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Kotor, Montenegro: um bate-volta

Dubrovnik por si só não tem muitos passeios além da Old Town, porém oferece várias day-trips interessantes, inclusive a possibilidade de visitar dois novos países: Montenegro (Kotor) e Bósnia Herzegovina (Mostar). Em nosso planejamento inicial, estavam previstas as duas viagens porém após essa primeira desistimos de ir para Mostar (no final do post descobrirão o porquê).

Segundo o Google Maps, a distância entre Cavtat e Kotor é de 78km e na hora claro que pensamos que não poderíamos perder a oportunidade de conhecermos um novo país num bate-volta. O que havíamos lido em alguns blogs é que o tempo da viagem pode se estender muito por conta da fila na imigração. Mesmo com esse receio, resolvemos encarar a aventura.

Na viagem de ida, levamos menos de 20 minutos para termos nossos passaportes carimbados. Nosso carro alugado tinha a “Carta Verde”, que é um documento necessário para trafegar entre os países e foi solicitado pelo policial da fronteira. Liberados, continuamos a jornada em estradas bem tranquilas, porém com pista simples e cheia de curvas.

É impressionante a mudança de cenário da Croácia para Montenegro, casas mais simples e menos cuidadas, muitos carros antigos nas ruas, cidadezinhas que não têm “cara”de Europa, parecia que tínhamos rodado muitos quilômetros a mais para tamanha diferença. Em algumas delas, pegamos um trânsito muito intenso e levamos bastante tempo até voltar para uma estrada livre. Conferíamos o GPS várias vezes para ver se não tínhamos errado a rota, pois os 78 km pareciam intermináveis. Sorte que nosso santo tablet ia distraindo a Camila 🙂

A angústia só melhorou quando chegamos próximos à baía de Kotor, com paisagens lindíssimas de contraste entre a água e a montanha. Um visual mais bonito que o outro!

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Quase 3:30h depois, finalmente chegamos à parte histórica de Kotor, o grande atrativo da cidade além de sua linda baía. O próximo desafio foi encontrar vaga para estacionar, uma vez que os lugares disponíveis estavam lotados. Rodamos algumas quadras e encontramos disponibilidade um pouco distante da entrada da Old Town. Seguimos caminhando até lá, fazendo uma pausa para dar o almoço para a Camila.

Logo chegamos à entrada da Cidade Amuralhada e nesse instante eu esqueci de todo o cansaço da viagem. Minha vontade era sair correndo explorando sem rumo as ruelinhas de Kotor, de tão lindo que estava achando tudo por ali.

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O charme da cidade velha de Kotor é ser cercado por altas montanhas, e para os mais dispostos há a possibilidade de subir até lá. A Carol Guelber, do blog Vícios de Viagem foi corajosa e encarou os zilhões de degraus para desfrutar da vista lindíssima. Nós preferimos não encarar a aventura com uma bebê de 2 aninhos a tiracolo, hehe. Além disso,  o clima na região montanhosa estava muito instável. Pegamos sol, chuva, sol, chuva e essa variação durante todo o tempo que ficamos por lá. Por sorte, o calorão predominava e assim nem nos estressamos de nos molhar um pouquinho.

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Logo que entramos na cidade, a chuva piorou e aproveitamos para sentar num restaurante e almoçar até que a pancada passasse. Fomos muito felizes ao escolher o Hotel Boutique Astoria, onde pedimos esse delicioso sanduíche típico de Montenegro. Água na boca só de lembrar, hummmmm!

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Felizmente a chuva parou e após nos alimentarmos, seguimos a recomendação mais legal que li sobre a visita a Kotor: perder-se nas ruazinhas sem se preocupar com as direções corretas! Como o local é pequeno, não há risco nenhum de ficar perdido e as montanhas ajudam um monte na orientação. Lá fomos nós para mais um dia de caminhar e voltar ao passado.

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Assim como em Dubrovnik, foi muito fácil passear com o carrinho nas ruelas estreitas. Mais fácil até que muitas cidades maiores que já visitamos. É muito comum ver gatos por ali, e a Camila ia ao delírio cada vez que encontrava com um bichinho.

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Acredito que demos muitas voltas repetidas nas ruelas, mas isso não foi nenhum problema. Em alguns momentos víamos as igrejas, em outros as casinhas, ou até parávamos para olhar as montanhas. Como surpresa, algumas obras de arte esspalhadas no cenário chamavam a atenção.

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E assim, numa visita sem roteiro algum conhecemos a encantadora cidade histórica de Kotor, fundada no século 5 antes de Cristo e que ainda preserva as construções de maneira incrível.

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E as montanhas? Um espetáculo a parte com certeza! Mesmo quando as nuvens encobriam os topos ficavam lindas. Com o céu azulzinho deve ser maravilhoso também.

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Já era quase 16h quando terminamos o passeio e para finalizar nossa passagem por lá fomos dar uma espiada na baía. Como Kotor faz parte do roteiro de muitos cruzeiros , o fluxo de pessoas na rua é intenso, assim como o movimento do porto que fica bem em frente à Old Town.

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A baía de Kotor é muito linda, pena que no momento que fomos contemplá-la o céu fechou de vez e assim perdemos uma parte da paisagem. A água tem tons de verde esmeralda que parecem combinar com a vegetação da montanha. Cenário que faz valer a cansativa viagem partindo da região de Dubrovnik. Passar uma noite lá também não é uma má ideia…

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Por ali encontramos um parquinho, onde deixamos a Camila se divertir um pouco antes de pegar o caminho de volta para Cavtat. Enquanto isso, Loedi foi caminhando até o estacionamento onde havíamos deixado o carro.

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Pegamos o rumo de volta e tudo ia muito bem até chegarmos à imigração. Vimos que havia fila, mas não imaginamos que ficaríamos ali quase 2 horas até entrarmos em território croata novamente. A espera foi horrível e para nossa sorte, Camila estava capotada e dormiu bem mais que de costume nesse dia (amém!). Foi nesse tempo que desistimos de ir pra Bósnia, que de acordo com vários relatos que vimos tem a imigração bem mais lenta que a de Montenegro. Mal podíamos areditar quando vimos a plaquinha: Bem-vindos à Croácia!

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Apesar desse perrengue final, eu adorei ter ido à Kotor e acredito que vale super a pena. Havíamos lido que para se livrar das longas filas, é preciso ir bem cedo ou evitar alta temporada. Não quisemos madrugar e pagamos o preço, mas colocando na balança os pontos positivos foram bem maiores.

Foi sensacional conhecer um país que pouco havíamos ouvido falar, uma cidadezinha que nem sabia que existia e ter vivido uma experiência tão bacana em nossas férias. Valeu blogueiros e viajantes por mais essa excelente dica de viagem 🙂

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Arquivado em Europa, Kotor, Montenegro

Copacabana Beach: na Croácia também tem uma

Quando na vida iríamos imaginar que na Croácia também teria uma Copacabana? Foi pesquisando as opções com estacionamento fácil na internet que localizamos mais esse point para visitarmos e resolvemos arriscar. Após já ter conhecido a primeira praia na região de Dubrovnik, já fomos sabendo o que iríamos encontrar.

Chegamos, realmente conseguimos fácil lugar para estacionar e logo estávamos curtindo a brisa e o visual. A praia conta com bar, banheiros , parquinho aquático, aluguel de cadeiras e guarda-sóis. Tudo organizado e limpo, bem gostoso para curtirmos a tarde.

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Mais uma praia com pedrinhas e água bem gelada, que só a Camila conseguia se molhar. Eu fiquei bem longe do mar, apenas curtindo o visual. Já ela se divertiu um monte mais uma vez, e se sentiu livre, leve e solta. Tivemos que inventar brincadeiras para ela sair da água, uma vez que já estava tremendo o queixo de frio, rsrsrs. Haja criatividade de papai e mamãe!

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Nesse dia, aproveitamos para esquecer da vida observando a maneira dos croatas curtirem a praia.. Mais uma tarde de relax sem nenhuma preocupação. Copacabana Beach da Croácia não tem nada a ver com a versão brasileira, e não conseguimos descobrir o porquê de levar esse nome. Acredito que a única coisa que as duas têm em comum é a expectativa do público que as frequenta: aproveitar bons momentos 🙂

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Arquivado em Croácia, Dubrovnik, Europa

Dubrovnik: a pérola do Adriático

Eu sei que o título do post é um clichê, que em qualquer busca no Google é essa a definição que encontraremos sobre a linda cidade do litoral croata. Entretanto, acredito que essa é a melhor definição que possa existir para o local e por isso não me incomodei com essa escolha. Me lembro que nas primeiras vezes que pesquisei sobre a Croácia, Dubrovnik foi a primeira cidade que descobri como destino imperdível e ao ver as fotos tive aquele pensamento básico: um dia quero estar lá 🙂 E essa foi mais uma pitadinha para que nosso sonho de conhecer essa região da Europa fosse planejado e agora sim, realizado.

A região mais turística de Dubrovnik é a cidade velha, que fica “dentro” das lindas muralhas medievais que cercam esse Patrimônio Mundial da Unesco. Por lá não circulam carros e as opções de estacionamento são escassas. Optamos por chegar até lá pegando um ônibus em Cavtat, que em cerca de 45 minutos chegava ao ponto que queríamos visitar. De quebra, a viagem tinha o visual mais lindo que já vimos na vida 🙂

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Não descemos no ponto certo e demos uma tremenda volta na cidade, além de ter que pagar por outro ônibus, mas logo nos encontramos e finalmente chegamos onde queríamos.

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O calor estava intenso e já era próximo ao meio-dia. Nós paramos numa sombra para dar almoço para a Camila e logo iniciamos nosso passeio pela Old Town. Havia lido alguns relatos sobre a lotação de Dubrovnik no verão e estava um pouco preocupada com o que iríamos enfrentar. Para nossa surpresa, estava cheio sim, mas nada insuportável. Foi relativamente tranquilo circular por lá com carrinho.

A rua principal impressiona por suas construções e também pelo lindo piso branquinho. Me lembro de ter parado, suspirado e pensado: que sonho poder estar aqui 🙂

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Seguimos até o final da “avenida principal” e chegamos ao porto da Cidade Velha, de onde partem alguns passeios pela região. Por ali a paisagem também é linda, e ainda tem um ventinho bem gostoso para refrescar o calorão. Camila ficou doidinha ao ver tantos barcos indo e vindo, e nós aproveitamos para ficar um tempo contemplando a vista.

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Caminhamos até um pier que há por ali, com bancos posicionados estrategicamente para proporcionar momentos de sentar e curtir! E é claro que foi isso que fizemos (na medida do possível, rs) com a baixinha doida para ver o mar azulzinho, os passarinhos, as outras crianças e etc.

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Dali seguimos para as charmosas ruelas da cidade velha, observando as lojinhas, as casinhas, os telhados e todo o cenário. Por lá é possível passar horas e horas, apenas explorando. Nós ficamos um pouco restritos por causa do carrinho, mas ainda assim curtimos bastante. O melhor de tudo é que essa parte do passeio era quase que integralmente na sombra 🙂

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Já estávamos encantados com a Cidade Velha, porém ainda faltava a “cereja do bolo”, que era o passeio pelas muralhas. E é para lá que fomos quando o sol baixou um pouco. Sabíamos que lá em cima a temperatura era mais alta ainda e que não era recomendado subir com o carrinho. Estávamos cientes de que teríamos que caminhar os quase 2km com a Camila. Sendo assim, reforçamos o protetor solar, colocamos boné nela e lá fomos nós para mais uma aventura.

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O esforço valeu muito a pena, pois as paisagens lá em cima são de tirar o fôlego, especialmente a parte que tem vista para o mar. Camila curtiu um monte, e quis andar a maior parte do trajeto (para noooossa alegria). O calor nas muralhas realmente pega, há poucos trechos com sombra, porém o vento ajuda a refrescar. Acredito que a dica principal para esse passeio é escolher um horário em que o sol não esteja tão forte.

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Cumprimos os 2km completos e no final estávamos em pingos de suor com as pernas cansadas. Camila, que foi parceiraça na aventura, capotou assim que deitou em seu carrinho. Nosso dia em Dubrovnik foi muito legal, porém chegava a hora de pegar o busão e voltar para Cavtat. Pedimos informação sobre onde era o ponto e logo estávamos no lugar certo para seguirmos viagem.

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Para fechar nosso dia, no caminho de volta pudemos curtir o pôr-do-sol pelas janelas do busão. Como sempre, a viagem da volta demorou menos que a ida, talvez pela sensação deliciosa de termos conhecido mais um destino de nossos sonhos 🙂

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Entenderam o porquê do clichê “Pérola do Adriático”? Dubrovnik reúne lindas paisagens e muita história!Com certeza deve ser parada obrigatória num roteiro pela Croácia.

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Lapad Beach: um dia de praia na Croácia

Praias não estavam em nosso planejamento oficial da viagem, porém quando a Camila viu o mar começou a falar tanto que resolvemos quebrar a agenda e curtir um pouquinho do mar Adriático. Já sabíamos que as praias da região não tinham areia e nem o conceito que temos de litoral, mas por que não curtir como os locais? Como tínhamos vários dias na região, foi bem fácil tomar a decisão de passar alguns deles sem fazer nada 🙂

Começamos a pesquisar no Google quais seriam nossas opções e para o nosso primeiro dia inteiro escolhemos a Lapad Beach por dois motivos: estacionamento fácil e boa infraestrutura para curtir em família.

Ao chegarmos e ver a paisagem pensamos que foi uma excelente escolha  iniciar nossa temporada por lá. Alugamos cadeiras e guarda-sol e começamos a curtir o litoral croata.

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O mar era azulzinho e sem ondas, porém a água era muito gelada. Mesmo com o calorão que fazia, a única que teve coragem de se aventurar foi a Camila. Claro que papai e mamãe tinham que se revezar na folia, mas eu só tive coragem de molhar os pés, hehe. Ela achou o máximo estar na praia e tudo foi pura diversão!

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Outra coisa que ela achou muito divertido foi brincar com as pedrinhas! Como ela não tem o modelo mental de que praia é igual a areia, brincou como se estivesse no cenário perfeito. Foram boas horas enchendo e esvaziando o baldinho.

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Aproveitamos bastante nosso dia em Lapad Beach e para fechar com chave de ouro, fomos passear no calçadão bem próximo da praia. Começamos com uma parada inevitável no parquinho, e seguimos apreciando a agradável paisagem. Por ali, vários restaurantes, bares, lojinhas e sombra para aliviar o calor.

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Caminhamos até o final da “promenade” e a Camila capotou. Nós paramos para tomar um sorvete e sentamos debaixo de algumas árvores para deixarmos ela dormir um tempinho. Estávamos tão relaxados que quando percebi eu era o único ser acordado da família, rsrsrsr.

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Sabem o que eu pensei nessa hora? Isso sim que são férias! Poder parar, curtir, relaxar e não se preocupar com o tempo. Ainda amo os agitos, correrias e caminhadas incessantes em nossos destinos, mas cada vez mais estou aprendendo a curtir o “dolce far niente”. Vocês verão que no final dessas férias tivemos vários momentos assim: sem agenda e com descanso 🙂

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