. Foquei em pensar positivo, em pensar que nossa viagem estava apenas começando e propus voltarmos aos planos iniciais e ir ao mercado. Ficar ali no apartamento não ajudaria em nada…

E assim seguimos nosso dia, indo ao mercado, almoçando no shopping e tomando um sorvetinho para refrescar o calorão e a alma.

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Deixamos a Camila dormir bastante de tarde, nós também tiramos um cochilo e pra fechar o dia a levamos na piscina do condomínio.

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Pra um dia como esse, até que aproveitamos nossa ambientação em terras colombianas. Que bom que hoje trata-se apenas de mais uma história de nossas aventuras em família e que felizmente teve final feliz 🙂

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Chegando em Cartagena

Após adiar nossos planos várias vezes, finalmente chegava a hora de conhecermos mais uma país inédito na América do Sul: a Colômbia, mais especificamente a cidade de Cartagena das Índias que já constava em nossa wishlist há tempos. Conseguimos bons preços de passagens em julho/2016 e desde então contávamos as horas para embarcarmos.

A viagem começou com emoção, uma vez que quando fomos buscar nossos novos passaportes descobrimos que não estavam prontos para nosso embarque no dia seguinte (devido a problemas na Casa da Moeda). Após o desespero com a notícia, nos tranquilizamos ao saber que seria possível a emissão do passaporte de emergência e foi com esse documento que viajamos.

A Colômbia permite a entrada de brasileiros apenas com o RG, porém deve ter no máximo 10 anos de emissão. Em nosso caso utilizar o RG não seria possível por isso que precisávamos do passaporte.

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Nossa opção de voos foi Curitiba-São Paulo -Bogotá – Cartagena, numa jornada que durou cerca de 15 horas. Foi a primeira vez que encaramos 2 conexões com a Camila e foi mais tranquilo do que imaginávamos. Uma vez mais, ficou muito excitada com o “avião grandão”  e não dormiu no voo mais longo (GRU – Bogotá), porém ficou bem boazinha curtindo os desenhos do avião e o Ipad.

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Já ao chegarmos em Bogotá, logo que a colocamos no carrinho para passar pela imigração, a baixinha capotou. Nos surpreendemos positivamente com o aeroporto El Dorado de Bogotá e principalmente com a cordialidade do povo colombiano. Fomos orientados com muita simpatia sobre o caminho para a conexão e pra nossa surpresa, foram super gentis ao permitirem que deixássemos a Camila dormindo no carrinho ao passar no Raio-X.

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Nos dirigimos para a sala de embarque e logo fomos chamados como prioridade para entrar no avião rumo à Cartagena. Na Colômbia, consideram como prioridade crianças até 5 anos de idade sendo que aqui no Brasil é até 2 anos. Mesmo com todo o trajeto e barulho, Camila seguia dormindo e assim foi até chegarmos ao nosso destino final.

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O aeroporto de Cartagena é pequeno, porém muito organizado. Pegamos nossas malas, trocando alguns dólares na casa de câmbio na saída do embarque (péssima taxa, diga-se de passagem) e logo pegamos um táxi, que é a melhor opção para se deslocar até o hotel. Os preços dos táxis oficiais são tabelados e logo no final da fila há um guichê que te entrega um papelzinho com o valor final da corrida.

Em menos de meia hora chegamos a nosso apartamento e prontos pra descansar após a longa jornada. Estávamos exaustos, mas a Camila estava super feliz de ter finalmente chegado à Cartagena.

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Apesar da diferença de fuso, o ritual do soninho nem foi tão difícil após a maratona de 15 horas de viagem. Não via a hora de descansar para poder curtir com minha família mais um destino inédito. Acompanhem como foi nossa aventura nos próximos posts.

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Carnaval em Buenos Aires: parte 4 – Tigre e Parque de la Costa

Existem cidades que vivem de seus arredores, como as capitais do nordeste brasileiro, por exemplo. Existem outras que se garantem sozinhas, como é o caso de Buenos Aires, que tem atrações inéditas e deliciosas para vários dias sem que haja a necessidade de se fazer day trips para preencher a agenda.

A day trip mais famosa partindo da capital argentina é para a cidadezinha de Tigre, que fica a menos de uma hora de Buenos Aires. A pouca distância somada à facilidade de transporte  é um convite para esse passeio.

Existem várias maneiras de se chegar até lá: trem convencional, trem turístico, carro ou ônibus. Nós optamos pelo Trem de La Costa que é o turístico devido ao tamanho da fila que havia para o trem tradicional, que é mais barato.

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Os trens que vão para Tigre partem da estação Retiro. Para pegar o Tren de la Costa é necessário ir até a estação Mitre e lá seguir para Maipu, que é o ponto inicial.  Super fácil!

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Ao chegar em Mitre, é só seguir as placas para o guichê de vendas de tickets. Prepare-se para ver uma estação muito louca, cheia de quinquilharias, antiguidades e cheiro de museu.

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Logo o trem chegou e garantimos lugares sentados para nossa viagem. Felizmente havia ar condicionado para minimizar o calorão.

Em menos de 40 minutos chegamos ao ponto final, que fica bem na entrada do Parque de la Costa, que seria a primeira atração que iríamos visitar. Adoro parque de diversões e por isso tive a coragem de encarar a enorme fila debaixo do sol escaldante de Tigre. Lá estava mais quente que em Buenos Aires, urgh!

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Se a fila da entrada estava assim, imagina a dos brinquedos. Para nossa sorte, lá dentro

não estava tão cheio. Pelo menos as atrações mais radicais não tinham tanta fila.

De cara já fomos na maior montanha-russa, que é igual à Fire Whip do Beto Carrero.

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Após esse brinquedo, descobrimos que tinham poucas atrações que nos interessavam. Fomos em mais alguns e logo estávamos de saco cheio. O calorão, as filas e os altíssimo preços de comidas e bebidas contribuíram pra isso. Um parque mais simples que o Beto Carrero, é o que se pode esperar do Parque de la Costa.

Saímos de lá e fomos caminhar na beira do rio Tigre, de onde partem os passeios de barco que são a principal atração da cidade e que nós não quisemos fazer. Apenas caminhamos observando a linda orla da cidadezinha lotada de gente.

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Olho para as fotos de lá e só consigo me lembrar do calor insuportável! Procuramos por todas as sombras possíveis para que conseguíssemos ir para outra atração imperdível de Tigre: o Puerto de Frutos, que é uma mistura de feira de artesanato, com praça de alimentação e vários tipos de lojinhas.

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Tomamos um suco refrescante por ali e seguimos para a estação de trem para retornarmos à Buenos Aires antes que a multidão resolvesse ter a mesma ideia. Era feriado e tudo estava muito cheio, portanto o melhor seria antecipar a volta.

Adoramos a cidadezinha de Tigre e recomendamos a visita caso já tenha visto tudo que Buenos Aires tem pra oferecer. Em relação ao Parque de la Costa, acho que custa muito caro para o que oferece.

Esse era nosso último dia em Buenos Aires e chegamos ao fim da viagem tendo certeza de que essa segunda visita à cidade valeu muito a pena, principalmente pelo fato de se fazer tudo com muito mais calma.

O nosso voo de volta, direto para Curitiba (aeeeeeee!) saia do aeroporto de Ezeiza, que tantos reclamam tanto da distância. Optamos pelo Mini Ezeiza Bus, que tem bom preço e é rápido. Confesso que não achei tão longe quanto as pessoas dizem…

Mais uma viagem chegava ao fim, infelizmente. Mas o bom é que sempre que termina uma, já começamos a pensar na próxima, hehe.

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Carnaval em Buenos Aires: parte 3

Para continuar nossa peregrinação por Buenos Aires, fomos conhecer o bairro de Belgrano e a Chinatown em nosso terceiro dia. Pegamos o metrô até a Avenida Belgrano e de lá seguimos caminhando pela bonita região.

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Um bairro residencial, com bastante locais passeando e cuidando da vida. Uma Buenos Aires bem diferente da que vemos no centro, assim é Belgrano.

Andamos algumas quadras, atravessamos a linha do trem e lá estava o portal da Chinatown portenha.

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Para quem já conhece outras Chinatowns, vá sem muita expectativa. O bairro chinês de Buenos Aires se restringe a poucas quadras e sem muitos atrativos, mas mesmo assim eu acho legal o passeio. O que irá encontrar por ali? Lojas cheias de badulaques, decoração ao estilo oriental e alguns supermercados com produtos típicos.

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Após tirarmos algumas fotos, voltamos para o metrô e seguimos para Puerto Madero para almoçarmos. Resolvemos abrir a mão e finalmente provar uma parrillada argentina no restaurante Siga la Vaca.

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O esquema do restaurante é buffet livre. Existe uma mesa com saladas e petiscos, eles trazem uma cestinha de pães na mesa, você escolhe qual bebida quer tomar e se serve da variedade de carnes, tudo à vontade. Ah! Também pode escolher a sobremesa.

Chegamos por lá por volta de 14 e 30 e ainda estava bem cheio, mas não enfrentamos fila. As carnes estavam deliciosas, e as demais opções do buffet também. Valeu a pena ter gastado a grana.

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Com a pança cheia, caminhamos por Puerto Madero em direção à estação do metrô para seguirmos para o bairro da Recoleta.

Não existe uma linha de metrô que chegue bem próximo do bairro mais charmoso de Buenos Aires, mas como tínhamos bastante energia pra gastar e um bom mapa em mãos, fomos até a estação mais perto e seguimos caminhando. Nada mal andar por aquela região cheia de praças e prédios bonitos.

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Meio que sem querer, acabamos saindo na rua bem em frente ao Recoleta Mall, onde aproveitamos para ir ao banheiro e dar uma espiada no shopping. Como não estávamos no clima de compras, logo saímos e seguimos para a feirinha da Recoleta.

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Esse foi o primeiro passeio repetido que fizemos em Buenos Aires, mas foi legal do mesmo jeito. A igreja, a feirinha e a grande quantidade de pessoas aproveitando o domingo de sol formavam o cenário típico da Recoleta.

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Estava rolando um show de humor no palco da pracinha e nos sentamos ali para apreciar os rapazes e descansar nossas pernas.

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O sol já estava se pondo e resolvemos tomar o caminho de volta, que era longo até a estação do metrô. Fomos com bastante calma, observando todos os detalhes e quando menos esperávamos já tínhamos alcançado nosso destino.

Mais uma vez passamos no mercado, garantimos nosso jantar e voltamos para o hotel. Fim do terceiro dia em Buenos Aires 🙂

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