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Dicas para viajar com bebês de até 6 meses

Esse é um post super delicado de ser escrito, uma vez que ao se falar de bebês cada realidade é diferente, dependendo da personalidade da criança, o jeito que os pais cuidam e educam, da rotina da família. O meu objetivo aqui é contar o que deu certo e funcionou conosco e que talvez funcione com outras pessoas. A única dica que vale para todos é que viajar com bebês é uma delícia, desde que você esteja preparado. Nos 6 primeiros meses da Camila foram duas viagens internacionais e em ambas tudo deu certíssimo. Não deixamos de fazer nada que queríamos por causa dela, pelo contrário. A maneira de ser feliz é incluir o bebê em tudo que você quiser fazer, adaptando a criança à sua realidade pois elas são muito mais flexíveis do que imaginamos, bastando ter o cuidado dela estar alimentada, limpa e ter onde dormir 🙂

Não posso começar a dar as dicas, sem antes contar um pouquinho de como cuidamos da Camila em casa e quando passeamos com ela aqui em Curitiba. Somos neuróticos com horários, principalmente em relação ao ritual do sono que se inicia 21:30 com o banho, mamá e dormir no berço dela, no quarto dela e no escuro. Essa é a rotininha dela desde que nasceu e seguimos a risca com pouquíssimas exceções. Podem me chamar de doida, mas essa rigidez nos deu de presente uma bebê que dorme a noite toda desde os 50 dias. E se está funcionando há 7 meses, não vamos correr o risco de mudar, não é mesmo?

Tive pouco leite no início e assim desde o quarto dia de vida precisei complementar com leite artificial. No ínicio fiquei frustrada, mas depois desencanei e até hoje sou super feliz por amamentar e dar mamadeira. A Camila é uma bebê tranquila e chora muito pouco. Quando abre a boca está manifestando uma de suas necessidades básicas: sono ou fome. Dessa forma, cuidamos dela tentando nos programar para que a rotina evite esses momentos de estresse e funciona muito bem. Depois que voltei a trabalhar, ela fica no berçário em tempo integral e isso ajudou a ter mais rotina ainda.

Viajar com bebês é diferente a cada fase, mas alguns aprendizados podem ser mantidos. Na primeira viagem que fizemos com ela pra Europa, ela ainda estava se alimentando só com leite. Já na ida para os Estados Unidos, já comia papinhas. Isso muda todo o planejamento alimentar, mas as demais rotinas permanecem inalteradas. E assim, viagem após viagem vamos ganhando experiência para que as próximas sejam mais fáceis ainda 🙂

 Após essa nossa pequena experiência, não entendo porque muitas pessoas nos chamaram de loucos ou corajosos por viajar com ela tão pequena. Acredito que ficar o dia inteiro com mamãe e papai seja delicioso pra criança e estar viajando é só cuidar dela em lugares diferentes, é isso que pensamos. Mas chega de blablablá, vamos às dicas práticas!

Arrumando as malas:

Eis uma parte que tinha medo de tanto que as pessoas falam da tal “tralha” que bebê precisa. Realmente é necessário levar bastante coisa, mas acho que depende muito da praticidade de pensar dos pais. Pra Alemanha e pros EUA conseguimos levar uma mala grande para nós 3 e mais uma mala de mão com itens essenciais em caso da bagagem não chegar. De tralha adicional, apenas o carrinho.

Uma dica importante que aprendi com a Dri Miller, é separar os conjuntinhos de roupas em saquinhos. Isso facilita muito, pois você não tem que ficar procurando a blusinha daquela calça, ou o body de dormir no meio de toda a mala. Pra economizar espaço, colocamos as roupas dela num vacuum bag e nos viramos para fazer caber as nossas coisas na mesma mala.

Criança suja muita roupa, principalmente após começar as papinhas. Porém, não pensei em levar roupa suficiente para 4 ou 5 trocas diárias, mas sim em usar lavanderia caso necessário. Em Munique precisamos lavar roupas dela no hotel e vale bem mais a pena do que levar o mundo de roupas pra viajar.

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Mala de mão:

Pra garantir uma viagem tranquila, é fundamental que todos os itens necessários para o bem estar do bebê tenham fácil acesso. Colocamos na mala de mão uma cobertinha, fraldas, pomada pra assadura, lenço umedecido, troca de roupa, antitérmico, termômetro e claro, as mamadeiras com água e leite em pó no potinho com divisões.

Quando você viaja com bebê, há uma tolerância em relação a líquidos. Tanto aqui, quanto na Europa e EUA ninguém reclamou de estarmos com mais de 100ml nas mamadeiras.

Para os passeios, mantivemos esses itens mas levamos em uma mochila para facilitar o transporte.

Embarque:

Estando com criança até 2 anos há prioridade no embarque. Você pode ficar com o carrinho até entrar na aeronave, desde que o equipamento seja dobrável. No checkin eles te dão um saco para embalar e também etiquetam o carrinho. No nosso caso, que há conexão em São Paulo, o carrinho vai direto pro destino final. Em Frankfurt nos entregaram na porta do avião quando chegamos, já em Miami saiu na esteira.

Para quem faz conexão, é importante pensar em como transportar o bebê no aeroporto de conexão. Na primeira viagem penamos pra carregá-la no colo de um terminal a outro em Guarulhos. Já na segunda vez, levamos o canguru 🙂 Viva a experiência!!

Antes de embarcar:

Como a Camila dorme super bem de noite, não trocamos a fralda dela de madrugada. Dessa forma, antes de embarcar usamos o fraldário do aeroporto e já a deixamos limpa e sequinha pro voo todo. Pra Europa funcionou!

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Já para os EUA, utilizamos a mesma tática porém como ela já estava comendo papinhas e com isso a quantidade de número 2 aumenta muito, precisamos trocá-la no avião. Quem trocou foi o Loedi, mas ele me disse que foi tranquilo.

Vôo:

Quando só viajávamos nós 2, sempre preferimos voos noturnos e com a Camila não seria diferente. Pagamos a taxa do berço e assim garantimos os primeiros assentos, aqueles que são vendidos como Espaço Mais na TAM. É caro, mas vale muito a pena. Primeiro que para fazer as refeições você tem onde deixar o bebê, além disso você tem espaço bem maior pras pernas e não precisa incomodar ninguém para ir ao banheiro e é claro que a criança tem um lugar bem confortável pra dormir.

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Com 4 meses ela cabia bem, com 6 ficou justinha mas ainda assim foi excelente!

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Em nossa ida pros EUA, pagamos o berço mas devido à problemas na marcação de assentos não pudemos ir no Espaço Mais. Fomos acomodados em uma fila de 3 com um assento livre e também foi uma boa opção pra ela dormir.

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Trocas de fraldas nos passeios:

Um item essencial para levar quando saímos com a Camila é um lençol descartável que serve para protegê-la dos fraldários. Comprei da marca Mili e achei excelente! O melhor de tudo é que se acontecer algum acidente é só jogar fora. Pra garantir, sempre carregamos 2 conosco. Outra dica é deixar uma fralda, a pomada e o lencinho num saco separado, assim você já tem tudo na mão quando precisar trocar o bebê.

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Na Europa foi muito fácil encontrar trocadores. Era só procurar pelo símbolo de fraldário.

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O único lugar que não achamos local adequado para trocar foi numa cidadezinha alemã que fomos onde a saída foi usar o lençol descartável e trocá-la no chão.

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Já nos EUA todos os banheiros que fui tinham trocador, super tranquilo.

Deslocamentos de carro:

A Camila sempre foi tranquila pra andar na cadeirinha do carro. Porém após 2 ou 3 horas, é claro que ela se irrita de estar sozinha e olhando pra trás. Na Europa, viajamos de carro quase todos os dias e na ida ela dormia praticamente o tempo todo. A volta já era mais difícil e a solução era eu pular pra trás e tentar distraí-la. Haja criatividade!!! Brincava com garrafinha, papel, mamadeira, brinquedinhos e o que mais estivesse ao alcance.

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Sonecas diurnas:

Sim, o carrinho é um trambolho pra levar!! Porém, na minha opinião ele é o item mais importante para o sucesso da viagem. É nele que o bebê fica a maior parte do tempo e onde ele descansa confortavelmente quando achar necessário. Eu amo o carrinho da Camila e apesar dele ocupar muito espaço no porta-malas, acho que ele é bem gostosinho pra ela dormir.

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É claro que tem um momento que ela enjoa de ficar no carrinho e nessas horas acionamos o canguru, que ela adora!!

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E assim levamos o dia, alternando carrinho e canguru, uma dupla perfeita para se viajar com bebês pequenos.

Clima:

Assim como para adultos, a questão de enfrentar frio, calor ou chuva depende do quão estamos preparados. Na Europa pegamos temperaturas amenas e frio intenso. Nos EUA, mais dias de calor e apenas um de friozinho. Ter a capa de chuva para o carrinho nos salvou várias vezes e ainda ajuda a cortar o vento quando está muito frio. Para mim a capa é item indispensável.

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Alimentação:

Quando estava só no leite, era só levar as mamadeiras com água, o leite e nos horários dela oferecer. Geralmente quando parávamos para almoçar eu amamentava e assim ia alternando.

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Quando a hora de se alimentar coincidia com deslocamento, eu pulava pra trás e dava a mamadeira pra ela. Ou dava o mamá sentados num banco ou no carrinho mesmo. Sempre demos mamadeira em temperatura ambiente, o que facilita muito a vida quando se sai de casa.

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Já na fase das papinhas, levei alguns potes de Nestlé, comprei algumas da Gerber nos EUA porém a maior parte dos dias ela comeu comidinha fresca. Como ficamos em um apartamento com cozinha equipada, compramos legumes e frutas no mercado e assim preparava diariamente o papá dela. Para armazenar, comprei potes térmicos da Thermos na Target e assim a comidinha ficava fresca e na temperatura adequada.

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Outra barbada que achei nos EUA foram babadores descartáveis, excelente opção quando você está fora de casa.

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Hotel:

Se tem uma coisa que passamos a repensar após a chegada da Camila são os hotéis em que ficamos. Não ficamos mais frescos, mas temos que escolher quarto mais espaçosos, uma vez que além de acomodar o berço, tem que ter espaço pro carrinho e espaço livre para circularmos. Agora que ela come papinhas, ter cozinha facilita bastante a vida. Já dei a dica aqui no blog mas repito: antes de reservar hotel, verifique se eles disponibilizam berço.

O hotel que passamos a noite em Frankfurt tinha um quarto pequenininho e quase não conseguíamos nos mexer.

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Em Munique fizemos uma excelente escolha: quarto espaçoso e com cozinha.

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Já em Orlando, ficamos num baita apartamento equipado, o que facilitou muito nossa vida.

Fuso horário:

Dentre todos os fatores, é o pior na minha opinião. É fato que as crianças se adaptam mais fácil que os adultos, mas sou sincera em dizer pra vocês que a primeira noite foi terrível! É claro que estarmos cansados da longa viagem contribui emocionalmente para que o estresse pareça maior do que é.

Na Europa, a Camila levou uns 4 dias para se adaptar e ainda assim não tivemos noites tranquilas nos 15 dias que ficamos lá, mas como estávamos em férias nem ligamos muito. A volta ao Brasil foi bem mais fácil e em dois dias ela estava adaptada.

Nos EUA a primeira noite foi complicada, mas nos demais dias dormiu muito bem e nós também.

E se o bebê ficar doente?

Quando fomos pra Europa, a Camila só tinha tido resfriados leves. Sendo assim, fomos orientados pelo pediatra de apenas levar sorinho para o nariz e um antitérmico, além de ter contratado um seguro-saúde para qualquer eventualidade.

Após o início da Camila na escolinha ela ficou doente várias vezes, teve febre, tosse, conjuntivite e outras viroses. Mesmo assim, percebemos que com a mesma facilidade que eles adoecem se curam. Dessa forma, fizemos a farmacinha dela, o seguro-saúde e fomos tranquilos, afinal existe criança e pediatra no mundo inteiro. Na semana em que viajaríamos ela teve laringite, mas como estava medicada viajamos sem maiores preocupações.

Banho:

A melhor opção que encontramos para dar banho nela é levar uma piscininha inflável e a bombinha para enchê-la. Mesmo com fuso , mantivemos o horário local das 21:30h para o ritual do sono.

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Ela adora o banho e é sempre uma festa!

Bem, após quase 2000 palavras, acho que essas são as principais dicas que tenho para compartilhar com vocês. Como disse no início, os bebês mudam muito rápido e é nessa mesma velocidade temos que nos adaptar.

A nossa próxima viagem será para Porto de Galinhas e fico de cabelos em pé em pensar como será a organização para esse novo tipo de viagem. E pra dar mais emoção, ela já está engatinhando, hahaha.

Repito que viajar com bebê é ótimo, desde que os pais estejam preparados e adaptados. Para aqueles que ficavam dizendo que a vida pós-bebê não teria mais viagens, confirmo que estavam bem enganados 🙂 🙂

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