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Viagem de Volta: Dubrovnik-Barcelona-Brasil

Após curtirmos pouco mais de duas semanas na Europa passando por Barcelona, Ljubljana e Bled na Eslovênia, Zagreb, Plitvice Lakes e Dubrovnik/Cavtat na Croácia e um pulinho em Montenegro, chegava a hora de encararmos a volta para o Brasil. Optamos por pegar um voo de Dubrovnik para Barcelona com a Vueling, dormir na cidade espanhola e no dia seguinte seguir de manhã para a nossa terrinha.

O aeroporto de Dubrovnik não tem estrutura para o volume de turistas que passa por ali. Pegamos a área de check-in lotadaça e tivemos que aguardar bastante até sermos atendidos.

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Pra ajudar, o voo da Vueling atrasou quase 4 horas e foi tenso ter que aguardar todo esse tempo sem sequer lugar para sentar, com poucas opções de alimentação e sem wifi. Nossa sorte é que estávamos com a comida da Camila na mochila e tínhamos alguns belisquetes para ela. Após os 2 atrasos com a low cost espanhola, pensaria duas vezes antes de comprar outra passagem com eles.

Em Barcelona, escolhemos um hotel com facilidade para chegar ao aeroporto de metrô, o Travelodge e foi uma boa opção. Apesar do cansaço, chegamos, deixamos as bagagens, tomamos um banho e fomos procurar um lugar para jantar lá perto das Ramblas. O metrô estava bem vazio no domingo e uma vez mais nos surpreendemos com a acessibilidade das estações. Chegamos a passar por uma em que havia 5 elevadores enormes #sonhodeconsumo.

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No dia seguinte acordamos cedinho, pegamos o metrô e seguimos para o aeroporto. O atendimento da Singapore Airlines em Barcelona também foi excepcional e no horário programado estávamos embarcando em nosso voo diurno para o Brasil.

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Mais um voo tranquilo, com a Camila entretida com os desenhos do avião e achando o máximo a viagem. Chegamos bem cansados em São Paulo, logo embarcamos para Curitiba e ao chegar em casa pudemos comemorar mais uma bem-sucedida viagem em família.

Já está virando clichê eu escrever que viajar com a baixinha está cada vez mais divertido, mas esse é o sentimento que temos a cada nova aventura. Foram férias incríveis que ficarão para sempre em nossas memórias. Que venham os Próximos Destinos 🙂 🙂

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Arquivado em Croácia, Eslovênia, Espanha, Europa, Montenegro

Kotor, Montenegro: um bate-volta

Dubrovnik por si só não tem muitos passeios além da Old Town, porém oferece várias day-trips interessantes, inclusive a possibilidade de visitar dois novos países: Montenegro (Kotor) e Bósnia Herzegovina (Mostar). Em nosso planejamento inicial, estavam previstas as duas viagens porém após essa primeira desistimos de ir para Mostar (no final do post descobrirão o porquê).

Segundo o Google Maps, a distância entre Cavtat e Kotor é de 78km e na hora claro que pensamos que não poderíamos perder a oportunidade de conhecermos um novo país num bate-volta. O que havíamos lido em alguns blogs é que o tempo da viagem pode se estender muito por conta da fila na imigração. Mesmo com esse receio, resolvemos encarar a aventura.

Na viagem de ida, levamos menos de 20 minutos para termos nossos passaportes carimbados. Nosso carro alugado tinha a “Carta Verde”, que é um documento necessário para trafegar entre os países e foi solicitado pelo policial da fronteira. Liberados, continuamos a jornada em estradas bem tranquilas, porém com pista simples e cheia de curvas.

É impressionante a mudança de cenário da Croácia para Montenegro, casas mais simples e menos cuidadas, muitos carros antigos nas ruas, cidadezinhas que não têm “cara”de Europa, parecia que tínhamos rodado muitos quilômetros a mais para tamanha diferença. Em algumas delas, pegamos um trânsito muito intenso e levamos bastante tempo até voltar para uma estrada livre. Conferíamos o GPS várias vezes para ver se não tínhamos errado a rota, pois os 78 km pareciam intermináveis. Sorte que nosso santo tablet ia distraindo a Camila 🙂

A angústia só melhorou quando chegamos próximos à baía de Kotor, com paisagens lindíssimas de contraste entre a água e a montanha. Um visual mais bonito que o outro!

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Quase 3:30h depois, finalmente chegamos à parte histórica de Kotor, o grande atrativo da cidade além de sua linda baía. O próximo desafio foi encontrar vaga para estacionar, uma vez que os lugares disponíveis estavam lotados. Rodamos algumas quadras e encontramos disponibilidade um pouco distante da entrada da Old Town. Seguimos caminhando até lá, fazendo uma pausa para dar o almoço para a Camila.

Logo chegamos à entrada da Cidade Amuralhada e nesse instante eu esqueci de todo o cansaço da viagem. Minha vontade era sair correndo explorando sem rumo as ruelinhas de Kotor, de tão lindo que estava achando tudo por ali.

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O charme da cidade velha de Kotor é ser cercado por altas montanhas, e para os mais dispostos há a possibilidade de subir até lá. A Carol Guelber, do blog Vícios de Viagem foi corajosa e encarou os zilhões de degraus para desfrutar da vista lindíssima. Nós preferimos não encarar a aventura com uma bebê de 2 aninhos a tiracolo, hehe. Além disso,  o clima na região montanhosa estava muito instável. Pegamos sol, chuva, sol, chuva e essa variação durante todo o tempo que ficamos por lá. Por sorte, o calorão predominava e assim nem nos estressamos de nos molhar um pouquinho.

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Logo que entramos na cidade, a chuva piorou e aproveitamos para sentar num restaurante e almoçar até que a pancada passasse. Fomos muito felizes ao escolher o Hotel Boutique Astoria, onde pedimos esse delicioso sanduíche típico de Montenegro. Água na boca só de lembrar, hummmmm!

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Felizmente a chuva parou e após nos alimentarmos, seguimos a recomendação mais legal que li sobre a visita a Kotor: perder-se nas ruazinhas sem se preocupar com as direções corretas! Como o local é pequeno, não há risco nenhum de ficar perdido e as montanhas ajudam um monte na orientação. Lá fomos nós para mais um dia de caminhar e voltar ao passado.

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Assim como em Dubrovnik, foi muito fácil passear com o carrinho nas ruelas estreitas. Mais fácil até que muitas cidades maiores que já visitamos. É muito comum ver gatos por ali, e a Camila ia ao delírio cada vez que encontrava com um bichinho.

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Acredito que demos muitas voltas repetidas nas ruelas, mas isso não foi nenhum problema. Em alguns momentos víamos as igrejas, em outros as casinhas, ou até parávamos para olhar as montanhas. Como surpresa, algumas obras de arte esspalhadas no cenário chamavam a atenção.

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E assim, numa visita sem roteiro algum conhecemos a encantadora cidade histórica de Kotor, fundada no século 5 antes de Cristo e que ainda preserva as construções de maneira incrível.

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E as montanhas? Um espetáculo a parte com certeza! Mesmo quando as nuvens encobriam os topos ficavam lindas. Com o céu azulzinho deve ser maravilhoso também.

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Já era quase 16h quando terminamos o passeio e para finalizar nossa passagem por lá fomos dar uma espiada na baía. Como Kotor faz parte do roteiro de muitos cruzeiros , o fluxo de pessoas na rua é intenso, assim como o movimento do porto que fica bem em frente à Old Town.

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A baía de Kotor é muito linda, pena que no momento que fomos contemplá-la o céu fechou de vez e assim perdemos uma parte da paisagem. A água tem tons de verde esmeralda que parecem combinar com a vegetação da montanha. Cenário que faz valer a cansativa viagem partindo da região de Dubrovnik. Passar uma noite lá também não é uma má ideia…

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Por ali encontramos um parquinho, onde deixamos a Camila se divertir um pouco antes de pegar o caminho de volta para Cavtat. Enquanto isso, Loedi foi caminhando até o estacionamento onde havíamos deixado o carro.

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Pegamos o rumo de volta e tudo ia muito bem até chegarmos à imigração. Vimos que havia fila, mas não imaginamos que ficaríamos ali quase 2 horas até entrarmos em território croata novamente. A espera foi horrível e para nossa sorte, Camila estava capotada e dormiu bem mais que de costume nesse dia (amém!). Foi nesse tempo que desistimos de ir pra Bósnia, que de acordo com vários relatos que vimos tem a imigração bem mais lenta que a de Montenegro. Mal podíamos areditar quando vimos a plaquinha: Bem-vindos à Croácia!

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Apesar desse perrengue final, eu adorei ter ido à Kotor e acredito que vale super a pena. Havíamos lido que para se livrar das longas filas, é preciso ir bem cedo ou evitar alta temporada. Não quisemos madrugar e pagamos o preço, mas colocando na balança os pontos positivos foram bem maiores.

Foi sensacional conhecer um país que pouco havíamos ouvido falar, uma cidadezinha que nem sabia que existia e ter vivido uma experiência tão bacana em nossas férias. Valeu blogueiros e viajantes por mais essa excelente dica de viagem 🙂

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Arquivado em Europa, Kotor, Montenegro