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Budapeste: parte 2

O metrô de Budapeste é um dos mais antigos do mundo, mas mesmo assim é bem eficiente (pelo menos para turismo). O mapa que tínhamos apontava todos as atrações da cidade e foi bem fácil chegar à Heroes’ Square, que fica bem no final (ou ínicio) da Andrassy Avenue que é considerada a Champs Elysees de Budapeste. Além disso a praça tem duas importantes construções em sua volta: o Museum of Fine Arts e o Palace of Art.

Entretanto, a principal atração do local é o Millennium Memorial, que traz as estátuas dos líderes das 7 tribos que fundaram a Hungria no século 9 e outras figuras importantes da história húngara.

Logo atrás da praça, fica o City Park, que nessa época do ano abriga uma pista de patinação no gelo que estava lotada. O frio havia piorado e nada melhor que tomar um vinho quente por ali.

Eu não tomo bebidas alcóolicas, tampouco gosto de vinho. Mas com aquela temperatura, era a única bebida que me aquecia por alguns instantes. Por sorte este era misturado com água e bem docinho. O Fernando também pegou um pra ver se o frio amenizava. Por estar grávida, a Paula era a única que não podia usar esse “recurso”.

No City Park há o Vajdahunyad Castle, uma obra que mistura vários tipos de arquitetura e que hoje abriga o Museu da Agricultura Húngara.

Mais uns passos a frente, está o Széchenyi Medicinal Bath, o maior lugar de banho termal da Europa. Não entramos, mas a parte externa é bem bonita.

Nessas alturas do campeonato, a fome estava apertando e resolvemos voltar para pegar o metrô e seguir até o centro.

Fazendo o caminho de volta no City Park, fomos dar uma espiadinha no lago e tirar algumas fotos por lá.

Optamos por desembarcar na estação Ópera de Budapeste e aproveitamos para tirar umas fotos do prédio.

Porém, não tinha mais jeito! Estávamos famintos e com muito frio e o que mais queríamos era achar um fast food e um ambiente quentinho para encerrarmos nossas atividades em Budapeste, afinal dali a pouquinho já estaria escuro.

Achamos um Burger King e almoçamos por lá. Como tínhamos planejado, seguimos para o Mercado de Natal novamente para agora sim olhar tudo e comprar lembrancinhas. E é claro, tomar mais um vinho quente para nos proteger do frio de lascar 🙂

Os Mercados de Natal são mágicos! Mesmo que você não queria comprar nada, vale a pena olhar cada barraquinha, sentir o cheirinho das comidas típicas e talvez se deliciar com alguma delas. Como não sou muito fã de “bugigangas”, fiquei só com meu imã de geladeira para minha coleção.

A Paula queria comprar presentes e aproveitamos as várias lojas de souvenirs do calçadão, que mesmo com aquela temperatura estava lotado!

Presentes comprados, passamos numa barraquinha para experimentar o pão enrolado e seguimos para um shopping onde a Paula queria comprar roupinhas para o bebê. Jantamos por lá e antes das 21 horas estávamos de volta ao hotel para finalmente dormirmos cedo. Ufa!

No dia seguinte, após tomarmos café, fomos dar umas voltas pelas redondezas e tirar nossas últimas fotos da capital húngara.

Voltamos para o hotel, agendamos o táxi para o aeroporto, ajeitamos nossas coisas e já era hora de partir rumo à Praga.

Budapeste surpreendeu demais! Uma Europa totalmente diferente da que já conhecíamos em todos os sentidos. Com certeza esse primeiro pedacinho do Leste Europeu nos deixou com boas lembranças.

Quer saber?  Nem o frio insuportável tirou o encanto dessa cidade simplesmente LINDA! Amei Budapeste!!!! A todo instante eu pensava: como ainda não conhecia esse lugar maravilhoso???? Como ainda não conhecia um dos países que até pouco tempo atrás era comunista? Como ainda não tinha visto uma arquitetura tão colorida? Como? Como?

É, foram várias reflexões que só me fizeram ter certeza de uma coisa: viajar é muito mais que simplesmente conhecer lugares e tirar fotos. É algo que faz sua visão de mundo se ampliar para nunca mais diminuir…..E realmente isso não tem preço!

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Arquivado em Europa, Hungria

Budapeste: parte 1

Nosso primeiro pensamento ao acordar em Budapeste foi: ontem foi o último dia em que vamos dormir tarde! Essa ideia foi resultado do cansaço que estávamos sentindo. Descemos para tomar o café da manhã no hotel – acima das expectativas, diga-se de passagem, e logo saímos.

Ao colocarmos o nariz pra fora já notamos que o frio estava pior que nos dias anteriores. Compramos o passe do metrô e seguimos para o centro de Budapeste por onde começaríamos nosso passeio. Ao sair da estação corremos para uma feirinha que estava acontecendo por ali para comprar um gorro (5 euros) pois minhas orelhas estavam prestes a congelar. Com gorros vestidos, já tiramos as primeiras fotos tanto das construções das redondezas como da charmosa feira de comidas, artesanatos e outras coisinhas lindas.

Nesses primeiros passos por Budapeste, começamos a notar pessoas vestidas como os russos que vemos na televisão, com aqueles gorros de pele, homens barbudos, bem o estereótipo que temos desta etnia. Achamos isso superinteressante!

Seguimos caminhando pelo calcadão e pela feirinha e a coisa que mais chamou a atenção foi um pão assado na churrasqueira. Humm, deu vontade de provar, mas como estávamos ainda bem nutridos com o café da manhã, deixamos para mais tarde.

Aliás, a feira era recheada de tentações. E acabamos não resistindo a provar os docinhos mais caros do mundo.

Logo mais à frente, encontramos o Mercado de Natal de Budapeste e tivemos a feliz notícia de que ainda estava aberto. Oba! Poderíamos conhecer ao menos um deles. Combinamos de voltar lá quando já não tivesse mais luz…

A cidade de Budapeste é dividida pelo rio Danúbio entre Buda e Peste. A primeira atração que estávamos procurando era a Chain Bridge, que foi a primeira ponte que ligou as duas regiões da cidade e chama a atenção por sua beleza.

No caminho para lá, já foi possível visualizarmos a região do Castelo de Buda do outro lado do rio.

Andamos um pouco e logo pudemos ver a Chain Bridge, que é mais um daqueles lugares que você não quer parar de tirar fotos.

Atravessamos a ponte e chegamos na entrada do funicular que dá acesso à região do Castelo.

Vimos que também era possível subir as escadas para chegar até lá e como precisávamos nos aquecer no frio de rachar, fomos por ali mesmo. Vi várias vantagens ao fazer essa escolha, mas na minha opinião a possibilidade de você parar e tirar fotos da paisagem é a grande diferença. Em cima dos trilhos no funicular, existem vários mirantes que proporcionam bons cliques.

Dê uma olhadinha nas fotos e pense duas vezes antes de pegar o bondinho….

Ao chegarmos no alto da colina, mesmo com a pernada ainda estávamos com frio e aproveitamos para tomar chocolate quente.

O tempo era curto e por isso não visitamos o interior do castelo. Seguimos caminhando para vermos as demais atrações do alto da colina, chamado de Distrito do Castelo de Buda que é cheio de lojinhas e restaurantes.

A primeira construção que chamou a atenção por lá foi a Mathias Church, uma igreja com o telhado todo colorido, bem diferente de todas as igrejas que já vi na vida.

Descendo a ruazinha da igreja, chegamos à uma pracinha onde encontramos uns rapazes vestidos à caráter e com uma águia e um outro pássaro para tirar fotos com os turistas. O Fernando, louco por bichos, pagou os 8 euros para pegar a águia em seu braço.

Esse local é conhecido como Fisherman’s Bastion, uma construção neogótica, com sete torres distribuídas ao longo da colina e em seus terraços consegue-se uma das melhores vistas panorâmicas de Budapeste.

Eu juro que tentei, mas não consegui tirar o foco das fotos ali de cima do Parlamento de Budapeste, a construção mais linda a ser vista de lá. Queria que ele aparecesse em todas as fotos….

Mas mesmo fora dos terraços, o Fisherman’s Bastion é uma construção linda. A vista é o bônus!

Encantados com tudo que estávamos vendo, caminhamos mais um pouco pelo Distrito e chegamos à Viena Gate Square, onde se localiza o National Archives Building, outro prédio com arquitetura bem diferente do que vemos por aí….

Dali, paramos no ponto de ônibus e não tínhamos a menor ideia pra onde estes ônibus iriam, mas resolvemos arriscar.

Nossa intenção era seguir até uma estação de metrô e por sorte o ônibus que pegamos foi para uma.

De lá seguimos para a Heroes Square, outra famosa atração da cidade e é por lá que começarei o próximo post sobre Budapeste. Até mais!

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