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Turquia – Istambul

Se alguém me perguntar qual a pior parte das viagens que faço, já tenho a resposta na ponta da língua: o voo… principalmente quando se trata de longo período dentro do avião. E para chegar a Turquia não foi fácil…. Foram 11 horas de viagem até Frankfurt mais 4 horas de espera no aeroporto para a conexão a Istambul.

Da Alemanha à Turquia, mais 3 horas de voo… imagina a nossa situação pensando que saímos de Curitiba às 18 horas da sexta-feira e chegamos em Istambul às 23 horas do sábado…. me canso só de lembrar!

E para ajudar, assim que pisamos em solo turco, descobrimos que não tínhamos por lá a educação europeia do povo, pois a fila da imigração era a maior zona… pessoas furando fila na maior cara de pau, como diria a Claudia, festa estranha com gente esquisita…..

No aeroporto mesmo começamos a perceber a maioria muçulmana do país.. nos sentimos peixes fora d’água com nossos trajes ocidentais.

Quando começamos a olhar os passaportes que as pessoas tinham em mãos, vimos gente do Azerbaijão, Uzbesquistão, Paquistão….e começou a cair a ficha de que realmente a Turquia seria um lugar singular.

Passado o stress da imigração, seguimos com o transfer que tínhamos agendado para o nosso hotel. Apesar de já ser quase madrugada, o calor era intenso.

Lembro-me de quando era criança e ouvia aquela música da propaganda da Faber-Castelll: “Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo….” sabe qual é? Tinha uma parte que dizia “…. Havaí, Pequim ou Istambul..” e que quando ouvi pela primeira vez fui pesquisar na enciclopédia onde era essa tal de Istambul…rsrs. E pensei, como é longe….

No percurso para o hotel, mesmo cansada, não continha minha alegria ao pensar que aquele lugar que na minha infância parecia tão distante, naquele momento era onde eu estava!!!!!

Neste percurso, o que nos chamou a atenção foi a quantidade de pessoas nas ruas…crianças jogando bola, jovens conversando, famílias tomando lanche como se fossem4 horas da tarde. Infelizmente não pudemos perguntar para o nosso motorista sobre este hábito pois as únicas palavras que ele falava em inglês era Hello e Thank you.. rs.

Chegamos no hotel, encontramos a Tati e o Lu que já haviam chegado e fomos muito bem recebidos pelo Ibrahim, o super recepcionista do hotel Q-Inn. A paixão que os turcos têm por brasileiros ficou evidenciada desde nossa chegada.

Ibrahim, que pouco falava inglês, repetia constantemente Alex Silva, Roberto Carlos (jogadores de futebol que atuaram na Turquia) para ser simpático conosco… mas como estávamos podres, seguimos rumo ao nosso quarto para uma merecida noite de sono.

1° dia – Blue Mosque, Hagia Sophia, Topkapi, Galata Tower

Depois de uma deliciosa noite de sono, tomamos o café da manhã tipicamente turco que contém: azeitonas, pepino, tomate, damasco, pães, café preparado à maneira turca ( não tive coragem de provar) e um suco de laranja que nada tem a ver com o nosso e seguimos rumo às principais atrações de Istambul: a Blue Mosque e a Hagia Sophia .

Uma preocupação que eu e Tati tínhamos era como se vestir em terras muçulmanas. Vesti uma bermuda e uma camisetinha, sem mostrar muita coisa e levamos um lenço para cobrir a cabeça caso fosse necessário. Confesso que com o calor que estava fazendo lá, preferia usar um shortinho e uma regata, mas não custa nada respeitar a cultura deles, não é mesmo?

Estávamos bem pertinho das atrações e fomos caminhando e seguindo as placas, que eram escritas em turco e em inglês.

Nossa primeira visita foi à Hagia Sophia, que atualmente é um museu e não mais exclusivamente uma mesquita. Impressiona pela arquitetura e pelo valor histórico que tem para os turcos.

Interior Hagia Sophia

Como é um museu, não precisamos cobrir a cabeça para entrar. Saímos de lá e fomos para a Blue Mosque, que é do outro lado da praça. Mas antes de seguir para a outra mesquita, paramos na praça para tirar muitas fotos. O lugar era tão bonito que não dava vontade de parar de fotografar…

Blue Mosque ao fundo

Trocentas fotos depois, seguimos para a mesquita, mas não sem antes dar uma paradinha para tomar o autêntico sorvete turco, que vale mais pelo show que os vendedores dão, que pelo sorvete em si que não tem nada demais e além de tudo é caro….

Show do sorveteiro

Para entrar na mesquita Azul havia uma grande fila…e para não estressar, eu e a Tati tiramos várias fotos com o lenço na cabeça, pois para entrar lá era obrigatório…

Nosso traje…

Hahaha.. a gente achava que o lenço era suficiente para entrar, porém para nossa surpresa teríamos que cobrir mais partes para podermos seguir e conhecer a mesquita por dentro.

Complementos de roupas

Ficamos muito pouco dentro da mesquita porque o fedor de chulé era insuportável. Além disso, achamos bem mais bonito por fora do que por dentro. Só tiramos algumas fotos e vazamos….

Nossa próxima parada era o Palácio Topkapi, que foi a residência dos sultões turcos por 3 séculos. Fomos caminhando pelas ruas turcas e observando as barraquinhas de milho assado, de castanhas assadas e um monte de ambulantes querendo oferecer livros, cartões e demais bugigangas. Para nós, tudo era atração.. principalmente olhar as mulheres todas cobertas com aquele calor de 40 graus e sentir o forte odor dos turcos… rsrs

Já era perto de meio dia e o sol estava de rachar. Uma companhia indispensável era a garrafinha de água e uma diversão à parte era barganhar o preço.. pagamos desde 3 liras turcas até 50 centavos..

Chegamos ao Topkapi e conhecemos alguns de seus aposentos. Não tivemos paciência de visitar tudo pois estava lotado, muitos cômodos não tinham ar condicionado e já estávamos com fome. Mas valeu a pena a visita, principalmente para entender um pouquinho da história turca.

Saímos de lá e fomos atrás de comida…o que escolhemos? Mc Donalds, rs. Pelo menos mostrar o número 1 em turco nós sabíamos… Mandamos ver os sanduíches, aproveitamos um pouco o ar condicionado da lanchonete e fomos para a segunda parte de nosso dia que envolveria usar o transporte público de Istambul. E lá fomos nós comprar os jetons ( fichas para utilizar os bondinhos turcos) e embarcar.

Fomos até a Galata Tower, uma das mais antigas torres do Império Bizantino e que hoje é uma das principais atrações turísticas de Istambul. A vista lá de cima é bem interessante, pois se pode notar os minaretes das mesquitas turcas no horizonte e o estreito de Bósforo como protagonista.

De lá, seguimos para o centro comercial de Istambul, para conhecermos um pouco mais do cotidiano turco. Pegamos o bondinho e seguimos meio sem rumo… até porque era difícil de entender as placas…

?

Chegamos até um calçadão e resolvemos andar por lá… nos empolgamos e andamos demais, até nos perdemos…rs Foi bem difícil acharmos o caminho de volta, mas encontramos.

Depois de um dia de muito passeio, fomos para o hotel tomar um bom banho, jantar e descansar pois ainda tínhamos muito mais para aproveitar.

2° dia – Cisternas e Ásia

Como no primeiro dia nós nos sentimos à vontade em relação à roupa, no segundo dia nos vestimos mais à vontade para encara o calor de 41 graus.

Neste dia, o Ibrahim preparou uma mesa especial de café da manhã pra gente, com direito até a melancia…

Ibrahim, nosso anfitrião

Bem alimentados, seguimos rumo às Cisternas e no caminho estava mais uma vez a Blue Mosque… e não é que paramos para tirar fotos mais uma vez?

As cisternas de Yeretaban foram o maior reservatório de água do Império Bizantino e logo ao entrar você já percebe a grandeza do espaço. É um ambiente subterrâneo que impressiona pela beleza das colunas, pelas luzes, pelos reflexos nas águas… pelos peixes que ali vivem. Não consigo descrever aquele local.. fiquei muito impressionada com tudo, mas principalmente por pensar que tudo aquilo foi construído em 532.

Como o ambiente é escuro, não conseguimos tirar muitas fotos que prestassem, mas a lembrança que tenho daquele lugar é indescritível….

Saímos de lá e seguimos para o Grand Bazaar, um dos maiores mercados do mundo. Como meta de compras, eu tinha apenas nosso imã de geladeira. Nossa principal intenção era ver a famosa negociação dos turcos.

O mercado é enorme e lá se encontra de tudo. Outra coisa que impressiona é que os vendedores escutam tudo que você fala, não importa em que língua. Depois de ir à Turquia, cada vez que falo de escuta ativa nos treinamentos de venda, me lembro de nossa experiência no Grand Bazaar.

E nem chegue perto de um produto que não queira comprar.. eles insistem demais. E se quiser comprar, nunca aceite o primeiro preço. A barganha faz parte da cultura turca, mesmo!

Lanternas turcas

Se perder no Grand Bazaar não é tarefa difícil. Minha dica é, se encontrar algo que goste e quiser voltar mais tarde para pegar, anote o número da loja…

Andamos muito por ali e quando saímos já era hora de almoçar. Comemos numa espécie de padaria por ali e seguimos rumo à parte asiática de Istambul.

Barco rumo à Ásia

A nossa missão na Ásia era visitar o estádio do time turco Fenerbahçe. Desembarcamos por lá e fomos perguntar como faríamos para chegar, achando que facilmente encontraríamos alguém que falasse inglês. Mas, para nosso desespero, não conseguíamos encontrar um ser humano que nos entendesse… antes de decidirmos voltar para a Europa, avistamos uma casinha que tinha algo de turismo escrito. E lá fomos nós….

Encontramos uma tiazinha que falava um inglês muuuuuuito básico, mas que conseguiu ao menos entender para onde queríamos ir. Ela foi bastante simpática e nos aconselhou pegar um táxi para lá, e inclusive ofereceu ajuda para dizer ao taxista as instruções.

Chegamos no estádio e tivemos a triste notícia de que não estava aberto para visitação naquele dia… ahhhhhh. Tentamos espiar pelos portões, pelas frestas, mas não fomos bem sucedidos.

Nada nos restava além de conhecer o museu e a loja do time 😦

Para voltar de lá, outra aventura. O taxista não conseguia entender de jeito nenhum para onde queríamos ir….Tentamos mímica, mostrar o mapa, mas nada…. sorte que o Luciano lembrou o nome da estação e disse. O taxista olhou assustado, ou aliviado…. kkkkk. A partir deste momento, o Luciano virou o tradutor oficial de turco….. nos matamos de rir com a cena.

Pegamos o barco de volta e tínhamos uma nova missão: ir até o maior shopping de Istambul, que ficava do outro lado da cidade… havia lido uma reportagem sobre o Ice Museum, que ficava instalado neste shopping e esse foi o motivo de nossa ida.

Pra falar a verdade, não valeu a pena cortar a cidade para ir nesse museu. Primeiro porque não podia tirar fotos, e além disso os funcionários eram super grosseiros e as esculturas nem impressionavam… Só levamos mijada lá dentro. Nada que a gente queria fazer era permitido. Furada total!!!! E além disso,estavámos beem distantes de nosso hotel  e já era tarde da noite. Mesmo assim aproveitamos para jantar no shopping e ainda fizemos umas comprinhas…rs

Depois de uma longa viagem, chegamos no hotel para arrumar nossas coisas pois no dia seguinte bem cedinho seguiríamos rumo a Éfeso e Pamukkale.

Istambul fica na mémoria por muitos motivos, mas principalmente pelo choque cultural que levamos. Não tem como você não pensar: como conheço pouco do mundo!! A diversidade das pessoas, o fato de estar em dois continentes, e o mix de oriente médio e ocidente faz de Istambul uma das cidades mais interessantes do mundo.

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Preparativos para Egito, Grécia e Turquia – planejamento

Se tem uma coisa que sempre faço é mal voltar de férias e já estar pensando nas próximas. Encaro isso como algo positivo, pois é o que nos permite sonhar e viajar cada vez mais longe. E não foi diferente quando voltávamos de férias do Canadá em 2009…

Voltamos pensando se seria possível fazermos mais uma viagem dos sonhos, mais dessa vez os planos eram mais ousados : visitar 3 continentes de uma vez só.

E lá fomos nós, unir nossa vontade de conhecer as pirâmides no Egito, visitar um lugar chamado Pamukkale na Turquia e visitar as tão faladas Ilhas Gregas. O porquê destes destinos? Bem, o Egito dispensa comentários. A Turquia entrou no roteiro pois uma vez recebemos um e-mail destes que a gente sempre recebe com belas paisagens, e achamos que o tal do Pamukkale era lindo demais. Lembro-me perfeitamente de neste dia ter dito: um dia vou pra lá! E a Grécia? Ah! Tem coisa mais chique do que visitar as Ihas Gregas?rs.

Sonho 1

Sonho 2

Sonho 3

Não adianta nada sonhar e não fazer nada. Desembarcamos do Canadá e já pedi uma cotação de passagem para a Fernanda da Interlaken Turismo para saber se estávamos sonhando alto demais…. quando recebi a resposta com o preço, percebi que mais esse destino seria possível.

Estávamos em junho de 2009 , mas já pensamos que queríamos viajar em agosto de 2010, pois além de visitar estes 3 países, queríamos aproveitar e ir ao casamento de nossa amiga Sabrina, que mora na Alemanha 🙂

Até então, tudo estava bem indefinido…. mas pelo menos sabíamos pra onde ir e já começamos a comentar com nossos amigos pra ver se alguém tinha alguma dica para nos dar .E não é que em uma conversa, encontramos dois parceiros para a viagem? A Tati e o Luciano toparam o convite e decidiram ir juntos! Opa, mais gente para o projeto dos 3 continentes!

Ok, ok, hora de ver como planejamos tudo…..vamos por partes:

Parte 1 – definição da data do casamento da Sabrina.

Hahaha… tínhamos certeza que queríamos muito participar do casamento da Sabrina com o Martin e também voltar à Alemanha. A data do casamento era imprescindível para comprarmos as passagens e fecharmos o roteiro. Porém, um casamento envolve uma série de coisas e o da Sabrina não foi diferente. Só tivemos a definição da data em Maio/2010. Lembro-me da Sabrina mandando um scrap no orkut com a data do casório: 21/08/2010.

Parte 2 – compra das passagens overseas

Eu e o Loedi tínhamos 30 dias de férias. Luciano e Tati tinham 15. Sendo assim, desde o início já sabíamos que a viagem de ida e de volta não seria no mesmo vôo.

As 3 capitais pelas quais poderíamos começar a viagem eram:

Cairo – sem vôo direto do Brasil

Atenas – sem vôo direto do Brasil

Istambul – com vôo direto do Brasil pela Turkish Airlines

Os preços para os 4 lugares não variavam muito: 1400 dólares. Nossa primeira dúvida foi: por onde começar e por onde terminar?

Eu particularmente queria deixar a Grécia por último, pois era o lugar que tinha maior expectativa. Sabe aquela história de deixar o mais gostoso pro final? Porém, como a viagem era em grupo, tudo tivemos que decidir em consenso.

No final das contas, todos concordamos com a ideia pois além da questão expectativa, como eles tinham menos tempo de férias, a opção para a Grécia seria um cruzeiro pelas ilhas – algo que não estava em nossos planos.

Uma das questões estava respondida, faltava apenas saber por onde começar…

Pensamento Thaís e Loedi: como vamos para o casamento da Sabrina no final da viagem, é melhor optarmos por um voo direto da Alemanha, no caso – Frankfurt.

Pensamento Tati e Luciano (eu acho, rs): como o preço da Turkish está melhor com a cotação que fizeram, é melhor pegar um vôo direto na ida e com conexão na volta.

E assim fechamos as passagens: nós indo para Istambul pela TAM com conexão em Frankfurt e voltando direto de lá para o Brasil, e eles indo direto para Istambul com a Turkish e voltando com conexão para o Brasil.

Para aproveitar ao máximo, compramos as passagens saindo na sexta-feira do Brasil…

Parte 3 – definição do roteiro

Uma vez que já tínhamos data de ida e volta definida, chega o momento de decidir o roteiro. Quem nos ajudou neste momento? Internet… mais uma vez.

Nessa parte do planejamento é fundamental saber quais as atrações que existem no lugar para onde você está indo e quais você não abre mão de visitar. Ainda mais nesse plano, que envolvia 3 países e 3 continentes.

E uma dica aqui é: vá sempre do mais fácil para o mais difícil…. como assim? Por exemplo, é muito mais fácil você achar dicas das Ilhas Gregas – destino famoso – do que de Pamukkale – muitas pessoas nem sabem do que se trata.

Então resolva tudo que é fácil primeiro e deixe o mais complicado para depois…

Seguindo este passo, lá fomos nós:

Ilhas Gregas – 7 dias.

Atenas – 2 dias.

Cairo – 3 dias.

Istambul – 3 dias.

Pamukkale e Éfeso – 2 dias

E, para nós, mais 4 dias na Alemanha.

Viagem 2010 – link para a planilha

Pedacinho de nossa super planilha de planejamento

Mas ainda tinha outro passo importante… dentre as mais de 200 ilhas gregas, quais devíamos visitar? Eita pergunta difícil…..

Foram alguns dias de exaustivas pesquisas para nos decidirmos por: Rhodes – por toda sua história, Santorini – pelas famosas paisagens de casinhas brancas, Mykonos – por ser o point das ilhas, e Milos – considerada por muitos dos internautas como a mais linda das ilhas…

Mas não era só isso… ainda tínhamos que saber se existia transporte entre estas ilhas, quais seriam os horários de barcos, se tinha avião, qual a melhor ordem de visitação, etc, etc e etc. Resumindo: investimos nesta parte 15 dias de planejamento…

E assim seguimos….

Uma coisa que sempre me perguntam é: como que você faz para decidir esta parte? A resposta que sempre dou é que sou maria-vai-com-as-outras neste sentido. Mas levo em conta muuuuuuuitas “Marias” do orkut, principalmente a comunidade “Dicas Imperdíveis de Viagens”.

O que geralmente faço é ler todas as mensagens do tópico e “filtrar” as informações de acordo com meus interesses. Confio muito na opinião de quem escreve por lá e nunca me dei mal por isso… Além do orkut, pesquiso no Trip Advisor, no Mochileiros.com, nos guias on-line das cidades que acho no Google.

Não gosto muito destes guias impressos, pois acho que eles indicam muitos lugares que só vão turistas… Prefiro fazer viagens mais autênticas.

Parte 4 – como se deslocar de um lugar para outro

Capitais:

Após a definição do roteiro, partimos para a compra de passagens aéreas entre os locais escolhidos. Fizemos pela internet os seguintes trechos aéreos:

– Istambul – Cairo – pela Turkish Airlines

– Cairo – Atenas – pela Aegean Airlines.

Pamukkale e Éfeso:

Pamukkale fica a mais ou menos 500 km de Istambul… para irmos para lá tivemos que gastar um valor alto pois ficamos com medo de ir por conta  porque é um lugar no interior da Turquia, com placas em turco e sabe-se lá se algum ser fala inglês… preferimos não arriscar e fechar um pacote com a OneNation Tours ( pagamos metade através de cartão de crédito aqui no Brasil e o restante lá) – valor: 350 euros por pessoa com tudo incluso, inclusive aéreo.

Ilhas Gregas:

Nossa locomoção entre as ilhas

Compramos alguns trechos aéreos pela Internet e os bilhetes de ferries também foram comprados online pelos sites da Blue Star, Seajets e Hellenic Seaways.

Parte 5 – onde se hospedar?

O principal fator para escolher hotel nesta viagem com certeza era localização. Imagina ter que se virar em subúrbios com placas em turco, árabe e grego? No way…

Sendo assim, pesquisamos um monte e fechamos os hotéis assim:

Istambul: fechamos com a mesma agência que nos vendeu o pacote para Pamukkale – hotel Q-Inn. Localização: Sultanahmet – pertinho de tudo. Só pagamos lá – valor: 80 euros a diária.

Cairo: conforme recomendações, preferimos ficar na área turística, em Gizé – hotel Mercure Le Sphinx. Fizemos pagamento adiantado pela Internet – valor: 112 dólares a diária

Atenas: ficamos perto de uma estação de Metrô, no hotel Novotel. Próximo a supermercados, padarias… Pegamos uma tarifa super boa pela Internet – 69 euros a diária.

Ilhas Gregas: aqui o buraco foi mais embaixo.. rsrrs as indicações que achamos em nossas pesquisas eram caras. Arriscamos e fomos pelos comentários do site Booking.com (que hoje em dia é nosso favorito graças às barbadas que encontramos para esta viagem) para nos hospedarmos em locais baratos (ou melhor, menos caros)

Rhodes – Hotel Nathalie, 40 euros a diária.

Santorini – Pension George, 70 euros a diária.

Milos- Dyonisis Hotel, 75 euros a diária

Mykonos – Andriani’s Guest House, 100 euros a diária

Parte 6 – que dinheiro levar?

Como passaríamos por 3 diferentes continentes, optamos mais uma vez por fazer o VTM – Visa Travel Money que permite realizar saques em moeda local.

Levamos alguns euros em espécie para garantir.

Além disso, levamos nosso cartão do banco que permite saques internacionais.

Parte 7 – vistos,vacinas, seguros

De todos os lugares que passaríamos, apenas o Egito solicita visto para brasileiros e que, inclusive, pode ser emitido lá no aeroporto do Cairo mesmo.

Preferimos não arriscar e pedimos o visto aqui no Brasil. Mandamos os documentos necessários para o Consulado do Egito em Brasília e em menos de 15 dias estávamos com os vistos em mãos. Custou 80 reais.

Visto em mãos!

Para tirar o visto é necessário o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela. Tomamos a vacina de graça num posto de saúde aqui de Curitiba. Prepare-se, a danadinha é dolorida 😉

Para viajar para países da Comunidade Europeia, é necessário seguro com cobertura do Tratado de Schengen. Como compramos nossas passagens com o cartão de crédito, tivemos a apólice de seguro gratuitamente…

Considerações gerais:

O que aprendemos com esses planos? Muita coisa! Mas, principalmente que dá trabalho você querer ir para lugares que fujam dos mais comuns. O importante é que conseguir fazer tudo isso acontecer, e ainda por cima ser maravilhoso, é a melhor recompensa.

Acompanhe nos próximos posts o desenrolar da viagem aos 3 continentes!

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