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Ilhas Gregas – Santorini

Viajar de Blue Star foi muito bom. Pegamos o tipo de assento “Jetseat”, um dos mais baratos, onde as poltronas são bem mais confortáveis que as de um avião. De Rodes à Santorini seriam 8 horas de viagem, que eu nem senti passar pois dormi o tempo todo. Por ser um navio grande você nem sente o balanço do mar.

Chegamos em Santorini à meia-noite e o Sr George, da Pension George nos aguardava no porto com uma plaquinha. Do porto fomos direto ao hotel, nos instalamos e mal podíamos esperar pelo dia seguinte em Santorini. Este hotel era bem maior e mais espaçoso do que o de Rodes. Além disso, tínhamos uma sacada com vista para a piscina e cozinha equipada. Em compensação, o café da manhã não está incluso no preço da diária.

O transporte público de Santorini não é tão rápido. Desta forma. para aproveitar mais a nossa estadia, alugamos um quadriciclo para podermos nos locomover por lá. Pagamos 15 euros por dia. Para a locação não é necessário nada além da Carteira de Habilitação Brasileira e cartão de crédito.

Uma dica para quem vai alugar o quadriciclo é colocar pouco combustível pois o consumo é super baixo.  O moço da locadora nos deu um mapa e algumas dicas da melhor maneira de se chegar às principais atrações da ilha.

A mais famosa é Oía (lê-se Ía). É o cartão-postal de Santorini com suas casinhas brancas e azuis, bem ao estilo que vemos nas fotos da Grécia. Essa foi nossa primeira jornada.

Lendo as placas, seguimos para lá e meio que sem querer acabamos nos perdendo e fomos parar na parte de baixo de Oía. Nada mal, pois pudemos ver tudo de baixo para cima.

Depois de andar um pouco ali embaixo. subimos a ladeira rumo à parte principal de Oía. Andar pelas ruazinhas estreitas, com as casinhas típicas e a arquitetura singular é o máximo.

Se perder por ali também não é difícil, mas quem se importa? A cada rua errada que você pegar, com certeza se surpreenderá com algo.

Andando meio sem rumo, encontramos o mirante de Oía, onde no final da tarde, multidões se unem para ver o mais belo pôr-do-sol do mundo (é o que dizem, nós não fomos ver).

Mesmo sem o pôr-do-sol, a vista de lá é deslumbrante.

Andamos bastante por Oía e aproveitamos que já se aproximava a hora do almoço para comermos gyros por lá.

Nossa próxima parada era no outro lado da ilha: Red Beach. O quadriciclo é um ótimo meio de se locomover nas ilhas gregas, porém a velocidade é limitada. Dessa forma, atravessar a ilha levou mais que meia hora.

Chegamos até a Red Beach e logo entendemos o porquê do nome… paredões de terra vermelha cercam a praia.

Para se chegar à praia é necessário descer uma pequena trilha.  O que impressiona lá de baixo é ver as diferentes nuances de cores dos paredões. Pelas diferentes cores, formam-se além da Red Beach, a Black Beach e também a White Beach.

Ficamos por ali um tempo, demos alguns mergulhos e resolvemos ir conhecer outra praia no mesmo dia. O bom de estar motorizado é isso: mobilidade nas ilhas.

Nossa próxima parada seria Kamari Beach, mas não resistimos parar para tirarmos fotos da paisagem….Aliás, todas as vezes que passamos por ali, a paisagem chamava a atenção.

Kamari Beach é mais uma das famosas praias de Santorini. Por ali, vários bares e restaurantes na beira da praia. Um lugar mais agitado. O que é diferente neste lugar é que a praia fica em 2 morros de pedras claras que dão um quê especial à paisagem.

Aproveitamos para tomar mais um banho de mar por ali e para morcegar mais um pouco. O sol já estava baixando e achamos melhor não nos arriscarmos de quadriciclo à noite, principalmente pelo fato de não sabermos voltar sem olhar as placas.. rs.

A volta foi tranquila. Passamos no supermercado e resolvemos fazer uma macarronada para o jantar….

Loedi fechando as contas do dia na sacada do hotel

Nada melhor do que repor as energias depois de um dia intenso de atividades. Depois do jantar, fomos dar uma volta ali no centro para ver as lojinhas. Voltamos cedo, pois mais uma vez estávamos bem cansados 😉

No dia seguinte acordamos bem cedo pois queríamos voltar a Kamari para vermos o outro lado da praia. Éramos os únicos na praia naquele horário. E por falar em horário, nas praias gregas em geral a galera começa a chegar depois das 10 e 30. Caso chegue antes, terá uma praia só para você 😉

Depois de Kamari, fomos para o centro para encontrarmos a loja da Seajets onde pegaríamos nossos tickets para Milos.

Devolvemos o quadriciclo na locadora e seguimos à pé para o hotel. No caminho, um charmoso moinho.

O final de nossa passagem por Santorini estava próximo.. voltamos ao hotel, arrumamos as coisas e o Sr George nos levou até o porto. Aguardamos por lá a chegada de nosso próximo ferry para a ilha que eu tinha a maior expectativa: Milos.

Das paisagens que vimos na Grécia, a de Santorini com certeza é a mais exuberante… tanto é que foi uma foto de lá que escolhi como plano de fundo para o blog 🙂

Santorini deve estar na lista de qualquer roteiro pelas Ilhas Gregas. É um lugar mágico, que só estando lá para perceber. Parece que até o ar é diferente. As belezas naturais e também as construídas pelos gregos são únicas. Tudo isso com muita tranquilidade, sem muito agito. Parece que por ali o tempo não passa…. As pessoas deixam a vida acontecer e você entra neste clima… Santorini é simplesmente demais!

Obs: um site muito bom sobre a Grécia e suas ilhas é o Guia Grécia, do Dr Décio. Me ajudou muito a planejar essa viagem 🙂

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Arquivado em Grécia, Ilhas Gregas, Santorini