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Ilhas gregas – Mykonos

Saímos de Milos rumo à Santorini onde pegaríamos nosso voo para Mykonos, passando por Atenas. A maratona foi longa, mas tudo saiu conforme o esperado.

Havíamos combinado com o senhor do Andriani’s Guest House o transfer e ao desembarcarmos já o avistamos.

As primeiras impressões de Mykonos já foram bem diferentes de todas as outras ilhas que tínhamos visitado. Chegamos no final da tarde, deixamos as coisas no hotel e fomos procurar um lugar para comer.

O senhor da pousada era super gente boa e nos explicou o básico de locomoção na ilha. Pegamos o mapa e fomos procurar algo…. Pra variar, entendemos o lado errado e seguimos para uma rua sem movimento, sem restaurantes ou lanchonetes…rsrs. Demos meia-volta e por sorte achamos um mercadinho para comprarmos comida.Nesse primeiro dia, apenas voltamos para o hotel e fomos dormir cedo.

Sabe aquela história de deixar o melhor para o final? Essa era a sensação que tínhamos em relação à Mykonos. Não por ser a mais bonita, mas sim por ser uma das mais famosas das Ilhas Gregas.

Primeiro dia:

Foi com esse gostinho que acordamos em nosso primeiro dia de passeio por lá. No hotel não tinha café da manhã e nem fomos procurar… apenas nos dirigimos ao centro da ilha, também conhecido como Chora, para conhecermos as típicas e  famosas casinhas brancas.

Como Mykonos já era a quarta ilha que visitávamos, as casinhas não eram novidade. Entretanto, Mykonos só tem casinhas brancas! É demais a padronização de cores. A única coisa diferente são as cores dos telhados. A maioria é azul, mas vimos vermelhos, rosa e laranja… bem lindo!

Andar ali no centrinho é uma aventura pois tudo parece muito igual. As ruelas são recheadas de lojinhas, padarias, hotéis, bares e todas são similares. Mesmo com o mapa em mãos nos perdemos várias vezes, mas foi uma delícia.

Outra coisa que notamos nesses primeiros momentos é que pelo fato de ser a mais queridinha dos turistas, Mykonos tem preços bem mais salgados que as demais ilhas que visitamos.

Desbravamos o centrinho e sem querer saímos no porto de Mykonos, de onde era possível avistar os famosos moinhos da cidade.

Dali também era possível ver a área da cidade conhecida como “Little Venice”, que é famosa não só por ficar bem do ladinho do mar, mas também pelos bons restaurantes ali localizados.

Investimos metade de nosso dia conhecendo o centro de Mykonos e já pudemos notar o clima de festa e balada da cidade, bem diferente de tudo que tínhamos conhecido na Grécia.

Achamos uma padaria por ali, comemos uma torta salgada e partimos para o terminal de ônibus para irmos para a primeira praia em Mykonos : Psarou.

Psarou é muito mais que uma praia organizada, É uma praia muito organizada! As cadeirinhas arrumadas contam com travesseiros e toalhas, os bares têm garçons uniformizados, coisa fina. Nada que 8 euros por cadeira não pague 😦

Como somos turistas econômicos, é claro que das cadeiras só tiramos fotos 🙂

O sol estava de rachar e nós corremos procurar uma sombra para estirarmos nossa toalha no chão para podermos aproveitar a praia sem sairmos dali torrados.

Ficamos bem no cantinho da praia, e entre um mergulho e outro curtíamos o belíssimo visual de Psarou. Ali perto da gente tinha uma trilha morro acima, que resolvemos subir para apreciar a paisagem.

Mais uma vez agradecemos de estarmos vendo o lindo mar da Grécia! Um sonho que se tornava real. Ficamos lá em cima um pouco, descemos e já era quase 4 da tarde. Estávamos com sede e fomos comprar algo para beber. Eis que encontramos a cerveja mais cara de nossas vidas: 4 euros, hahaha… mas, como disse o Loedi : dane-se, estamos em Mykonos! 🙂

Como estávamos de ônibus, resolvemos ajeitar nossas coisas e voltarmos para o centro. O primeiro dia em Mykonos foi perfeito para a gente repor nossas energias. Um dia de sombra e água fresca, literalmente 🙂

Chegamos no hotel tomamos banho e ficamos observando o entardecer da janela…. mágico!

Nosso programa para a noite foi voltarmos ao centro para darmos umas voltas e jantarmos.. Infelizmente não tivemos pique para curtir a famosa night de Mykonos.

Segundo dia:

Para o segundo dia na ilha, resolvemos alugar um quadriciclo para podermos fazer várias praias num dia só.

E para começar, escolhemos uma das mais famosas: Paradise.

Paradise é famosa pelas intensas festas que ocorrem por ali desde o meio da tarde até altas horas da noite. Como chegamos antes das 10 da manhã, a praia estava bem vazia. Aproveitamos para fotografar o ambiente onde ocorrem as baladas.

Além do mar azul-Grécia, da mulherada fazendo topless (que nessas alturas já nem impressionava mais), Paradise é também uma praia nudista. Vimos várias pesssoas de todas as idades peladonas curtindo a praia. Eu nunca tinha ido à uma praia desse jeito, mas nem fiquei impressionada devido à tamanha naturalidade que as pessoas reagem. Ninguém tá nem aí para o que está acontecendo… ambiente muito agradável.

Outro complemento à paisagem de Paradise são as árvores na areia… não sei qual a espécie, mas elas completam o visual de maneira muito harmônica. Realmente estávamos no Paradise… rs.

Se Paradise era linda, o que esperar de Super Paradise, nossa próxima parada? Bem, acho que conseguimos tirar uma foto que fala mais que minhas palavras.

Se a vista de cima era linda, lá no mar era mais ainda… Água transparente, gente bonita, clima de festa. Super Paradise rocks!

Por ali estavam também os peladões e as peladonas, mas isso em terras gregas é bem normal…Ficamos mais um tempo em Super Paradise apreciando a paisagem e continuamos nossa maratona de lindas praias. Com o quadriciclo, fomos a diversas praias menos famosas e que não me lembro o nome pois são todas muito parecidas. Além disso, como eu ainda não tinha o blog na época não nos preocupamos tanto em tirar fotos para lembrar, infelizmente.

Nessas andanças, passamos numa mercearia para comprarmos nosso almoço e sem perceber compramos sanduíches congelados 😦 A solução foi colocarmos no sol para esquentar.. rsrrs.

Nos alojamos numa praia, estiramos nossa toalha na areia e aguardamos o sanduíche esquentar à luz do sol…. rsrsrs. E eu disse que queria inclusive o queijo derretido, rsrsrrs. Mas é claro que mal deu uma esquentadinha, tivemos que comer gelado mesmo. Nesse momento da viagem pensamos o quanto somos mãos-de-vaca na hora da alimentação e logo dissemos: é bóia fria, mas estamos na Grécia, hahahaha. Isso que é ter bom humor 🙂

Dormimos um pouco na praia e fomos dar mais umas voltas por Mykonos antes de devolvermos o quadriciclo. Aproveitamos para parar no porto e tirar algumas fotos.

Nessas alturas, já estávamos há uma semana em ilhas e por mais que tudo fosse lindo e maravilhoso, já não estávamos tão empolgados com fotos. Hoje, ao escrever o post, percebi o quanto que deixamos de registrar de Mykonos.

Nesse segundo dia, voltamos ainda com a luz do sol para o hotel, devolvemos o quadriciclo e fomos jantar fora. Como era nosso último dia em terras gregas, é claro que fomos comer gyros para nos despedir. Hummm, me dá água na boca só de lembrar. Se você está indo para a Grécia, coma um gyros por mim!

Após o jantar, fomos arrumar nossas coisas pois nosso voo rumo à Atenas partiria bem cedinho no outro dia. O senhor do hotel deixou o táxi agendado para às 4 horas da manhã 😦

Os dias maravilhosos que vivemos na Turquia, mais os perrengues e surpresas do Egito se somavam neste momento à indescritível semana que vivemos em Ilhas Gregas. Um roteiro de férias perfeito e contrastante, como eu adoro!

Mantendo meu mantra de não comparar lugares, apenas digo que cada uma das quatro ilhas tem seus encantos e belezas únicas. O que foi a cereja do bolo em cada uma delas?

– Rhodes: Lindos

– Santorini: Oía

– Milos: Tsígrado

– Mykonos: Super Paradise

Lembro-me de quando era adolescente e brincava de “Stop” , sempre que caía a letra “I” em Lugares, eu escrevia Ilhas Gregas. Naquele tempo em que esse sonho era tãooo distante, mal podia imaginar que passaria uma semaninha nesse lugar que parecia só existir nos sonhos de ricos e famosos.

Masssssss, como tudo que é bom passa rápido, nossa viagem à Grécia chegava ao fim. Partimos rumo à Atenas onde pegaríamos nosso voo para Frankfurt de onde seguiríamos para o casamento da minha super amiga Sabrina, em Bonn, na Alemanha – o final de nosso roteiro por 3 continentes.

Obs: um site muito bom sobre a Grécia e suas ilhas é o Guia Grécia, do Dr Décio. Me ajudou muito a planejar essa viagem 🙂

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Ilhas Gregas – Milos

Já comentei nos posts anteriores a dificuldade que tivemos para escolher quais ilhas gregas visitaríamos. Quem muito nos ajudou foi o Marcelo – o guru da Grécia – na comunidade do orkut “Dicas Imperdíveis de Viagens” e “por causa” dele que decidimos ir a Milos. Segundo os comentários de muitos, era a mais linda ilha grega, com as praias de água mais azuis e assim por diante.

Como já seria a terceira ilha a ser visitada, eu pensava como que a água conseguiria ser mais azul que Rodes e Santorini? Até que se chega a hora da visita.

De Santorini a Milos a viagem durou 2 horas e chacoalhou demais…. passei muito mal na viagem, mesmo tendo o cuidado de não comer antes de viajar. Ainda bem que foi rápido. Chegamos no porto de Milos e lá estava o senhor do hotel Dionisis nos aguardando. O hotel fica bem pertinho do porto, é possível ir andando. A localização é excelente!O senhor era muito simpático e nos deu várias informações úteis sobre a ilha.

Após nos instalarmos no hotel, fomos atrás de um meio de transporte pois só teríamos um dia por ali e portanto, precisaríamos de agilidade nas locomoções. Nesse momento comecei a ficar preocupada….entramos em uma loja e nada, outra, nada; mais outra, nada. A ilha estava cheia e não havia mais nenhum quadriciclo disponível. Rodamos um monte e não encontramos. Com esse cenário, resolvemos procurar carro para alugar. Seria mais caro, mas não havia opção. Para nossa surpresa, também não conseguimos achar nenhum carro disponível para aluguel.

Uma outra opção que teríamos era um passeio de barco pelas principais praias de Milos. Era um pouco mais caro, porém nos permitiria visitar vários locais num dia só. Quando fomos falar com o barqueiro, mais uma decepção: o mar estaria agitado no próximo dia e os passeios estavam suspensos 😦 Argh!!!!!!!!!!!!!!

Já passava de 9 e 30 da noite e nós lá, em busca de um meio para se locomover. Podres de tanto andar, resolvemos nos conformar e voltar para o hotel. Não haveria outra opção: teríamos que andar de ônibus e pronto e acabou 😦

Ao deitar na cama desabei a chorar….Chorava pois minha maior expectativa era conhecer a praia de Tsigrado ( a mais falada pelo Marcelo) e lá o ônibus não chega. Chorava também por termos sido manés de não ter reservado antes. Chorava porque me lembrava das coisas ruins que tinham acontecido no Egito… enfim, chorava por tudo….entrei em desespero total. O Loedi tentava me acalmar, mas eu só conseguia pensar nas paisagens que deixaria de ver 😦

Trabalhar com treinamento foi o que me consolou nesta hora, rsrs…. comecei a pensar quantas vezes falo para os treinandos sobre resiliência, sobre como lidar com frustração e etc e me pus no meu lugar. Pensei: “Thaís, saiba lidar com frustração, menina! Você está na Grécia, olha a oportunidade que está tendo e vai ficar aí chorando, no papel de vítima?. Sai dessa!!!” E com esses pensamentos finalmente consegui dormir e me conformar com a situação.

No outro dia acordamos cedo e fomos tentar pela última vez achar um meio de transporte. E não é que achamos um carro para alugar por 50 euros? Ufaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa… tanto sofrimento pra nada: problema transporte resolvido!!!!! 🙂

Já que tínhamos carro, adivinha qual a primeira praia que queria ir? Tsigrado, é óbviooooo. E lá fomos nós, em busca de uma das praias mais lindas da Grécia na opinião de muitos internautas.

O caminho até Tsigrado é muito bem sinalizado e foi fácil achar a praia. Quando a avistamos de cima, pensamos: o Marcelo tinha razão!

Para se chegar à praia é necessário descer por um buraco no meio do paredão onde o único apoio é uma corda.

Com alguns arranhões nas pernas, consegui chegar à maravilhosa Tsigrado que, por ser cedinho ainda, era nossa e de mais um casal….

Ficamos totalmente sem palavras ao chegar lá, pois a praia é demais… o mar, além de transparente, é bem rasinho e com uma temperatura agradabilíssima… Não sabíamos se tirávamos fotos, se filmávamos.. ficamos bem perdidos com a exuberância do lugar. A realidade é que somente estar lá permite você descobrir o que é Tsigrado. Por mais que eu tivesse visto inúmeras fotos, nenhuma delas conseguiu descrever o que é o local. Ficamos por lá um tempo e a praia começou a encher.

Não estávamos incomodados com mais gente na praia e sim com a dificuldade que teríamos para sair dali pois o “buraco” entre as rochas era mão única 😦 . Como queríamos conhecer outras praias de Milos, resolvemos nos mexer.

Não parava de descer gente e o pessoal não era civilizado o suficiente para esperar a gente subir. Ficamos nós e mais um casal de alemães tentando descobrir como faríamos para conseguir subir. Não tinha outro jeito! Alguém tinha que se meter lá e subir, pois o bando que estava lá não tinha essa consciência. A cobaia fui eu :(. Mesmo com gente descendo, eu comecei a subir e o Loedi e o casal vieram atrás. Me ralei muito mais na subida pois além da dificuldade natural, ainda tinha que desviar dos mal-educados que estavam descendo sem nos respeitar. No final deu tudo certo, mas se tivéssemos contado com a cooperação dos demais, não teria me machucado. Porém, não foi nada que afetasse o meu bom humor que ainda estava intacto após a beleza paradisíaca de Tsigrado.

Nossa próxima parada era uma praia bem próxima dali: Firiplaka. O acesso era bem mais fácil e esta é uma praia mais família. O azul do mar também é impressionante. Paramos ali apenas para contemplar a paisagem e tirarmos algumas fotos.

Devido ao meu surto no dia anterior, tínhamos esquecido de carregar a máquina. sendo assim, como de qualquer forma teríamos que parar para almoçar, resolvemos voltar para o hotel e almoçar por lá (entenda-se como comer sanduíche) e enquanto isso a máquina carregava.

Com as baterias recarregadas – literalmente- seguimos rumo à Sarakiniko, que ficava do outro lado da ilha e também era uma das preferidas do pessoal do Orkut.

Chegar em Sarikiniko já é algo diferente. Você vê um monte de pedras brancas com as mais variadas formas e lá no fundo, o marzão azul grécia.

Uma paisagem totalmente diferente de Tsigrado e tão linda igual. O mar aberto ali é bem agitado, porém há uma entrada para a praia que formam piscinas naturais com água bem quentinha.

Além disso, escalando as pedras, você passa para o outro lado que é mais incrível ainda. Muitos relatos dizem que esta praia se assemelha com a superfície lunar.

O vento é bem intenso por ali. Em quase todas as fotos apareço totalmente descabelada, hihihi…. O vento é tão forte que quase derrubou o Loedi e nossa máquina fotográfica na água… kkkkkk.

Depois das belezas de Sarakiniko, seguimos para o outro lado da ilha: Apolonia. Depois de ter ido aos points, essa praia ficou bem sem graça….

Para terminar o dia, voltamos para o lado mais próximo do porto e esperamos o fim de tarde numa praia maravilhosa também, Paliohori…

Após aproveitarmos intensamente nosso único dia em Milos, fomos para o hotel, tomamos banho e fomos dar uma volta na cidade para comprarmos alguns souvenirs e para jantar. Adivinha o cardápio? Gyros de novo…. rsrrsrs

Milos com certeza foi nossa ilha grega favorita! Não tão famosa quanto Santorini, nem tão badalada como Mykonos, tem a essência da vida grega preservada. Um lugar único, indescritível e que deve ser incluído em qualquer roteiro pelas Ilhas Gregas. Chegar lá nem sempre é fácil, devido às poucas opções de horários, companhias e itinerários, mas com certeza vale muito a pena.

Pensando em ir à Grécia? Não deixe de ir à terra da famosa Vênus – Milos.

Obs: um site muito bom sobre a Grécia e suas ilhas é o Guia Grécia, do Dr Décio. Me ajudou muito a planejar essa viagem 🙂

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Ilhas Gregas – Santorini

Viajar de Blue Star foi muito bom. Pegamos o tipo de assento “Jetseat”, um dos mais baratos, onde as poltronas são bem mais confortáveis que as de um avião. De Rodes à Santorini seriam 8 horas de viagem, que eu nem senti passar pois dormi o tempo todo. Por ser um navio grande você nem sente o balanço do mar.

Chegamos em Santorini à meia-noite e o Sr George, da Pension George nos aguardava no porto com uma plaquinha. Do porto fomos direto ao hotel, nos instalamos e mal podíamos esperar pelo dia seguinte em Santorini. Este hotel era bem maior e mais espaçoso do que o de Rodes. Além disso, tínhamos uma sacada com vista para a piscina e cozinha equipada. Em compensação, o café da manhã não está incluso no preço da diária.

O transporte público de Santorini não é tão rápido. Desta forma. para aproveitar mais a nossa estadia, alugamos um quadriciclo para podermos nos locomover por lá. Pagamos 15 euros por dia. Para a locação não é necessário nada além da Carteira de Habilitação Brasileira e cartão de crédito.

Uma dica para quem vai alugar o quadriciclo é colocar pouco combustível pois o consumo é super baixo.  O moço da locadora nos deu um mapa e algumas dicas da melhor maneira de se chegar às principais atrações da ilha.

A mais famosa é Oía (lê-se Ía). É o cartão-postal de Santorini com suas casinhas brancas e azuis, bem ao estilo que vemos nas fotos da Grécia. Essa foi nossa primeira jornada.

Lendo as placas, seguimos para lá e meio que sem querer acabamos nos perdendo e fomos parar na parte de baixo de Oía. Nada mal, pois pudemos ver tudo de baixo para cima.

Depois de andar um pouco ali embaixo. subimos a ladeira rumo à parte principal de Oía. Andar pelas ruazinhas estreitas, com as casinhas típicas e a arquitetura singular é o máximo.

Se perder por ali também não é difícil, mas quem se importa? A cada rua errada que você pegar, com certeza se surpreenderá com algo.

Andando meio sem rumo, encontramos o mirante de Oía, onde no final da tarde, multidões se unem para ver o mais belo pôr-do-sol do mundo (é o que dizem, nós não fomos ver).

Mesmo sem o pôr-do-sol, a vista de lá é deslumbrante.

Andamos bastante por Oía e aproveitamos que já se aproximava a hora do almoço para comermos gyros por lá.

Nossa próxima parada era no outro lado da ilha: Red Beach. O quadriciclo é um ótimo meio de se locomover nas ilhas gregas, porém a velocidade é limitada. Dessa forma, atravessar a ilha levou mais que meia hora.

Chegamos até a Red Beach e logo entendemos o porquê do nome… paredões de terra vermelha cercam a praia.

Para se chegar à praia é necessário descer uma pequena trilha.  O que impressiona lá de baixo é ver as diferentes nuances de cores dos paredões. Pelas diferentes cores, formam-se além da Red Beach, a Black Beach e também a White Beach.

Ficamos por ali um tempo, demos alguns mergulhos e resolvemos ir conhecer outra praia no mesmo dia. O bom de estar motorizado é isso: mobilidade nas ilhas.

Nossa próxima parada seria Kamari Beach, mas não resistimos parar para tirarmos fotos da paisagem….Aliás, todas as vezes que passamos por ali, a paisagem chamava a atenção.

Kamari Beach é mais uma das famosas praias de Santorini. Por ali, vários bares e restaurantes na beira da praia. Um lugar mais agitado. O que é diferente neste lugar é que a praia fica em 2 morros de pedras claras que dão um quê especial à paisagem.

Aproveitamos para tomar mais um banho de mar por ali e para morcegar mais um pouco. O sol já estava baixando e achamos melhor não nos arriscarmos de quadriciclo à noite, principalmente pelo fato de não sabermos voltar sem olhar as placas.. rs.

A volta foi tranquila. Passamos no supermercado e resolvemos fazer uma macarronada para o jantar….

Loedi fechando as contas do dia na sacada do hotel

Nada melhor do que repor as energias depois de um dia intenso de atividades. Depois do jantar, fomos dar uma volta ali no centro para ver as lojinhas. Voltamos cedo, pois mais uma vez estávamos bem cansados 😉

No dia seguinte acordamos bem cedo pois queríamos voltar a Kamari para vermos o outro lado da praia. Éramos os únicos na praia naquele horário. E por falar em horário, nas praias gregas em geral a galera começa a chegar depois das 10 e 30. Caso chegue antes, terá uma praia só para você 😉

Depois de Kamari, fomos para o centro para encontrarmos a loja da Seajets onde pegaríamos nossos tickets para Milos.

Devolvemos o quadriciclo na locadora e seguimos à pé para o hotel. No caminho, um charmoso moinho.

O final de nossa passagem por Santorini estava próximo.. voltamos ao hotel, arrumamos as coisas e o Sr George nos levou até o porto. Aguardamos por lá a chegada de nosso próximo ferry para a ilha que eu tinha a maior expectativa: Milos.

Das paisagens que vimos na Grécia, a de Santorini com certeza é a mais exuberante… tanto é que foi uma foto de lá que escolhi como plano de fundo para o blog 🙂

Santorini deve estar na lista de qualquer roteiro pelas Ilhas Gregas. É um lugar mágico, que só estando lá para perceber. Parece que até o ar é diferente. As belezas naturais e também as construídas pelos gregos são únicas. Tudo isso com muita tranquilidade, sem muito agito. Parece que por ali o tempo não passa…. As pessoas deixam a vida acontecer e você entra neste clima… Santorini é simplesmente demais!

Obs: um site muito bom sobre a Grécia e suas ilhas é o Guia Grécia, do Dr Décio. Me ajudou muito a planejar essa viagem 🙂

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Ilhas Gregas – Rodes

Uma das cacas que fizemos no roteiro de férias, foi escolher um voo  da Olympic às 06:30 de Atenas à Rodes. Se esse era o horário da viagem, tínhamos que chegar ao aeroporto às 05:30h e imagine a hora que tivemos que acordar 😦 . Nossa sorte é que Atenas conta com transporte público 24 horas para o aeroporto, senão teríamos gasto muitoss euros de táxi para chegar até lá. Ok, lição aprendida! 😉 O lado bom disso, é que teríamos o dia inteiro para aproveitar a primeira ilha grega.

Os motivos de termos escolhido Rodes foram 2: a história de ter sido o local de uma das 7 maravilhas do mundo antigo ( mesmo com uma série de dúvidas) e também a tão famosa praia de Lindos. Outro ponto que contou a favor foi a facilidade de se chegar e sair da ilha.

Chegamos em Rodes às 07 e 30 da manhã e fomos para nossa pousada de transporte público. Foi super fácil de achar.

Como ainda era muito cedo, nosso quarto no Hotel  Nathalie ainda não estava disponível. Ficamos aguardando e a simpática moça da recepção nos ofereceu café-da-manhã como cortesia enquanto esperávamos. Opa! Primeiro ponto positivo. Aliás, atendimento é o diferencial deste hotel que é extremamente simples, porém com um clima muito bom.

Como tínhamos acordado muito cedo, ficamos esperando na beira da piscina deitados nas cadeiras. Lá pelas 10 horas, nosso quarto estava pronto. Deixamos nossas coisas e lá fomos nós para o centro de Rodes que, segundo a mocinha da recepção, era um caminho “walkable”.

Primeiro dia: centro de Rodes

O calor era intenso e a garrafinha de água, mais uma vez, era item indispensável. Fomos caminhando e observando o que eram as praias nas ilhas gregas. A primeira coisa que impressiona é a organização. Todos os guarda-sóis alinhados, as cadeiras iguais, tudo bem arrumadinho. Andávamos, andávamos e nada de chegar ao centro… até pensamos em pegar um ônibus, mas tínhamos a cada passo a esperança de que estivesse chegando. Já que estávamos ali, fomos curtindo a paisagem.

A cor do mar dispensa comentários….

Depois de caminhar muito, finalmente chegamos a um dos pontos mais fotografados de Rodes: o local onde supostamente existiu o famoso “Colosso de Rodes”.

A partir dali, você se sente numa mistura de mundos… de um lado, as muralhas históricas, as igrejas, as ruelas, um clima medieval. De outro o bando de turistas que chega ali de cruzeiros fazendo a maior algazarra, sempre em grandes grupos….

No meio das ruazinhas, muitas lojas, restaurantes, monumentos…

E o mais surpreendente é que você anda pela cidade murada e de repente dá de cara com o mar azul da Grécia…

Ok, conhecer a parte histórica foi ótimo, mas já tinha passado das 14 horas e ainda não tínhamos ido à praia. Com aquele calor de mais de 40 graus, nada melhor do que não fazer nada em nossa primeira ilha grega.

Escolhemos uma praia bem agitada, em frente ao cassino de Rodes.

O aluguel daquelas cadeiras bonitas com guarda-sol custa 8 euros, ou seja, 20 reais cada. Achamos caro e o jeito foi estender nossa toalha de praia nas pedrinhas (nessa praia não tinha areia) e ficar lá morcegando no sol. Porém, não aguentamos muito tempo pois o sol é muito forte. Em seguida, fomos procurar uma sombra….

Achamos algumas árvores e nos instalamos por lá, assim como mais um monte de gente. Inventamos nesse momento um termo para quem não quer pagar pelas cadeiras e guarda-sóis : os toalheiros!

Alternando entre um cochilo na sombra e um banho naquele mar cristalino, passamos nossa primeira tarde em Rodes.

Para voltarmos ao hotel, claro que pegamos o ônibus… Passamos no supermercado, compramos nossa janta e lá fomos nós descansar…

Segundo dia: Lindos

Acordamos cedo, tomamos café e pegamos o ônibus rumo ao terminal de Rodes onde pegaríamos o transporte para a praia de Lindos.

Lembro-me da primeira vez que li sobre Lindos e pensei: como um lugar com esse nome pode ser deixado de lado?

Depois de 1 hora de viagem, chegamos lá…

Alguém não seguiria esta indicação?

Para chegar até a praia é necessário descer um morro, o que significa uma bela vista lá de cima…

A recompensa pela descida logo chega. Lindos é uma praia calma e maravilhosa…. Não vou conseguir deixar de fora o jargão (rs): Lindos é lindo! 🙂 🙂

Mais uma vez, optamos pela nossa vida de “toalheiros” na sombra.

Pra quem vai às ilhas gregas, é importante ter em mente que o topless é muito comum por lá. Portanto, prepare sua cara de paisagem para ver essas cenas. Confesso que no início chama muito atenção, mas logo passa.. rsrsr

Às vezes me perguntam: ué, mas não tem nada pra fazer nas praias das Ilhas Gregas? Eu, pra ser sincera, nem entendo essa pergunta porque pra mim praia é um lugar para descansar, curtir a paisagem e tomar banho de mar e nesse quesito as ilhas gregas dão show…. Se você procura algo além disso para fazer por lá, é melhor repensar. Ah! Faltou uma coisa que é sinônimo de praia pra mim: tirar muitas e muitas fotos!

Se pra descer todo santo ajuda, na hora de subir o morro você conta com a ajuda dos burrinhos. Por 5 euros, você monta no burro e ele te leva até a metade do caminho. Nós que somos guerreiros, subimos com nossas fortes pernas.

Imagine uma subida íngreme, com o calor de 40 graus às 3 horas da tarde…. ufa! Foi difícil, mas conseguimos.

Passamos numa lanchonete, almoçamos e seguimos rumo ao ponto de ônibus para voltarmos ao centro de Rodes.

Se na ida a viagem levou 1 hora, a volta passou em menos de 5 minutos pois dormimos do início ao fim.. rsrsrsr.

Passamos o restinho do dia numa praia perto do hotel e já escureceu. Era hora de voltar para o hotel e arrumar as coisas para partir no dia seguinte.

Terceiro dia: hora de partir 

Havíamos comprado nosso ferry da Blue Star para às 17 horas, porém tínhamos que retirar o ticket 2 horas antes no ponto de venda deles. Sendo assim, não compensaria sairmos e voltarmos ao hotel, até porque a diária se encerrava ao meio-dia.

Sendo assim, acordamos mais tarde, tomamos café  e já saímos de mala e cuia. Como não sabíamos onde era o tal do posto de venda, fomos atrás com tempo suficiente para possíveis erros de caminho. Ainda bem que tínhamos tempo, pois o troço era longe pra burro. Se andar descarregado debaixo do sol grego não é fácil, imagine com 2 malas e 2 mochilas 😦

O negócio era muito longe, mas finalmente achamos. Pegamos os tickets e voltamos um pouco para acharmos nosso almoço e esperar mais umas 2 horas até o horário do ferry. Enquanto isso, ficamos ali, observando o tempo passar em nossos últimos momentos em Rodes.

Não demorou muito para que avistássemos nosso ferry chegando…

Lá atrás, nosso ferry 

Como ainda estávamos longe, caminhamos até lá….. e aí sim! Prontos para embarcar rumo à Santorini.

Rodes é uma das maiores ilhas gregas e facilmente é possível passar uma semana por lá sem repetir praia ou passeio. Nossa opção foi conhecer só os highlights, mas valeu muito a pena. Os contrastes da cidade são fascinantes e o agito das praias é algo gostoso de se ver pois é civilizado… nada que se compare à muvuca das praias brasileiras.

Pela facilidade de acesso, também é bem fácil de se incluir num roteiro pelas ilhas gregas.

Depois da agradável surpresa que foi Rodes,vamos ver  quais foram as surpresas de Santorini! Em breve, aqui no Próximos Destinos!

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