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Plitvice Lakes com criança

Coloquei esse título no post devido à falta de informações que encontrei na internet sobre esse passeio com a companhia de pequeninos. Espero poder ajudar aos próximos aventureiros (lembrando que nessa viagem Camila estava com 2 anos e 1 mês) Mas é claro que espero contribuir também com quem vai sem pimpolhos, e atiçar a curiosidade de quem nunca ouviu falar desse lugar 🙂

O Parque Nacional de Plitvice é o local mais visitado da Croácia, patrimônio da Unesco e com aquela fila que pegamos, imaginávamos que trombaríamos com multidões ao adentrar os portões. Para nossa alegria, nada disso aconteceu. Como há várias opções de trilhas, logo no início do caminho as pessoas seguem rumos diferentes e assim não há a sensação de lotação. Ficamos pensando que a demora na fila também possa ser uma estratégia para evitar o acúmulo de gente na entrada, quem sabe há  uma razão.

Andando poucos metros você já encontra uma rampa que é o início do caminho para descer aos “Lower Lakes”, Impossível não parar um pouco para admirar a paisagem e começar a pensar que daqui a pouco você estará lá embaixo, naquelas passarelas onde as pessoas parecem formiguinhas vistas do alto.

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Outra coisa que impressiona logo de cara é a cor da água, com seus muitos tons de verde e azul. A vontade é correr para chegar lá embaixo e poder ver bem de pertinho a paisagem. Até então andar com o carrinho estava moleza, e a Camila curtindo muito com a gente. Ela não parava de repetir: gente, que cor de água é essa? Hahaha…. Copiando a fala da mamãe.

Como diz o ditado, para descer todo santo ajuda e assim foi bem fácil chegar ao nível dos lagos. Por mais que já tivéssemos visto fotos na internet, estar ali em cima das passarelas é algo incrível e é impossível não pensar: deixa eu tomar cuidado para não cair na água. E com criança o pensamento é: deixa eu tomar cuidado pra que ninguém caia na água, rsrsrsr. Nos poucos relatos que encontrei sobre esse passeio com crianças, em alguns vi casos de pequenos que cairam na água sem maiores problemas além de ficarem encharcados. Pensem no quão atentos nós ficamos!

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E pra chamar mais a atenção dos pequenos, há muitos peixes naquelas águas transparentes. Se por um lado isso instiga ainda mais a curiosidade, por outro pode ser um bom motivo para eles ficarem no carrinho. Com a Camila foi assim! Cada vez que ela dizia que queria sair do carrinho, nós dizíamos que precisava ficar para ver mais e mais. Sorte que essa estratégia colou e ela ficou bem boazinha. A parte difícil de percorrer a trilha com o carrinho começou a chegar, com algumas escadas frequentes. Por enquanto conseguíamos subir sem tirá-la do carrinho e ela achava o máximo as trepidações.

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Como as passarelas são estreitas e sempre há gente vindo e voltando, não paramos muito para tirar fotos. É tudo tão bonito que queríamos apreciar a paisagem, cuidar muito da Camila e as fotos ficavam pra segundo plano. Em alguns lugares transportar o carrinho ficou punk, e tínhamos que tirá-la do carrinho, um levá-la no colo e o outro subir escadaria carregando toda a tralha. Foram poucos trechos assim, mas que foram cansativos. Contudo, nada que atrapalhasse o passeio.

Apesar desses desafios, não nos cansamos muito na trilha e logo estávamos no meio do caminho, onde há uma espécie de praça de alimentação, banheiros, mesas e cadeiras para piquenique.

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Almoçamos e demos o papá da Camila, recarregamos as energias e pegamos o barco em direção à parte alta dos Lagos. Entendemos o esquema observando os mapas do parque, pois até então eu só sabia da existência dos barquinhos, mas não para onde iam, rsrsr.

O passeio de barco é bem gostoso e dura cerca de 30 minutos. Aproveitamos para descansar as pernas e observar a paisagem. Para a Camila foi pura festa!

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O segundo barco é bem rápido e ao desembarcar você já percebe que tem outro ângulo de visão da paisagem. Por ali, andar com o carrinho foi bem mais fácil pois quase todos os acessos possuiam rampa ( de terra, é claro!)

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Nos Upper Lakes, vários mirantes com paisagens lindas que complementam a beleza do que se vê lá embaixo. Entramos em quase todos, tendo que nos revezar muitas vezes devido à falta de segurança para os pequeninos (e um excesso de neurose meu, é óbvio!)

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Pegamos o trenzinho também incluso no ingresso e nosso passeio estava chegando ao fim. Apesar de termos pego uma das trilhas mais fáceis por causa do carrinho, acredito que se voltasse sem criança optaria por essa também. Tive a sensação, em determinado momento da caminhada, que as paisagens ficavam muito repetitivas (mas ainda assim lindas!) e por isso não encararia uma mais longa.

Esse foi mais um dia especial de nossas férias, onde estava realizando o sonho de conhecer um local que poucos anos atrás eu nem sabia que existia. A sensação de alegria, aliada à tranquilidade de ter dado tudo certo com a companhia de nossa pequena viajante foram os sentimentos perfeitos para definir aquela tarde.

Para finalizar, o meu veredicto sobre levar ou não carrinho para Plitvice: simmmm!!! Leve o equipamento que te garantirá muita tranquilidade para “domar” as ferinhas. Ajuste suas expectativas, tenha em mente que haverão momentos tensos e pesados, porém esses são minoria. Não consigo imaginar como teria sido nossa trilha sem esse item!

Pegamos o carro no estacionamento e logo estávamos na estrada de volta à Zagreb. Ainda tínhamos que arrumar nossas coisas pois no próximo dia seguiríamos para Dubrovnik, nosso próximo destino na Croácia 🙂

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Arquivado em Croácia, Europa, Plitvice Lakes

Bate-volta Zagreb – Plitvice Lakes: chegando ao parque

Desde a primeira vez que vi fotos desse local, o coloquei em nossa listinha de destinos. Não me lembro ao certo onde e nem quando descobri que os lagos mais famosos da Croácia existiam, mas lembro perfeitamente da minha dúvida ao ver as fotos: será que é tão lindo quanto parece? Para poder ter a resposta  só havia um jeito: ir até lá para checar!  E assim incluímos mais essa atração em nossas férias.

De Zagreb até o Parque Nacional de Plitvice, ou Plitvicka Jezera, são 130 km, porém a estrada é em sua maioria pista simples e cheia de curvas. Utilizamos o Google Maps Offline para nos guiar e foi fundamental. Há sinalização na rodovia, contudo não são muito frequentes as placas indicando o parque. Levamos quase 3 horas até chegarmos e não pegamos nenhum congestionamento.  Há a opção de se hospedar nas redondezas do parque,  mas como teríamos o voo para Dubrovnik no dia seguinte , preferimos o bate-volta.

Apesar de ser bastante tempo na estrada (6 horas contando ida e volta), recomendo a day trip. Mesmo com a Camila não foi tão cansativo.

Em todos os blogs e sites em que busquei informações a recomendação era unânime: chegue cedo para evitar longas filas. Porém, chegar cedo por lá significa 08/09 da manhã e como teríamos 3 horas de viagem, isso significaria sair de Zagreb 5/6 da madrugada. Dessa forma, preferimos contar com a sorte e encarar a multidão caso fosse necessário. Outra dica preciosa que li foi: apesar do calor de Zagreb, considere levar uma blusa de frio pois a região do parque é montanhosa e costuma ser mais fria. Bingo! Fiquei muito feliz de chegar lá e saber que tinha agasalhado bem a Camila graças a essa informação.

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Chegamos por volta de 10h da manhã e ainda conseguimos vaga no estacionamento, que na verdade é um lugar aberto, sem asfalto e com muita vegetação. Já havíamos visto que a fila estava grande e, ao atravessarmos a rodovia e chegar mais próximos, tivemos certeza que teríamos que esperar um tempão para conseguir comprar nossos ingressos e entrar no parque.

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Só nos restava alternar quem ficava na fila e quem distraia a baixinha, por quase 2 horas de espera…. Contamos florzinhas, pedrinhas, banquinhos. Fomos ver todas  as placas, inventamos uma vara de pescar e assim foi. Haja criatividade e paciência 🙂  O que consolava é que dali algumas horinhas estaríamos diante de uma das paisagens mais bonitas do mundo 🙂

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Dentre os temas que mais me geraram ansiedade nesse passeio era como iríamos transportar a Camila nas passarelas sobre os lagos que não oferecem nenhuma segurança nas laterais. Havia lido relatos de que era ótimo levar carrinho e outros que diziam que seria um desastre. Decidimos por levá-lo, e confiar que tudo daria certo. Nesse período de espera, me deparo com essa placa e a dúvida só aumentou.

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Por outro lado, o símbolo de interrogação me tranquilizou, e ver muitas outras famílias com carrinho e crianças também aliviou meu receio. Só nos restava aguardar e tirar nossa própria conclusão no final do passeio.

Há várias trilhas para conhecer o Parque Nacional de Plitvice dependendo do tempo, disposição e condicionamento físico que você tem. No site do parque há todos os dados sobre cada uma delas que são nomeadas com letras. Nós já havíamos pesquisado qual seria a melhor opção com crianças e fui checar na recepção que a trilha “B” seria a melhor rota com carrinho. Aproveitamos a placa próxima da entrada para tentar entender como funcionaria na prática.

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Ficamos quase 2 horas na fila, observando a falta de agilidade dos funcionários, apenas 2 guichês para atender aquela multidão, grupos enormes chegando com prioridade de entrada, porém nada nos estressou. Finalmente compramos nossos ingressos e poucos passos a frente já nos deparamos com essa paisagem!

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Confira no próximo post como foi nossa aventura nos Plitvice Lakes 🙂

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