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Aracaju: parte 4 – Orla de Atalaia

Era nosso terceiro dia em Aracaju e ainda não tínhamos ido até à famosa orla de Atalaia. Na volta da praia do Saco e em busca de um sorvete para nos refrescarmos naquele calor delicioso, resolvemos voltar por lá e conhecer a principal atração da capital sergipana.

Ao nos aproximarmos, já começamos a ter certeza daquilo que havíamos lido em vários sites e blogs: Atalaia tem a orla mais bonita do Brasil! Com certeza faz jus à este título.

Para você concordar e entender o assunto, é importante que avalie orla como a infraestrutura existente na linha que separa a areia da praia da cidade. Não estou aqui falando do mar de Aracaju, que fica muito muito muito longe da calçada e que dá preguiça só de pensar em andar até lá.  Falo de tudo que foi caprichosamente feito no calçadão para deixar a beirinha da praia linda e aconchegante.

A avenida principal da Atalaia é famosa também por abrigar a Passarela do Caranguejo, onde existem vários restaurantes especializados neste prato.

Mas o que chama mesmo a atenção é a infraestrutura como as passarelas que ligam a calçada à areia, os belos coqueiros, as lixeiras estilizadas…..

Além disso a orla de Atalaia tem em vários trechos estações com aparelhos de ginástica, barracas de lanches e água de coco padronizadas, ciclovia, lagos com pedalinhos , placas de sinalização e o que mais me chamou a atenção: lindos parquinhos infantis completamente coloridos!

Passeando pela orla, mal conseguia me lembrar da pobreza e sujeira do lugar que estávamos hospedados. Parecia uma outra cidade! Já disse nos outros posts, mas não custa repetir: indo a Aracaju você realmente precisa se hospedar em Atalaia para que você fique com esta linda impressão da cidade.

Uma caminhada pelo calçadão te permite ver todos estes detalhes e sentir uma sensação boa de estar passando por um lugar feito para ser bem aproveitado. Nesse trajeto você também encontrará o cartão-postal mais famoso de Atalaia: os Arcos (que mereciam estar mais limpos e melhor conservados, diga-se de passagem).

Por ali também fica o Oceanário de Aracaju, que não visitamos.

Andamos quase todo o calçadão e realmente ficamos bem impressionados. Até brincamos que poderíamos fazer alguns mixes com as praias do Nordeste, como por exemplo juntar a Orla de Atalaia de Aracaju, com o lindo e incomparável mar de Maceió e mais o Morro do Careca de Natal como cenário. Já pensou? rs

É claro que cada capital tem sua peculiaridade e merece uma visita para que após conhecer várias você possa pensar o que cada uma tem de melhor. Hoje conheço todas as capitais com praia do nordeste e acho o máximo fazer esta análise. Prometo em breve fazer um post sobre isso….

Depois de conhecermos Atalaia, seguimos para o hotel pois queríamos jantar na orla neste dia. Tomamos banho e voltamos, mas ficamos assustados com o trânsito intenso por e acabamos estacionando onde tinha vaga. Só comemos e vazamos.

Em nosso último dia em Aracaju, fomos jogar frescobol (adorooo!) em Atalaia e lá passamos a manhã.

Por ser feriado, a praia estava bem cheia e o que chamava a atenção era a quantidade de lixo espalhada por lá. Triste de ser ver do que o ser humano é capaz…. Aff!

Quando estávamos voltando, tiramos uma foto para tentar ilustrar a distância do mar em relação à calçada. Que preguiça de fazer essa longa caminhada na areia quente e com sol forte, hehe.

Após a longa caminhada, paramos numa barraquinha e tomamos um refrescante e delicioso suco de cajá, que é minha bebida favorita nas viagens ao nordeste.

De lá, já fomos para o hotel ajeitar as coisas e nos prepararmos para ir embora…. É o maior clichê que conheço, mas ao mesmo tempo o que mais faz sentido pra mim: o que é bom dura pouco! Sempre que minhas viagens acabam eu penso nisso e para fugir da depressão pós-feriado, o que me consola é pensar na próxima 🙂

Voltamos de Aracaju muito felizes com tudo que vimos e vivemos, e até nos esquecemos de todos os perrengues da viagem. Sabe aquela história de que as boas memórias, quando intensas, apagam as ruins? Foi exatamente isso que aconteceu. A nossa oitava capital nordestina da listinha fechou com chave de ouro este segmento.

Vou terminar o post dizendo mais uma vez o quanto amo o nordeste! Muitoooooooo! A simpatia do povo, o clima perfeito, o sol, o abacaxi docinho e praias de águas quentinhas só contribuem para que eu queria voltar mais e mais para esta região. Para ser perfeito, só faltava ter mais opções de voos partindo de Curitiba, pois às vezes levo 8 horas para chegar…

Ainda bem que esse ano voltarei mais duas vezes para o lindo nordeste brasileiro: Maceió no final de abril e Morro de São Paulo em Corpus Christi, obaaaaaaaaaaa!

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Aracaju: parte 3 – Praia do Saco

Logo pela manhã, seguimos para o aeroporto para pegarmos o carro que alugamos na Localiza. Prefiro sempre alugar carro em agências mais famosas, mesmo custando um pouquinho mais, para evitar contratempos. Motorizados, seguimos rumo à Praia do Saco, mais uma dica da Bel (Cibeli). O melhor caminho para ir até lá é via Mosqueiro, uma região nobre de Aracaju.

Nesses primeiros quilômetros, já notamos que a sinalização era muito boa e ficamos bem tranquilos em relação ao caminho. Fomos curtindo vários axés e forrós que estavam tocando numa rádio local e nos divertindo com as letras. Realmente estávamos curtindo o clima nordestino de carnaval. Como complemento, vários coqueiros na estrada, deixando a viagem mais agradável ainda.

De Aracaju até Estância (cidade onde fica a Praia do Saco) são 70 km. Tirando os motoristas malucos que encontramos em alguns trechos, a estada é bem tranquila e é praticamente impossível de se perder pois as placas são constantes com os principais destinos do litoral sul sergipano.

A Praia do Saco já foi eleita uma das 100 praias mais bonitas do mundo pela editora francesa Grand Voyageurs e a foto que mais usam para divulgação é essa:

Entretanto, ao chegarmos onde as placas indicavam não encontramos nada parecido com isso e ficamos tentando descobrir onde ficaria exatamente essa praia. Foi quando avistamos uma placa indicando: bar da Ponta do Saco e vimos alguns carros indo nessa direção. Resolvemos segui-los por um caminho de areia e que tem um trecho que passa bem pertinho do mar…. Pura aventura!

Felizmente era aquele o caminho e ao chegarmos pudemos facilmente identificar a paisagem da foto… Portanto, fica a dica: procure sempre pela Ponta do Saco (hehehe)

Quando chegamos a praia estava bem vazia, do jeito que gostamos. Contudo, como há 2 dias não tínhamos almoçado direito, ficamos meio frustrados pois ali não tinha nenhum restaurante. A única coisa que tem lá é uma barraquinha bem simples que vende bebidas e alguns frutos do mar (que eu não como). Sendo assim, resolvemos ficar mais um tempinho por ali tirando algumas fotos e curtindo a paisagem e depois irmos para a praia mais movimentada para comermos algo na hora do almoço.

Voltamos pelo caminho sinistro e aí consegui tirar uma foto da proximidade do mar…

A Praia do Saco, sem ser a Ponta, conta com boa estrutura cheia de barracas e restaurantes. Porém a paisagem não é tão bonita como a outra. Um passeio que recomendam é pegar um barco até a Ilha da Sogra, que fica há alguns quilômetros da praia. Nós nos contentamos em vê-la de longe apenas.

Aproveitamos que estávamos sentados na sombra para comprarmos castanhas e pedir pastel na barraquinha. Como não havia no cardápio pratos que não fossem peixes ou frutos do mar, tivemos que nos contentar com petiscos mais uma vez. Alimentados, resolvemos voltar para a Ponta do Saco para nadarmos, uma vez que o mar lá era mais calmo e quentinho.

Dali pra frente nosso passeio foi puramente sombra e água fresca, do jeito que queríamos. Entramos no mar e depois ficamos deitadões só curtindo a paisagem e o calor delicioso de Sergipe! A Praia do Saco é o destino ideal pra quem quer sombra e água fresca, mesmo em época de carnaval. A mistura de mar e rio, coqueirais e mangue no mesmo cenário realmente faz dela uma praia única!

Ficamos um tempo por ali e resolvemos voltar, pois ficamos com medo da maré subir e o caminho de volta tornar-se intrasitável. E ainda bem que voltamos, pois o mar já estava quase na trilha.

Encontramos um carro atolado por ali e realmente tivemos certeza de que saímos na hora certa, rsrs.

Pegamos a estrada de volta com calma, sem pressa e à procura de sorvete, que só fomos encontrar lá na Orla de Atalaia, em Aracaju. Mas isso já é assunto pro próximo post.

Pra finalizar o assunto Praia do Saco, o recado é: indo à Aracaju, este destino é um lugar imperdível!

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Aracaju: parte 2 – Cânion de Xingó

Uma das coisas mais deliciosas do Nordeste é acordar cedo… Por mais que essa frase pareça estranha, para quem sofre TODOS os dias para sair da cama, é assim que me sinto quando estou por lá. Primeiro que às 6 horas da manhã o sol já está brilhando firme e forte lá fora, e outra que você sabe que seu dia será maravilhoso, então é melhor começar a aproveitar logo.

O café da manhã era servido a partir das 6 e 30 e às 6 e 29 já estávamos de plantão… rsrs Adoro café da manhã de hotel quando estou passeando, pois aí me permito comer de tudo. Quando viajo à trabalho, me mantenho na dieta.

O que mais aprecio em cafés da manhã nordestinos é o abacaxi…. Hummmm! Somente por lá que dá pra pegar a fruta tendo certeza absoluta de que estará docinho, docinho. Me acabo de comer! Outras coisas que gosto são os bolos típicos como o bolo Baeta (conhecido também como bolo de leite) e o bolo de milho que parece uma pamonha de tão molhadinho. Me dá fome só de pensar nessas coisas….

Alimentados, fomos para a frente do hotel aguardar a van da NozesTour que, segundo o recepcionista, nunca atrasa. Dito e feito, 7 e 10 chega a van para nos apanhar.

Até embarcarem todos os passageiros e nos acomodarem num novo e confortável ônibus leito, já era quase 8 e 30h e foi aí que seguimos rumo à Canindé de São Francisco, uma cidade no sertão sergipano onde se localizam os Cânions de Xingó.

De Aracaju até lá são aproximadamente 210 km, em estrada simples. Fizemos as contas para ver se compensava ir de carro e a resposta é que financeiramente não vale a pena. O passeio com a agência saiu por 230 reais para mim e para o Loedi, com o barco incluso. Se fossêmos de carro gastaríamos 110 reais (aluguel do carro) + 70 reais (combustível) + 100 reais (barco) = 280 reais, sem contar o estresse de dirigir mais de 400 km num dia e ainda encarando os malucos motoristas (vimos cada barbeiragem por lá que vocês nem imaginam….) É claro que de carro você tem muito mais liberdade, dá pra parar onde bem entender pra tirar fotos e outras vantagens. Nós, dessa vez, optamos por gastar e nos estressar menos.

Faltando 1 hora de relógio (como dizem os sergipanos) para chegar à Canindé, fizemos uma parada na Casa de Doces da Dona Nena, que fica bem na entrada do sertão e onde já se pode avistar a paisagem típica da região com vários maracatus, palmas e xique-xiques (nunca pensei que fosse usar essa palavra, hahaha). No estabelecimento são vendidas bebidas, salgados e claro, muitos tipos de doces.

Após 15 minutos, seguimos viagem até finalmente chegar à Canindé de São Francisco. Na entrada da cidade já existem placas indicando como se chegar ao lugar de onde partem os passeios ao Cânion.

Logo ali , vê-se o rio São Francisco pela primeira vez e um pouco mais à frente, a Hidrelétrica de Xingó, que nesse dia estava com as comportas abertas.

Mais alguns quilômetros e chegamos ao lugar da partida para o passeio por volta de 11:30h. Fomos informados pelo guia que nosso catamarã estava agendado para às 12 e 30 e que teríamos 1 hora para almoçar.

Eu tinha lido que o almoço lá no restaurantes Karrancas era ruim e por isso me preveni levando lanchinhos e petiscos para enganar a fome. Quem quiser almoçar por lá custa 30 reais por pessoa. O Karrancas era um restaurante flutuante, mas teve sua estrutura destruída num incêndio e por enquanto serve a comida debaixo de algumas tendas.

Antes de comermos, fomos dar umas voltas por ali para conhecer a estrutura. Fiquei surpresa com o local, que é extremamente organizado e preparado para a recepção de turistas. Uma boa surpresa no meio do sertão. Fiquei feliz e pensei que basta ter vontade para que o turismo prospere no Brasil.

Ali existem 2 prainhas, aluguel de jet ski, heliponto e várias cadeiras posicionadas em frente ao rio. Tudo muito ajeitado!

Aí sim resolvemos sentar na sombra e saborear nossos deliciosos sanduíches, rsrsr.

Mesmo tem sido um dos dias de maior movimento no local, conseguimos achar mesa facilmente e não presenciamos nada de tumulto. Parecia um dia normal, mesmo o guia tendo nos informado que só a Nozestour teria levado 400 pessoas para o passeio. O estacionamento estava bem cheio, e a organização presente só confirma que realmente o local é preparado para atender bastante gente. A amiga/leitora Cibeli aqui do blog, havia me recomendado o lugar e também paciência para enfrentar a multidão e eu, já tinha ido bem calminha, rsrs.

Rapidinho chegou nossa hora de embarcar e assim que vimos o catamarã chegando, fomos para a área de embarque. Cada embarcação transporta 250 pessoas por viagem. Naquele dia, foram 7 viagens cheias, sinal de que o destino está famoso…

Nada de confusão na hora do embarque, pois um dos tripulantes chama as pessoas de acordo com as reservas por ordem de chegada. Portanto, se você resolver ir por conta num dia de movimento, é melhor chegar cedo para garantir seu lugar.

Assim que nos chamaram, subimos no catamarã e fomos na parte coberta de cima, num lugar que nos protegesse do forte sol. Com todos os passageiros embarcados, a viagem começou com muitas informações sobre a história do local dada pelos membros da tripulação. Como complemento à beleza do rio e suas margens, a trilha sonora tipicamente nordestina completava o passeio.

E que trilha sonora! Escolhida perfeitamente para as característica da jornada. Um mix de MPB, forró, samba…. Muito legal ver as pessoas naturalmente dançando, se envolvendo no clima. Pensava a todo momento: que experiência bacana que estamos vivendo. Se você quiser, o CD com a trilha sonora é vendido como souvenir por 25 reais.

O passeio aos Cânions dura 3 horas, sendo: 1 hora navegando até chegar, 1 hora para banho e 1 hora para voltar. Nós nem sentimos a ida, de tão legal que é. No barco há serviço de bordo e por 3,50 você pode comer espetinhos e por 4 reais tomar uma cerveja Heineken. Quer vida melhor?

A primeira formação rochosa que se vê à beira do rio, é a Pedra do Gavião que se destaca no meio da caatinga.

Um pouco mais à frente, vimos a Pedra do Japão, que tem esse nome por se assemelhar às construções nipônicas.

Quando esses marcos são anunciados no som do catamarã, a maioria das pessoas segue para a frente do barco em busca de boas fotos. Uma dica é você fazer o contrário! Fique nos fundos e consiga melhores fotos e com menos gente em volta…

Quando estávamos nos aproximando do Cânion do Talhado, que é o destino final e onde há a parada para banho, a trilha sonora muda… Não vou contar qual música que toca para não estragar a surpresa 🙂 Só sei que torna a chegada mais emocionante… A beleza do lugar é única e a água é tão verdinha como vemos nas fotos…

Paisagem digna de se dizer: uau!!! uau!!! Muito lindo!!! Assim que chegamos, o barco atracou e aproveitamos para tirar mais umas fotos antes de desembarcarmos.

Minha única frustração do passeio foi em relação ao banho. Pensava que poderia nadar no rio mesmo, por onde quisesse, mesmo tendo a profundidade de mais de 100 m. Contudo, a área para banho é restrita e cercada por gradinhas, o que me decepcionou… Achei sem graça e optei por não nadar.

Para quem, como eu, não quiser se banhar, há uma área bem aconchegante com lojinha e cadeiras para descanso.

Também há a opção de se fazer um passeio de barquinho até à Gruta do Talhado, pagando-se 5 reais por pessoa. Nós fomos!

Ao voltarmos para o catamarã aproveitamos para matar a fominha da tarde com um espetinho. Começou a chover, mas em menos de 15 minutos o sol voltou a brilhar. O comandante anunciou que nosso tempo por ali havia se esgotado e que chegava a hora de voltarmos. Aproveitou também para fazer propaganda dos demais passeios oferecidos pela empresa, a MFTur, que merece vários parabéns pelo trabalho que realiza.

Após os 45 minutos, estávamos de volta e corremos para o ônibus. Ainda tínhamos 3 horas de viagem até Aracaju, mas isso nem importava. O passeio foi maravilhoso e valeu muito a pena.

Desde às 7 horas da manhã até às 9 da noite foram 14 horas em trânsito e apenas 4 no rio São Francisco, mas todo o cansaço foi recompensado. Tudo me surpreendeu por lá, uma excelente experiência no meio do sertão nordestino.

Para quem está planejando ir pra lá, lembre-se de levar comidinhas… Nós levamos um monte de coisas e mesmo assim na volta eu estava faminta e o ônibus não fez nenhuma parada.

Chegamos no hotel exaustos, porém muito felizes por termos conhecido mais uma das maravilhas deste Brasilsão lindo. E o melhor, sendo administrada por gente que entende do que faz! Saímos de lá tendo esperanças para o turismo no nosso país 🙂 Quem sabe um dia ?

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Aracaju: parte 1

Essa é a primeira vez que escrevo um post sobre o Nordeste com as impressões fresquinhas em minha cabeça, pois ainda ontem estava lá. Gosto quando é assim porque consigo me lembrar bem mais fácil das experiências vividas. E, como já disse tantas vezes que adoro viajar para essa região, gostaria de relatar todos os porquês.

A viagem começou no sábado de manhã, com o voo Curitiba – Aracaju com uma conexão atrasada em Brasília. Estávamos começando a pousar em Aracaju quando o piloto anunciou que devido à forte chuva, teríamos que ficar sobrevoando a cidade até que o aeroporto reabrisse. Ficamos uma meia hora voando quando o piloto disse que não seria possível pousar em Aracaju e que nosso voo estava sendo desviado para Salvador.

Argh! Fiquei com muita raiva nessa hora, mesmo não sendo culpa de ninguém. Comecei a imaginar que teríamos que pegar um ônibus em Salvador e que no final das contas só chegariamos à Aracaju por volta de meia-noite. Infelizmente não tínhamos nada a fazer a não ser esperar….

Pensei também que a viagem estava bichada mesmo. Primeiro o hotel cancelado, e agora esse problema com o voo. Aff! Quem acompanha meus perrengues de viagem já deve ter notado que eu me estresso bem fácil com coisas que saem dos planos, e sou assim mesmo. É muito frustrante planejar horas e horas todos os lances da viagem e no final das contas acontecimentos inesperados colocarem tudo por água abaixo…

Felizmente quando estávamos prontos para desembarcar em Salvador, a comissária anunciou que a aeronave só iria ser reabastecida e que voltaríamos para Aracaju, que já tinha melhores condições meteorológicas. Ufa! Vocês não imaginam o alívio que senti…

Desembarcamos na capital sergipana por volta das 17 horas e logo fomos para a fila do táxi. Para nossa surpresa, não tinha nenhum táxi no ponto do aeroporto e a fila para embarque tinha umas 50 pessoas. O primeiro pensamento que tive foi: como querem que o turismo seja fonte de renda com essa infraestrutura? Pra gente parece óbvio que se monte um esquema especial para o carnaval, mais pessoas, mais táxis. Não seria assim?

Os rapazes da cooperativa de táxi estavam perdidinhos e começaram a dizer que essa era a primeira vez que acontecia isso por ali, estavam todo preocupados. E é claro que alguns estressadinhos da fila começaram a bater boca e ofendê-los. Nós ficamos só aguardando, pois nada faria os táxis chegarem mais rápido…Meia-hora depois, entramos no táxi com rumo à pousada.

Nessas alturas, eu já tinha me esquecido de todo o estresse que o cancelamento do hotel nas vésperas da viagem tinham causado. Entretanto, quando o motorista do táxi disse: “nossa, vocês ficaram longe pra caramba! Bem na saída da cidade..” todo o ódio que eu tinha sentido daquele maldito MD Hotel voltou a tomar conta de mim. E quanto mais a gente andava, mais piorava. Finalmente, depois de meia hora, chegamos à Pousada São Luiz.

Como já esperávamos, a localização era péssima e as instalações muito antigas. Já disse várias vezes que não me importo com luxo em hospedagem e isso é verdade desde que a localização valha a pena. Nesse caso era uma soma de coisas que não me deixava feliz: hotel mequetrefe + péssima localização + longe de tudo + cancelamento indevido de um hotel reservado há 3 meses!!!!!!! Muita coisa junta!

Felizmente todos esses sentimentos ruins se desfizeram logo com a simpatia do povo sergipano, que já pudemos perceber nos primeiros contatos. Aliás, o povo do nordeste é assim. Apesar de todos os problemas que enfrentam, têm uma simpatia única e que acabam com qualquer mau humor, inclusive o meu.

Já que não podia mudar nada, o jeito foi relaxar e começar a aproveitar nossos dias em terras nordestinas. Deixamos nossas coisas no minúsculo quarto e fomos procurar um supermercado para comprarmos umas comidinhas pra o passeio do dia seguinte. Como na região não tinha nenhum restaurante, compramos nosso jantar por lá mesmo (pão, presunto e queijo 🙂 ).

Voltamos para a pousada, tomamos banho e logo fomos dormir pois no dia seguinte nossa jornada iniciaria às 07 da manhã. Veja na parte 2 como foi o passeio ao Cânion do Xingó, nossa primeira aventura em terras sergipanas.

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Aracaju – planejamento

Quem leu o post sobre a mancada do Tam Fidelidade sabe que meus planos para o Carnaval 2012 contemplavam uma viagem à Colômbia… mas, devido ao superfoco no cliente da Tam, esses planos foram por água abaixo… A segunda opção de destino seria Maceió, mas quando fomos pesquisar preços de hotel para este período, quase caímos duros ao ver as diárias de hotel 2 estrelas custando quase 500 reais. Quase entrei em pânico ao pensar que não viajaria num dos feriados mais longos do ano. Como contávamos com pontos, não pesquisamos com muita antecedência e aí, mesmo sendo novembro, os preços das passagens já estavam lá na estratosfera.

Que não me entendam mal os fãs de Aracaju, mas não passava por minha cabeça passar o carnaval lá. Sempre quis conhecer a capital sergipana, mas meus planos eram pra um final de semana. Mas, devido aos fatos, escolhemos a cidade para passarmos 3 dias do feriado de carnaval e assim ticar a oitava capital do Nordeste, faltando apenas Teresina para conhecermos os 9 estados da região.

Tenho um lema que praia pra mim no Brasil, só se for no Nordeste… Primeiro porque ir pra praia rezando pra não chover e fazer frio, como acontece aqui no sul, não é nem de longe meu programa favorito. Lá pra cima, por mais que caia uma chuvinha, o calor é sempre presente. Outra coisa que não suporto, é ter que ficar criando coragem para entrar no mar… lá no nordeste, a água é sempre quentinha…. Com esses pensamentos que comecei a me empolgar para conhecer Aracaju!

Fomos logo no Booking reservar hotel e achamos o MD Hotel por 140 reais a diária. Estava tudo certo e reservado até dia 29/01/2012, quando recebemos um e-mail do hotel cancelando a reserva alegando que os valores publicados no site estavam errados. Argh!!!!!!!!!!!!! É claro que eles estavam querendo faturar mais no carnaval e viram que tinham reservas já feitas com preços normais. Maldito jeitinho brasileiro que sempre quer tirar vantagem…. Enfim, nem quero mais me estressar com isso! O diretor do hotel nos ligou, falou um monte de blábláblá que não resolveu nada.

O que mais me angustiava é que não estava encontrando mais nada por menos de 1000 reais e quase estávamos desistindo de viajar. Felizmente, achamos uma pousada lá na pqp com o pacote de carnaval por 500 reais (mesmo assim mais caro que o hotel anterior) e foi essa mesmo que reservamos. Era o que tinha, sabe-se lá o que vamos encontrar…

Nossos planos:

Sábado: chegaremos depois do almoço e não temos muitos planos pra esse dia a não ser dar umas voltas na orla e no centro de Aracaju.

Domingo: já reservamos com a Nozestur o passeio ao Cânion Xingó por 115 reais por pessoa. Estou bem empolgada com esse dia, pois pelas fotos que já vi a paisagem é única!

Segunda: já reservamos o aluguel de um carro e vamos decidir por lá qual rumo tomar…

Terça: mais umas voltas pela orla, praia e seguir para o aeroporto de tarde.

Estamos indo com muita vontade de descansar, viagem estilo sombra e água fresca e para este propósito não podemos ter muitos planos a não ser curtir o jeitinho nordestino intensamente.

Calor delicioso do Nordeste nos aguarde: dia 18 estamos chegando! 🙂

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