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Praga: parte 2

Descemos do metrô na estação Namesti Republiky, que é bem próxima à cidade velha que é a área mais turística de Praga. Por ali também que se localiza o shopping que tínhamos ido na noite anterior.

De lá seguimos para a Old Town, onde fica o relógio Astronômico que seria a última atração de nosso check-list.

No caminho, passamos pela Municipal House, uma linda casa de espetáculos e no Powder Gate, que no século XI era uma das 13 entradas para a Old Town.

Se estávamos achando Praga cheia, ali na Old Town estava lotadíssima! Mesmo com a chuva e com o frio, o povo estava em peso na principal área turística da capital tcheca.

Estava acontecendo na Old Town Square o recheado de delícias Mercado de Natal de Praga. Em meio a tantos cheiros e aparências deliciosas, não tivemos como resistir mais uma vez ao pão assado na churrasqueira… hummm

Após esse rápido pit stop, seguimos em direção ao famoso relógio e nos esprememos no meio da multidão para conseguirmos uma boa foto.

Fotos tiradas e frio dez vezes pior que há uma hora antes, decretamos o game over. Pensamos em almoçar no Mercado de Natal e experimentar alguma das deliciosas comidas ali servidas, mas ficar em pé naquele frio seria tortura. Demos apenas umas voltas por ali para registrar os últimos lances num dos lugares mais mágicos que já visitei… Old Town Square rocks!

Logo achamos um restaurante e mal pudemos acreditar quando sentamos num ambiente aquecido! Ufa! Sair da geladeira foi muito bom, rsrs.

O Fernando e o Loedi, optaram por um prato típico: goulash no pão. Eu e a Paula fomos de pizza, pra variar….

O duro após o almoço foi encarar a geladeira de volta, que nessas alturas já poderia ter virado freezer hahaha.

Coragem criada, saímos para comprar lembrancinhas, uma vez que a luz do dia já estava indo embora.

Comprinhas feitas, fomos ainda dar umas voltas no calçadão de Praga pra ver se a Paula encontrava carrinho para o bebê. Como não achamos nada, voltamos para o shopping Palladium onde passamos no supermercado para comprar guloseimas para o jantar e seguir para o hotel.

Naquele frio danado, o que eu mais gostava de dizer era: “Se estou na República Tcheca, posso tomar banho tcheco?”rsrsrsrrsrsr…. Ainda bem que o hotel era bem quentinho, e nem dava preguiça de tomar banho ao chegar lá.

Meu sentimento ao final deste dia foi de frustração… Estava triste pois não tinha conseguido tirar todas as fotos que eu queria e do jeito que eu queria, e também porque o frio estava muito forte e mesmo assim sem neve. Já que quase congelamos, que pelo menos aparecesse a neve para tirarmos umas fotos, não acha?

O mais frustrante foi acordar no dia seguinte e perceber que havia nevado, e bastante, de noitão…. Fomos dar umas voltas pelas redondezas e nos deparamos com carros ainda cobertos com gelo.

O sábado estava muito frio, mas com céu azul e sol brilhando. Seguimos pela avenida do hotel tirando nossas últimas fotos da República Tcheca e pensando que dali algumas horas a maravilhosíssima viagem estaria acabando.

Chegamos à um parque onde pudemos tirar as últimas fotos com as árvores sem folhas como cenário…

Voltamos para o hotel, terminamos de arrumar nossas coisas e agendamos o táxi para irmos ao aeroporto.

Somando o tempo de conexão em Zurique, nosso voo até Curitiba teria a duração de 25 horas 😦 e na véspera do Ano Novo.

No voo de volta, tivemos o azar de embarcar no mesmo voo de um alvoroçado time de basquete, que veio fazendo bagunça por todo o trajeto.

Passamos a virada do ano à bordo, com direito à brinde de champanhe gentilmente preparado pela Swiss Air, que aliás no meu conceito figura com uma excelente companhia áerea seja pela gentileza das comissárias tanto quanto pelo chocolatinho suíço que servem como mimo.

As 25 horas pareceram eternas, mas ao chegar em casa às 14 horas do domingo pensei que faria tudinho de novo. Foi uma viagem corrida, genuínamente express, mas que valeu muito a pena!

Foram experiências únicas que vivi nesses 6 dias! Na Alemanha, que já era uma queridinha conhecida. Na Áustria, que foi uma agradável surpresa. Na Hungria, que mostrou toda a exuberância do Leste Europeu e finalmente na República Tcheca que realmente comprovou a singularidade desta parte do Velho Mundo.

O frio incomodou? Claro que sim!!! quem leu todos os posts notou o quanto que reclamei do clima, mas como disse no post de planejamento essa era uma sensaçào que queria viver (pronto, já vivi, rsrsrs)

Viajar com minha irmã e meu cunhado foi muito bom! Vê-los vivenciando o primeiro mundo pela primeira vez foi bem bacana.

Como foi uma viagem com mais “luxos” que todas as outras que já fizemos, gastei o dobro do planejado, mas valeu muito a pena…. Mais um sonho antigo que se tornou realidade.

Não posso terminar essa série de posts sem responder 3 perguntas clássicas sobre este tipo de viagem nesta época do ano, agora que tenho minha opinião formada. Vamos lá….

1) As roupas de inverno aqui do Brasil dão conta do inverno europeu?

Apesar de que as roupas que levei terem sido compradas em sua maioria no exterior, acho que posso responder esta pergunta com toda a certeza: nãoooooooooooo.

Eu colocava casaco por cima de casaco + fleece e não era suficiente! É claro que sou friorenta ao extremo, mas se você pensa em viajar nessa época invista num bom casaco comprado por lá para minimizar seu sofrimento.

2) Vale a pena viajar no inverno europeu?

Minha opinião é que não! A menos que você já tenha ido em outras épocas e queira sentir a particularidade da estação. Para mim, o pior problema nem é o clima, mas sim a duração dos dias que é muito curta. Só quem já sentiu a noite às 3 horas da tarde sabe o quanto isso é ruim.

3) Conheço primeiro as capitais famosas ou o Leste Europeu?

Essa é uma resposta muito pessoal… Eu acredito que visitar primeiro Paris e Londres, por exemplo, te dá a chance de ver os opostos depois… Eu preferiria conhecer primeiro as glamourosas para depois poder contemplar o charme do Leste Europeu.

Bem, é isso! Termino aqui esta série de posts sobre uma das viagens mais interessantes e express que já fizemos. 4 países em 6 dias: nosso recorde absoluto até o momento 😉 Até mais!

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Arquivado em Europa, República Tcheca

Praga: parte 1

Pelo que havíamos pesquisado na internet, Praga seria o lugar onde pegaríamos as menores temperaturas da viagem. E já que era pra estar frio, que fosse logo com neve, pensamos nós. Nosso voo da TAP foi muito agradável e rápido. Ao pousarmos a temperatura era de 2 graus e para, mais uma vez, evitar camelar no frio pegamos um táxi em direção ao hotel por 26 euros.

Era véspera de Ano Novo e a cidade parecia estar cheia. Deixamos nossas coisas no hotel, compramos o ticket de ônibus ali mesmo e seguimos para o shopping Palladium, onde a Paula queria fazer mais umas comprinhas e onde aproveitaríamos para jantar.

O shopping estava lotado e tinha várias promoções, mas só de pensar em tirar todas as camadas de roupa para provar algo eu já desanimei. A Paula comprou umas roupinhas para o bebê e logo fomos para a praça de alimentação comer pizza (mais uma vez, hehe)

Ao irmos para o ponto do ônibus, percebemos que o frio tinha piorado e felizmente estávamos voltando para o quentinho do hotel.

O dia amanheceu garoando e mesmo assim resolvemos ir caminhando até a estação do metrô para comprar o passe diário. Eu não achei que valeu a pena pois as atrações de Praga são próximas e facilmente alcançadas à pé. Teríamos economizado se só tivéssemos pago a ida e a volta.

Com o passe em mãos, seguimos para o Castelo de Praga. Ao chegarmos lá, mesmo com o tempo mais limpo, não havia dúvidas de que aquele era o dia mais frio da viagem, e talvez da minha vida toda, rsrs. E adivinha o que escolhemos para esquentar? Vinho quente, é claro, rsrsr.

O Castelo de Praga é uma das construções mais importantes da cidade. Foi fundado no século IX e atualmente serve como a residência presidencial, antigamente habitado pelos reis da Boêmia. Em seu interior encontram-se várias construções. O Castelo de Praga ocupa uma área superior a 72,5 mil m². Por causa disso é considerado o maior castelo do mundo.

Ao chegarmos na entrada, a primeira coisa que chamou a atenção do alto da colina foi a vista. Uau!

Outra coisa que chamou a atenção foram os guardinhas elegantemente uniformizados na entrada do castelo.

O peculiar do castelo de Praga é que ele é formado de 12 construções. Ao entrar por este lado, a primeira que se vê é a Catedral de S. Vito.

Tirando fotos por ali já começamos a sentir uns pingos de chuva. Seguimos pra conhecer a frente da igreja e aproveitar para entrar e nos proteger. Entretanto, tudo estava muito lotado e todos tiveram a mesma ideia que a gente.

Nada restava a fazer a não ser ignorar a chuva e continuar nosso passeio. Seguimos para o pátio central de onde se avista apenas as torres da igreja no meio das demais construções.

De lá, fomos para a outra entrada do castelo, onde se localizam outros belos prédios. I’m sorry, mas não me lembro ao certo o que eram eles….

Até esse momento, só tínhamos passado algumas horas em Praga e eu já estava maravilhosamente encantada com tudo. Nessa parte da cidade, me sentia num conto de fadas e depois a sensação só se confirmou. Tudo muito lindo, com arquiteturas diferentes e atrativas aos olhos. Um sonho!

A chuva e o frio não estavam incomodando tanto ainda e nada que mais um vinho quente não ajudasse. No alto da colina achamos uma barraquinha que vendia “Hot Apple”, uma espécie de chazinho de maçã bem docinho e bem melhor que o vinho quente no sabor.

Aquecidos temporariamente, descemos pelo outro lado do castelo e tivemos a chance de ver as ruelas cheias de belas casinhas.

Nessa caminhada, a chuva tornou-se congelante e por alguns instantes tivemos certeza de que estava nevando. O frio piorou, e a partir daí tornou-se quase insuportável.

Eu seguia querendo fotografar mais e mais, porém os demais já estavam entregando os betes por causa da temperatura congelante.

Seguimos em direção à Charles Bridge, uma das atrações mais famosas de Praga e a que mais eu queria ver. No caminho, mais lindos ângulos para fotos.

Já tinha lido que a Charles Bridge vivia lotada, mas não tinha ideia de que fosse tão cheia. Conseguir boas fotos sozinha por ali é tão complicado como no Cristo Redentor, rsrs. Tirando esse fato, não dá pra explicar o quão impressionante ela é. Seja pela paisagem que a cerca, sejam pelas estátuas e esculturas que a formam, ou pelo castelo ao fundo.

A  chuva caindo, o frio congelando os dedos e o nariz e eu querendo tirar fotos e mais fotos. Deixei eles irem andando à frente pois não queria ter a sensação de ter esquecido algum ângulo. Encarei o clima para tirar mais algumas fotografias…

Nessa minha saga, acabei me perdendo de todos. Me deu um friozinho na barriga, mas logo achei o Loedi. Agora a Paula e o Fernando tinham sumido na multidão.

A dica quando você se perde de alguém é permanecer no lugar onde estava, pois será o lugar mais óbvio de encontro. Lá ficamos eu e o Loedi procurando no meio da galera algum rosto familiar. A dificuldade no inverno é achar alguém que não esteja de preto…. Após uns 10 minutos, felizmente nos encontramos.

Depois desta parada, o frio também começou a ser meu inimigo número 1 e mesmo com luvas já não sentia a ponta dos dedos. Entretanto, não podia sair de Praga sem tirar foto com a ponte de fundo (assim como citei no post de planejamento). Lá fomos nós encontrar a lateral da ponte para conseguirmos um bom ângulo.

Pra vocês terem ideia do frio, nessas alturas eu nem conferi as fotos para ver se tinham prestado e depois me arrependi pois muitas delas saíram com gotas de chuva na lente. Mas realmente estava se tornando absolutamente insuportável.

Saímos dali e pegamos o primeiro bonde sem saber para onde ia. Apenas queríamos um lugar quentinho para sobrevivermos até as próximas atrações que queríamos conhecer. Entramos no bonde, demos uma volta e paramos numa estação qualquer do metrô.

Aquecidos, seguimos novamente para a área de agito de Praga para continuar nosso tour. Como foi?

Confira no próximo post sobre Praga como terminou o dia mais frio de nossas vidas….

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