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Madri: parte 2

Conforme havíamos programado, acordamos bem tarde na nossa última segunda-feira de férias. Ainda bem, pois a temperatura estava a cada dia mais baixa.

Começamos o passeio pela Porta de Alcalá, um monumento construído originalmente em 1778 para representar a porta da cidade.

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Bem a frente, localiza-se o Parque del Retiro que tem várias atrações além das lindas árvores e jardins.

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A primeira grande atração é o lago, com o monumento a Alfonso XII ao fundo.

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Um pouco mais a frente, localiza-se o Palácio de Velazquez.

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O passeio pelo parque é muito agradável. É um lugar para se passar horas e horas, observando os locais praticando atividades física, os diferentes tipos de plantas e aves.

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Outro prédio famoso do parque é o Palácio de Cristal, que além da construção tem como atrativo as belas árvores em conjunto com um pequeno lago.

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Estava sentindo falta da vegetação amarela de outono, mas logo as primeiras árvores com esse tom apareceram.

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O parque é enorme e acho que levaríamos um dia inteiro para conhecê-lo por completo. Nos contentamos com as principais atrações e fomos procurar uma saída dentre várias possíveis. Passamos por mais alguns lugares interessantes antes de deixarmos o recinto.

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Apesar de termos desembarcado na estação Atocha em nossa chegada à Madri, não tivemos a chance de conhecê-la por completo. Dessa forma, decidimos ir até lá para ver mais um pouquinho do local.

Recentemente reformada, a fachada é bonita e destaca-se pelo tamanho que ocupa.

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No seu interior, encontramos vários restaurantes, um bonito jardim e ainda uma feirinha de artesanato. Se não te contarem, você não imagina estar num lugar em que passam mais de 40 milhões de passageiros por ano.

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Passamos pouco tempo por ali e fomos caminhando pela Paseo del Prado até chegarmos ao museu novamente para tirarmos fotos de outros ângulos.

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Aproveitamos, também para fotografarmos a simpática Igreja dos Jerônimos.

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Continuamos pela Paseo del Prado, observando todos seus lindos entornos com suas fontes, prédios, jardins…

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Em Madri também encontramos um monumento à Cristóvão Colombo, mas bem mais simples do que o de Barcelona.

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Bem à frente da estátua situa-se uma praça em homenagem ao Descobrimento da América, conhecida como Jardins do Descobrimento.

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Minha mãe ainda estava querendo voltar à uma loja da Disney e a que encontramos mais próxima de Madri ficava num shopping chamado de Gran Manzana, localizado numa cidadezinha vizinha. É óbvio que fomos até lá e perdemos a viagem novamente. Shopping pequeno e longe, que não vale a visita.

Voltamos de lá, passamos no Carrefour para comprarmos nosso jantar e chegava a hora de arrumarmos as malas para partirmos no outro dia rumo ao Brasil.

Fizemos o check-out no hotel pela manhã, deixamos as malas lá e fomos curtir nossas últimas horas de férias.

Começamos nosso passeio pela Plaza de Toros de Madri. Ficamos curiosos para conhecer o interior da arena e pagamos os 9 euros de entrada.

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Você pode escolher o idioma de sua visita guiada: inglês ou espanhol. Como nossas mães não falam inglês, optamos pela língua hispânica mesmo sem entendermos muito bem, hehe.

O guia explicou vários detalhes sobre como ocorrem as touradas e suas principais tradições. Uma frase que nos marcou foi que quem não conhece a história da Espanha, não consegue entender as touradas. Portanto, antes de eu fazer qualquer julgamento sobre o sacrifício dos animais, engoli seco e assumi que não entendo bulhufas da história do país. Encarei o passeio como um enriquecimento cultural e aprovei para fotografar o interior da Plaza de Toros, que nesse período estava em reformas.

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O discurso do guia era bastante bairrista, supervalorizando as touradas espanholas e menosprezando as mexicanas. Explicou que as touradas são eventos prestigiadíssimos e que na arena existem desde lugares com ingressos populares até o recinto reservado para a família real espanhola.

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Pelas explicações que recebemos, saí da visita com vontade de assistir uma tourada pois percebi o quanto de história e tradição elas realmente carregam.

No final da visitação há um museu que expõe trajes de toureiros e várias homenagens aos mais famosos que já passaram pela Plaza de Toros. No interior do museu não são permitidas fotografias.

De lá, seguimos para a Puerta del Sol novamente onde nossas mães queriam se acabar de comprar os últimos souvenirs da viagem.

Nesse dia, estava muito muito frio! Com as compras feitas, saímos caminhando sem rumo observando os inúmeros detalhes charmosos de Madri que poderíamos registrar. Como exemplo, as lindas plaquinhas com os nomes de ruas da cidade.

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Para espantar o frio, paramos para tomar um chá numa cafeteria antes de seguirmos caminhando.

Aquecidos, pudemos registrar mais alguns lindos prédios madrilenhos enquanto seguíamos para a estação do metrô.

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Como tudo que é bom dura pouco, lá estávamos nós na estação Sol pegando o metrô rumo ao hotel.

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Com as malas em mãos, seguimos de metrô para o aeroporto de Barajas onde pegamos nosso voo para o Brasil.

No caminho para o aeroporto fiquei pensando sobre o que achei de Madri e se minha percepção batia com o que havia lido anteriormente sobre a cidade, que precisava ser vivida e não fotografada. Mesmo não tendo “vivido” a cidade eu gostei sim e além de tudo achei vários lugares para tirar fotos. Outra dúvida que prometi responder foi aquela que deu polêmica em meu facebook, se preferiria Barcelona ou Madri. Quem acompanha o blog já deve ter percebido qual gostei mais e se chutou Barcelona acertou! Mas nada que desmereça a capital espanhola.

Apenas gostaria de sugerir aos viajantes que incluirão as duas cidades no roteiro que deixe Barcelona depois de Madri, para que não se delicie com a sobremesa antes do prato principal, como nós fizemos 🙂 Na dúvida sobre incluir uma ou outra no roteiro, coloque Barcelona e deixe Madri para uma próxima.

Chegava ao fim mais uma aventura, com duas companheiras inéditas em viagens longas e que apesar de todo o estresse que tivemos com elas valeu muito a pena.

Lisboa, Sintra, Luxemburgo, Segunda vez em Paris, Barcelona e Madri foram destinos inesquecíveis, o frio não estava tão intenso e não pegamos dias chuvosos. Deu tudo certo (como sempre) e isso é fruto do planejamento árduo que sempre fazemos antes de viajar.

Agora só nos resta esperar as nossas próximas férias. Ansiosamente 😉

Obs: Com quase 2 meses de atraso, termino aqui a série de posts destes destinos. Ufa!

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Arquivado em Espanha, Europa, Madri

Madri: parte 1

Se sobre Barcelona foi difícil encontrar informações e dicas, achar relatos sobre Madri foi bem mais fácil. O que era unânime em blogs e roteiros, era dizer que a capital espanhola precisa ser vivida para ser entendida, que não é uma cidade de cartões postais para tirar fotografias em frente e que era bem diferente da capital da Catalunha. Em minhas pesquisas, descobri também que a cidade ou é amada ou odiada, não existe um meio termo de opiniões.

Com tudo isso em mente, lá fomos nós curtir nosso primeiro dia em Madri. Resolvemos começar pela dica mais falada de todos os internautas: comer churros com chocolate quente na Chocolateria San Gines.

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Para podermos sentar e comer com calma, tivemos que aguardar uns 40 minutos na fila (dizem que sempre é cheio). Enquanto esperávamos, ficamos olhando a galeria de fotos mostrando todos os famosos que já estiveram lá. Quando nos sentamos, a expectativa era grande para experimentarmos o tão falado prato. E eis que chegam os churros com chocolate quente.

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Realmente o churros é delicioso, bem crocante e sequinho. Porém não gostei muito do chocolate quente, achei bem sem graça. Preferiria mil vezes que tivesse ali na canequinha doce de leite, para que eu pudesse comer churros do jeito que comemos aqui no Brasil. Mesmo não gostando da combinação, a experiência valeu a pena pois não poderia ir a Madri e não provar tal iguaria.

De lá, fomos para a praça Puerta del Sol. Mesmo sendo domingo de manhã, o local estava cheio de gente. Por ali, muitos ambulantes e várias pessoas vestidas de personagens para ganhar uns trocos com fotos. Veja quem você encontra lá atrás, rsrsrs.

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A estação do metrô Sol é uma das mais movimentadas de Madri e com certeza você irá passar por ela várias vezes. Nas redondezas da praça, várias lojas de departamentos, de souvenirs e lanchonetes. O prédio que se destaca é a Casa de Correios Real.

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Ali também você irá encontrar a estátua símbolo de Madri: o urso e o medronheiro. A árvore simboliza a aristocracia e o urso representa o solo fértil de Madri. Deste ponto são medidas todas as rodovias da Espanha. O local é disputadíssimo para fotos, mas vale a pena esperar 🙂

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Após todos conseguirmos um clique com o urso, seguimos caminhando pela Calle de Alcalá e observando as lindíssimas construções.

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Um prédio que chamou bastante a atenção foi o Banco da Espanha, que conta com uma estação do metrô bem na frente.

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Caminhamos mais um pouquinho e encontramos a atração que estávamos procurando: o Palácio de Comunicações, que é um dos prédios mais bonitos da capital espanhola.

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Após algumas fotos, pegamos o metrô e fomos para a Plaza Espanha. Quando chegamos, já achamos muito bonito o local e logo acionamos as câmeras.

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Nessas primeiras horas em Madri, pudemos perceber a grande quantidade de fontes que existe na cidade. Pena que por ali havia lixo estragando a paisagem.

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Caso você acesse a praça pelo ângulo que chegamos, não esqueça de olhar para trás pra ver o contraste com esse bonito prédio.

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Observar a paisagem outonal de Madri na Praça Espanha foi um colírio para nossos olhos.

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Mesmo estando no início do passeio por Madri, o cansaço começou a apertar. Após mais de 10 dias num ritmo frenético, nossos corpos já pediam socorro. Paramos um pouco para descansar, mas não desistimos. Dali a poucos minutos, já estávamos caminhando rumo ao Templo de Debod, que fica localizado num bonito parque.

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Em 1968, o templo egípcio de Debod foi doado a Espanha pelo Estado egípcio em agradecimento pela ajuda prestada ao salvamento dos templos de Abu Simbel e hoje é uma das principais atrações de Madri.

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Na parte interna do local, é possível conhecer um pouco mais sobre o templo original e também se impressionar com os hieróglifos ali expostos. Melhor de tudo? Entrada grátis!

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Com o mapa em mãos, resolvemos seguir caminhando para o Palácio Real de Madri. A primeira parte que avistamos foi o jardim. Dali se tem a vista da lateral do Palácio.

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Alguns passos a mais de caminhada e encontramos outra face da construção, que é uma das mais famosas de Madri. Comecei a reparar que a maioria das matérias de TV que passam sobre a capital espanhola tem o Palácio como cenário.

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Nessa região encontramos muitos artistas de rua atraídos pela grande quantidade de turistas que circula por ali.

A entrada no Palácio é paga e nós nos contentamos em tirar fotos do lado de fora do portão.

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Bem na frente do portão do Palácio fica a Catedral de Almudena, que também é uma atração paga e que se destaca por ter sido construída no estilo neoclássico no exterior, neogótico no interior e neorromântico na cripta.

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Já estávamos com fome e resolvemos voltar para a região da Puerta del Sol para comermos algo. Fomos andando e observando os variados estilos arquitetônicos de Madri.

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Achamos uma pizzaria por ali e foi o que almoçamos. Em seguida, fomos visitar o Mercado de San Miguel que estava superlotado na hora do almoço. Um lugar com várias petisquerias e restaurantes. Pelo que notamos, é point dos locais aos domingos.

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Após umas voltas por ali, seguimos para a Plaza Mayor, outro ícone de Madri. Lá estava acontecendo uma feira de natal, mas não do jeito que gostamos. Era uma exposição de artesanato e porcarias tipo Paraguai.

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Nessas alturas do dia, já não tínhamos mais pernas. Como era domingo, ainda queríamos aproveitar para irmos ao Museu do Prado, pois após às 17 horas a entrada era grátis. Sendo assim, fomos para a estação do metrô e tomamos o rumo do museu. No caminho, paramos para tomar um café e descansar um pouco até dar o horário.

Fomos caminhando bem devagar pela avenida e observando a área próxima ao famoso museu.

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Por volta de 16 e 30 chegamos na entrada do Museu do Prado e já havia uma fila por lá. Com o passar do tempo, aumentou bastante até chegar a hora da abertura para entrada gratuita.

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O Museu do Prado é um dos mais famosos do mundo, mas eu na minha ignorância nunca tinha ouvido falar. É enorme e possui vários andares. Juntando todo o cansaço que sentia, mais a minha falta de empolgação com museus, não aproveitei a visita. Fomos apenas ver as obras mais famosas (mas que mesmo assim não conhecia nenhuma, haha) e logo fomos embora.

A noite já estava chegando e o domingão rendeu boas pernadas. Voltamos para o hotel dispostos a realmente descansar. Decidimos que em nosso segundo dia em Madri acordaríamos tarde, bem tarde….

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Chegando em Madri

Como diria minha mãe, “trem bala é trem bala!”. Saímos pontualmente de Barcelona e menos de 3 horas depois já estávamos na estação Atocha em Madri. Já falei várias vezes sobre meu fascínio por trens, mas não canso de repetir o quanto amo este tipo de transporte. Chegando em Madri, a modernidade da Puerta de Atocha nos impressionou nos primeiros passos, bem como o tamanho da estação.

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Seguindo as placas, logo chegamos na estação do metrô, compramos o passe, estudamos o mapa e fomos na direção que precisávamos. Era um sábado e achamos que pegaríamos o metrô vazio. Mero engano! Pegamos o trem lotadíssimo e ficamos muito apreensivos. Pensamos, cadê a paz de Barcelona? Hehe. Fizemos a conexão necessária e a outra linha do metrô estava menos lotada. Quatro pessoas e quatro malas realmente não combinam com multidão.

Após cerca de 1 hora de nossa chegada, lá estávamos nós no Silken Torre Garden Madri, mais uma excelente escolha de hospedagem. Localizado bem próximo ao metrô, de um centro comercial e de um Carrefour, o hotel tem quartos espaçosos, cama confortável e um bom atendimento. Mal podia acreditar que esta tinha sido uma das opções mais baratas que encontramos na capital espanhola.

Já era tarde da noite e estávamos podre de cansaço. Nada nos restava além de tomarmos um bom banho e preparar a rota para o dia seguinte, que você confere em breve por aqui 🙂

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