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Havana: primeiras impressões

Começamos nosso primeiro dia em Havana olhando pelas janelas e observando as redondezas agora com a luz do dia. Para um lado tínhamos a vista do Hotel Nacional e Malecón, mas também avistávamos construções em mal estado de conservação e desgastadas pelo tempo. Para o outro, as condições eram bem piores e por alguns instantes fiquei olhando, observando e tentando entender a realidade do país. Nos hospedamos em um dos bairros mais bem conservados da cidade e a fotografia era aquela. Fiquei pensando o que veríamos nas próximas horas….

Para o primeiro dia, havíamos trazido pão (bisnaguinha), café, açúcar e adoçante, portanto não precisamos sair pra comprar nada. Usei o fogão mega antigo pra fazer a comidinha da Camila e então estávamos prontos para começar a desbravar Havana. Decidimos seguir caminhando até Havana Vieja (que estava distante 5 km) e assim já conhecer mais a fundo a cidade.

Nossa primeira passada foi no Malecón (a calçada que contorna a orla de Havana com 8 km de extensão) e a fachada do Hotel Nacional. Apesar de ser 25/12, a vida corria normalmente pois o Natal passou a ser feriado poucos anos atrás com uma visita do papa à ilha. O clima não estava tão quente quanto imaginávamos e com isso a caminhada estava bem agradável. Fomos sem pressa, parando em cada lugar que merecia uma foto nas redondezas.

Quando a paisagem tornou-se monótona, resolvemos entrar nas ruas menos movimentadas e aí sim começamos a conhecer a Havana da vida real. Num primeiro momento, pensamos: ah, no Brasil tem vários lugares mal conservados. Ah, aqui parece o centro velho de tal lugar… Até que nossas justificativas internas não serviam mais para nos consolar. Muita precariedade, cheiro ruim, prédios parecendo que iam desabar a qualquer momento. Apartamentos lotados de moradores, comércios com filas enormes de locais, mercadinhos com pouquíssimas variedades e ofertas de produtos. Apesar de tudo, pessoas tranquilas e felizes pelas ruas e um clima de segurança que nunca vivi em regiões com condições similares aqui no Brasil. Confesso que nessas primeiras andanças eu pensei: o que é que vim fazer aqui? Mas bastou mais alguns passos para que eu entendesse o porquê: viver uma incrível experiência de vida!

Outra “atração” no trajeto eram os carros super antigos (uns mais bem cuidados, outros nem tanto), os bicitáxis e cocotáxis, bem como as construções em bom estado de conservação que eram raras nesse pedaço da cidade. Uma conclusão que chegamos é que os prédios que têm alguma participação do dinheiro proveniente do turismo geralmente são melhorzinhos.

Em nosso caminho, encontramos o Callejón de Hamel, uma rua dedicada à cultura afro-cubana com um clima bem turístico. Por ali, conversamos com alguns locais, entendemos um pouco do trabalho deles e aproveitamos para registrar os momentos. Foi um oásis em meio ao caos que estávamos vivenciando.

Até chegarmos à Havana Vieja tivemos mais uns bons minutos vivendo e refletindo sobre a pobreza e escassez. Foram momentos de muitas conversas e dúvidas sobre as condições do povo cubano, sobre o idealismo de Fidel Castro e Che Guevara, sobre prós e contras do socialismo. Dentre todas as viagens que já fizemos, essa com certeza foi a em que mais falamos sobre história e política, pois é impossível ver tudo isso que estávamos vendo e não tentar entender.

Ter feito essa caminhada pela Havana real foi incrível apesar de esteticamente não ter sido nada agradável. Welcome to Cuba, parte 2!

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Chegando em Havana

Para ir à Cuba, é necessário fazer pelo menos uma conexão internacional. As mais comuns, saindo de São Paulo, são via Lima, Bogotá, Miami ou Panamá, que foi nossa escolha pelo menor tempo total de viagem.Voamos para Havana com a Copa Airlines e foi no check-in em São Paulo que compramos nosso visto por R$100,00. O processo é bem simples e o papel deve ser todo preenchido pelo passageiro.  Antes de recebermos nossos cartões de embarque, a atendente conferiu os cartões de vacinação da febre amarela e logo estávamos liberados para seguir ao portão.

O voo até à Cidade do Panamá foi tranquilo e a conexão bem rápida, porém com tempo suficiente para comermos e dar uma esticada nas pernas.  O aeroporto está bem maior e melhor do que conhecemos em 2012, com ampla variedade de lojas e opções de alimentação. Importante lembrar que tudo lá é vendido em dólares e não aceitam euros, que é a moeda com melhor cotação para levar a Cuba.

Como sabíamos que chegaríamos tarde em Havana, aproveitamos para comprar algumas garrafas de água no aeroporto para termos pelo menos o suficiente até o dia seguinte (se tivéssemos noção real da escassez do país, teríamos levado mais coisinhas do aeroporto do Panamá, rsrs). O avião que nos levou até Cuba era bem velho, talvez pra gente já começar a entrar no clima do destino (hehe), mas a viagem foi tranquila e próximo das dez da noite do dia 24/12 pousamos na capital cubana.

O processo da imigração foi o mais rápido em que já passei na vida! Tirando o fato de que não pudemos passar nós três juntos (como ocorre em todos os demais países em que já passamos), correu tudo tranquilamente, não nos fizeram nenhuma pergunta e sequer checaram o visto.  Um fato diferente, é que todas as bagagens de mão dos passageiros são inspecionadas no raio-x antes de seguirem para a retirada das malas. No meio do caminho, mais algumas pessoas sentadas em mesas conferindo as vacinas dos turistas.

Havia lido que o aeroporto era bem velho e com aparência antiga, porém imaginava pior do que realmente é. Algo que chamou a atenção foi a quantidade exagerada de funcionários no aeroporto e a forma de se vestir das mulheres, com meias super trabalhadas. Enquanto esperávamos as malas, fui ao banheiro e mais uma surpresa: vasos sem tampa, pouca limpeza, uma funcionária deitada dormindo sobre a pia e nada de papel higiênico no aeroporto, além de ter dado de cara com um homem em pleno recinto feminino.

As nossas malas chegaram rápido, o que demorou foi a entrega do carrinho que deveria ser retirado em outro local. Antes de sairmos, mais alguns funcionários para fazerem a triagem das bagagens que iriam para inspeção por amostragem. Nós estávamos com bastante receio por estarmos levando grande quantidade de coisas para comer (na foto abaixo dá pra visualizar), mas felizmente não fomos escolhidos. Para quem tem dúvida, é permitido levar alimentos industrializados em viagens internacionais. Nosso receio era o tempo que perderíamos até olharem tudo o que tínhamos em nossas bagagens. Já passamos por isso em Cancún e foi bem demorado todo o processo.

Assim que saímos no hall do aeroporto já encontramos o anfitrião do Airbnb que alugamos, o Sr Henry, que havia organizado nosso transfer. Informamos a ele que iríamos trocar dinheiro, achamos a casa de câmbio e fomos trocar nossos euros por CUCs (moeda para turistas de Cuba) . É possível também trocar dólares, porém há uma cobrança extra de 10% sobre a moeda americana. Com dinheiro em mãos, o seguimos sem saber ao certo como seria o veículo de nosso transporte…

Quando vimos o carro, começamos a disfarçar o riso diante da situação. Era um jipe super antigo, com bancos de madeira atrás. Estávamos com seis malas, o carrinho, nós cinco, o Henry e mais o motorista, rsrsrs. Não conseguia imaginar como caberia tudo, mas no final das contas coube. Fomos espremidos, eu com a Camila dormindo no colo e torcendo para tudo dar certo. O transfer foi nosso verdadeiro “Welcome to Cuba”. A foto ficou horrível, porém não podia deixar de compartilhar aqui.

Fomos observando tudo durante o caminho e nossas primeiras impressões foram positivas. Apesar de ser tarde da noite, havia bastante gente nas ruas e pouco trânsito. Em menos de meia hora chegamos sãos e salvos ao nosso apartamento após essa primeira aventura em terras cubanas.

Estávamos no vigésimo oitavo andar do Edifício Focsa, o segundo prédio mais alto de Havana. O lugar era melhor do que tínhamos visto nas fotos e contava com uma linda vista do Hotel Nacional, um dos cartões-postais da capital. O Henry nos explicou alguns pontos sobre o apê e sobre o funcionamento do Wi-Fi que em todo o país precisa de um cartão da Etecsa para dar acesso à internet. Quando fomos testar, havia alguma pessoa conectada e assim conseguimos acessar rapidamente, o que foi uma super surpresa positiva pra gente. Consegui até postar!

Ajeitamos nossas coisas, tomamos banho e fomos dormir para estarmos bem descansados para nosso primeiro dia na terra do Fidel. Essa viagem foi cheia de aventuras, acompanhem nos próximos posts

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Último dia em Aruba (com direito à perrengue)

Antes de contar como seguiu nossa viagem em Aruba, preciso relatar alguns fatos que antecederam nossa ida para a ilha caribenha. Faltando pouco menos de uma semana para viajarmos, Camila ficou doente e estava se tratando com antibiótico. Tomou a última dose na quinta-feira (dia que passamos em Palm Beach). Alguns dias antes de embarcarmos, eu estava com uma dor de garganta terrível e também entrei no antibiótico, porém não havia sentido melhora nos sintomas nos dias em que estávamos lá. Pelo contrário! Comecei a tossir e espirrar muito, mas achei que era só um resfriado e busquei um xarope numa farmácia local para ver se amenizavam os sintomas.

Durante o dia o xarope ajudava, mas cheguei a ter febre na noite de terça para quarta-feira e como acordei melhor, não quis ir ao médico e perder um dia de praia (erro que jamais cometerei de volta!!!). Nesse meio tempo, o Loedi começou a ficar mal, espirrando bastante, mas também achamos que era só uma crise de rinite mais forte e boa.

Enquanto éramos só nós, estávamos bem tranquilos. Porém, na madrugada de quinta para sexta-feira Camila acordou com alguns delírios e 39,7 de febre. Como assim? Ela não tinha apresentado nenhum sintoma durante a semana, estava medicada e com temperatura alta? Ficamos meio assustados com o acontecimento, mas logo a medicamos e pensamos que seria só um fato isolado e que acordaria melhor. Para nosso desespero, a febre voltou rapidamente e ela começou a tossir sem parar (sempre tem crises e por isso já estava no antibiótico), a ficar muito quieta, só querendo ficar deitada e aí nosso nível de preocupação subiu muito.

Rapidamente acionamos o seguro saúde que foi super eficiente e logo enviou um médico ao nosso apartamento para avaliá-la. O médico veio, disse que o pulmão estava limpo e que parecia ser algo na garganta. Receitou um antiinflamatório, um antialérgico e disse que a febre deveria baixar logo, bem como a tosse parar. Loedi foi até a farmácia, enfrentou toda a burocracia para comprar os medicamentos e assim que chegou já a medicamos. A tosse passou bem rápido (santo remedinho que queria aqui no Brasil!) mas a febre ficou oscilando.

Esse dia foi perdido pois ficamos no apartamento acompanhando a evolução do quadro dela e com a cabeça fervendo pensando sobre nossa longa viagem de volta logo na manhã do dia seguinte. Quando deu uma brecha na febre, demos um pulo em Oranjestad (o centrinho de Aruba) para respirar ares diferentes e ver se ela se animava um pouquinho. Foi um alívio vê-la melhorzinha e sorrindo novamente.

Estava tudo indo bem até que percebemos que a febre tinha voltado, mesmo ainda estando no tempo de efeito do remédio. Chegamos no apartamento e medicamos novamente, mas nada de melhorar. Ligamos para o médico que nos orientou para aumentar a dose da medicação, porém também não adiantou. Imaginem tudo isso acontecendo e nós tendo que arrumar as malas para cedinho encararmos a volta de quase 20 horas. Ficamos pirando se iríamos até Miami (onde faríamos conexão) e lá buscaríamos um hospital, se deveríamos ir pronto-atendimento e ficar em Aruba mesmo, nem que fosse para perder nosso voo e outras várias preocupações em nossas cabeças. E nesse meio tempo nada da febre baixar.

Eis que tive a ideia no meio da madrugada de dar um outro antitérmico que havíamos levado (morrendo de medo da overdose de remédios) e finalmente a febre da Camila baixou. Enquanto isso, Loedi também tinha febre e eu passei a noite em claro preocupada com os dois e com o voo da volta.

Decidimos ir até Miami e dependendo de como a situação estivesse, procuraríamos a cia aérea e veríamos o que poderia ser feito nessa caso que envolvia saúde. Para nossa alegria e alívio, Camila acordou bem e sem febre (ufa!). Loedi ainda estava mal, mas em condições de encarar a espera em Miami e o voo para o Brasil. Dentre os três, eu que estava melhor naquele momento porém podre por não ter dormido.

Chegamos aliviados nos Estados Unidos, mas ainda teríamos que passar o dia lá pois nosso voo para o Brasil era só à noite. Fomos a um restaurante, almoçamos com bastante calma e depois ficamos passeando no aeroporto. Camila capotou no carrinho, não voltou a ter febre e descansou bastante antes de nosso embarque.

Loedi passou muito mal no voo para São Paulo e eu segurei as pontas com a baixinha que se comportou mais uma vez muito bem. Em Guarulhos, eu precisei dormir alguns minutos pois foram duas noites em claro, e o super papai fez as vezes. Mal podíamos acreditar quando finalmente chegamos em casa no dia 31 de dezembro! Que perrengue foi esse!

Hoje é fácil sentar aqui e escrever sobre o que aconteceu, mas foi muito tenso! A sorte é que tudo ocorreu em nosso último dia de férias e não deixamos de ver nenhum lugar por conta disso. O importante é ver os aprendizados que tivemos com esse perrengue e se preparar melhor para possíveis situações semelhantes. Chegamos, fomos ao hospital, nós três entramos no antibiótico e dali alguns dias já estávamos 100%.

Apesar desse final de viagem não ter sido da maneira como imaginávamos, voltar à Aruba foi muito bacana e aproveitamos muito com a companhia da Camila dessa vez. Super recomendo o destino para quem viaja com os pequeninos!

 

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Praias de Aruba com crianças: Eagle e Palm Beach

Continuando nossos dias de sol e mar azul, a próxima praia que visitamos foi a Eagle Beach. Diferente de Arashi e Baby, essa praia tem maior estrutura, com vários comerciantes alugando guarda-sóis e cadeiras no surreal preço de 40 dólares. Como as sombras disponíveis eram bem longe da água, tivemos que encarar a facada para podermos aproveitar melhor o nosso dia.

Eagle Beach:

A praia é mais “povoada” que as que visitamos nos dias anteriores, porém o mar é bem mais agitado e assim não achei muito boa para crianças nesse sentido. Poder contar com sombra e cadeiras nos permitiu ter um dia mais relax, com a Camila se divertindo na areia e na piscininha. O benefício que tivemos fez valer os doloridos dólares que pagamos.

Entre as brincadeiras com o baldinho, piscininha e muita folia na areia, caminhávamos até a vegetação que cerca a praia para vermos os populares lagartos de Aruba. Camila ria um monte ao vê-los e ao escutar o barulhinho característico que fazem.

Nesse dia o clima estava bem maluco. Em menos de 5 minutos chovia e parava de chover, portanto saiba que uma nuvem escura em Aruba nem sempre significa fim de praia. Passamos um dia muito agradável em Eagle Beach, mas esse não é o tipo de praia que mais gostamos.

Palm Beach:

Na primeira vez que fomos para Aruba, achamos Palm Beach o local mais cheio de turistas da ilha e não curtimos muito a vibe de lá. Nessa viagem resolvemos pesquisar um pouco melhor e acabamos descobrindo que há um pedaço da praia que é menos frequentado e foi pra lá que decidimos ir. Essa parte fica próximo ao hotel Divi Aruba Phoenix, em frente à uma delegacia de polícia e quando chegamos tínhamos a praia só pra nós, com direito à uma cabaninha com sombra grátis. Essa Palm Beach nós amamos!

Mesmo no decorrer do dia esse pedaço que escolhemos para ficar não encheu, portanto recomendo muito para quem quer mar calmo e pouca gente. Curtimos muito praia e a tranquilidade de podermos ficar deitados na sombra deixando a Camila brincar sozinha na água.

No final do dia, fomos para o centrinho turístico de Palm Beach jantar e curtir o delicioso clima de lá. Aliás, íamos quase todos os dias aproveitar o final de tarde e comecinho da noite.

Finalizamos assim nosso roteiro de praias em Aruba e a conclusão é que a ilha caribenha é um destino perfeito para viajar com crianças. Nós adoramos revisitar o local agora com a companhia de nossa fofucha.

Descrevendo esses dias aqui no blog, parecia que nossa viagem à Aruba terminaria lindamente! Vendo nossas expressões de alegria nas fotos, mal poderia imaginar o que aconteceria nessa noite 😦  Contarei no próximo post nosso maior perrengue de viagem até então….

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Praias de Aruba com crianças: Arashi e Baby Beach

O bom de visitar um lugar pela segunda vez é que você já sabe o que esperar em todos os sentidos: trânsito, hospitalidade, preços, clima e muitos outros. Como já conhecíamos as principais praias e lembrávamos da estrutura (ou falta dela, rs), nível de calma do mar, quantidade de pessoas na areia e outros pontos importantes para planejarmos um dia, foi bem fácil pensar em nosso roteiro.

Começamos por Arashi, visitamos Baby Beach, Eagle Beach e Palm Beach, ou seja, fizemos o roteiro clássico de Aruba com bastante tranquilidade, deixando um dia inteiro para cada uma das praias. A ideia desses posts é contar o que mais gostamos em cada uma delas e as principais dicas que nos ajudou nessa viagem em que a Camila estava com 3 anos.

Para a logística dos dias, fomos preparados com:

  • cooler com frutas, bebidas e sanduiches – não somente para economizar, mas principalmente porque não há infraestrutura nas praias de Aruba. As poucas vendinhas que existem têm os preços nas alturas.
  • piscininha inflável para garantir momentos na sombra.
  • garrafas com água doce para lavar a Camila na hora de ir embora, item que é essencial em todas as nossas viagens de praia.

Arashi Beach

Arashi conta com amplo estacionamento, águas calmas e algumas “cabaninhas” com cobertura de sapê que proporcionam sombra grátis para aqueles que chegam cedo e conseguem achar alguma disponível. Nós até encontramos uma, mas com a movimentação do sol tínhamos que ficar deslocando nosso acampamento a cada período. Eis aqui uma grande diferença entre ir só adultos x viajar com criança para Aruba (ou qualquer outra praia). Quando estávamos só eu e o Loedi, mudar acampamento seria trocar apenas as toalhas de praia e nossa mochila para qualquer lugar.

Já com a Camila significa trocar isso mais juntar todos os apetrechos do baldinho e achar outro bom lugar perto da água, que é onde ela (e o resto das pessoas da praia) quer ficar. Com criança, a localização é fundamental para garantir o sossego dos pais e quase nunca há sombra grátis nesse melhor lugar. Ou seja, tivemos que alugar um guarda-sol para podermos curtir Arashi e pagar 20 dólares por isso ….. E assim passamos o dia, ficando um pouco na sombra, ou pouco na água, sempre curtindo o lindo visual da praia.

Baby Beach

O nome da praia já eleva a expectativa quando a viagem é com criança e sem dúvida nenhuma esse era o dia mais esperado de nossa semana. O que nos desanimou um pouco foi a distância (levamos mais de uma hora para chegar lá) e o tempo que amanheceu meio chuvoso. Mesmo assim resolvemos arriscar…

Chegamos em Baby Beach e encontramos fácil um lugar para estacionar. Estava uma garoa bem fininha e fiquei um pouco frustrada, mas pensamos que poderia ser uma nuvem passageira e buscamos um lugar para montar nosso acampamento.

Felizmente era só um tempo feio passageiro e logo o sol abriu destacando os muitos tons de azul da linda Baby Beach! Uma praia perfeita para os pequenos, com água rasa, quente, transparente e cheia de peixinhos. Vivemos ali um dos momentos mais mágicos de nossa vida de viajante: ver a Camila mergulhar sozinha para avistar peixinhos e juntos podermos ver pela primeira vez uma tartaruga marinha ali na praia. Pensamos que está valendo cada centavo que estamos investindo nas aulas de natação 🙂 Me emociono ao lembrar da carinha dela ao sair da água e gritar toda eufórica que conseguiu ver os peixes.

Em Baby Beach, como havia menos gente na praia, pudemos pegar uma sombra um pouco longe da água mas que nos permitia um bom campo de visão para deixar a Camila ir até o mar e voltar. Ficávamos nos revezando quando ela queria ir brincar na água e assim passamos um delicioso dia por lá.

Após algumas horas de diversão, demos um “banho” de água doce nela, tiramos algumas fotos no barzinho temático que há por ali e pegamos o caminho de volta para nosso apartamento.

Após esses primeiros dias na ilha com a Camila, tivemos certeza de que Aruba é um excelente destino para os pequenos também. Estava tudo sendo maravilhoso em nossa viagem e contarei nos próximos posts como a nossa aventura continuou…

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Chegando em Aruba pela segunda vez (agora com a Camila)

E a nossa tão sonhada viagem para a ilha caribenha de Saint Marteen foi postergada devido à destruição do furacão Maria, que devastou grande parte do país. Como estávamos com tudo pago já, tivemos que pensar em como poderíamos manter a viagem do final de ano e aproveitar os trechos aéreos da American Airlines sem termos que pagar a mais por isso. A única opção que encontramos foi Aruba e assim pensamos que poderia ser uma boa ideia revisitar o destino que havíamos conhecido em 2012. É claro que tivemos prejuízo financeiro, porém conseguimos evitar o psicológico que seria não viajarmos em dezembro, como fazemos há alguns anos. E assim, em 23 de dezembro estávamos nós no aeroporto com toda nossa tralha para embarcarmos rumo à mais uma aventura em família. Como lembrávamos dos altos preços da ilha, além das comidas que geralmente levamos em viagens (feijão, macarrão, milho, ervilha, molho, e mais algumas coisinhas) dessa vez conseguimos carregar até um cooler para podermos “farofar” nas praias.

As melhores opções de voo do Brasil para Aruba são via Panamá ou Bogotá, porém como nossas passagens eram da AA, tivemos que ir via Miami, com uma longa conexão por lá (aff!). Nós dois estávamos cansadíssimos do voo e nos revezamos para aguentar a energia da baixinha durante as longas horas de espera no aeroporto.

Finalmente chegou nosso embarque e após 2 horas e meia de voo e mais quase uma hora para passarmos pela imigração, chegamos ao escritório da locadora de carros onde tínhamos muita pressa para conseguirmos sair a tempo de ir ao supermercado, pois lembrávamos que no dia 25 de dezembro nada abria na ilha.

Felizmente deu tudo certo e pudemos chegar ao mercado para fazermos nossa primeira compra e já garantir as próximas refeições. Para ter mais emoção nessa viagem, também tivemos um Airbnb cancelado pela anfitriã faltando poucas semanas para nosso embarque, mas tivemos sorte de achar uma outra hospedagem com cozinha mesmo que em cima da hora. Com o carrinho do mercado abastecido com itens básicos, pudemos seguir então para nosso apartamento.

Que alívio podermos pensar que finalmente estávamos de férias após a longa viagem! Camila já começou a curtir as instalações dos Apartamentos Del Rey assim que guardamos nossas malas no quarto.

O que mais queríamos nesse dia? Deitar e dormir, rsrsrs. E foi isso que fizemos após ajeitarmos nossas coisas. Ufa!

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Último dia em Barbados: Crane e Dover Beach

Dando uma última olhada no Google sobre o que não poderíamos deixar de ver em Barbados, encontramos várias citações à Crane Beach e decidimos dar uma passadinha por lá para ver qual era. A praia estava deserta na hora em que chegamos, mas pelo que lemos costuma ser bastante frequentada. Achamos bem bonita a praia, mas não faz nosso estilo principalmente por conta do mar agitado.

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Escolhemos como point para o sábado a praia que era o destino de nosso primeiro dia: Dover Beach. Dessa vez, como já estávamos habituados ao jeito de se “achar” na ilha foi bem fácil encontrar o local. Cumprimos o mesmo ritual dos dias anteriores e logo estávamos instalados na agitada praia (a mais cheia que visitamos em Barbados)

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Mais um cenário paradisíaco de águas lindas e quentinhas, perfeito para curtir nosso finzinho de férias. Buscamos comida no posto mais uma vez, pois tudo ainda estava fechado, e ficamos por horas desfrutando de paz e sossego.

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Como tudo que é bom dura pouco, chegava então a hora mais chata da viagem: a hora de ajeitar as coisas para ir embora. Voltamos para nosso sobrado e assim começamos a encarar a realidade. Sempre digo também que esse é o momento de refletir no quanto que viajar é bom! É hora de respirar fundo, voltar e já começar a planejar a próxima.

No dia seguinte cedinho embarcamos na longa viagem de volta ao Brasil (levamos mais de 12 horas desde que chegamos ao aeroporto até o momento em que chegamos em casa). Nos despedimos com essa linda vista aérea.

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O voo de volta foi tenso com a Camila, que só queria saber de ficar zanzando no avião. Sorte que as vovós estavam junto para revezar conosco. O único momento de paz foi o soninho, rsrsrsrsr.

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E pra quem pensa que a aventura acabou ao pousar, informo que não, hahaha. Camila ficou pilhada de ficar tanto tempo presa e ao chegar em São Paulo queria somente correr por todo o aeroporto. Haja perna , fôlego e paciência  de papai e mamãe 🙂 🙂

O que faz esse esforço todo valer a pena? Tudo!!!! É a descoberta do mar pela Camila, a interação dela com o povo bajan, a alegria de correr livre e solta na areia. É a chance dela aproveitar a família em tempo integral, de ver que o mundo é muito mais do que nossa rotininha do dia-a-dia. O que vale a pena é ouví-la até hoje, 3 meses pós-viagem, dizer que quer ir pra Barbados. É ver a carinha dela feliz da vida mesmo após toda essa maratona do voo de volta.

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O que escrevo para finalizar os posts de Barbados? Tudo que escrevi em todos os posts: uma ilha com povo encantador, praias paradisíacas e um dos mares mais lindos que já vi nessa minha vida de viajante. Tudo muito organizado, com o autêntico jeito caribenho. Para ser o local perfeito, só precisávamos que nossa moeda fosse mais valorizada.

Com voos diretos semanais de São Paulo, esse paraíso torna-se ainda mais viável. A ilha foi uma excelente escolha para nossas férias e olha que não conhecemos nem metade de suas 60 praias. Pra resumir tudo: o que você está esperando para conhecer Barbados? 🙂

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