Arquivo da categoria: Pequim

TV Blog apresenta: Pequim

Após dias e dias de produção, finalmente consegui terminar os posts sobre Pequim e agora sim posso publicar o vídeo que fiz de lá. A “superprodução” já estava pronta há tempos, mas eu não podia postar pois ainda haviam várias histórias a serem contadas e só quem leu tudo vai conseguir entender onde é onde.

Sempre que viajo, minha irmã pede vídeos e mais vídeos, pois ela acha bem mais legal do que fotografia. Eu também concordo que com ação a visualização dos locais se torna mais real e assim decidi começar a juntar os cacos, misturar tudo no Moviemaker, escolher uma música que gosto e postar por aqui.

Já aviso que não sou especialista, não tenho uma câmera em full HD e que é tudo caseiraço mesmo. Mas, mesmo não sendo profissional, o objetivo é que vocês viajem junto e tentem ver o quanto foi divertida nossos dias em terras asiáticas.

Nesse primeiro vídeo, temos a super participação da Carol e do Ale, para os quais eu nem pedi autorização para postar, hehe. Tem também a prova de que comemos escorpião, nossas lutinhas fajutas de kungfu e muito mais.

Mas chega de blábláblá, aumente o som do seu computador e divirtam-se com nossos micos, rsrs. Esse é o primeiro de muitos vídeos que teremos por aqui na TV Blog 🙂

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Pequim parte final: entendendo na prática a expressão “Negócio da China”

Vou aproveitar esse post sobre o Clothing Market para contar o porquê dessa famosa expressão que coloquei no título do post. Eu estava em busca de comprar casacos e assim que vi uma banquinha cheia de modelos não hesitei em ir olhar. Pronto! Basta você mostrar interesse para ser abordado pelos vendedores que estão dispostos a qualquer coisa para te vender. Já tínhamos percebido o jeito chinês de negociar em algumas lojinhas de Pequim, mas ali no Clothing Market foi o melhor “laboratório”.

Uma coisa que chama a atenção é que, ao contrário do restante da cidade, por ali parece que todos os vendedores são fluentíssimos em inglês, rsrsr. Como eles conseguiriam argumentar tanto se não dominassem a língua que a maioria dos turistas fala? São é bem espertinhos… Mas vamos aos fatores práticos de como se fazer um negócio da China, ou pelo menos achar que fez, hahahaha.

Cheguei para olhar os casacos e a sorridente mocinha logo veio me atender. Mostrei um modelo que queria, disse a cor, o tamanho e perguntei o preço. Muito esperta, antes de dizer qualquer valor, me fez provar o item. A manga do casaco ficou curta e ela rapidamente fez questão de fazer 1001 elogios ao meu corpo, tentando amenizar a minha frustração de não ter um tamanho maior. Em instantes, me mostrou um outro modelo e pediu para eu provar dizendo que aquele cairia perfeitamente em mim. E estava certa! O casaco parecia sob medida para mim e com certeza ela percebeu que eu realmente tinha gostado. Aí começa a -chata- negociação….

Antes de dizer o preço, ela fez questão de contar as 256363 qualidades do produto com adjetivos lindíssimos da língua inglesa, rs. Em seguida, lançou a bomba: pediu 700 yuans, ou cerca de 233 reais. Da mesma forma que percebeu minha alegria por ter servido, agora ela notou minha cara de espanto! Imagina que eu pagaria 233 reais num casaco. Nem no Brasil pago esse preço. Mas é óbvio que eu sabia que isso era a parte do show. Ou seja, eles jogam o preço lá cima. Se algum desavisado achar barato e pagar, eles ganham muiiiito. Porém, eu não era uma dessas.

Com minha reação negativa, ela logo me colocou uma calculadora na mão e pediu que eu colocasse o preço. Esse é o momento crucial do negócio da China! Quanto mais baixo o valor que colocar, melhor será o preço final. Mas é fácil fazer isso? Eu não acho e não gosto desse tipo de negociação. Me sinto meio envergonhada de jogar o preço lá embaixo mesmo sabendo que este é o jeitão deles venderem. A estratégia que eu usava era pensar o máximo que eu pagaria pelo produto em reais, logo converter para yuans e colocar na calculadora um preço um pouco abaixo. E assim foi, diante da proposta inicial de 700 yuans, coloquei 100 yuans na maquininha dela. Aí começa a choradeira…..

Ela começou a dizer que seria demitida caso fizesse esse preço, que isso não pagava nem o tecido e blábláblá. Além de vendedora era uma excelente atriz! Pois bem, eu peguei e disse: então tá, não vou comprar e fingi sair andando….. Pra que eu fui fazer isso? Ela logo correu atrás de mim e começou a falar, falar, falar… eu não dei muita bola e logo ela jogou a calculadora na minha frente mostrando 200 yuans pelo casaco. Opa! Pensei eu, agora começou a melhorar. Já pagaria 66 reais pelo casaco, mas ainda estava me sentindo lesada e achando que poderia ser melhor esse negócio.

Disse mais um não e ela logo colocou a calculadora de volta em minhas mãos e me pediu uma segunda oferta. Eu já estava meio sacuda com a situação, mas por outro lado estava achando o casaco lindo demais pra só custar 66 reais, rs. Chegava a minha vez de tentar ganhar mais um descontinho. Pus 150 yuans na calculadora.

Ela olhou, olhou e rapidamente colocou 170 yuans como preço final. Putz! Pensei novamente! Quando na vida vou achar outro casaco que me sirva certinho e que custe 56 reais? Finalmente aceitei a proposta e o levei, mas ao notar o sorrisinho no rosto da moça percebi que se eu tivesse mais paciência e cara de pau, teria saído beeemm mais barato.

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Ufa! Acho que fiquei ali quase meia hora tentando comprar um casaco e entendendo o porquê da expressão Negócio da China. Entretanto, ao invés de sair da negociação pensando que fui “a” esperta de ter comprado por 170 um item que custava 700, fiquei com a sensação de que fui feita de otária e que deveria ter pago bem menos no casaco. Sei lá, não me sinto bem nesses lugares que ficam nessa barganha desenfreada e por isso desisti de comprar outras coisas por lá. Estava totalmente sem paciência pra isso e como disse o Loedi pra mim: estando na China, é assim que as coisas irão acontecer.

Decidimos então apenas andar pelos vários andares do shopping que tem de tudo: carteiras, tênis, eletrônicos, bolsas, ternos, tecidos, brinquedos, etc. E claro, cheio de vendedores super dispostos a fazer vários negócios da China!

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Aguardando a Carol e o Ale, ficamos olhando as abordagens dos vendedores e chegamos a ver alguns correndo, literalmente, atrás dos clientes até a rua para venderem. Acho que a meta deles é não perder nenhum negócio mes-mo!

Enfim, o importante é você saber que é assim que as coisas funcionam por lá e se preparar pra isso. Eu não gosto desse esquema, mas vejo pessoas que encaram isso como arte e saem felizes da vida após cada compra.

De lá, seguimos para o hotel para arrumarmos nossas malas para partirmos no dia seguinte rumo à Xangai. Pequim já deixava saudades, mas ao mesmo tempo estavámos curiosíssimos para conhecer as demais cidades chinesas.

Uma certeza nós já tínhamos: não poderíamos ter escolhido destino melhor para iniciar nosso roteiro de férias 🙂

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Pequim parte 9: o Parque Olímpico

Antes de estarmos na China, havíamos lido que as Olímpiadas de 2008 tinham contribuído para melhorar muito a infraestrutura de Pequim. Ao chegarmos no Parque Olímpico, pensei: tomara que façam no Rio de Janeiro algo tão bonito e organizado e que nosso país realmente colha os benefícios de um evento tão grande. Confesso que eu não tenho muita esperança, mas… vai que?

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Após passarmos pelo detector de metais na entrada do parque (algo comum na China, inclusive nas estações de metrô), vimos os mascotes do evento logo à direita.

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Mas é claro que os simpáticos bichinhos apenas são coadjuvantes quando logo à frente está o lindo e imponente estádio “Ninho de Pássaro”. Incrível estar ali frente a frente com uma imagem que vimos e vemos tanto na televisão.

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Por ali, existem várias pessoas se oferecendo para tirar fotos profissionais nos melhores ângulos do parque. Também há barraquinhas de bebidas, souvenirs e fotos com trajes típicos chinês. O local é movimentado, mas por ser muito grande não passa a sensação de estar lotado. O único inconveniente que estávamos enfrentando era o sol forte e o cansaço herdado das longas caminhadas no Palácio de Verão pela manhã.

Bem próximo ao estádio, fica o “Cubo d Água”, o centro de esportes aquáticos das Olimpíadas. Bem bonito também, mas já é mais difícil de ser clicado de um bom ângulo.

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Após tirarmos as fotos, achamos uma sombra e lá sentamos para dar um tempo e aguardar o Ale que tinha ido dar umas voltas. Fiquei ali observando os erros de inglês nas placas e os vendedores de pipas chinesas exibindo suas obras de arte no céu azulzinho da capital chinesa.

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De lá, seguimos para a região de Sanlitun – a parte mais ocidentalizada de Pequim e cheia de estrangeiros. Estávamos à procura do Sanlitun Clothing Market, e assim começamos a seguir as placas.

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Na avenida principal, vários shoppings super modernosos e vários restaurantes estrangeiros. Após vários dias na China, finalmente senti um cheirinho de comida que me agradasse.

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O mercado que estávamos procurando não tinha nada de glamour e estava mais para um mercadão popular cheio de lojas de tudo que você possa imaginar.

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Como foram as compras? Melhor eu deixar pra contar num post exclusivo…..

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Pequim parte 8: o lindo Palácio de Verão

Para o nosso último dia em Pequim, programamos a visita ao Palácio de Verão que já foi uma das residências oficiais dos imperadores chineses. Além de atração turística, é palco de vários eventos e práticas esportivas.

Para chegar até lá é bem simples. O metrô pára bem próximo da entrada, e ao sair da estação é só seguir o fluxo.

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Compramos os ingressos e iniciamos nossa jornada por lá. De início, belas paisagens e várias escadas para aquecer as pernocas.

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O parque é enorme e acho que nem em um dia inteiro é possível conhecê-lo integralmente. Nós já sabíamos os locais que fazíamos questão de visitar e mesmo assim andamos muito.

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Após uma curta caminhada após a bilheteria, você já verá o ícone mais famoso do Palácio de Verão: a Torre de Incenso Budista, que fica no alto da Colina da Longevidade. A vista lá de cima é incrível!

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Este foi o primeiro dia de céu azul da viagem e o calor estava de rachar. Sorte que as trilhas eram bem arborizadas, assim podíamos ir nos refrescando um pouco.

O primeiro ponto que buscávamos, era o Garden of the Virtue and Harmony, que em nosso imaginário seria um jardim. Rodamos e achamos o tal lugar, mas ficamos frustradíssimos ao vermos que de jardim não tinha nada, hahaha. Na verdade era um espaço onde estava acontecendo um show típico, com um museu e mais algumas salas contando alguma história que nós não tivemos paciência pra ler.

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Já que tínhamos pago ingresso extra para entrar no jardim que não era jardim, pelo menos aproveitamos para fotografar os bonitos prédios.

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Após  frustração, seguimos para a beira do lago e começamos a estudar a rota para chegarmos ao outro ícone do Palácio de Verão: a Ponte dos 17 arcos. Aproveitamos também para tirarmos foto com a Torre de Incenso ao fundo. E pra completar, um sorvetinho pra amenizar as altas temperaturas.

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Estudamos todas as alternativas possíveis e chegamos à conclusão de que a melhor maneira de conseguirmos ir até à ponte seria ou alugarmos um pedalinho ou um barco com motor elétrico. Adivinhem por qual optamos… Haha.

Embarcados no barquinho elétrico, lá fomos nós desbravar o lago do Palácio de Verão.

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Não poderíamos ter feito melhor escolha! Além de ser uma oportunidade de descansar as pernas, pudemos fotografar o Palácio de Verão de todos os ângulos que queríamos. Mil fotos da Torre do Incenso…

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Mais mil cliques da belíssima Ponte dos 17 Arcos…

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E mais alguns cliques das demais vistas…

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Os sessenta minutos passaram num piscar de olhos e o investimento valeu muito a pena. Deixamos o barco onde havíamos embarcado e voltamos para nossa caminhada. O próximo ponto que queríamos chegar era o Barco de Mármore, que estava lá na outra ponta do lago. Dá-lhe pernas! Ainda bem que íamos parando para tirar algumas fotos e tomar um fôlego.

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No caminho, passamos por outro ícone do Palácio: o Longo Corredor, que leva esse nome por ter 728m de comprimento. Ele foi construído para que a mãe do imperador pudesse caminhar sem sofrer os efeitos do clima. Além do tamanho, impressiona pela variedade e quantidade de pinturas que exibe.

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Após muitos passos, finalmente chegamos ao Barco de Mármore, que para noooossa alegria estava em reforma! Tanto esforço pra nada, rsrsrs. Mas nada como fazer do limão uma limonada, aproveitamos e tiramos fotos de todos os outros barcos que estavam por ali 🙂

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E como ainda tínhamos que voltar tudo que andamos, criamos coragem e encaramos o trajeto de volta rumo à alguma saída. Realmente queríamos acreditar que haveria uma saída mais próxima do que a que entramos. E felizmente encontramos! Só não tínhamos a menor ideia de como chegaríamos ao metrô e resolvemos encarar uma corrida de riquixá mesmo correndo o risco de ser golpe.

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Para nossa sorte, não houve golpe. Porém vimos que a estação era praticamente do lado da saída e poderíamos muito bem ter ido andando. Pelo menos valeu a experiência.

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Bem na frente do metrô, havia um Pizza Hut e foi bem lá que almoçamos. Aproveitando para abrir um parêntese, em Pequim a única pizza que encontramos foi nessa rede. Eu já estava quase sofrendo de abstinência, rs. Como sobremesa, uma tortinha de abacaxi do Mc, hummmmm.

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Com energias reabastecidas, entramos no metrô e seguimos para nosso último destino em Pequim: o Parque Olímpico.

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Vamos junto no próximo post?

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Pequim parte 7: Templo do Céu e Qianmen Street

Ao que tudo indicava, estávamos na linha e estação do metrô certas para chegarmos ao Templo do Céu. Porém, não era isso que parecia de tanto que tivemos que andar até acharmos a entrada do local.

Ao avistarmos uma placa indicando a bilheteria, mais um longo corredor para encararmos.

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O Templo do Céu é um complexo de templos taoístas, situado no parque Tiantan Gongyuan. Seu templo principal é a Sala da Oração pelas Boas Colheitas, que até eu pesquisar na internet eu achava que era esse que se chamava Templo do Céu.

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Nós já estávamos muito cansados e o único lugar que nos interessava do parque todo era esse templo mesmo. Sendo assim, após tirarmos várias fotos por lá, tratamos de procurarmos a saída mais próxima. No caminho, confirmamos a superstição com o número 9. Todas as portas tinham 9 fileiras de pininhos com 9 pinos em cada uma delas. Fiz questão de contar uma por uma, hahaha.

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Demorou mas achamos a saída e mais uma vez nos aventuramos pegando um ônibus rumo a qualquer lugar, que felizmente deu certo. Fomos parar na Qianmen Street, um calçadão super charmoso e cheio de lojas. Mas antes, como ninguém é de ferro, passamos no Mc Donald’s para almoçar.

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A Carol e o Ale foram procurar um lugar para almoçar e combinamos de nos encontrar ali na frente da lanchonete. Eu e o Loedi ficamos lá curtindo a paisagem e o vai e vem dos chineses, enquanto dava o horário que marcamos.

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A Qianmen é uma das áreas comerciais mais antigas de Pequim, mas foi totalmente revitalizada em 2008. Observar as lojas e construções te faz ter certeza absoluta de que está na China, mesmo estando ao lado da Zara, H&M, Gap e tantas outras marcas ocidentais.

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No início do calçadão há um lindo portal, bem daqueles que vimos réplicas nas Chinatowns mundo afora.

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Após irmos de cabo a rabo no calçadão, achamos a parte mais legal de Qianmen: as suas ruelas de bugigangas! Sim, sim! Foi a primeira vez que vi a China que deve estar presente no imaginário de muitas pessoas, como um Paraguai misturado com uma 25 de março, só que menos desorganizado. O paraíso das falsificações e tranqueiras, tudo junto e misturado. Fui ao delírio por ali, rsrs.

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Não comprei nada, pois não sou muito fã do jeito chinês de negociar que começa com um preço lá em cima até chegar no que você quer pagar. A minha alegria foi olhar a variedade de inutilidades existentes por lá. Uma outra atração legal são as lojinhas de tudo por 10 yuans, onde não tem a chata negociação e cheia de coisas fofinhas pra quem gosta de tranqueiras (essa não sou eu, rs). Mas pelo menos consegui comprar meu imã para a minha coleção 🙂

Andamos bastante por ali e depois tentamos ir para a parte gastronômica da área de Qianmen, mas eu logo fiquei enjoada com o forte cheiro e voltei.

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A Carol e o Ale ainda tiveram pique para ficar mais um pouco desbravando a região. Nós dois resolvemos ir pro hotel, pois estávamos exaustos uma vez que o fuso horário ainda era uma barreira pra gente. Fomos caminhando para o metrô e lá estávamos nós no horário de pico na cidade mais populosa do mundo, aeeeee! Estava cheio, é fato, mas São Paulo e até mesmo Curitiba me parecem menos preparadas para a lotação do que a capital chinesa.

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No caminho para o hotel, passamos num supermercado para comprarmos algumas coisinhas para comer e é claro, para observar as mercadorias diferentes. Ainda bem que as logomarcas nos ajudam mesmo quando não conseguimos ler uma letra sequer 🙂

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Estávamos ansiosos para chegar no hotel, tomar um banho e descansar, mas mesmo assim fizemos a proeza de pegarmos o ônibus para o lado errado e demoramos mais um tempão pra chegar ao nosso destino. Ufa! O dia de passeio que iniciou às 09 da manhã chegava ao fim 09 e 30 da noite. Mais de 12 horas na ativa, sendo que cada uma delas valeu muito a pena 🙂

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Pequim parte 6: a Cidade Proibida

Começamos nosso segundo dia na China tentando pegar um táxi para irmos para a Cidade Proibida, mas mais uma vez não fomos bem sucedidos pois nenhum deles parava pra gente. Como estávamos hospedados bem próximos de lá, resolvemos ir andando.

Para nossa frustração, estávamos próximos da saída da atração e ela é tão grande que não teríamos perna suficiente para caminharmos até a entrada. Nessa parte da Cidade Proibida não encontramos uma santa alma que falasse inglês. Só tinham por ali vários “motoristas” de riquixá nos dizendo que era longe e que precisávamos deles para ir até lá. O que nos deu uma noção do que deveríamos fazer era um mapa que tinha por ali sinalizando que haviam 2 ônibus que faziam o trajeto.

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Muito perdidos, andamos mais um pouco até achar um ponto de ônibus e decidimos que iríamos pegar qualquer um que fosse para aquele lado, uma vez que a passagem só custava algo como R$0,30. Para nossa sorte, o busão que pegamos foi pro lado que queríamos e finalmente estávamos próximos da entrada da Cidade Proibida.

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Começamos o passeio pela Tiannamen Square, ou Praça da Paz Celestial, que é o coração simbólico do país para os chineses e que fica bem em frente à Cidade Proibida. Desde nossa chegada na China, acho que foi ali que caiu minha ficha de estar no país mais populoso do mundo. Eu acho que nunca vi tanta gente por metro quadrado! O local estava lotado de grupos de turistas chineses e bem pouco ocidentais.

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E foi ali que se concretizou uma das histórias que o povo conta sobre a China: fomos abordados para tirar fotos com os chineses. A abordagem é super natural, eles fazem mímica, e se você não está preparado num primeiro momento entende que eles estão querendo que você tire foto deles. Mas logo você percebe que não é isso que eles querem.

Confesso que a cena é super engraçada e não tem como não pensar no que eles vão dizer quando mostrarem aquela foto para os conhecidos, hahaha. Mas nós nos divertimos muito com a situação e atendemos a todos os pedidos 🙂

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Nós estávamos tão interessados em irmos para a Cidade Proibida que nem desbravamos a praça, que é uma das maiores do mundo.

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Passamos pelo túnel e chegamos do outro lado. Agora sim estávamos cara a cara com um dos principais cartões postais da China. Eu não resisti e comprei uma bandeirinha, de tão feliz que estava por estar nesse país.

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A fachada principal estava em reforma, mas logo já estávamos no primeiro pátio onde tudo estava sem andaimes e tapumes.

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No meio da multidão, estávamos perdidinhos e não foi fácil acharmos onde comprar o ingresso de entrada. Um fato que não sabíamos é que a Cidade Proibida deixou de ser chamada assim e que nome utilizado é Palace Museum. Quando vimos a placa para o “museu” pensamos que não era pra lá que queríamos ir e esse foi um dos motivos de termos perdido tanto tempo até achar a bilheteria. Quando achamos, descobrimos que às segundas-feiras o local fecha ao meio-dia, ou seja, tínhamos pouquíssimo tempo para conhecer a atração. Com o ticket em mãos, lá fomos nós!

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O título de Cidade Proibida surgiu pelo fato de somente o imperador, sua família e empregados terem a permissão para entrar no palácio. A título de curiosidade, é o maior palácio do mundo e diz a lenda que tem 9.999 cômodos. Aliás, o número 9 tem significado positivo para a cultura chinesa e se você prestar a atenção nos detalhes, verá que tudo tem algo a ver com 9 no palácio.

Como não tínhamos muito tempo, anotamos os principais locais que queríamos ver e iniciamos a maratona no meio da enorme multidão.

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Gostaria de contar sobre todas as partes da visita, mas eu realmente não me lembro de todos os detalhes. Os prédios, altares, tronos e galerias eram muito bonitos, mas no final da visita já pareciam todos iguais.

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O que é impressionante por lá é você pensar em tudo que já passou por ali e como a história da China teve alguns de seus episódios decididos nesse local. Os detalhes são muitos e para os amantes de história acredito que um dia seja pouco para conhecê-lo a fundo.

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Mesmo no nosso caso que não tínhamos esse objetivo, levamos quase 3 horas por lá. Após ouvirmos os anúncios de que o local fecharia em instantes, procuramos a saída e lá fomos nós enfrentar a galera para sairmos.

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A saída era para o local onde tínhamos estado pela manhã, bem em frente ao parque Jingshan, de onde se tem a melhor vista da Cidade Proibida.

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E já que estávamos ali, já aproveitamos para comprar o ingresso e entrar.

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Alguns degraus depois, lá estávamos nós no alto da Colina do Carvão, no parque Jingshan. A vista realmente vale a subida, apesar de a poluição atrapalhar muito a nitidez.

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O calor era intenso e lá em cima estava um vento bem gostoso. Sentamos por lá e demos um tempo para descansar nossas pernas.

Com energias recarregadas, descemos e fomos procurar a melhor maneira de se chegar ao Templo do Céu, outra atração imperdível de Pequim que será assunto do próximo post 🙂

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Pequim parte 5: Houhai

Ao sairmos dos Hutongs, fomos andando na avenida principal e meio que sem querer entramos numa rua super agitada e bonita e quando olhamos no mapa descobrimos que estávamos na região de Houhai.

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Era domingo, mas estando na China uma das primeiras coisas que você começa a perceber é que qualquer dia da semana parece igual. Aquela imagem que temos que no final de semana as lojas fecham e vemos menos pessoas na rua não existe por lá. Seja segunda, terça ou domingo as lojas estarão abertas até tarde da noite e sempre sempre sempre tudo estará cheio de gente.

A região de Houhai é cheia de lojas, bares e restaurantes e tem um clima bem descolado. Como esse era nosso primeiro passeio oficial por Pequim, ainda não estávamos acostumados com a enorme quantidade de gente por metro quadrado, mas isso foi legal para começarmos entrar no espírito chinês.

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Caminhando por ali logo chegamos ao parque de Houhai, que tem como atração principal os seus lindos lagos. Chegamos por uma ponte e nos divertimos um monte ao ver o congestionamento de barquinhos tentando passar para o outro lado. Estava tudo tão lotado, que ninguém conseguia se entender.

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Após darmos boas risadas com a confusão, fomos andando pela beira do lago apreciando a paisagem que só não era mais bonita por causa da poluição que encobria o lago. Essa é outra coisa que você demora pra acostumar por lá. O tempo sempre parece nublado, quando na verdade é a poluição que encobre tudo. Eu que moro em Curitiba achava que era neblina, mas logo o Loedi disse, neblina com esse calor é impossível, hehe.

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Na rua lateral ao lago, vários restaurantes internacionais com ambiente bem aconchegante.

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O parque é enorme e ao nos localizarmos no mapa, resolvemos voltar para o outro lado. Os lagos são tão grandes que quando foram descobertos, há muito tempo atrás, receberam nomes de mar: Rear Sea, Western Sea e Front Sea.

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Contornando agora a outra margem, nos deparamos com algumas manifestações culturais dos chineses. A primeira foi um grupo tocando algum instrumento de percussão que não me arrisco dizer o nome pra não errar. Nós apelidamos de Olodum  da China 🙂

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A outra figura que encontramos foi um senhorzinho que ficava arremessando um peso para demonstrar sua força e agilidade aos 80 anos de idade. Olhem o físico dele que faz inveja a muito mocinho de 30 anos!

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Após assistirmos a performance dele, fomos em direção à rua na intenção de pegarmos um táxi para voltarmos para as proximidades do hotel.

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É claro que nenhum táxi parou pra gente e após muito estudarmos o mapa descobrimos que a opção mais viável naquele momento seria caminharmos meio quilômetro até a estação mais próxima do metrô. Acho que essa foi uma das caminhadas mais longas que já fizemos pois tínhamos contra nós todo o cansaço da viagem mais a camelação na muralha da China na manhã deste dia. Mal podíamos acreditar quando finalmente chegamos na estação.

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E para noooossa alegria, até chegarmos na estação que queríamos andamos mais um montão dentro do metrô. As pernocas já pediam socorro! Desembarcamos na Wangfujing e lá fomos dar mais um rolê por uma das ruas mais agitadas de Pequim. Ao sairmos da estação, mais uma vez o choque: e o domingo? Quase 7 da noite e era esse o movimento por lá.

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Entramos na outra rua estilo gastronomia exótica e quase passei mal com o cheiro. Nesta eu não teria comido o escorpião.

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Sorte que logo a frente saíram de cena as comidas e surgiram lojinhas de souvenirs e outras tranqueirinhas. Demos mais umas voltas por lá e fomos procurar algo para comer. Essa seria minha primeira refeição do dia após o café da manhã, mas eu ainda estava sem fome. O fuso horário realmente me pegou.

Passamos num KFC, sofremos um bocado pra fazer o pedido mas felizmente um menininho de cerca de 10 anos ficou todo orgulhoso ao nos ajudar com a tradução do pedido. Comemos e logo voltamos para o hotel para finalmente descansarmos após esse dia tão intenso.

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