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Será que se gasta mais indo para Fernando de Noronha ou para o Caribe?

Sempre me perguntam se não tenho vontade de ir a Fernando de Noronha…. a resposta que sempre dou é: vontade eu tenho e muita, porém acho muito caras e difíceis as opções para se chegar até lá.

Lá em Los Roques, encontramos muita gente que já esteve em Noronha e alguns teimosos insistiam em dizer que se gastava quase a mesma coisa…..

Como eu já tinha feito muitas pesquisas sobre ambos os destinos, fiquei quieta para evitar conflitos. Mas agora que estou aqui, conectada e com acesso a todas as informações, seguem os cálculos para um casal passar uma semana nos 2 destinos considerando a saída de São Paulo.

Clique no link para visualizar a planilha:

Noronha x Los Roques

Uma semana em Noronha:         R$ 8052,00, por casal.

Uma semana em Los Roques:   R$4748,16 por casal.

De maneira alguma quero menosprezar o destino brasileiro, que apesar de ser caro, ainda consta na minha listinha. Quero apenas poder ajudar quem está na dúvida entre ambos a pensar melhor sobre a escolha…

Essa foi uma análise simples e rápida, levando-se em conta apenas dinheiro…. Tenho certeza que cada um dos lugares tem seu encanto único. Serve também para refletirmos sobre porque ainda é tão caro e complicado viajar pelo Brasil!

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Los Roques – parte 2

Vamos à parte mais difícil de descrever… os passeios. Difícil pois foram tantas coisas lindas que vimos, que temo não conseguir relatar. Mas vejamos pelo lado bom… isso só contribui para quem está lendo querer ver pra crer! Haha 😉

Primeiro dia: Madrisquí

Minha grande expectativa em relação à Los Roques era sobre a cor da água. Mesmo já tendo visitado as Ilhas Gregas, que são referência de praias paradisíacas, eu ainda duvidava da cor do mar que via nas fotos do Caribe.

Neste primeiro passeio em Los Roques, não conseguia conter minha alegria de ver que a água era mais linda do que eu podia imaginar. Andar de barco e ver os diferentes tons de verde e azul é de tirar o fôlego.

Madrisquí é uma ilha bem próxima a Gran Roque. Em 10 minutos de barco se chega lá.

O barco chega, ancora, o pessoal desce seu cooler, arma o guarda-sol, ajeita as cadeiras e pronto. A vida mansa está prestes a começar.

Neste primeiro dia estávamos famintos pois já era 2 e 30 e não tínhamos almoçado. A primeira coisa que fizemos ao armar território foi abrir nosso cooler e descobrir qual seria nosso cardápio para o almoço.

Comemos um sanduíche maravilhoso, preparado no capricho e começamos a apreciar a beleza de Madrisquí.

Além do mar piscina, a paisagem era composta por habilidosos pelicanos que se alimentavam facilmente neste mar cheio de peixinhos. Observar estes pássaros foi uma atração à parte.

A parte mais escura da água era assim pois ali se encontravam milhares e milhares de peixinhos… muitos! Um verdadeiro banquete para os pelicanos.

Para qualquer lugar que olhávamos a paisagem impressionava…

Ficamos por ali a tarde toda, ainda meio bobos com a exuberância do lugar quando um grupo de portugueses que estava ao nosso lado na praia nos diz: esta é uma das praias mais simples de Los Roques! O que??? Imagine as demais….

Depois de uma tarde maravilhosa, voltamos para Gran Roque por volta de 6 horas. Descemos no porto, tiramos algumas fotos das casinhas coloridas e seguimos para a pousada.

Só tinha uma coisa que eu temia nesta viagem… e que não era o avião! O banho de água fria na pousada…. Geralmente tomo banho com água fervendo -mesmo no verão- e pensar em enfiar a cabeça em água gelada já era pesadelo pra mim…. mas, era o que tinha! Chegamos na pousada e fui correndo tomar banho e já pular esta etapa. Argh! Confesso que sofri, mas passou.

Limpinhos e cheirosos, subimos para o terraço da pousada e conhecemos 2 casais de brasileiros – Isadora e Marcelo       ( de Porto Alegre) e Rosa e Paulo ( do Ceará). Ficamos lá batendo papo e aguardando o jantar.

O jantar da pousada é muito bom! É servida a entrada, prato principal e sobremesa… tudo delicioso e muito caprichado. O chef Jairo arrasa na gastronomia da Sol y Luna.

Nesta noite também conhecemos o Túlio, um faz tudo da pousada que é muito prestativo e gente boa. Demos boas risadas com ele!

Após o jantar, ele já organiza os passeios para o dia seguinte e deixa tudo certo.

Com tudo planejado para o domingo, fomos dormir.

Segundo dia: Cayo de Agua, Mosquises e Espenquí

Se não dá para ir a Paris e não ver a Torre Eifel, não tem como ir a Los Roques e não ir a Cayo de Agua. Considerada pela maioria dos internautas como a mais bonita do arquipélago, nossa expectativa era altíssima.

Para chegar até lá, leva-se 1 hora de barco que você nem vê passar pois a paisagem é demais.

Quando o barco se aproximou, já começamos a entender o porquê desta praia já ter figurado entre 10 as mais bonitas do mundo no ranking da National Geographic.

Mar dos dois lados, areia branquinha… nada mal. Cayo de Agua é a mais linda praia de Los Roques (dentre as que conhecemos) na minha opinião.

Rosa e Paulo, nossos novos amigos!

 

Saímos de lá 2 da tarde e fomos para Mosquises, uma ilha que tem como principal atração um projeto de preservação de tartarugas marinhas…. Eles ousam dizer que é semelhante ao Projeto Tamar, mas mesmo sem conhecer a versão brasileira, tenho certeza que nem chega aos pés.

Mas como disse o Paulo, nosso amigo cearense que estava no passeio, vamos pagar os 2 reais , ou 10 bolívares, para ver o que é esse tal projeto.

Havia lido que não valia a pena nem entrar no tal do projeto, mas digo que até achei legal ver as tartarugazinhas… Na minha opinião é entrar, bater umas fotos e vazar!

A parada em Mosquises foi super rápida e logo seguimos para Espenquí, uma ilha que depois de Cayo de Agua, ficou totalmente sem graça.

O que achei legal foram as várias estrelas do mar que encontramos por lá.

Curtimos o final de tarde por lá e regressamos a Gran Roque. Tomar banho gelado no segundo dia já não foi tão difícil.. rs.

Combinamos com o Paulo e a Rosa de irmos ao Aquarena, o point noturno de Gran Roque, antes do jantar. O bar tem um ambiente externo, na areia, com puffs e cadeiras de praia. Lá tomei a melhor pina colada de minha vida!

Terceiro dia: Boca de Côte, Palafito, Crasquí

No terceiro dia acordamos mais cedo pois queríamos conferir a vista lá do morro do Farol. Calçamos tênis e seguimos.

Ir até lá é muito legal, a vista compensa a subida do morro.

Voltamos para a pousada, tomamos café da manhã e fomos pegar o barco rumo à Boca de Côte, que não é uma praia, mas sim um lugar para fazer snorkel em alto mar – aluguel do snorkel em Gran Roque – 30 bolívares.

No dia anterior, o Paulo e a Rosa haviam emprestado o snorkel deles para a gente. Lá em Cayo de Agua, bem no rasinho é possível ver uma grande variedade de peixes. Imagine em alto mar o que veríamos!

Depois de 45 minutos chegamos ao ponto ideal para snorkel. Pulamos do barco e ficamos quase uma hora vendo uma paisagem subaquática deslumbrante. Pena que não tenho fotos!

Passei um pouco mal pois o mar balançava demais, mas faria tudo de novo!

Saindo de lá, paramos rapidamente em Palafito, que nada mais é do que uma casinha em alto mar. Só descemos para tirar algumas fotos.

A próxima parada, depois de um belíssimo caminho no mar…

… foi Crasquí, uma ilha a 15 minutos de Gran Roque e maravilhosa!

Essa sim poderia se igualar  Cayo de Agua…é, acho que ficaria em segundo lugar….

Aproveitamos também para fazer snorkel ali e ver mais um monte de vida marinha mesmo no raso.

Ficamos ali, pensando se realmente estávamos acordados…. e curtindo a paisagem!

Quarto dia: Francisquí

Como dizem, tudo que é bom dura pouco e infelizmente chega nosso último dia em Los Roques.

Nosso voo para Caracas era às 17 horas, portanto reservamos para o último dia uma ilha próxima. Francisquí fica há 5 minutos de Gran Roque.

Ao chegarmos, nos surpreendemos com a paisagem. Um banco de areia rodeado por águas bem rasinhas, azuis e mornas….

Mas Francisquí tinha mais coisa para nos surpreender…

Ali na beirinha da praia tinha esta gaiola com lagostas para servir ao restaurante que tinha ali. O cliente entra no mar, escolhe a lagosta e se delicia.

Além disso, pegando uma trilha no meio da ilha, chega-se à piscina natural de Francisquí…

E pegando uma outra trilha, nos deparamos com mais um lugar lindo…

Essa é Fransciquí, que empata com Crasquí no segundo lugar de nossa preferência. Pena que não tivemos mais algumas horas para contemplar este lugar.

Aproveitei os últimos instantes e fiquei lá, no rasinho, sentada e pensando que no dia seguinte a realidade seria outra….

Hora de partir

Com as expectativas superadas, pele bronzeada e cabeça renovada, chegou a hora de voltarmos ao Brasil.

Arrumamos nossas mochilas, e seguimos ao aeroporto de Gran Roque.

Chegamos em Caracas sãos e salvas, num avião menor do que o da ida.

Nosso voo partiu para São Paulo com um pouco de atraso e tivemos que aguardar 5 horas em Guarulhos para chegarmos à Curitiba. Felizmente tudo deu certo em mais uma aventura de Thaís e Loedi! 😉

O que trazemos dessa viagem?

novos amigos

– a confirmação de que um planejamento bem feito é essencial para uma viagem ser inesquecível! Ficamos impressionados de ver a quantidade de gente que chegou a Caracas sem ter reservado NA-DA em pleno carnaval. Como?????? Tiveram que pagar o dobro, triplo e ainda a angústia das incertezas.

– a confirmação de que reservar tudo com bastante antecedência garante custos bem mais baixos. Encontramos pessoas que pagaram somente na passagem o que nós 2 pagamos no pacote todo.

Los Roques já caiu no gosto dos brasileiros – muitas vezes até nos esquecíamos que estávamos no exterior. Tinham muitosss brasileiros por lá e encarei isso como algo positivo. Sinal de que estamos começando a aprender a fugir dos roteiros badalados e caríssimos do Caribe, que não têm a mesma beleza e tranquilidade de Los Roques.

Se compararmos ao bolívar, o real realmente é moeda forte. Achamos a maioria das coisas baratas se pensarmos que estávamos ilhados no meio do mar do Caribe.

A certeza de que pessoalmente o mar e a paisagem são bem mais lindos do que nas fotos.

E você, quando vai para Los Roques?



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Los Roques – parte 1

Aiaiai… quanta responsabilidade para escrever esse post! Um monte de gente pedindo para eu escrever e eu podendo ser responsável pela mudança de itinerário de algumas férias, feriados…rs. Mas tudo bem, tenho certeza ABSOLUTA de que não pode existir algum ser humano que não se encante com Los Roques. Espero ajudar quem já tem Los Roques nos planos e despertar a “vontadinha” de conhecer esse paraíso para as pessoas que nunca haviam ouvido falar deste lugar.

1- Chegar até Caracas:

Saímos de Curitiba às 09 horas da manhã rumo à São Paulo, onde nosso voo para Caracas estava agendado para às 14:35. Esperamos as 4 horas no aeroporto nos entretendo nas livrarias, free shop, lendo… nem foi tão demorado assim.

Embarcamos com uma meia hora de atraso e nossa chegada em Caracas estava prevista para às 20 horas da Venezuela.

A diferença de fuso horário é de menos 1:30 h em relação à Brasília. Ou seja, quase 6 horas de voo.

Sempre tive receio de voos diurnos longos, mas até este dia, ainda não tinha tido nenhuma experiência assim. Nesse trecho, tive certeza de que se houver escolha, nunca mais na vida quero voo diurno. Ainda mais porque este voo da Tam para Caracas é feito num Airbus A 320 sem nenhuma opção de entretenimento. Haja paciência para aguentar 6 horas durante o dia num avião sem nada para fazer.

Mas, enfim, finalmente, pousamos em solo venezuelano no horário previsto. Ufa!

2 – Primeiros passos em Caracas

Confesso que diante de tudo que li na internet sobre a chegada ao aeroporto de Caracas, estava um pouco apreensiva. Era muita gente falando sobre os golpes, sobre as sinistras abordagens de gente querendo trocar dinheiro, sobre os cuidados a se tomar ao chegar lá.

Chegamos prestando atenção em tudo e em todos a fim de evitar qualquer contratempo, mas meu sentimento foi de alívio…. estava imaginando algo muito pior.

A passagem na imigração foi super rápida e logo em seguida saímos no saguão para a retirada de bagagens. Nesse caminho, fomos abordados apenas por um homem se oferecendo para trocar o dinheiro. Dissemos não e seguimos em frente.

Aeroporto Internacional de Caracas (Maiquetia)

Achei o aeroporto moderno e limpo, bem diferente do que tinha imaginado.

3- Trocar dólares por bolívares

A moeda oficial da Venezuela é o Bolívar Forte que não tem como ser comprado aqui no Brasil. O único jeito de fazermos a troca é levar dólares e trocar por lá. E é nessa troca que se baseiam muitos golpes relatados por colegas internautas.

Até hoje não entendo o tal do câmbio negro na Venezuela, mas vou dizer como funciona na prática para nós, viajantes, que só queremos aproveitar dias de folga por lá…rs

*Se você chega no aeroporto com 1 dólar e vai na casa de câmbio oficial, eles vão te pagar 4 bolívares.

*Se você chega no aeroporto com 1 dólar e troca com um destes intermediadores, eles vão te pagar entre 7 e 8 bolívares.

E é aí que mora o perigo! Quem em sã consciência gostaria de trocar no câmbio oficial? Mas o que todos nos alertaram foi sobre com quem e onde trocar, pois esta prática é crime na Venezuela. Seguem algumas dicas para não ter problemas:

– o câmbio em Los Roques é muito mais tranquilo e menos arriscado. Além disso, lá se troca 1 dólar por 8 bolívares. Troque em Caracas apenas o suficiente para pagar as taxas de embarque do voo Caracas – Los Roques. Reserve para esta troca 100 dólares ( é mais que suficiente). O restante, troque na ilha (se precisar).

– nunca leve nota de 100 dólares pois é com esta cédula que se aplica a maioria dos golpes. Se não conseguir comprar dólares em notas menores, a dica é passar no free shop e comprar alguma coisinha para ter trocados de dólares e se precaver.

– se for pernoitar em Caracas, prefira fazer a troca com o pessoal do hotel.

– nunca dê os dólares antes. Receba os bolívares, confira e somente depois entregue as cédulas de dólar.

– um golpe que eles aplicam é pegar uma nota verdadeira e devolver dizendo que é falsa. Para evitar este tipo de truque, grampeie as cédulas (conhecemos um casal que sofreu este golpe).

– como nos disse o Fábio Blinder, cuidado com ofertas acima da média. Se alguém te oferecer 9 bolívares por 1 dólar, desconfie.

– nunca vá até o banheiro para fazer as trocas. É isso mesmo! Alguns golpistas chamam as pessoas para disfarçar a troca no banheiro para facilitar o flagrante da polícia . (conhecemos um casal que sofreu este golpe).

Conosco deu tudo certo. Trocamos 100 dólares com o pessoal do hotel que nos aguardava no aeroporto. Ainda bem…

4 – Pernoite em Caracas

Como nosso voo para Los Roques era apenas às 11 horas do sábado, precisamos dormir em Maiquetia – região metropolitana de Caracas onde ficam os aeroportos.

Em nosso pacote com o Fábio Blinder, dizia “pernoite em hotel turístico”…. O que esperar? hahaha.

O nome do hotel era Catimar, e assim que saímos da área de desembarque, avistamos a plaquinha do hotel.

Aguardamos mais alguns passageiros – maioria brasileiros- e seguimos ao hotel. Nessas alturas, já estávamos podres….

Chegamos ao hotel, fizemos check-in e fomos dormir. Já deixamos agendado nosso transfer para o aeroporto às 9 horas da manhã.

Apesar do hotel ser beeeem simples, achamos o pessoal da recepção super simpático.

Hotel "turístico"

Quarto simples, com ar condicionado. Nada mais que isso. Mas do jeito que estávamos cansados, dormimos como anjos.

Acordamos muito cedo no dia seguinte devido ao fuso horário e resolvemos dar uma voltinha na vizinhança. Eca! Sinistro.. rsrs.

Praia perto do hotel

5- Voo Caracas-Los Roques

Saímos do hotel às 9 horas com o traslado do hotel rumo ao Aeroporto Nacional onde pegaríamos o teco-teco rumo à Los Roques.

Ao chegar ao aeroporto já percebemos que ali a bagunça reinava. Logo que entramos fomos abordados por vários homens querendo “cambiar”.

Ignoramos todos e fomos procurar o guichê da “Chapi Air” que era a nossa companhia aérea. Para nossa surpresa, não havia guichê. Fomos informados que só teria alguém para nos atender dali umas 2 horas.

Como era carnaval também na Venezuela, o aeroporto estava bombando. Muita fila para todos os lados.

Não havia outra solução a não ser esperar… ficamos lá conversando com mais brasileiros que estavam na mesma situação que a gente, comemos e ficamos observando a muvuca.

Até que finalmente surgem as agentes da Chapi Air nos informando que o voo atrasaria uma hora. Ok :(.

Parece que voltamos no tempo ao fazer o check-in na Chapi Air pois este procedimento foi feito numa folhinha de papel onde as moças anotaram nosso nome e nosso número de passaporte. Os cartões de embarque são reutilizáveis….começamos a pensar: se os procedimentos são feitos dessa forma, o que podemos esperar do avião? rsrs.

Cartão de embarque da Chapi Air

Check-in feito fomos pagar a taxa de embarque de 39 bolívares por pessoa. O pagamento deste valor é feito bem em frente às escadas rolantes do aeroporto.

Aeroporto Nacional e guichê para pagamento da taxa de embarque

Nosso embarque estava previsto para às 11:30h e ao nos dirigirmos para as salas fomos totalmente revistados. O pessoal do raio x tirou tu-do de nossas mochilas. Ouvimos relatos  de que os guardinhas se aproveitam deste procedimento para roubar os turistas. Portanto, se passar por isso, fique de olho. Uma dica é não deixar dinheiro nenhum na bagagem, use um porta-dólar por baixo da roupa… bem mais seguro.

Revistas feitas, sentamos no chão e ficamos aguardando… nesse momento o cansaço bateu. O Loedi virou pra mim e disse: ” Quando vamos começar a nos divertir?” rsrs. Calma, disse eu. Daqui a pouco vamos esquecer de toda esta parte chata.

Gritaria pra cá, bagunça pra lá… assim ficamos observando os venezuelanos sedentos por curtir o feriado assim como nós. Costumo ser bem crítica em relação aos aeroportos brasileiros, mas confesso que o aeroporto nacional de Caracas precisa aprender muito com os brasileiros. Para se ter ideia, não conseguimos de maneira alguma identificar onde ficava o tal do portão 5B.Tivemos que perguntar para achar e quando achamos, não conseguíamos identificar nosso voo. Total falta de informação.

Uma coisa curiosa que vimos neste tempo de espera é que na Venezuela, o serviço de bordo (quando disponível) é servido antes do embarque. Quando são convidadas a embarcar, as pessoas passam e pegam a comida para levar ao avião. Achamos isso muito engraçado!

Serviço de bordo self-service

Depois de horas aguardando, finalmente fomos convidados para embarcar. Ufa!

Ao chegar no avião, a constatação de que realmente era um teco-teco… velho pra burro e que ainda por cima fazia barulho de Fusca! Claro que não foi novidade, mas confesso que deu um gelo na barriga.

Capacidade máxima: 14 passageiros

Quem reclama do espaço entre as poltronas da Gol, ainda não voou de Chapi Air.. kkkk

O piloto nos falou sobre a altitude que voaríamos, que levaríamos 45 minutos até Los Roques e que não era permitido andar no corredor! Hahahahaha….

A decolagem foi tensa para mim pois com tanto barulho, não conseguia imaginar que aquele troço era capaz de voar. Mas depois que levantou voo, foi tranquilo. A única coisa que incomodava era o barulho.

Ao nos aproximarmos de Los Roques e começar a ver o mar do Caribe todos os músculos relaxaram e não conseguia fazer mais nada além de sorrir, sorrir e sorrir.

Virei para o lado e disse: Loedi, agora sim começou a nossa diversão!

Chegando ao paraíso

Vista aérea

6 – Chegada em Los Roques

Desembarque

Sãos e salvos desembarcamos em Los Roques, pagamos a taxa de entrada do arquipélago que era de 160 bolívares por pessoa e logo avistamos a plaquinha da “Posada Sol y Luna”.Conhecemos o Daniel, que nos guiou até lá.

O proprietário da “Sol y Luna” é o Fábio Blinder, o brasileiro com o qual fechamos o pacote. O que nos fez decidir por esta pousada foram 2 fatores: era a única que não exigia um mínimo de diárias e também a única que tinha todos os passeios incluídos. Ou seja, poderíamos escolher para onde ir sem ter que pagar nada a mais por isso. Preço da diária por casal com pensão completa, cadeiras, guarda sol e cooler : 199 dólares (do pacote total, é  única coisa cara!).

Existem várias opções de pousadas em Los Roques, mas os preços não variam muito. O que se deve ter em mente é: você só vai dormir na pousada, nada mais que isso…

Gran Roque é a “capital” de Los Roques. É a ilha onde ficam todas as pousadas e estabelecimentos comerciais. Como se trata de um parque nacional, esqueça asfalto, resorts, grandes empreendimentos, carros. Não há nada disso por lá.Tudo é muito rústico! Para se ter ideia, tem apenas 1200 habitantes.

É de Gran Roque que partem os passeios para as mais de 300 ilhas do arquipélago.

Gran Roque vista do farol

Chegamos na pousada, deixamos nossas coisas no nosso simples e humilde quarto (uma cama e um banheiro!), vestimos traje de banho e partimos. Let’ s have some fun!

A nossa opção de pacote foi de pensão completa pois não sabíamos como que poderíamos nos virar por lá, principalmente em relação ao almoço.

Na maioria das ilhas não há restaurante, nem lanchonete, nem nenhum lugar que se possa comer ou tomar um copo de água. Sendo assim existem 2 opções: ou você empresta um cooler da pousada (algumas oferecem) e prepara o seu kit de sobrevivência para o dia ou você opta pela opção de almoço e tem seu cooler montadinho pela pousada. Esta foi nossa opção!

Cooler com almoço, frutas, bebidas e petiscos.

 

Ao chegarmos, nosso cooler já estava ajeitadinho e o Daniel o levou para o barco. Embarcamos rumo à primeira ilha: Madrisquí.

Como foram os passeios? Confira no próximo post!

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Los Roques – arrumando as mochilas

Oba!! Depois de meses e meses de espera, finalmente chega o grande dia. Digo que hoje é o dia D pois é quando realmente cai a ficha de que a viagem realmente vai acontecer.

Hoje trabalhei muito e nem vi as horas passarem, ainda mais que fiquei a semana toda no Rio. Dessa forma, não curti aquela tensão pré-viagem, ainda bem….

Como no voo Caracas – Los Roques o máximo de bagagem permitido são 10 kg, essa viagem tem um toque especial: nada de mala.

Vamos levar apenas 2 mochilas, sendo uma com líquidos e algumas peças de roupas e a outra só com roupas.

O  que estou levando para vestir?

– 3 vestidos de verão que não amassam

– 2 shorts

– 3 blusinhas

– 4 biquinis ( 1 para cada dia, é óbvio, rs)

– 1 par de chinelos

O que vai na necessaire?

– xampu e condicionador

– hidratante

– repelente

– filtro solar

– escova de dente, fio dental e pasta

– remédio para dor de cabeça

A roupa que vamos usar na ida será a mesma da volta para não termos mais volume. Antes que pensem que somos porquinhos, aviso que vamos trocar a camiseta, as meias e as peças íntimas… rsrsrsrrs ;). Vamos calçando tênis, pois são 7 horas de viagem e mais 4 de espera no aeroporto 😦

Além disso, só a máquina fotográfica e as roupas do Loedi. Acho que nem se pesarmos as 2 mochilas juntas somam 10 kg. Pra que mais tralha? O que mais queremos é aproveitar o paraíso….

Infelizmente não será desta vez que farei um post “ao vivo” do lugar, mas tenho certeza que terei muita história para contar daqui alguns dias. Não percam!

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Preparativos para Los Roques – planejamento

Antes mesmo de sairmos de férias em agosto de 2010, já estávamos pensando no que faríamos no carnaval. A primeira opção era que utilizássemos nossos muitos pontos do fidelidade TAM, porém como só dá pra comprar trechos na América do Sul com 3 meses de antecedência – e em 2011 o carnaval é em março, achamos melhor procurar outras alternativas.

Depois do Chile em 2010, resolvemos que todos os próximos carnavais queremos aproveitar longe de Curitiba, e se possível, numa capital da América do Sul. Aliás, esse é o único feriado do ano que podemos viajar sem ter que chorar uma folga pro chefe ;). Outro fato que nos levou a desistir de esperar pra comprar bilhetes com pontos foi que os voos da TAM para as capitais da América do Sul são em horários nada adequados para viajantes que trabalham na sexta-feira… Até esse momento, não pretendíamos folgar nenhum dia. Apenas aproveitar o carnaval.

E assim comecei a vasculhar o orkut, blogs, enfim.. tudo que pudesse me dar uma luz. E como sua ousada e meio maluca às vezes, pensei: vou procurar um voo pro Caribe, que sempre quis conhecer, porém nunca pensei em escolher como destino de férias, pois acho muito destino da moda de brasileiros. Depois de me frustrar muito com as opções de voos da Gol (que vc tem que adivinhar o dia que tem voo de ida) e também com voos das companhias estrangeiras, dei de cara com um post no site do Ricardo Freire sobre Los Roques, na Venezuela. Li tudo que tinha lá e pesquisei mais um pouco na net, e parecia ter surgido uma luz no final do túnel….Comecei a pensar que seria possível ir para o Caribe no carnaval.

O início da viagem para Los Roques se dá a partir de Caracas, capital da Venezuela. So, esse era o primeiro passo para verificar. Entrei no site da TAM e bingo! O voo saia de SP às 19 horas…. perfeito! Comecei a pensar que estava com sorte.. rs. Depois fui procurar uma comunidade sobre Los Roques no orkut para descobrir como comprar o trecho Caracas – Los Roques e aí que descobri algo que se tivesse visto há uns anos atrás, me faria desistir da viagem. O que era? O pequeno avião que faz o trecho….

Cabem 6 passageiros nesta avioneta

O avião é muito pequeno e carrega no máximo 6 pessoas com 10 kg de bagagem cada. Ou seja, nada de tralha na mala para essa viagem. Aliás, nem vamos levar mala.. cada um de nós só levará uma mochila.

Achamos vários posts elogiando os serviços prestados por um brasileiro que vive na Venezuela – Fábio Blinder (blinder.fabio@hotmail.com) – e resolvemos pedir uma cotação para a princípio comparar com os preços de uma viagem independente.

Fizemos o primeiro contato em julho de 2010 pedindo uma cotação para março de 2011 achando que este planejamento seria como os anteriores… Só esquecemos de levar em conta que estávamos querendo ir para a Venezuela de Hugo Chavez… e que a estabilidade da economia lá não é algo confiável.

O Fábio respondeu rapidamente o e-mail e quando vimos o preço nossos olhos saltaram: 1500 reais por pessoa. Achamos muito barato, visto que era uma pousada all inclusive e, como somos bem ligeiros para toparmos algo, pensamos: já era!

As coisas na Venezuela não são simples e em quase todos os lugares que pesquisamos a recomendação era que tivesse uma agência envolvida para evitarmos problemas. Ok, então vamos fechar com o Fábio.

Passamos um e-mail perguntando como faríamos para pagar, para se informar dos procedimentos e confesso que estávamos com receio… (e ainda estamos! rs). Como assim? Vamos pagar para um cara que nem conhecemos? Acordamos a responsabilidade pelo risco, pois não queria ninguém me enchendo o saco depois e fizemos o primeiro depósito para ele comprar as passagens aéreas. Friozinho na barriga! Ainda mais porque o voo que ele ia comprar ela da TAM – Curitiba – Caracas e o preço que ele nos ofereceu era beeeeeeem mais baixo do que a TAM oferecia no site.

Risco alto, retorno alto, já diriam os princípios de investimento… kkkk. Ufa! Recebemos os bilhetes e validamos no site da TAM.. a primeira parte tinha dado certo. Como estávamos com muita antecedência, ele nos disse que o resto do pacote sera fechado mais para frente.

Data de emissão: 14/07/2010 Data da viagem 04/03/2011

Nesse meio tempo, tivemos uma supresa desagradável. A TAM mudou o horário do voo para as 14horas… saco, tive que pedir folga pro chefe na sexta, mas deu certo. Fazer o quê? Muita antecedência tem risco mesmo…. mas vamos em frente!

Em dezembro, pagamos o restante do pacote com alteração no preço… 😦 mas já tava tudo fechado e não era tempo de se remoer. A diferença ocorreu pq o voo Caracas – Los Roques subiu muito ( confirmados no site que não era embromation do Fábio). Mas ok, acho que vai compensar….

Sendo assim, já em dezembro estávamos com tudo pago para passar o carnaval no Caribe. Estamos aqui na contagem regressiva pra ver se o final destes planos será feliz. O que nos resta por enquanto? Olhar as fotos da net sobre Los Roques e pensar: daqui a 26 dias veremos este paraíso ao vivo.

Los Roques

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