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Dubrovnik: a pérola do Adriático

Eu sei que o título do post é um clichê, que em qualquer busca no Google é essa a definição que encontraremos sobre a linda cidade do litoral croata. Entretanto, acredito que essa é a melhor definição que possa existir para o local e por isso não me incomodei com essa escolha. Me lembro que nas primeiras vezes que pesquisei sobre a Croácia, Dubrovnik foi a primeira cidade que descobri como destino imperdível e ao ver as fotos tive aquele pensamento básico: um dia quero estar lá 🙂 E essa foi mais uma pitadinha para que nosso sonho de conhecer essa região da Europa fosse planejado e agora sim, realizado.

A região mais turística de Dubrovnik é a cidade velha, que fica “dentro” das lindas muralhas medievais que cercam esse Patrimônio Mundial da Unesco. Por lá não circulam carros e as opções de estacionamento são escassas. Optamos por chegar até lá pegando um ônibus em Cavtat, que em cerca de 45 minutos chegava ao ponto que queríamos visitar. De quebra, a viagem tinha o visual mais lindo que já vimos na vida 🙂

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Não descemos no ponto certo e demos uma tremenda volta na cidade, além de ter que pagar por outro ônibus, mas logo nos encontramos e finalmente chegamos onde queríamos.

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O calor estava intenso e já era próximo ao meio-dia. Nós paramos numa sombra para dar almoço para a Camila e logo iniciamos nosso passeio pela Old Town. Havia lido alguns relatos sobre a lotação de Dubrovnik no verão e estava um pouco preocupada com o que iríamos enfrentar. Para nossa surpresa, estava cheio sim, mas nada insuportável. Foi relativamente tranquilo circular por lá com carrinho.

A rua principal impressiona por suas construções e também pelo lindo piso branquinho. Me lembro de ter parado, suspirado e pensado: que sonho poder estar aqui 🙂

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Seguimos até o final da “avenida principal” e chegamos ao porto da Cidade Velha, de onde partem alguns passeios pela região. Por ali a paisagem também é linda, e ainda tem um ventinho bem gostoso para refrescar o calorão. Camila ficou doidinha ao ver tantos barcos indo e vindo, e nós aproveitamos para ficar um tempo contemplando a vista.

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Caminhamos até um pier que há por ali, com bancos posicionados estrategicamente para proporcionar momentos de sentar e curtir! E é claro que foi isso que fizemos (na medida do possível, rs) com a baixinha doida para ver o mar azulzinho, os passarinhos, as outras crianças e etc.

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Dali seguimos para as charmosas ruelas da cidade velha, observando as lojinhas, as casinhas, os telhados e todo o cenário. Por lá é possível passar horas e horas, apenas explorando. Nós ficamos um pouco restritos por causa do carrinho, mas ainda assim curtimos bastante. O melhor de tudo é que essa parte do passeio era quase que integralmente na sombra 🙂

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Já estávamos encantados com a Cidade Velha, porém ainda faltava a “cereja do bolo”, que era o passeio pelas muralhas. E é para lá que fomos quando o sol baixou um pouco. Sabíamos que lá em cima a temperatura era mais alta ainda e que não era recomendado subir com o carrinho. Estávamos cientes de que teríamos que caminhar os quase 2km com a Camila. Sendo assim, reforçamos o protetor solar, colocamos boné nela e lá fomos nós para mais uma aventura.

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O esforço valeu muito a pena, pois as paisagens lá em cima são de tirar o fôlego, especialmente a parte que tem vista para o mar. Camila curtiu um monte, e quis andar a maior parte do trajeto (para noooossa alegria). O calor nas muralhas realmente pega, há poucos trechos com sombra, porém o vento ajuda a refrescar. Acredito que a dica principal para esse passeio é escolher um horário em que o sol não esteja tão forte.

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Cumprimos os 2km completos e no final estávamos em pingos de suor com as pernas cansadas. Camila, que foi parceiraça na aventura, capotou assim que deitou em seu carrinho. Nosso dia em Dubrovnik foi muito legal, porém chegava a hora de pegar o busão e voltar para Cavtat. Pedimos informação sobre onde era o ponto e logo estávamos no lugar certo para seguirmos viagem.

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Para fechar nosso dia, no caminho de volta pudemos curtir o pôr-do-sol pelas janelas do busão. Como sempre, a viagem da volta demorou menos que a ida, talvez pela sensação deliciosa de termos conhecido mais um destino de nossos sonhos 🙂

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Entenderam o porquê do clichê “Pérola do Adriático”? Dubrovnik reúne lindas paisagens e muita história!Com certeza deve ser parada obrigatória num roteiro pela Croácia.

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Lapad Beach: um dia de praia na Croácia

Praias não estavam em nosso planejamento oficial da viagem, porém quando a Camila viu o mar começou a falar tanto que resolvemos quebrar a agenda e curtir um pouquinho do mar Adriático. Já sabíamos que as praias da região não tinham areia e nem o conceito que temos de litoral, mas por que não curtir como os locais? Como tínhamos vários dias na região, foi bem fácil tomar a decisão de passar alguns deles sem fazer nada 🙂

Começamos a pesquisar no Google quais seriam nossas opções e para o nosso primeiro dia inteiro escolhemos a Lapad Beach por dois motivos: estacionamento fácil e boa infraestrutura para curtir em família.

Ao chegarmos e ver a paisagem pensamos que foi uma excelente escolha  iniciar nossa temporada por lá. Alugamos cadeiras e guarda-sol e começamos a curtir o litoral croata.

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O mar era azulzinho e sem ondas, porém a água era muito gelada. Mesmo com o calorão que fazia, a única que teve coragem de se aventurar foi a Camila. Claro que papai e mamãe tinham que se revezar na folia, mas eu só tive coragem de molhar os pés, hehe. Ela achou o máximo estar na praia e tudo foi pura diversão!

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Outra coisa que ela achou muito divertido foi brincar com as pedrinhas! Como ela não tem o modelo mental de que praia é igual a areia, brincou como se estivesse no cenário perfeito. Foram boas horas enchendo e esvaziando o baldinho.

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Aproveitamos bastante nosso dia em Lapad Beach e para fechar com chave de ouro, fomos passear no calçadão bem próximo da praia. Começamos com uma parada inevitável no parquinho, e seguimos apreciando a agradável paisagem. Por ali, vários restaurantes, bares, lojinhas e sombra para aliviar o calor.

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Caminhamos até o final da “promenade” e a Camila capotou. Nós paramos para tomar um sorvete e sentamos debaixo de algumas árvores para deixarmos ela dormir um tempinho. Estávamos tão relaxados que quando percebi eu era o único ser acordado da família, rsrsrsr.

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Sabem o que eu pensei nessa hora? Isso sim que são férias! Poder parar, curtir, relaxar e não se preocupar com o tempo. Ainda amo os agitos, correrias e caminhadas incessantes em nossos destinos, mas cada vez mais estou aprendendo a curtir o “dolce far niente”. Vocês verão que no final dessas férias tivemos vários momentos assim: sem agenda e com descanso 🙂

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Chegando em Dubrovnik

A espera no aeroporto de Zagreb foi demorada, uma vez que além de pequeno, o terminal não oferece opções de internet grátis nem espaço para bater perna. Houve um pequeno atraso em nosso embarque, porém nada muito significativo.

O voo da Croatia Airlines foi ótimo e o atendimento para a Camila fez toda a diferença. Ela ganhou um kit com livrinho e lápis de cor que foi a atração da viagem.  A 1 hora de deslocamento passou bem rápido e teve paisagens lindas.

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Após pegar nossas bagagens, fomos procurar a locadora de carros que ficava fora do aeroporto. O atendimento foi demorado, mas deu tudo certo. Motorizados, chegava a hora de passarmos pela estrada com uma das paisagens mais lindas que já vimos em nossas viagens! De cara já estava amando mais aquele pedacinho da Croácia.

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Como optamos por nos hospedar em Cavtat (devido aos menores preços) estávamos muito próximos ao aeroporto e em 20 minutos já encontramos nosso apartamento. Por ali, a paisagem também era de tirar o fôlego e mal podíamos esperar para conhecer a região.

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Como teríamos vários dias no local, controlamos a ansiedade e priorizamos nos aconchegar na nova hospedagem antes de sair batendo perna. Fomos recepcionados por uma simpática senhorinha, proprietária dos Apartments Zrnic, que mal falava inglês, porém esbanjava acolhimento com seu sorriso. O apartamento apesar de antigo era muito aconchegante, com direito a uma área externa bem bacana para a Camila brincar. De brinde, uma parreira cheia de uvas docinhas à nossa disposição.

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Após deixarmos nossas malas, a proprietária nos recepcionou com uma farta bandeja de café da tarde, com muito carinho. Nossa recepção não poderia ter sido melhor.

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Começamos nossa estadia em Cavtat com um delicioso calorão e um café da tarde ao ar livre. Lembro-me de ter agradecido muito ao universo por estar vivendo mais um momento inesquecível em família.Depois disso, ajeitamos nossas coisas e fomos ao mercado garantir os itens básicos para fazermos as comidinhas da Camila. Para finalizar o dia, demos uma volta no lindo centrinho de Cavtat e ficamos encantados com o charme do lugar.Deixamos a baixinha molhar os pés na água do mar, correr pelo calçadão, brincar no parquinho e se sentir livre, leve e solta por ali.

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Para fechar com chave de ouro nosso primeiro dia na cidade, presenciamos o pôr-do-sol mais lindo que já vimos na vida! Ficamos boquiabertos contemplando a paisagem e torcendo para que as fotos refletissem tal beleza.

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As nossas primeiras horas em Cavtat já foram suficientes para termos certeza de que havíamos feito uma excelente escolha. E o melhor de tudo era pensar que ainda teríamos mais alguns dias para poder aproveitar muito o verão croata 🙂

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Plitvice Lakes com criança

Coloquei esse título no post devido à falta de informações que encontrei na internet sobre esse passeio com a companhia de pequeninos. Espero poder ajudar aos próximos aventureiros (lembrando que nessa viagem Camila estava com 2 anos e 1 mês) Mas é claro que espero contribuir também com quem vai sem pimpolhos, e atiçar a curiosidade de quem nunca ouviu falar desse lugar 🙂

O Parque Nacional de Plitvice é o local mais visitado da Croácia, patrimônio da Unesco e com aquela fila que pegamos, imaginávamos que trombaríamos com multidões ao adentrar os portões. Para nossa alegria, nada disso aconteceu. Como há várias opções de trilhas, logo no início do caminho as pessoas seguem rumos diferentes e assim não há a sensação de lotação. Ficamos pensando que a demora na fila também possa ser uma estratégia para evitar o acúmulo de gente na entrada, quem sabe há  uma razão.

Andando poucos metros você já encontra uma rampa que é o início do caminho para descer aos “Lower Lakes”, Impossível não parar um pouco para admirar a paisagem e começar a pensar que daqui a pouco você estará lá embaixo, naquelas passarelas onde as pessoas parecem formiguinhas vistas do alto.

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Outra coisa que impressiona logo de cara é a cor da água, com seus muitos tons de verde e azul. A vontade é correr para chegar lá embaixo e poder ver bem de pertinho a paisagem. Até então andar com o carrinho estava moleza, e a Camila curtindo muito com a gente. Ela não parava de repetir: gente, que cor de água é essa? Hahaha…. Copiando a fala da mamãe.

Como diz o ditado, para descer todo santo ajuda e assim foi bem fácil chegar ao nível dos lagos. Por mais que já tivéssemos visto fotos na internet, estar ali em cima das passarelas é algo incrível e é impossível não pensar: deixa eu tomar cuidado para não cair na água. E com criança o pensamento é: deixa eu tomar cuidado pra que ninguém caia na água, rsrsrsr. Nos poucos relatos que encontrei sobre esse passeio com crianças, em alguns vi casos de pequenos que cairam na água sem maiores problemas além de ficarem encharcados. Pensem no quão atentos nós ficamos!

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E pra chamar mais a atenção dos pequenos, há muitos peixes naquelas águas transparentes. Se por um lado isso instiga ainda mais a curiosidade, por outro pode ser um bom motivo para eles ficarem no carrinho. Com a Camila foi assim! Cada vez que ela dizia que queria sair do carrinho, nós dizíamos que precisava ficar para ver mais e mais. Sorte que essa estratégia colou e ela ficou bem boazinha. A parte difícil de percorrer a trilha com o carrinho começou a chegar, com algumas escadas frequentes. Por enquanto conseguíamos subir sem tirá-la do carrinho e ela achava o máximo as trepidações.

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Como as passarelas são estreitas e sempre há gente vindo e voltando, não paramos muito para tirar fotos. É tudo tão bonito que queríamos apreciar a paisagem, cuidar muito da Camila e as fotos ficavam pra segundo plano. Em alguns lugares transportar o carrinho ficou punk, e tínhamos que tirá-la do carrinho, um levá-la no colo e o outro subir escadaria carregando toda a tralha. Foram poucos trechos assim, mas que foram cansativos. Contudo, nada que atrapalhasse o passeio.

Apesar desses desafios, não nos cansamos muito na trilha e logo estávamos no meio do caminho, onde há uma espécie de praça de alimentação, banheiros, mesas e cadeiras para piquenique.

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Almoçamos e demos o papá da Camila, recarregamos as energias e pegamos o barco em direção à parte alta dos Lagos. Entendemos o esquema observando os mapas do parque, pois até então eu só sabia da existência dos barquinhos, mas não para onde iam, rsrsr.

O passeio de barco é bem gostoso e dura cerca de 30 minutos. Aproveitamos para descansar as pernas e observar a paisagem. Para a Camila foi pura festa!

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O segundo barco é bem rápido e ao desembarcar você já percebe que tem outro ângulo de visão da paisagem. Por ali, andar com o carrinho foi bem mais fácil pois quase todos os acessos possuiam rampa ( de terra, é claro!)

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Nos Upper Lakes, vários mirantes com paisagens lindas que complementam a beleza do que se vê lá embaixo. Entramos em quase todos, tendo que nos revezar muitas vezes devido à falta de segurança para os pequeninos (e um excesso de neurose meu, é óbvio!)

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Pegamos o trenzinho também incluso no ingresso e nosso passeio estava chegando ao fim. Apesar de termos pego uma das trilhas mais fáceis por causa do carrinho, acredito que se voltasse sem criança optaria por essa também. Tive a sensação, em determinado momento da caminhada, que as paisagens ficavam muito repetitivas (mas ainda assim lindas!) e por isso não encararia uma mais longa.

Esse foi mais um dia especial de nossas férias, onde estava realizando o sonho de conhecer um local que poucos anos atrás eu nem sabia que existia. A sensação de alegria, aliada à tranquilidade de ter dado tudo certo com a companhia de nossa pequena viajante foram os sentimentos perfeitos para definir aquela tarde.

Para finalizar, o meu veredicto sobre levar ou não carrinho para Plitvice: simmmm!!! Leve o equipamento que te garantirá muita tranquilidade para “domar” as ferinhas. Ajuste suas expectativas, tenha em mente que haverão momentos tensos e pesados, porém esses são minoria. Não consigo imaginar como teria sido nossa trilha sem esse item!

Pegamos o carro no estacionamento e logo estávamos na estrada de volta à Zagreb. Ainda tínhamos que arrumar nossas coisas pois no próximo dia seguiríamos para Dubrovnik, nosso próximo destino na Croácia 🙂

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Bate-volta Zagreb – Plitvice Lakes: chegando ao parque

Desde a primeira vez que vi fotos desse local, o coloquei em nossa listinha de destinos. Não me lembro ao certo onde e nem quando descobri que os lagos mais famosos da Croácia existiam, mas lembro perfeitamente da minha dúvida ao ver as fotos: será que é tão lindo quanto parece? Para poder ter a resposta  só havia um jeito: ir até lá para checar!  E assim incluímos mais essa atração em nossas férias.

De Zagreb até o Parque Nacional de Plitvice, ou Plitvicka Jezera, são 130 km, porém a estrada é em sua maioria pista simples e cheia de curvas. Utilizamos o Google Maps Offline para nos guiar e foi fundamental. Há sinalização na rodovia, contudo não são muito frequentes as placas indicando o parque. Levamos quase 3 horas até chegarmos e não pegamos nenhum congestionamento.  Há a opção de se hospedar nas redondezas do parque,  mas como teríamos o voo para Dubrovnik no dia seguinte , preferimos o bate-volta.

Apesar de ser bastante tempo na estrada (6 horas contando ida e volta), recomendo a day trip. Mesmo com a Camila não foi tão cansativo.

Em todos os blogs e sites em que busquei informações a recomendação era unânime: chegue cedo para evitar longas filas. Porém, chegar cedo por lá significa 08/09 da manhã e como teríamos 3 horas de viagem, isso significaria sair de Zagreb 5/6 da madrugada. Dessa forma, preferimos contar com a sorte e encarar a multidão caso fosse necessário. Outra dica preciosa que li foi: apesar do calor de Zagreb, considere levar uma blusa de frio pois a região do parque é montanhosa e costuma ser mais fria. Bingo! Fiquei muito feliz de chegar lá e saber que tinha agasalhado bem a Camila graças a essa informação.

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Chegamos por volta de 10h da manhã e ainda conseguimos vaga no estacionamento, que na verdade é um lugar aberto, sem asfalto e com muita vegetação. Já havíamos visto que a fila estava grande e, ao atravessarmos a rodovia e chegar mais próximos, tivemos certeza que teríamos que esperar um tempão para conseguir comprar nossos ingressos e entrar no parque.

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Só nos restava alternar quem ficava na fila e quem distraia a baixinha, por quase 2 horas de espera…. Contamos florzinhas, pedrinhas, banquinhos. Fomos ver todas  as placas, inventamos uma vara de pescar e assim foi. Haja criatividade e paciência 🙂  O que consolava é que dali algumas horinhas estaríamos diante de uma das paisagens mais bonitas do mundo 🙂

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Dentre os temas que mais me geraram ansiedade nesse passeio era como iríamos transportar a Camila nas passarelas sobre os lagos que não oferecem nenhuma segurança nas laterais. Havia lido relatos de que era ótimo levar carrinho e outros que diziam que seria um desastre. Decidimos por levá-lo, e confiar que tudo daria certo. Nesse período de espera, me deparo com essa placa e a dúvida só aumentou.

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Por outro lado, o símbolo de interrogação me tranquilizou, e ver muitas outras famílias com carrinho e crianças também aliviou meu receio. Só nos restava aguardar e tirar nossa própria conclusão no final do passeio.

Há várias trilhas para conhecer o Parque Nacional de Plitvice dependendo do tempo, disposição e condicionamento físico que você tem. No site do parque há todos os dados sobre cada uma delas que são nomeadas com letras. Nós já havíamos pesquisado qual seria a melhor opção com crianças e fui checar na recepção que a trilha “B” seria a melhor rota com carrinho. Aproveitamos a placa próxima da entrada para tentar entender como funcionaria na prática.

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Ficamos quase 2 horas na fila, observando a falta de agilidade dos funcionários, apenas 2 guichês para atender aquela multidão, grupos enormes chegando com prioridade de entrada, porém nada nos estressou. Finalmente compramos nossos ingressos e poucos passos a frente já nos deparamos com essa paisagem!

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Confira no próximo post como foi nossa aventura nos Plitvice Lakes 🙂

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Zagreb, a capital da Croácia

Saímos pela manhã de Liubliana e nossa viagem de carro até Zagreb foi bem tranquila. Para esse dia, programamos conhecer o centro da cidade antes de irmos para nosso apartamento que tinha o checkin liberado apenas no meio da tarde.

Assim que começamos a adentrar a cidade, notamos que já não estávamos na Europa de “primeira categoria”, como nos sentimos na Eslovênia. Já vimos mais construções descuidadas e menos organização no urbanismo, mas ainda assim impressão muito melhor que o Brasil. Havíamos lido opiniões diversas sobre a capital croata, desde o apelido de “Patinho Feio da Europa” até relatos sobre o charme de algumas ruas e igrejas do centro histórico. Diante das divergências, confesso que cheguei com expectativas bem baixas em relação à cidade.

Encontramos facilmente um estacionamento público e logo estávamos prontos para caminhar pelas ruas de Zagreb. Como a moeda da Croácia é a Kuna, a primeira coisa que tivemos que fazer foi trocar um pouco de euro para podermos almoçar. Apesar da alteração das contas, os preços convertidos para reais eram bem similares aos da Eslovênia e da Espanha.

Logo nos primeiros passos, passamos pela praça Central de Zagreb, a Ban Jelacic, onde há a estátua de um herói nacional. A região é super agitada e num primeiro momento, tive lembranças da Hungria.

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Em meio a tantos prédios bonitos e com arquiteturas variadas, o que mais interessava para nossa pequena viajante era correr atrás das muitas pombas que ficam por ali. Foi duro conseguirmos convencê-la de que ainda tínhamos muitas outras coisas para conhecer. O argumento infalível foi: vamos procurar mais pombas, filha? Hahahaha.

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E lá fomos nós em busca da Catedral de Zagreb, passando pelo Mercado Dolac, que é uma espécie de feira ao ar livre que achei bem sem graça.

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Atravessando o Dolac já avistamos a catedral e em poucos minutos estávamos lá diante da bonita construção, que mesmo com a torre em reforma mantém seu charme. A decepção foi não conhecer por dentro, uma vez que era necessário pagar ingresso (acho um absurdo isso em igreja!). Dessa forma, nos contentamos em apreciá-la por fora.

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A parte turística de Zagreb é muito bem sinalizada e a cada esquina você encontra essas plaquinhas com as indicações de direções. Também nos viramos muito bem com o inglês, apesar da população não ter muito domínio do idioma.

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Seguindo as orientações das placas e as marcações que havíamos feito num mapa turístico impresso que pegamos no Centro de Atenção ao Turista, continuamos caminhando em busca de um prédio amarelo que havia me chamado a atenção. Gente, mil perdões, mas vou ficar devendo o nome dos prédios porque eram muito difíceis, rsrsr. Mas garanto para quem está planejando uma viagem para lá que é só pegar o mapinha e ir seguindo as ruas que encontrará. Esse foi o primeiro que encontramos, no meio de um belo parque.

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Aproveitamos que a Camila estava dormindo e caminhamos bastante em busca dos pontos marcados no mapa. E que bom que fizemos isso, pois nos deparamos com essas duas lindas construções que nos fizeram concordar com os relatos positivos de Zagreb. Estávamos amando tudo que estávamos vendo!

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 A próxima parada de nosso roteiro seria a Cidade Alta, onde fica a igreja que era a única imagem que eu tinha de Zagreb em meu imaginário até então. É possível chegar lá com o funicular (pago), ou por outros caminhos alternativos, que foi o nosso caso pois não queríamos acordar a baixinha e muito menos gastar dinheirinhos, rsrsr. Preferimos gastar algumas calorias subindo uma escadaria carregando o carrinho.

Superado o desafio físico, já pudemos avistar a Igreja de São Marcos, com seu telhado único. A construção divide opiniões, mas eu fui uma das que achei incrível, diferente de todas as igrejas que já vi mundo afora. Ganhou pontos comigo por ser diferente 🙂

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Na sequência, nos perdemos pelas ruelas da Cidade Alta em busca de um caminho sem escadas para a volta. Como queríamos seguir em direção à famosa rua Tkalciceva, fomos nos guiando pelo mapa e após alguns minutos encontramos o destino.

Assim que você pisa nessa rua, já percebe a maravilhosa vibe do local cheio de bares e restaurantes. Um delicioso calçadão para se passar horas e horas.

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Andamos por ela de cabo a rabo, curtindo cada segundo e observando todos os detalhes dos estabelecimentos. A Camila estava maravilhada com tanta coisa pra olhar, o que foi ótimo pois ficou bem boazinha no carrinho aproveitando tudo como a gente 🙂

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Claro que tivemos que escolher um barzinho para parar e curtir mais ainda a rua Tkalciceva. Pegamos uma mesa no calçadão, deixamos a baixinha correr e ficamos ali batendo papo no delicioso calor croata. Nessa cena da viagem, vivenciamos algo mágico! A Camila fez amizade com uma amiguinha da Bósnia e mesmo sem se entenderem, brincaram um monte. Foi lindo ver nossa filha vivendo a diversidade cultural e a naturalidade com que agiu. Fofas!

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Com essa sensação boa de estarmos educando a Camila de acordo com o que acreditamos ser importante na vida, fizemos um brinde e resolvemos encerrar nosso passeio por Zagreb. A capital croata nos surpreendeu positivamente!

Seguimos para o hotel e nos instalamos para aproveitar os próximos dias por lá. No dia seguinte, fomos ao local mais visitado da Croácia: os Plitvice Lakes, assunto do próximo post.

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Ljubljana: a charmosa e bucólica capital da Eslovênia

Devido ao nosso erro de planejamento nas reservas, teríamos que mudar de hospedagem no dia que reservamos para conhecer o centro de Ljubljana. Sendo assim, tivemos que sair cedo com as bagagens, passar no novo apartamento deixar nossas coisas e depois iniciar nosso passeio. Menos mal que sabíamos que 2 horas seriam suficientes para conhecer os prinicipais pontos da capital eslovena.

Após cumprirmos essa missão, seguimos para um estacionamento no centro de Ljubljana e logo estávamos nas incríveis ruelas da cidade.

Começamos pela Ponte dos Dragões, um dos símbolos da cidade que tem dragão inclusive em seu brasão. Essa é uma das mais famosas, porém há muitas outras sobre o rio Ljubljanica.

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Caminhando poucos metros, encontramos a Butcher’s Bridge, ou Love Bridge, onde se encontram vários cadeados pendurados como vemos em outras cidades europeias. O destaque dessa ponte é o chão de vidro. Camila gostou tanto de ver os cadeados que foi difícil tirá-la dali 🙂

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Seguimos andando à beira do rio, vendo as pessoas aproveitando os bares, restaurantes, ou simplesmente curtindo a cidade. As ruas estreitas são um charme, a simpatia da população é visível e a estrutura da cidade impressiona. Um bom exemplo são os banheiros públicos limpos e gratuitos a cada esquina, o que achei o máximo!

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Minha paixão à primeira vista por Ljubljana me fez esquecer de pesquisar o nome das igrejas, dos pontos turísticos e outras atrações. O que eu queria explorar era sentir a “vibe” da cidade e assim foram nossas andanças por lá.

Contudo, há algumas construções que chamam mais atenção, como essa igreja rosa, vermelha ou alguma cor entre uma e outra tonalidade. A arquitetura não tem nada demais, mas o lugar onde ela está, em meio aos demais prédios dá um toque especial à Franciscan Church.

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Essa nossa maneira de explorar o centro, sem rota, sem mapa e sem destino, nos fez ir e voltar várias vezes, porém como a região turística é bem pequena isso não teve o menor problema. Pelo contrário, nos proporcionou várias vistas lindas de ângulos diferentes.

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Uma atração turística diferente que encontramos em Ljubljana é a “Rain Area”, que nada mais é do que uma estrutura que fica soltando pingos de água para refrescar a população quando as altas temperaturas aparecem. Localizada bem em frente à Franciscan Church, o espaço é diversão garantida para a criançada!

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Aproveitamos para almoçar por ali, fomos em busca de nosso imã e lembrancinha e logo começou a chover. Como já estávamos satisfeitos com tudo que tínhamos vivenciado por lá, nem hesitamos de pagar o estacionamento e ir para o novo apartamento.

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Pagamos caro por ter feito a reserva de última hora, porém foi uma excelente surpresa o Apartment M&M. Apartamento enorme, bem equipado e com muito espaço pra Camila curtir. Além disso, os simpáticos proprietários preparam um tanque de areia cheio de brinquedos e um escorregador para que ela se divertisse. Só quem tem filhos entende o valor desses pequenos gestos 🙂

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Nossa estadia em terras eslovenas terminou de maneira incrível e ficamos tristes de ter ficado tão pouco tempo por lá. A Eslovênia foi uma maravilhosa surpresa em nosso roteiro e um dos países mais civilizados que já visitamos. Agradeço pela milésima vez aos meus amigos que nos indicaram esse destino.

No dia seguinte partimos para Zagreb, para iniciar nossas aventuras em terras croatas. Acompanhem nos próximos posts 🙂

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