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Rio de Janeiro

Que adoro viajar, vocês já sabem. O que acho que ainda não disse por aqui é que amo essas viagens relâmpago de final de semana pois é quando realmente consigo desligar do mundo e descansar. Quando fico em casa sempre tem uma coisinha chata pra fazer como lavar a louça ou varrer a casa. Eca! Prefiro viajar! 😉

Essa viagem começou na sexta-feira às 18 horas.. não precisei usar minhas folgas do trabalho. Trabalhei o dia todo e encontrei com o Loedi para irmos ao aeroporto. Para fugirmos dos preços exorbitantes do Afonso Pena, passamos no shopping em São José dos Pinhais para jantar antes da viagem.

Nosso voo da Webjet estava no horário e às 20:20 embarcamos rumo à “Cidade Maravilhosa”. Uma hora e meia depois, desembarcamos no Aeroporto Internacional do Galeão.

Como disse no post anterior, essa seria mais uma viagem low-cost de Thaís e Loedi. Sendo assim, em nossos planos usaríamos apenas transporte público. Do aeroporto internacional à zona sul, a melhor opção é o ônibus da empresa Real, que custa R$8,00. Foi super simples achar o ponto quando saímos do saguão. O busão parou na esquina de nosso hotel.

Estava meio preocupada com o hotel, pois foi o mais barato que achamos. Porém, para nosso alívio, nos surpreendemos com o Hotel Beija-Flor. Tudo reformado, limpinho e com boa aparência. Pra quem quer pagar preços menos salgados no Rio de Janeiro, esta é uma ótima opção num localização excepcional! Programamos nosso despertador e fomos dormir.

Sábado

Quando subimos para tomar café, a primeira coisa que fui olhar foi o tempo. Pela janela, vi o céu cheio de nuvens, porém com cara de que iria melhorar. Alimentados, seguimos à praia do Flamengo para caminharmos à beira-mar e começar a apreciar as belas paisagens do Rio.

Mesmo com céu encoberto, a temperatura estava ótima. Caminhamos do Flamengo à Botafogo observando a paisagem.

Até com nuvens o Pão de Açúcar é o destaque….

Pegamos um ônibus e seguimos até Copacabana, a praia mais famosa do Rio de Janeiro. Eu, particularmente, não vejo nada demais na praia de Copa. O que acho legal é apreciar os barzinhos, as pessoas, os turistas e o jeito carioca de viver…. além do charmoso calçadão, é claro!

Algo legal que encontramos foi um quiosque da animação “Rio”, que é sucesso de bilheterias.

Uma foto clássica para quem visita Copacabana é junto à estátua de Carlos Drummond de Andrade sentado e é claro que tiramos a nossa também.

Seguimos caminhando pela orla até Ipanema e fomos apreciar a vista do Arpoador. A vista dali, pra mim, é uma das mais bonitas do Rio de Janeiro.

Andamos mais um pouco por ali, sentamos para descansar e fomos procurar um lugar para almoçar na rua Visconde de Pirajá. Optamos pela Mega Mate, uma rede carioca de fast food natureba que é uma delícia.

Nossa próxima parada: Cristo Redentor (já que o céu estava limpinho na hora do almoço).

Pegamos o ônibus por ali mesmo e seguimos rumo ao Corcovado. Chegando lá, enfrentamos a fila para comprar os ingressos e só conseguimos embarcar no trem dali a 40 minutos. Valor do ingresso: R$36,00 (estudante não paga meia).

Como recentemente fomos a outro ícone do turismo brasileiro – as cataratas – foi inevitável a comparação da infraestrutura. O Parque Nacional dá de 10 a zero! Achei tudo complicado para subir ao Corcovado com o trem, que é o meio mais utilizado, a começar pela quantidade de guichês disponíveis para atendimento em pleno sábado – apenas 2.

Para aguardar o embarque, os turistas ficam num galpão que deve ferver no calor. Além disso, os painéis que contam a história da construção do Cristo ficam obstruídos por alguns bancos em que as pessoas descansam para aguardar o embarque. Para ajudar, o povo também contribui para a desorganização pois as chamadas para embarque ocorrem de acordo com o horário do trem e os manés que só vão embarcar dali a 40 minutos insistem em ficar na fila tumultuando todo o fluxo. Argh!

Passado esse transtorno da espera, embarcamos às 13 e 40 rumo ao Cristo Redentor. Achava que, assim como em Foz, iríamos escutar algumas informações sobre o monumento no trajeto de ida, mas que nada. Não tivemos nenhuma informação :(.

Na subida, o trem dá algumas paradinhas para permitir a manobra do vagão que está descendo e você fica lá sem saber o que está acontecendo, rs. O trajeto é todo em mata fechada, até que de repente abre um clarão é você se depara com aquela vista maravilhosa. Não é à toa que este ponto foi nomeado como “Curva do Uau” pois não se ouve outra coisa no trem além dessa interjeição. A dica para quem quer apreciar a curva é sentar no lado direito do vagão (sentido subida) para ter a vista privilegiada sem muitas cabeças à sua frente.

Ao desembarcar, é só seguir as placas e decidir se você quer subir ao Cristo através de elevador ou escadas. Como somos atléticos (kkkk) fomos pelas escadas.

Logo que você começa a subir os primeiros degraus, já vê o Cristo Redentor de costas. Acho que de tanto ver na televisão, não me surpreendi com o tamanho do monumento. Já dali onde estávamos, a vista do Rio de Janeiro era maravilhosa.

Minha maior curiosidade era ver a vista do Pão de Açùcar ali de cima, porém, devido ao pouco espaço era o lugar mais concorrido. Estava lotado de gente tentando tirar uma foto. Eu só tinha uma certeza: dali eu não sairia sem ter uma foto. Depois de levar algumas cotoveladas, finalmente consegui uma foto. Ufa!

Outro lugar concorridíssimo pelas câmeras é a escadaria bem na frente do Cristo. Como tinham muitas pessoas ali e nem fazia tanta questão, me contentei em fazer alguns malabarismos para conseguir tirar pelo menos alguma foto que tivesse o Cristo como fundo… Consegui também! rsrsrrs

Tiramos mais algumas fotos da vista e fomos pegar o trem de volta visto que ainda queríamos ir ao bondinho do Pão de Açúcar antes de escurecer.

O que achei do Cristo Redentor? Nada demais. O que achei da vista lá de cima? Fan-tás-tica!!!!!!! A mais linda que já vi. Assino embaixo de quem deu ao Rio o título de “Cidade Maravilhosa”.

Pegamos um ônibus em direção à Copacabana, descemos em Botafogo e para agilizar nosso percurso, pegamos um táxi até o Morro da Urca – local de onde parte o bondinho até o Pão de Açúcar por R$12,00.

Depois deste primeiro trajeto de táxi, percebi o quanto preferia andar de ônibus. Pegamos um taxista muito maluco e estressado, mas felizmente chegamos sãos e salvos até nosso destino.

No bondinho a fila é mais ágil e organizada. Naquele dia haviam 7 guichês para atender o público. Chegamos, compramos nossos ingressos por R$44,00 e logo subimos no primeiro bondinho rumo ao morro da Urca.

Achava que o bondinho balançava, que daria medo, mas não tem muita emoção não.  Ao desembarcarmos vimos como eram os bondinhos antigamente.. Estes sim deviam dar medo, rsrsr.

Dali do Morro da Urca a vista já é linda. Para todos os lados você vê algo interessante. O bom é que dali você consegue tirar foto com o Pão de Açúcar bem ao fundo.

Há uma boa estrutura de recepção por ali com lanchonetes e pequenas lojas de conveniência. É desse ponto também que partem passeios de helicópteros por preços a partir de R$180,00 por pessoa. E por falar nisso, uma coisa que me impressionou no Rio é a quantidade de helicópteros qu ficam passando pelos pontos turísticos. O pessoal realmente tem grana pra pagar.. rsrrsrs.

Depois de contemplarmos a vista dali, fomos embarcar no segundo bondinho rumo ao Pão de Açúcar. A estrutura para embarque é excelente pois você pode acompanhar por um monitor a quantidade de vagas disponíveis nos bondinhos e também o horário do próximo. Achei bem legal!

Ao chegarmos no Pão de Açúcar, já estava escurecendo e pudemos observar o início do pôr-do-sol lá de cima. O bacana de lá é que bastante gente pode apreciar a vista ao mesmo tempo, visto que o espaço panorâmico é bem amplo (ao contrário do que acontece no Cristo).

Além disso, existem bancos espalhados por lugares estratégicos para quem quer ver a vida passar observando o belo cenário do Rio de Janeiro. Com muitas lembranças registradas, fomos embora.

Pegamos o ônibus rumo à Copacabana e jantamos no KFC de lá. Como estávamos podres, pegamos um táxi até o hotel – R$20,00.

Não eram nem 21 horas quando nós dois já estávamos sonhando depois deste maravilhoso dia em solo carioca.

Domingo

Quando comprei as passagens, não me atentei para o horário de voo de volta – previsão de chegada em Curitiba às 23:58h. Putz! Acordamos no domingo pensando como seria a nossa segunda-feira se chegássemos em casa por volta de 1 hora da manhã… não seria nada fácil!

Resolvemos pensar durante o café da manhã o que faríamos.Em consenso, decidimos tentar voltar mais cedo, mesmo que isso nos custasse além da perda do domingo no Rio alguns reais a mais.

Fomos até o aeroporto Santos Dumont para ver quanto sairia para trocarmos nosso bilhete da TAM de horário e aeroporto. Quando vimos o preço, ficamos de cara R$860,00 para a alteração. Ou seja, a TAM prefere não vender bilhetes do que  cobrar pouco pela alteração.

Nossa segunda alternativa foi arcar com o prejuízo de não utilizar as passagens TAM e comprar em outra companhia aérea. Achamos passagens na Webjet (que cada vez mais sobe em meu conceito) por R$99,00 em cima da hora. Pronto! Problema da volta resolvido.

Já que teríamos mais poucas horas no Rio de Janeiro, voltamos correndo para o hotel, fizemos o checkout e seguimos de metrô rumo à Cinelândia para conhecermos os Arcos da Lapa.

Desembarcamos do metrô no centro, aproveitamos para tirar algumas fotos dos monumentos próximos de onde desembarcamos, como o Teatro Municipal e a Biblioteca Nacional.

Dali fomos caminhando até os Arcos da Lapa. No caminho, uma coisa que achei interessante foram as placas com os nomes da ruas. No Rio de Janeiro eles explicam o porquê do nome, achei super interessante!

Em menos de 5 minutos de caminhada, chegamos ao local que estávamos procurando…

De lá, seguimos a pé para a orla, onde ficamos observando a paisagem e fomos caminhando por ali até o Santos Dumont.

Almoçamos lá e embarcamos no horário. Por volta de 16 horas estávamos em casa, onde descansamos um pouco e ficamos preparados para enfrentar a penúltima semana antes das férias.

Nas minhas visitas anteriores ao Rio, eu já achava a cidade linda. Com esta nova viagem pude confirmar mais ainda minha admiração. Tinha receio de que o Loedi não gostasse, mas pelo contrário, ele também curtiu muito o presente de aniversário dele (a viagem).

Tudo foi rápido e corrido, mas o suficiente para nos deixar com gostinho de quero mais. Conseguimos nesse final de semana fazer apenas os mais famosos pontos turísticos da cidade maravilhosa, ainda falta muita coisa.

Acredito que o Rio seja um lugar obrigatório de ser conhecido por todos os viciados em viagens por suas paisagens, por suas praias, por seus monumentos e também pelo “way of life” dos cariocas (como citam os guias gringos, rsrs).

E você? Já conheceu o Rio de Janeiro? Se ainda não, planeje sua viagem pois o Rio de Janeiro continua lindo…. 😉

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Rio de Janeiro – planejamento

A cada vez que viajo para fora do país e converso com algum gringo, sempre me perguntam: “Você é do Rio de Janeiro?”. Quando eu digo que não, vem a pergunta seguinte: “Mas você já foi pro Rio de Janeiro, né?”  Aí eu digo “Sim, já fui!”, mas sempre com um sorrisinho amarelo , pois já fui para lá várias vezes, mas só para trabalhar… 😦 Portanto, nunca fiz uma viagem turística ao Rio de Janeiro (que vergonha nunca ter visitado a cidade que mais recebe turistas no Brasil).

Sou casada há mais de 8 anos e nesse tempo todo eu e o Loedi não cultivamos muito a ideia de presentes… preferimos gastar tudo em viagens, sempre! Ou às vezes, deixamos os presentes para a viagem…e assim as coisas vão andando. Este ano, no dia do aniversário do Loedi eu tive uma ideia: porque não presenteá-lo com uma viagem ao Rio de Janeiro? Fui rapidinho dar uma olhada nos preços e bingo! Passagens compradas para o dia 06/05. Quando revelei a ele a surpresa, é claro que adorou. E assim fechamos os planos para mais uma viagem em 2011.

Passagens compradas (ida de Webjet e volta de TAM), fomos procurar a hospedagem, que não é tarefa nada fácil na cidade maravilhosa.

Hospedagem:

O Rio de Janeiro tem a hospedagem mais cara do Brasil. Além disso, já testei vários hotéis por lá e nunca achei um que vale o quanto se paga (mesmo à trabalho, quando posso ter um quarto mais confortável!). Os hotéis são velhos e caros. Portanto, para nossos padrões de viagem não podemos ter nenhuma expectativa alta e ponto final.

Nossa primeira ideia, para fugir dos preços estratosféricos, seria ficar num hostel com banheiro privado (disso não abro mão!), mas os preços também não são muito bons. Achamos alguns mais em conta, porém com relatos  no Booking.com de roubo, de sujeira, barulho.

Levamos em conta para a escolha do hotel outro ponto importante: a facilidade de acesso à transporte público e também que seja fácil de chegar do Aeroporto Galeão, que fica bem afastado da cidade. Com estas características as melhores opções seriam ficar em Copacabana, Ipanema, Leblon, Flamengo ou Botafogo.

Com essas “exigências”, investimos algumas horas até chegarmos a algumas opções e no final acabamos fechando através do Booking. com o Hotel Beija Flor, com diária de R$150, 00, no Flamengo. Vamos ver o que nos aguarda…..

Transporte:

Nossa ideia também é se esbaldar com metrô e ônibus para gastarmos o menos possível, visto que a hospedagem é caríssima. Em alguns casos teremos que usar táxi, mas vamos fazer de tudo para que seja o mínimo possível.

Expectativas:

Que o Rio de Janeiro é lindo, eu já sei… a cada vez que vou lá me impressiono com a beleza natural, com a simpatia do povo, com o jeito carioca de viver a vida. O Pão de Açúcar me fascina a cada vez que passo por ele, mas agora espero ter a chance de subir o bondinho, de ver as coisas lá de cima.

O Cristo Redentor também está na lista de atrações a serem visitadas, assim como os Arcos da Lapa, a confeitaria Colombo… Mas não vamos com roteiro pronto pois tudo vai depender do clima. Já estive no Rio com chuva e tempo nublado e sei que a beleza se ofusca. Portanto, se tiver sol faremos alguns programas, se estiver chovendo faremos outros. Vamos com todas as opções na manga para que possamos aproveitar o máximo possível. É óbvio que quero e torço por sol e calor!!!!! 🙂 🙂

Outra pergunta que sempre me fazem quando vou trabalhar no Rio é: você não tem medo de ir pra lá? Sempre dou risada e digo pras pessoas não acreditarem em tudo que veêm na TV. É claro que ando com todos meus radares ligados por lá, mas isso eu também faço em São Paulo, Brasília ou Curitiba. O Rio é uma cidade grande e é óbvio que existe violência, mas deixar de ir pra lá por isso é bobeira. Me sinto muito bem andando sozinha na orla de Copacabana à noite… coisa que em Curitiba não faço em lugar nenhum.

Estou bem ansiosa para que mais essa viagem chegue logo, pois vou poder turistar no grande ícone do turismo brasileiro.

Hoje fui ao cinema assistir “Rio” e fiquei com mais vontade ainda de que chegue logo o próximo final de semana.

Cidade Maravilhosa: daqui a 6 dias! 🙂 🙂

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