Arquivo da categoria: Grécia

Ilhas gregas – Mykonos

Saímos de Milos rumo à Santorini onde pegaríamos nosso voo para Mykonos, passando por Atenas. A maratona foi longa, mas tudo saiu conforme o esperado.

Havíamos combinado com o senhor do Andriani’s Guest House o transfer e ao desembarcarmos já o avistamos.

As primeiras impressões de Mykonos já foram bem diferentes de todas as outras ilhas que tínhamos visitado. Chegamos no final da tarde, deixamos as coisas no hotel e fomos procurar um lugar para comer.

O senhor da pousada era super gente boa e nos explicou o básico de locomoção na ilha. Pegamos o mapa e fomos procurar algo…. Pra variar, entendemos o lado errado e seguimos para uma rua sem movimento, sem restaurantes ou lanchonetes…rsrs. Demos meia-volta e por sorte achamos um mercadinho para comprarmos comida.Nesse primeiro dia, apenas voltamos para o hotel e fomos dormir cedo.

Sabe aquela história de deixar o melhor para o final? Essa era a sensação que tínhamos em relação à Mykonos. Não por ser a mais bonita, mas sim por ser uma das mais famosas das Ilhas Gregas.

Primeiro dia:

Foi com esse gostinho que acordamos em nosso primeiro dia de passeio por lá. No hotel não tinha café da manhã e nem fomos procurar… apenas nos dirigimos ao centro da ilha, também conhecido como Chora, para conhecermos as típicas e  famosas casinhas brancas.

Como Mykonos já era a quarta ilha que visitávamos, as casinhas não eram novidade. Entretanto, Mykonos só tem casinhas brancas! É demais a padronização de cores. A única coisa diferente são as cores dos telhados. A maioria é azul, mas vimos vermelhos, rosa e laranja… bem lindo!

Andar ali no centrinho é uma aventura pois tudo parece muito igual. As ruelas são recheadas de lojinhas, padarias, hotéis, bares e todas são similares. Mesmo com o mapa em mãos nos perdemos várias vezes, mas foi uma delícia.

Outra coisa que notamos nesses primeiros momentos é que pelo fato de ser a mais queridinha dos turistas, Mykonos tem preços bem mais salgados que as demais ilhas que visitamos.

Desbravamos o centrinho e sem querer saímos no porto de Mykonos, de onde era possível avistar os famosos moinhos da cidade.

Dali também era possível ver a área da cidade conhecida como “Little Venice”, que é famosa não só por ficar bem do ladinho do mar, mas também pelos bons restaurantes ali localizados.

Investimos metade de nosso dia conhecendo o centro de Mykonos e já pudemos notar o clima de festa e balada da cidade, bem diferente de tudo que tínhamos conhecido na Grécia.

Achamos uma padaria por ali, comemos uma torta salgada e partimos para o terminal de ônibus para irmos para a primeira praia em Mykonos : Psarou.

Psarou é muito mais que uma praia organizada, É uma praia muito organizada! As cadeirinhas arrumadas contam com travesseiros e toalhas, os bares têm garçons uniformizados, coisa fina. Nada que 8 euros por cadeira não pague 😦

Como somos turistas econômicos, é claro que das cadeiras só tiramos fotos 🙂

O sol estava de rachar e nós corremos procurar uma sombra para estirarmos nossa toalha no chão para podermos aproveitar a praia sem sairmos dali torrados.

Ficamos bem no cantinho da praia, e entre um mergulho e outro curtíamos o belíssimo visual de Psarou. Ali perto da gente tinha uma trilha morro acima, que resolvemos subir para apreciar a paisagem.

Mais uma vez agradecemos de estarmos vendo o lindo mar da Grécia! Um sonho que se tornava real. Ficamos lá em cima um pouco, descemos e já era quase 4 da tarde. Estávamos com sede e fomos comprar algo para beber. Eis que encontramos a cerveja mais cara de nossas vidas: 4 euros, hahaha… mas, como disse o Loedi : dane-se, estamos em Mykonos! 🙂

Como estávamos de ônibus, resolvemos ajeitar nossas coisas e voltarmos para o centro. O primeiro dia em Mykonos foi perfeito para a gente repor nossas energias. Um dia de sombra e água fresca, literalmente 🙂

Chegamos no hotel tomamos banho e ficamos observando o entardecer da janela…. mágico!

Nosso programa para a noite foi voltarmos ao centro para darmos umas voltas e jantarmos.. Infelizmente não tivemos pique para curtir a famosa night de Mykonos.

Segundo dia:

Para o segundo dia na ilha, resolvemos alugar um quadriciclo para podermos fazer várias praias num dia só.

E para começar, escolhemos uma das mais famosas: Paradise.

Paradise é famosa pelas intensas festas que ocorrem por ali desde o meio da tarde até altas horas da noite. Como chegamos antes das 10 da manhã, a praia estava bem vazia. Aproveitamos para fotografar o ambiente onde ocorrem as baladas.

Além do mar azul-Grécia, da mulherada fazendo topless (que nessas alturas já nem impressionava mais), Paradise é também uma praia nudista. Vimos várias pesssoas de todas as idades peladonas curtindo a praia. Eu nunca tinha ido à uma praia desse jeito, mas nem fiquei impressionada devido à tamanha naturalidade que as pessoas reagem. Ninguém tá nem aí para o que está acontecendo… ambiente muito agradável.

Outro complemento à paisagem de Paradise são as árvores na areia… não sei qual a espécie, mas elas completam o visual de maneira muito harmônica. Realmente estávamos no Paradise… rs.

Se Paradise era linda, o que esperar de Super Paradise, nossa próxima parada? Bem, acho que conseguimos tirar uma foto que fala mais que minhas palavras.

Se a vista de cima era linda, lá no mar era mais ainda… Água transparente, gente bonita, clima de festa. Super Paradise rocks!

Por ali estavam também os peladões e as peladonas, mas isso em terras gregas é bem normal…Ficamos mais um tempo em Super Paradise apreciando a paisagem e continuamos nossa maratona de lindas praias. Com o quadriciclo, fomos a diversas praias menos famosas e que não me lembro o nome pois são todas muito parecidas. Além disso, como eu ainda não tinha o blog na época não nos preocupamos tanto em tirar fotos para lembrar, infelizmente.

Nessas andanças, passamos numa mercearia para comprarmos nosso almoço e sem perceber compramos sanduíches congelados 😦 A solução foi colocarmos no sol para esquentar.. rsrrs.

Nos alojamos numa praia, estiramos nossa toalha na areia e aguardamos o sanduíche esquentar à luz do sol…. rsrsrs. E eu disse que queria inclusive o queijo derretido, rsrsrrs. Mas é claro que mal deu uma esquentadinha, tivemos que comer gelado mesmo. Nesse momento da viagem pensamos o quanto somos mãos-de-vaca na hora da alimentação e logo dissemos: é bóia fria, mas estamos na Grécia, hahahaha. Isso que é ter bom humor 🙂

Dormimos um pouco na praia e fomos dar mais umas voltas por Mykonos antes de devolvermos o quadriciclo. Aproveitamos para parar no porto e tirar algumas fotos.

Nessas alturas, já estávamos há uma semana em ilhas e por mais que tudo fosse lindo e maravilhoso, já não estávamos tão empolgados com fotos. Hoje, ao escrever o post, percebi o quanto que deixamos de registrar de Mykonos.

Nesse segundo dia, voltamos ainda com a luz do sol para o hotel, devolvemos o quadriciclo e fomos jantar fora. Como era nosso último dia em terras gregas, é claro que fomos comer gyros para nos despedir. Hummm, me dá água na boca só de lembrar. Se você está indo para a Grécia, coma um gyros por mim!

Após o jantar, fomos arrumar nossas coisas pois nosso voo rumo à Atenas partiria bem cedinho no outro dia. O senhor do hotel deixou o táxi agendado para às 4 horas da manhã 😦

Os dias maravilhosos que vivemos na Turquia, mais os perrengues e surpresas do Egito se somavam neste momento à indescritível semana que vivemos em Ilhas Gregas. Um roteiro de férias perfeito e contrastante, como eu adoro!

Mantendo meu mantra de não comparar lugares, apenas digo que cada uma das quatro ilhas tem seus encantos e belezas únicas. O que foi a cereja do bolo em cada uma delas?

– Rhodes: Lindos

– Santorini: Oía

– Milos: Tsígrado

– Mykonos: Super Paradise

Lembro-me de quando era adolescente e brincava de “Stop” , sempre que caía a letra “I” em Lugares, eu escrevia Ilhas Gregas. Naquele tempo em que esse sonho era tãooo distante, mal podia imaginar que passaria uma semaninha nesse lugar que parecia só existir nos sonhos de ricos e famosos.

Masssssss, como tudo que é bom passa rápido, nossa viagem à Grécia chegava ao fim. Partimos rumo à Atenas onde pegaríamos nosso voo para Frankfurt de onde seguiríamos para o casamento da minha super amiga Sabrina, em Bonn, na Alemanha – o final de nosso roteiro por 3 continentes.

Obs: um site muito bom sobre a Grécia e suas ilhas é o Guia Grécia, do Dr Décio. Me ajudou muito a planejar essa viagem 🙂

Anúncios

8 Comentários

Arquivado em Europa, Grécia, Ilhas Gregas, Mykonos

Ilhas Gregas – Milos

Já comentei nos posts anteriores a dificuldade que tivemos para escolher quais ilhas gregas visitaríamos. Quem muito nos ajudou foi o Marcelo – o guru da Grécia – na comunidade do orkut “Dicas Imperdíveis de Viagens” e “por causa” dele que decidimos ir a Milos. Segundo os comentários de muitos, era a mais linda ilha grega, com as praias de água mais azuis e assim por diante.

Como já seria a terceira ilha a ser visitada, eu pensava como que a água conseguiria ser mais azul que Rodes e Santorini? Até que se chega a hora da visita.

De Santorini a Milos a viagem durou 2 horas e chacoalhou demais…. passei muito mal na viagem, mesmo tendo o cuidado de não comer antes de viajar. Ainda bem que foi rápido. Chegamos no porto de Milos e lá estava o senhor do hotel Dionisis nos aguardando. O hotel fica bem pertinho do porto, é possível ir andando. A localização é excelente!O senhor era muito simpático e nos deu várias informações úteis sobre a ilha.

Após nos instalarmos no hotel, fomos atrás de um meio de transporte pois só teríamos um dia por ali e portanto, precisaríamos de agilidade nas locomoções. Nesse momento comecei a ficar preocupada….entramos em uma loja e nada, outra, nada; mais outra, nada. A ilha estava cheia e não havia mais nenhum quadriciclo disponível. Rodamos um monte e não encontramos. Com esse cenário, resolvemos procurar carro para alugar. Seria mais caro, mas não havia opção. Para nossa surpresa, também não conseguimos achar nenhum carro disponível para aluguel.

Uma outra opção que teríamos era um passeio de barco pelas principais praias de Milos. Era um pouco mais caro, porém nos permitiria visitar vários locais num dia só. Quando fomos falar com o barqueiro, mais uma decepção: o mar estaria agitado no próximo dia e os passeios estavam suspensos 😦 Argh!!!!!!!!!!!!!!

Já passava de 9 e 30 da noite e nós lá, em busca de um meio para se locomover. Podres de tanto andar, resolvemos nos conformar e voltar para o hotel. Não haveria outra opção: teríamos que andar de ônibus e pronto e acabou 😦

Ao deitar na cama desabei a chorar….Chorava pois minha maior expectativa era conhecer a praia de Tsigrado ( a mais falada pelo Marcelo) e lá o ônibus não chega. Chorava também por termos sido manés de não ter reservado antes. Chorava porque me lembrava das coisas ruins que tinham acontecido no Egito… enfim, chorava por tudo….entrei em desespero total. O Loedi tentava me acalmar, mas eu só conseguia pensar nas paisagens que deixaria de ver 😦

Trabalhar com treinamento foi o que me consolou nesta hora, rsrs…. comecei a pensar quantas vezes falo para os treinandos sobre resiliência, sobre como lidar com frustração e etc e me pus no meu lugar. Pensei: “Thaís, saiba lidar com frustração, menina! Você está na Grécia, olha a oportunidade que está tendo e vai ficar aí chorando, no papel de vítima?. Sai dessa!!!” E com esses pensamentos finalmente consegui dormir e me conformar com a situação.

No outro dia acordamos cedo e fomos tentar pela última vez achar um meio de transporte. E não é que achamos um carro para alugar por 50 euros? Ufaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa… tanto sofrimento pra nada: problema transporte resolvido!!!!! 🙂

Já que tínhamos carro, adivinha qual a primeira praia que queria ir? Tsigrado, é óbviooooo. E lá fomos nós, em busca de uma das praias mais lindas da Grécia na opinião de muitos internautas.

O caminho até Tsigrado é muito bem sinalizado e foi fácil achar a praia. Quando a avistamos de cima, pensamos: o Marcelo tinha razão!

Para se chegar à praia é necessário descer por um buraco no meio do paredão onde o único apoio é uma corda.

Com alguns arranhões nas pernas, consegui chegar à maravilhosa Tsigrado que, por ser cedinho ainda, era nossa e de mais um casal….

Ficamos totalmente sem palavras ao chegar lá, pois a praia é demais… o mar, além de transparente, é bem rasinho e com uma temperatura agradabilíssima… Não sabíamos se tirávamos fotos, se filmávamos.. ficamos bem perdidos com a exuberância do lugar. A realidade é que somente estar lá permite você descobrir o que é Tsigrado. Por mais que eu tivesse visto inúmeras fotos, nenhuma delas conseguiu descrever o que é o local. Ficamos por lá um tempo e a praia começou a encher.

Não estávamos incomodados com mais gente na praia e sim com a dificuldade que teríamos para sair dali pois o “buraco” entre as rochas era mão única 😦 . Como queríamos conhecer outras praias de Milos, resolvemos nos mexer.

Não parava de descer gente e o pessoal não era civilizado o suficiente para esperar a gente subir. Ficamos nós e mais um casal de alemães tentando descobrir como faríamos para conseguir subir. Não tinha outro jeito! Alguém tinha que se meter lá e subir, pois o bando que estava lá não tinha essa consciência. A cobaia fui eu :(. Mesmo com gente descendo, eu comecei a subir e o Loedi e o casal vieram atrás. Me ralei muito mais na subida pois além da dificuldade natural, ainda tinha que desviar dos mal-educados que estavam descendo sem nos respeitar. No final deu tudo certo, mas se tivéssemos contado com a cooperação dos demais, não teria me machucado. Porém, não foi nada que afetasse o meu bom humor que ainda estava intacto após a beleza paradisíaca de Tsigrado.

Nossa próxima parada era uma praia bem próxima dali: Firiplaka. O acesso era bem mais fácil e esta é uma praia mais família. O azul do mar também é impressionante. Paramos ali apenas para contemplar a paisagem e tirarmos algumas fotos.

Devido ao meu surto no dia anterior, tínhamos esquecido de carregar a máquina. sendo assim, como de qualquer forma teríamos que parar para almoçar, resolvemos voltar para o hotel e almoçar por lá (entenda-se como comer sanduíche) e enquanto isso a máquina carregava.

Com as baterias recarregadas – literalmente- seguimos rumo à Sarakiniko, que ficava do outro lado da ilha e também era uma das preferidas do pessoal do Orkut.

Chegar em Sarikiniko já é algo diferente. Você vê um monte de pedras brancas com as mais variadas formas e lá no fundo, o marzão azul grécia.

Uma paisagem totalmente diferente de Tsigrado e tão linda igual. O mar aberto ali é bem agitado, porém há uma entrada para a praia que formam piscinas naturais com água bem quentinha.

Além disso, escalando as pedras, você passa para o outro lado que é mais incrível ainda. Muitos relatos dizem que esta praia se assemelha com a superfície lunar.

O vento é bem intenso por ali. Em quase todas as fotos apareço totalmente descabelada, hihihi…. O vento é tão forte que quase derrubou o Loedi e nossa máquina fotográfica na água… kkkkkk.

Depois das belezas de Sarakiniko, seguimos para o outro lado da ilha: Apolonia. Depois de ter ido aos points, essa praia ficou bem sem graça….

Para terminar o dia, voltamos para o lado mais próximo do porto e esperamos o fim de tarde numa praia maravilhosa também, Paliohori…

Após aproveitarmos intensamente nosso único dia em Milos, fomos para o hotel, tomamos banho e fomos dar uma volta na cidade para comprarmos alguns souvenirs e para jantar. Adivinha o cardápio? Gyros de novo…. rsrrsrs

Milos com certeza foi nossa ilha grega favorita! Não tão famosa quanto Santorini, nem tão badalada como Mykonos, tem a essência da vida grega preservada. Um lugar único, indescritível e que deve ser incluído em qualquer roteiro pelas Ilhas Gregas. Chegar lá nem sempre é fácil, devido às poucas opções de horários, companhias e itinerários, mas com certeza vale muito a pena.

Pensando em ir à Grécia? Não deixe de ir à terra da famosa Vênus – Milos.

Obs: um site muito bom sobre a Grécia e suas ilhas é o Guia Grécia, do Dr Décio. Me ajudou muito a planejar essa viagem 🙂

31 Comentários

Arquivado em Europa, Grécia, Milos

Ilhas Gregas – Santorini

Viajar de Blue Star foi muito bom. Pegamos o tipo de assento “Jetseat”, um dos mais baratos, onde as poltronas são bem mais confortáveis que as de um avião. De Rodes à Santorini seriam 8 horas de viagem, que eu nem senti passar pois dormi o tempo todo. Por ser um navio grande você nem sente o balanço do mar.

Chegamos em Santorini à meia-noite e o Sr George, da Pension George nos aguardava no porto com uma plaquinha. Do porto fomos direto ao hotel, nos instalamos e mal podíamos esperar pelo dia seguinte em Santorini. Este hotel era bem maior e mais espaçoso do que o de Rodes. Além disso, tínhamos uma sacada com vista para a piscina e cozinha equipada. Em compensação, o café da manhã não está incluso no preço da diária.

O transporte público de Santorini não é tão rápido. Desta forma. para aproveitar mais a nossa estadia, alugamos um quadriciclo para podermos nos locomover por lá. Pagamos 15 euros por dia. Para a locação não é necessário nada além da Carteira de Habilitação Brasileira e cartão de crédito.

Uma dica para quem vai alugar o quadriciclo é colocar pouco combustível pois o consumo é super baixo.  O moço da locadora nos deu um mapa e algumas dicas da melhor maneira de se chegar às principais atrações da ilha.

A mais famosa é Oía (lê-se Ía). É o cartão-postal de Santorini com suas casinhas brancas e azuis, bem ao estilo que vemos nas fotos da Grécia. Essa foi nossa primeira jornada.

Lendo as placas, seguimos para lá e meio que sem querer acabamos nos perdendo e fomos parar na parte de baixo de Oía. Nada mal, pois pudemos ver tudo de baixo para cima.

Depois de andar um pouco ali embaixo. subimos a ladeira rumo à parte principal de Oía. Andar pelas ruazinhas estreitas, com as casinhas típicas e a arquitetura singular é o máximo.

Se perder por ali também não é difícil, mas quem se importa? A cada rua errada que você pegar, com certeza se surpreenderá com algo.

Andando meio sem rumo, encontramos o mirante de Oía, onde no final da tarde, multidões se unem para ver o mais belo pôr-do-sol do mundo (é o que dizem, nós não fomos ver).

Mesmo sem o pôr-do-sol, a vista de lá é deslumbrante.

Andamos bastante por Oía e aproveitamos que já se aproximava a hora do almoço para comermos gyros por lá.

Nossa próxima parada era no outro lado da ilha: Red Beach. O quadriciclo é um ótimo meio de se locomover nas ilhas gregas, porém a velocidade é limitada. Dessa forma, atravessar a ilha levou mais que meia hora.

Chegamos até a Red Beach e logo entendemos o porquê do nome… paredões de terra vermelha cercam a praia.

Para se chegar à praia é necessário descer uma pequena trilha.  O que impressiona lá de baixo é ver as diferentes nuances de cores dos paredões. Pelas diferentes cores, formam-se além da Red Beach, a Black Beach e também a White Beach.

Ficamos por ali um tempo, demos alguns mergulhos e resolvemos ir conhecer outra praia no mesmo dia. O bom de estar motorizado é isso: mobilidade nas ilhas.

Nossa próxima parada seria Kamari Beach, mas não resistimos parar para tirarmos fotos da paisagem….Aliás, todas as vezes que passamos por ali, a paisagem chamava a atenção.

Kamari Beach é mais uma das famosas praias de Santorini. Por ali, vários bares e restaurantes na beira da praia. Um lugar mais agitado. O que é diferente neste lugar é que a praia fica em 2 morros de pedras claras que dão um quê especial à paisagem.

Aproveitamos para tomar mais um banho de mar por ali e para morcegar mais um pouco. O sol já estava baixando e achamos melhor não nos arriscarmos de quadriciclo à noite, principalmente pelo fato de não sabermos voltar sem olhar as placas.. rs.

A volta foi tranquila. Passamos no supermercado e resolvemos fazer uma macarronada para o jantar….

Loedi fechando as contas do dia na sacada do hotel

Nada melhor do que repor as energias depois de um dia intenso de atividades. Depois do jantar, fomos dar uma volta ali no centro para ver as lojinhas. Voltamos cedo, pois mais uma vez estávamos bem cansados 😉

No dia seguinte acordamos bem cedo pois queríamos voltar a Kamari para vermos o outro lado da praia. Éramos os únicos na praia naquele horário. E por falar em horário, nas praias gregas em geral a galera começa a chegar depois das 10 e 30. Caso chegue antes, terá uma praia só para você 😉

Depois de Kamari, fomos para o centro para encontrarmos a loja da Seajets onde pegaríamos nossos tickets para Milos.

Devolvemos o quadriciclo na locadora e seguimos à pé para o hotel. No caminho, um charmoso moinho.

O final de nossa passagem por Santorini estava próximo.. voltamos ao hotel, arrumamos as coisas e o Sr George nos levou até o porto. Aguardamos por lá a chegada de nosso próximo ferry para a ilha que eu tinha a maior expectativa: Milos.

Das paisagens que vimos na Grécia, a de Santorini com certeza é a mais exuberante… tanto é que foi uma foto de lá que escolhi como plano de fundo para o blog 🙂

Santorini deve estar na lista de qualquer roteiro pelas Ilhas Gregas. É um lugar mágico, que só estando lá para perceber. Parece que até o ar é diferente. As belezas naturais e também as construídas pelos gregos são únicas. Tudo isso com muita tranquilidade, sem muito agito. Parece que por ali o tempo não passa…. As pessoas deixam a vida acontecer e você entra neste clima… Santorini é simplesmente demais!

Obs: um site muito bom sobre a Grécia e suas ilhas é o Guia Grécia, do Dr Décio. Me ajudou muito a planejar essa viagem 🙂

11 Comentários

Arquivado em Grécia, Ilhas Gregas, Santorini

Ilhas Gregas – Rodes

Uma das cacas que fizemos no roteiro de férias, foi escolher um voo  da Olympic às 06:30 de Atenas à Rodes. Se esse era o horário da viagem, tínhamos que chegar ao aeroporto às 05:30h e imagine a hora que tivemos que acordar 😦 . Nossa sorte é que Atenas conta com transporte público 24 horas para o aeroporto, senão teríamos gasto muitoss euros de táxi para chegar até lá. Ok, lição aprendida! 😉 O lado bom disso, é que teríamos o dia inteiro para aproveitar a primeira ilha grega.

Os motivos de termos escolhido Rodes foram 2: a história de ter sido o local de uma das 7 maravilhas do mundo antigo ( mesmo com uma série de dúvidas) e também a tão famosa praia de Lindos. Outro ponto que contou a favor foi a facilidade de se chegar e sair da ilha.

Chegamos em Rodes às 07 e 30 da manhã e fomos para nossa pousada de transporte público. Foi super fácil de achar.

Como ainda era muito cedo, nosso quarto no Hotel  Nathalie ainda não estava disponível. Ficamos aguardando e a simpática moça da recepção nos ofereceu café-da-manhã como cortesia enquanto esperávamos. Opa! Primeiro ponto positivo. Aliás, atendimento é o diferencial deste hotel que é extremamente simples, porém com um clima muito bom.

Como tínhamos acordado muito cedo, ficamos esperando na beira da piscina deitados nas cadeiras. Lá pelas 10 horas, nosso quarto estava pronto. Deixamos nossas coisas e lá fomos nós para o centro de Rodes que, segundo a mocinha da recepção, era um caminho “walkable”.

Primeiro dia: centro de Rodes

O calor era intenso e a garrafinha de água, mais uma vez, era item indispensável. Fomos caminhando e observando o que eram as praias nas ilhas gregas. A primeira coisa que impressiona é a organização. Todos os guarda-sóis alinhados, as cadeiras iguais, tudo bem arrumadinho. Andávamos, andávamos e nada de chegar ao centro… até pensamos em pegar um ônibus, mas tínhamos a cada passo a esperança de que estivesse chegando. Já que estávamos ali, fomos curtindo a paisagem.

A cor do mar dispensa comentários….

Depois de caminhar muito, finalmente chegamos a um dos pontos mais fotografados de Rodes: o local onde supostamente existiu o famoso “Colosso de Rodes”.

A partir dali, você se sente numa mistura de mundos… de um lado, as muralhas históricas, as igrejas, as ruelas, um clima medieval. De outro o bando de turistas que chega ali de cruzeiros fazendo a maior algazarra, sempre em grandes grupos….

No meio das ruazinhas, muitas lojas, restaurantes, monumentos…

E o mais surpreendente é que você anda pela cidade murada e de repente dá de cara com o mar azul da Grécia…

Ok, conhecer a parte histórica foi ótimo, mas já tinha passado das 14 horas e ainda não tínhamos ido à praia. Com aquele calor de mais de 40 graus, nada melhor do que não fazer nada em nossa primeira ilha grega.

Escolhemos uma praia bem agitada, em frente ao cassino de Rodes.

O aluguel daquelas cadeiras bonitas com guarda-sol custa 8 euros, ou seja, 20 reais cada. Achamos caro e o jeito foi estender nossa toalha de praia nas pedrinhas (nessa praia não tinha areia) e ficar lá morcegando no sol. Porém, não aguentamos muito tempo pois o sol é muito forte. Em seguida, fomos procurar uma sombra….

Achamos algumas árvores e nos instalamos por lá, assim como mais um monte de gente. Inventamos nesse momento um termo para quem não quer pagar pelas cadeiras e guarda-sóis : os toalheiros!

Alternando entre um cochilo na sombra e um banho naquele mar cristalino, passamos nossa primeira tarde em Rodes.

Para voltarmos ao hotel, claro que pegamos o ônibus… Passamos no supermercado, compramos nossa janta e lá fomos nós descansar…

Segundo dia: Lindos

Acordamos cedo, tomamos café e pegamos o ônibus rumo ao terminal de Rodes onde pegaríamos o transporte para a praia de Lindos.

Lembro-me da primeira vez que li sobre Lindos e pensei: como um lugar com esse nome pode ser deixado de lado?

Depois de 1 hora de viagem, chegamos lá…

Alguém não seguiria esta indicação?

Para chegar até a praia é necessário descer um morro, o que significa uma bela vista lá de cima…

A recompensa pela descida logo chega. Lindos é uma praia calma e maravilhosa…. Não vou conseguir deixar de fora o jargão (rs): Lindos é lindo! 🙂 🙂

Mais uma vez, optamos pela nossa vida de “toalheiros” na sombra.

Pra quem vai às ilhas gregas, é importante ter em mente que o topless é muito comum por lá. Portanto, prepare sua cara de paisagem para ver essas cenas. Confesso que no início chama muito atenção, mas logo passa.. rsrsr

Às vezes me perguntam: ué, mas não tem nada pra fazer nas praias das Ilhas Gregas? Eu, pra ser sincera, nem entendo essa pergunta porque pra mim praia é um lugar para descansar, curtir a paisagem e tomar banho de mar e nesse quesito as ilhas gregas dão show…. Se você procura algo além disso para fazer por lá, é melhor repensar. Ah! Faltou uma coisa que é sinônimo de praia pra mim: tirar muitas e muitas fotos!

Se pra descer todo santo ajuda, na hora de subir o morro você conta com a ajuda dos burrinhos. Por 5 euros, você monta no burro e ele te leva até a metade do caminho. Nós que somos guerreiros, subimos com nossas fortes pernas.

Imagine uma subida íngreme, com o calor de 40 graus às 3 horas da tarde…. ufa! Foi difícil, mas conseguimos.

Passamos numa lanchonete, almoçamos e seguimos rumo ao ponto de ônibus para voltarmos ao centro de Rodes.

Se na ida a viagem levou 1 hora, a volta passou em menos de 5 minutos pois dormimos do início ao fim.. rsrsrsr.

Passamos o restinho do dia numa praia perto do hotel e já escureceu. Era hora de voltar para o hotel e arrumar as coisas para partir no dia seguinte.

Terceiro dia: hora de partir 

Havíamos comprado nosso ferry da Blue Star para às 17 horas, porém tínhamos que retirar o ticket 2 horas antes no ponto de venda deles. Sendo assim, não compensaria sairmos e voltarmos ao hotel, até porque a diária se encerrava ao meio-dia.

Sendo assim, acordamos mais tarde, tomamos café  e já saímos de mala e cuia. Como não sabíamos onde era o tal do posto de venda, fomos atrás com tempo suficiente para possíveis erros de caminho. Ainda bem que tínhamos tempo, pois o troço era longe pra burro. Se andar descarregado debaixo do sol grego não é fácil, imagine com 2 malas e 2 mochilas 😦

O negócio era muito longe, mas finalmente achamos. Pegamos os tickets e voltamos um pouco para acharmos nosso almoço e esperar mais umas 2 horas até o horário do ferry. Enquanto isso, ficamos ali, observando o tempo passar em nossos últimos momentos em Rodes.

Não demorou muito para que avistássemos nosso ferry chegando…

Lá atrás, nosso ferry 

Como ainda estávamos longe, caminhamos até lá….. e aí sim! Prontos para embarcar rumo à Santorini.

Rodes é uma das maiores ilhas gregas e facilmente é possível passar uma semana por lá sem repetir praia ou passeio. Nossa opção foi conhecer só os highlights, mas valeu muito a pena. Os contrastes da cidade são fascinantes e o agito das praias é algo gostoso de se ver pois é civilizado… nada que se compare à muvuca das praias brasileiras.

Pela facilidade de acesso, também é bem fácil de se incluir num roteiro pelas ilhas gregas.

Depois da agradável surpresa que foi Rodes,vamos ver  quais foram as surpresas de Santorini! Em breve, aqui no Próximos Destinos!

8 Comentários

Arquivado em Grécia, Ilhas Gregas, Rodes

Atenas

Nosso voo partindo do Cairo rumo à Atenas atrasou mais que uma hora. Do Egito à Grécia foram 2 horas de voo, com direito à almoço grego no avião. Voamos com a Aegean – membro da Star Alliance e que com um pouco de paciência pontua no Fidelidade da TAM.

O aeroporto de Atenas é super moderno e muito bem sinalizado. Rapidamente achamos a estação de metrô que dali segue direto ao centro da cidade. Respirar ares europeus foi muito bom naquela altura da viagem. Compramos um passe de 2 dias para podermos usufruir de Atenas com maior economia possível.

Seguimos até a estação de nosso hotel, fizemos checkin e fomos dar uma volta em terras gregas. A Tati e o Luciano se separariam da gente neste momento da viagem, pois eles optaram por fazer cruzeiro nas ilhas gregas pois tinham menos tempo de férias que a gente. As nossas hospedagens também foram em locais diferentes.

Nosso hotel era um Novotel, numa ótima localização com tudo próximo. Hotel novinho, bem decorado, num padrão bem acima do que estamos acostumados, rsrs. Mas conseguimos uma super oferta na internet de 59 euros a diária e não pudemos deixar passar.

Descarregamos nossa bagagem, tomamos banho e fomos nos encontrar com a Tati e o Luciano para nosso último passeio juntos nessa viagem. Perguntamos no hotel qual a sugestão deles para um passeio à noite e a resposta foi única: Plaka.

Plaka é a região próxima à Acrópole famosa pelas ruas estreitas e becos cheios de charme. Pegamos o metrô em direção à Acrópole e lá fomos nós ver uma das principais atrações da cidade iluminada.

Era domingo e ao redor da acrópole estava cheio de gente caminhando, casais, crianças, um ambiente bem familiar. Mesmo já sendo noite, fazia muito calor. Felizmente, saímos de terras muçulmanas e por ali as vestimentas podiam ser compatíveis com o calor. Aliás, as gregas deixam as brasileiras no chinelo quando se trata de shorts e saias curtas….me senti em casa, rs ;).

Após tentarmos tirar várias fotos da Acrópole iluminada, seguimos o fluxo e fomos contornar a acrópole. No caminho, várias barraquinhas vendendo milho (como na Turquia), castanhas, doces, ambulantes e outras coisas. Só que por ali o preço era bem mais salgado… Sair das libras egípcias e passar para o euro é algo chocante!!!!! rsrsr. É você deixar de pagar R$0,50 numa garrafinha de água e passar a pagar R$2,50.

Caminhando por ali, não tem como não pensar no passado que parece estar tão presente com as ruínas, os monumentos….

A região de Plaka também é famosa por seus charmosos restaurantes. Cadeiras com almofadas coloridas, luz de velas, vasinhos de flores. Tudo no capricho para valorizar ainda mais o local. Andar por ali é começar a entender o modo de vida dos gregos….

Como estávamos na Grécia, queríamos provar o famoso churrasquinho grego e era atrás disso que estávamos para nosso jantar. No meu imaginário, seria como aqui no Brasil que você vê os tiozinhos vendendo na rua, em barraquinhas. Mas lá descobrimos que era diferente….

O nome deste prato na Grécia é Gyros. A carne pode der bovina, de porco ou de frango, você que escolhe. Além disso, vem acompanhada com salada e um molho de iogurte com pepino de-li-ci-o-so.

Depois de entrar em várias lojinhas, resolvemos parar para comer gyros num restaurante com um simpático proprietário, que fez de tudo para nos agradar. Este foi o primeiro e mais gostoso gyros que comemos em toda nossa passagem pela Grécia. E olha que comemos muitosssss.

Depois do jantar, andamos mais um pouco por Plaka e fomos para o hotel. Nos despedimos da Tati e do Luciano que foram grandes parceiros de viagem. Dissemos que ainda bem que estávamos em 4 pessoas para presenciar tanta história engraçada e fatos surreais que ocorreram na viagem pelos 3 continentes.

Segunda-feira:

Como era nosso primeiro dia solitos, resolvemos acordar na hora que desse, sem despertador, sem pressa…Nossos planos para a segunda-feira era fazer a maior quantidade de atrações possíveis, pois eu queria muito ir a um shopping no outro dia. Como comprar água em euro é bem mais caro, passamos num Carrefour próximo de nosso hotel para fazermos nosso estoque.

Metrô de Atenas

Começamos indo para a Acrópole, a principal atração da cidade. Compramos os ingressos e lá fomos nós subir o morro com aquele calorão…

A primeira atração é o teatro de Dionísio, palco das maiores peças teatrais da antiguidade.  Logo depois, chega-se num ponto que se tem a vista de grande parte de Atenas.

Tudo ali parece feito de mármore, inclusive o chão. Imponentes colunas formam o Templo de Atena Kike.

Nesse caminho para o Partenon, tudo impressiona. Porém, vê-lo de pertinho realmente é a cereja do bolo do passeio.

Ainda bem que para minimizar o calor, venta bastante lá em cima. Depois de tirar fotos com o Partenon de fundo, sentamos para descansar um pouco pois a subida é hard. Lá em cima existem bebedouros para abastecer as garrafinhas. Depois de contemplar a vista e a paisagem, descemos o monte para seguirmos para a Ágora, que fica do outro lado do parque.

Perto de lá tem um museu, que está incluso no ingresso com uma exposição de várias peças gregas.

Fomos até a Ágora, sentamos mais um pouquinho na sombra (o calor era de rachar), nos planejamos no mapa para pegarum ônibus e o metrô de superfície para irmos até o Templo de Zeus. Lá as ruínas não estão tão preservadas, porém é bacana ver o que restou e imaginar como era quando tudo estava em pé.

Aliás, tanto em Roma, quanto em Éfeso e agora em Atenas, uma coisa que senti falta foi de uma plaquinha com foto mostrando como eram as construções em seus tempos de auge. Às vezes me faltava imaginação para tanto.

Ágora

Resolvemos voltar para o centro de Atenas, atravessando um parque que estava bem ali na frente. Um atrativo para nossa caminhada eram as sombras das árvores do parque, que fica bem ali, no meio de Atenas.

O parque em si não é nada demais… valeu o passeio apenas para ficarmos um pouco na sombra.

De lá, seguimos rumo à praça Syntagma. no centro de Atenas e que tem como principal atração o parlamento grego que fica bem à sua frente. No parlamento é possível assitir a troca da guarda.

Já era hora do almoço e por ali mesmo  facilmente encontramos um Mc Donald’s para almoçar por 5 euros cada.. kkkk.

Nosso próximo paradeiro foi andar pelo calçadão e observar as vitrines, as promoções de verão, as placas em grego.

Até parece grego! rsrsr

No calçadão tomamos o melhor sorvete que já provei na vida – o Cornetto Soft de frutas vermelhas, hummmmm. É um Cornetto molinho, feito em máquina. Não sei se foi o calor que me fez achar o sorvete mais gostoso do que é.

Não compramos nada, apenas ficamos por ali vendo a vida passar… Andamos meio sem rumo e quando percebemos lá estávamos nós de volta à Plaka, só que desta vez de dia. Tanto de dia quanto de noite, é um lugar extremamente agradável. Depois de muito bater perna, voltamos para o hotel cansados principalmente por conta do calor. Fizemos todas as atrações que queríamos conhecer de Atenas em um dia. Desta forma, no outro dia íamos aproveitar para ir ao shopping e descansar…

Havia procurado na internet qual seria o maior shopping de Atenas e descobri o The Mall. Shoppings não são comuns na Europa, portanto fiquei muito feliz de ter descoberto este. Pela informação do site, era bem fácil chegar até lá de metrô. Anotamos em qual estação devíamos descer e lá fomos nós.

Mesmo estudando muito bem o mapa, pela primeira vez na viagem fizemos a caca de pegar o trem pro lado errado.. kkkkk e fomos para no meio do nada, numa estação deserta e que demorou alguns minutos pra gente encontrar uma viva alma, que falasse inglês e que nos ajudasse a entender para onde deveríamos ir….Os trens demoraram bastante e enquanto isso ficamos lá desolados com a topeirice.

Com toda essa trapalhada, conseguimos chegar no shopping quase na hora do almoço. Nosso primeiro passo foi achar a praça de alimentação para almoçarmos. Depois do pit stop, seguimos para explorar as lojas.

Compras nunca são a atração principal de nossas viagens, mas sempre que viajo penso em comprar por um simples motivo: as coisas são muito mais baratas no exterior! Principalmente quando você encontra promoções, que para os europeus é algo levado à sério e nem se compara com os preços de promoções praticados no Brasil. Tem gente que viaja para a Europa e diz que acha tudo muito caro. Eu já penso que a pessoa que não soube procurar, pois nas 2 vezes que fui, achei várias coisas muito mais baratas que no Brasil…..

E na Grécia não foi diferente…. entrei numa Zara e quase enlouqueci com os preços!!! O Loedi também achou um tênis por um preço camarada. Como é bom você pagar um preço justo! Como a gente não vê o tempo passar quando está no shopping, quando percebemos já era quase 4 horas da tarde. Com várias sacolas em mãos, voltamos para o hotel.

Como o caminho era longo, fui observando os prédios que beiravam a linha do metrô. A parte que mais gosto de apartamentos são as sacadas e ali na Grécia pude observar que os gregos também valorizam esta parte nas construções. Não consegui ver um apartamento sem sacada. A maioria deles tinha sacadas grandes, com cadeiras, mesinhas, flores… Uma parte perfeita da casa para aproveitar as altas temperaturas que fazem por ali.

Chegando ao hotel, percebemos que estávamos cansados de tanto bater perna e também por causa do calor. Sendo assim, decidimos passar aquele final de tarde usufruindo da piscina que ficava no terraço. Nada mal 😉

Também tínhamos que arrumar as malas pois no outro dia às 4 horas da manhã, teríamos que sair do hotel e nos dirigir ao aeroporto para pegarmos nosso voo rumo à Rodes – a primeira ilha grega de nosso roteiro.

Nosso passeio em terras gregas estava apenas começando…

Deixe um comentário

Arquivado em Atenas, Europa, Grécia

Preparativos para Egito, Grécia e Turquia – planejamento

Se tem uma coisa que sempre faço é mal voltar de férias e já estar pensando nas próximas. Encaro isso como algo positivo, pois é o que nos permite sonhar e viajar cada vez mais longe. E não foi diferente quando voltávamos de férias do Canadá em 2009…

Voltamos pensando se seria possível fazermos mais uma viagem dos sonhos, mais dessa vez os planos eram mais ousados : visitar 3 continentes de uma vez só.

E lá fomos nós, unir nossa vontade de conhecer as pirâmides no Egito, visitar um lugar chamado Pamukkale na Turquia e visitar as tão faladas Ilhas Gregas. O porquê destes destinos? Bem, o Egito dispensa comentários. A Turquia entrou no roteiro pois uma vez recebemos um e-mail destes que a gente sempre recebe com belas paisagens, e achamos que o tal do Pamukkale era lindo demais. Lembro-me perfeitamente de neste dia ter dito: um dia vou pra lá! E a Grécia? Ah! Tem coisa mais chique do que visitar as Ihas Gregas?rs.

Sonho 1

Sonho 2

Sonho 3

Não adianta nada sonhar e não fazer nada. Desembarcamos do Canadá e já pedi uma cotação de passagem para a Fernanda da Interlaken Turismo para saber se estávamos sonhando alto demais…. quando recebi a resposta com o preço, percebi que mais esse destino seria possível.

Estávamos em junho de 2009 , mas já pensamos que queríamos viajar em agosto de 2010, pois além de visitar estes 3 países, queríamos aproveitar e ir ao casamento de nossa amiga Sabrina, que mora na Alemanha 🙂

Até então, tudo estava bem indefinido…. mas pelo menos sabíamos pra onde ir e já começamos a comentar com nossos amigos pra ver se alguém tinha alguma dica para nos dar .E não é que em uma conversa, encontramos dois parceiros para a viagem? A Tati e o Luciano toparam o convite e decidiram ir juntos! Opa, mais gente para o projeto dos 3 continentes!

Ok, ok, hora de ver como planejamos tudo…..vamos por partes:

Parte 1 – definição da data do casamento da Sabrina.

Hahaha… tínhamos certeza que queríamos muito participar do casamento da Sabrina com o Martin e também voltar à Alemanha. A data do casamento era imprescindível para comprarmos as passagens e fecharmos o roteiro. Porém, um casamento envolve uma série de coisas e o da Sabrina não foi diferente. Só tivemos a definição da data em Maio/2010. Lembro-me da Sabrina mandando um scrap no orkut com a data do casório: 21/08/2010.

Parte 2 – compra das passagens overseas

Eu e o Loedi tínhamos 30 dias de férias. Luciano e Tati tinham 15. Sendo assim, desde o início já sabíamos que a viagem de ida e de volta não seria no mesmo vôo.

As 3 capitais pelas quais poderíamos começar a viagem eram:

Cairo – sem vôo direto do Brasil

Atenas – sem vôo direto do Brasil

Istambul – com vôo direto do Brasil pela Turkish Airlines

Os preços para os 4 lugares não variavam muito: 1400 dólares. Nossa primeira dúvida foi: por onde começar e por onde terminar?

Eu particularmente queria deixar a Grécia por último, pois era o lugar que tinha maior expectativa. Sabe aquela história de deixar o mais gostoso pro final? Porém, como a viagem era em grupo, tudo tivemos que decidir em consenso.

No final das contas, todos concordamos com a ideia pois além da questão expectativa, como eles tinham menos tempo de férias, a opção para a Grécia seria um cruzeiro pelas ilhas – algo que não estava em nossos planos.

Uma das questões estava respondida, faltava apenas saber por onde começar…

Pensamento Thaís e Loedi: como vamos para o casamento da Sabrina no final da viagem, é melhor optarmos por um voo direto da Alemanha, no caso – Frankfurt.

Pensamento Tati e Luciano (eu acho, rs): como o preço da Turkish está melhor com a cotação que fizeram, é melhor pegar um vôo direto na ida e com conexão na volta.

E assim fechamos as passagens: nós indo para Istambul pela TAM com conexão em Frankfurt e voltando direto de lá para o Brasil, e eles indo direto para Istambul com a Turkish e voltando com conexão para o Brasil.

Para aproveitar ao máximo, compramos as passagens saindo na sexta-feira do Brasil…

Parte 3 – definição do roteiro

Uma vez que já tínhamos data de ida e volta definida, chega o momento de decidir o roteiro. Quem nos ajudou neste momento? Internet… mais uma vez.

Nessa parte do planejamento é fundamental saber quais as atrações que existem no lugar para onde você está indo e quais você não abre mão de visitar. Ainda mais nesse plano, que envolvia 3 países e 3 continentes.

E uma dica aqui é: vá sempre do mais fácil para o mais difícil…. como assim? Por exemplo, é muito mais fácil você achar dicas das Ilhas Gregas – destino famoso – do que de Pamukkale – muitas pessoas nem sabem do que se trata.

Então resolva tudo que é fácil primeiro e deixe o mais complicado para depois…

Seguindo este passo, lá fomos nós:

Ilhas Gregas – 7 dias.

Atenas – 2 dias.

Cairo – 3 dias.

Istambul – 3 dias.

Pamukkale e Éfeso – 2 dias

E, para nós, mais 4 dias na Alemanha.

Viagem 2010 – link para a planilha

Pedacinho de nossa super planilha de planejamento

Mas ainda tinha outro passo importante… dentre as mais de 200 ilhas gregas, quais devíamos visitar? Eita pergunta difícil…..

Foram alguns dias de exaustivas pesquisas para nos decidirmos por: Rhodes – por toda sua história, Santorini – pelas famosas paisagens de casinhas brancas, Mykonos – por ser o point das ilhas, e Milos – considerada por muitos dos internautas como a mais linda das ilhas…

Mas não era só isso… ainda tínhamos que saber se existia transporte entre estas ilhas, quais seriam os horários de barcos, se tinha avião, qual a melhor ordem de visitação, etc, etc e etc. Resumindo: investimos nesta parte 15 dias de planejamento…

E assim seguimos….

Uma coisa que sempre me perguntam é: como que você faz para decidir esta parte? A resposta que sempre dou é que sou maria-vai-com-as-outras neste sentido. Mas levo em conta muuuuuuuitas “Marias” do orkut, principalmente a comunidade “Dicas Imperdíveis de Viagens”.

O que geralmente faço é ler todas as mensagens do tópico e “filtrar” as informações de acordo com meus interesses. Confio muito na opinião de quem escreve por lá e nunca me dei mal por isso… Além do orkut, pesquiso no Trip Advisor, no Mochileiros.com, nos guias on-line das cidades que acho no Google.

Não gosto muito destes guias impressos, pois acho que eles indicam muitos lugares que só vão turistas… Prefiro fazer viagens mais autênticas.

Parte 4 – como se deslocar de um lugar para outro

Capitais:

Após a definição do roteiro, partimos para a compra de passagens aéreas entre os locais escolhidos. Fizemos pela internet os seguintes trechos aéreos:

– Istambul – Cairo – pela Turkish Airlines

– Cairo – Atenas – pela Aegean Airlines.

Pamukkale e Éfeso:

Pamukkale fica a mais ou menos 500 km de Istambul… para irmos para lá tivemos que gastar um valor alto pois ficamos com medo de ir por conta  porque é um lugar no interior da Turquia, com placas em turco e sabe-se lá se algum ser fala inglês… preferimos não arriscar e fechar um pacote com a OneNation Tours ( pagamos metade através de cartão de crédito aqui no Brasil e o restante lá) – valor: 350 euros por pessoa com tudo incluso, inclusive aéreo.

Ilhas Gregas:

Nossa locomoção entre as ilhas

Compramos alguns trechos aéreos pela Internet e os bilhetes de ferries também foram comprados online pelos sites da Blue Star, Seajets e Hellenic Seaways.

Parte 5 – onde se hospedar?

O principal fator para escolher hotel nesta viagem com certeza era localização. Imagina ter que se virar em subúrbios com placas em turco, árabe e grego? No way…

Sendo assim, pesquisamos um monte e fechamos os hotéis assim:

Istambul: fechamos com a mesma agência que nos vendeu o pacote para Pamukkale – hotel Q-Inn. Localização: Sultanahmet – pertinho de tudo. Só pagamos lá – valor: 80 euros a diária.

Cairo: conforme recomendações, preferimos ficar na área turística, em Gizé – hotel Mercure Le Sphinx. Fizemos pagamento adiantado pela Internet – valor: 112 dólares a diária

Atenas: ficamos perto de uma estação de Metrô, no hotel Novotel. Próximo a supermercados, padarias… Pegamos uma tarifa super boa pela Internet – 69 euros a diária.

Ilhas Gregas: aqui o buraco foi mais embaixo.. rsrrs as indicações que achamos em nossas pesquisas eram caras. Arriscamos e fomos pelos comentários do site Booking.com (que hoje em dia é nosso favorito graças às barbadas que encontramos para esta viagem) para nos hospedarmos em locais baratos (ou melhor, menos caros)

Rhodes – Hotel Nathalie, 40 euros a diária.

Santorini – Pension George, 70 euros a diária.

Milos- Dyonisis Hotel, 75 euros a diária

Mykonos – Andriani’s Guest House, 100 euros a diária

Parte 6 – que dinheiro levar?

Como passaríamos por 3 diferentes continentes, optamos mais uma vez por fazer o VTM – Visa Travel Money que permite realizar saques em moeda local.

Levamos alguns euros em espécie para garantir.

Além disso, levamos nosso cartão do banco que permite saques internacionais.

Parte 7 – vistos,vacinas, seguros

De todos os lugares que passaríamos, apenas o Egito solicita visto para brasileiros e que, inclusive, pode ser emitido lá no aeroporto do Cairo mesmo.

Preferimos não arriscar e pedimos o visto aqui no Brasil. Mandamos os documentos necessários para o Consulado do Egito em Brasília e em menos de 15 dias estávamos com os vistos em mãos. Custou 80 reais.

Visto em mãos!

Para tirar o visto é necessário o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela. Tomamos a vacina de graça num posto de saúde aqui de Curitiba. Prepare-se, a danadinha é dolorida 😉

Para viajar para países da Comunidade Europeia, é necessário seguro com cobertura do Tratado de Schengen. Como compramos nossas passagens com o cartão de crédito, tivemos a apólice de seguro gratuitamente…

Considerações gerais:

O que aprendemos com esses planos? Muita coisa! Mas, principalmente que dá trabalho você querer ir para lugares que fujam dos mais comuns. O importante é que conseguir fazer tudo isso acontecer, e ainda por cima ser maravilhoso, é a melhor recompensa.

Acompanhe nos próximos posts o desenrolar da viagem aos 3 continentes!

32 Comentários

Arquivado em África, Europa, Grécia, Turquia - Éfeso, Pamukkale e Kusadasi, Turquia - Istambul