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Bye, bye, Mauritius!

Ficamos 5 dias inteiros nas Ilhas Maurício, aproveitando as praias, o luxuoso apartamento em que estávamos, conhecendo o La Vanille e principalmente curtindo o “dolce far niente”, ou na tradução literal, a doçura de não fazer nada. Gostamos de ficar hospedados em Flic en Flac, porém nossa única diversão notura era ir ao mercado que ficava localizado num pequeno centro comercial chamado Cascavelle. Após as compras, aproveitávamos para dar uma volta com a Camila que brincava com os brinquedos disponíveis e alguns dias fomos jantar na pequena praça de alimentação onde comemos um gyros que continua em nossas memórias….

Nesses dias também pudemos, entre idas e vindas, ver o sol se pondo no mar num espetáculo diário, mesmo sem nos programarmos para isso.

Agora o que mais nos chamou a atenção em Mauritius foi a diversidade da cultura local, mesmo não tendo  mergulhado nela. Apesar da língua predominante ser o francês, as pessoas viram facilmente o “chip” para o inglês e sempre acho isso fascinante. Outra coisa que me chamou a atenção é de não termos visto pobreza eminente, o que quebrou (mais uma vez nessa viagem) nossos pré-conceitos de países africanos. Em Mauritius, por muitas vezes, tínhamos que forçar o pensamento para lembrarmos que estávamos na África.

Uma pergunta que ouvi bastante na volta das férias foi: vale a pena ir para as Ilhas Mauricio? Vou ser bem sincera com vocês e dizer que eu não atravessaria o Atlântico apenas para conhecer o país, mas como dobradinha com a África do Sul acho que vale a pena sim. Para quem quer resorts e praias bonitas tem o Caribe que é bem mais perto do Brasil. Além disso, na minha opinião o mar caribenho dá de dez a zero no mar de Mauritius e ainda por cima tem água mais quente, hehe. Já para quem, assim como nós, quer aproveitar a ida a Johanesburgo ou Cape Town e dar uma esticadinha, viver a experiência nas Ilhas Maurício é algo que recomendo. Se fosse mudar algo em nosso roteiro, teria diminuído um ou dois dias em nossa estadia por lá.

Chegou o dia de voltarmos, devolvemos o carro no aeroporto e logo estávamos embarcando com a South African para Johanesburgo. A vista que tivemos na decolagem foi de tirar o fôlego e sorte que conseguimos registrar.

O voo de volta para a África do Sul foi tranquilo e teve serviço de bordo padrão internacional. Achamos bem bonitinho servirem até miniaturas de Amarula.

Com toda essa tranquilidade, nem de longe poderíamos pensar que estávamos prestes a viver uma das piores experiências de voo de nossas vidas. Ao iniciar o procedimento de descida em Johanesburgo, pegamos uma fortíssima turbulência que fez o avião “cair” muitos metros bruscamente. Imaginem um avião cheio de gente gritando de desespero naqueles segundos que pareciam eternos. Eu comecei a chorar, Loedi tentando me consolar e Camila feliz da vida gritando “uhuuuu” como se estivesse em uma montanha-russa. Foram os momentos mais tensos dentro de um avião em todas essas nossas andanças pelo mundo. Respirei aliviada quando o piloto decidiu arremeter, mas ainda assim estava apreensiva imaginando que poderíamos passar por tudo aquilo de novo na aproximação do pouso. Felizmente nessa segunda vez a aterrisagem foi tranquila e respirei muito aliviada quando as aeromoças disseram: “Welcome to Johanesburgo”.

Chegamos à noite e como estávamos bem apreensivos em relação à segurança na cidade, preferimos pagar mais caro e contratar um transfer da Pretvan Tours para nos levar até nosso apartamento. Logo ao sairmos na rodovia, notamos que nem era tão perigoso assim e que exageramos em nossos receios. Aliás, JNB nos surpreendeu desde o início e vou contar para vocês como a capital sul-africana nos fez quebrar mais pré-conceitos…. Sendo asssim, “bye bye Mauritius” e “hello, Johanesburgo!”

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La Vanille: conhecendo as tartarugas gigantes das Ilhas Maurício

Quando comecei a pesquisar sobre atrações para crianças nas Ilhas Maurício, a primeira foto que vi foi de uma tartaruga gigante e desde então já queria incluir o parque La Vanille em nosso roteiro. E é claro que também já comecei a fazer propaganda para a Camila e quando chegou o dia de irmos até lá a expectativa estava lá em cima. Levamos uma hora para atravessar a ilha e chegar ao parque, pagamos os ingressos e mal podíamos esperar para irmos direto ao recinto das tartarugas.

Com o mapa em mãos, chegamos à “casa” das tartarugas e nos surpreendemos com o tamanho e quantidade dos bichinhos que vivem bem à vontade no espaço. Em um primeiro momento, a Camila ficou com um pouco de receio de passar a mão e interagir com elas, mas logo se soltou. Loedi parecia criança querendo alimentá-las e eu encantada por estar vivendo essa incrível experiência. Passamos um bom tempo por lá observando a vida das tartarugas gigantes no La Vanille.

O parque faz um intenso trabalho de preservação e procriação da espécie e há tours guiados que explicam todas as ações. Apesar de não termos feito, um senhor nos apresentou o berçário das tartarugas onde elas ficam divididas por idade. Para vocês terem uma ideia, elas nascem pequenininhas mas podem chegar à mais de 200 kg! Outra coisa que surpreende é o cuidado com que elas são tratadas pelos atenciosos funcionários do parque.

Se o parque só tivesse as tartarugas, já teria valido a visita! Foi muito legal e mágico para todos nós. Na saída do recinto há um pequeno acervo de espécies típicas das Ilhas Maurício empalhadas, com destaque para a ave já extinta e símbolo absoluto do país – o Dodô – que você verá estampado por todos os lados na ilha. Inclusive trouxemos um de pelúcia como recordação para a Camilinha.

Após termos cumprido a missão principal, fomos conhecer as demais áreas do parque.Logo de cara encontramos com um veadinho bem bonzinho comendo maçã e interagindo com os visitantes. Vimos também macacos, lêmures,furões, morcegos, muitas iguanas e pássaros que voam livremente em meio às arvores. Não achei tão legal o espaço em que ficam os demais bichos, pois achei as jaulas bem apertadas.

Há também uma exposição de insetos e borboletas (num lugar com um cheiro horrível) e também um aquário bem fraquinho, com alguns peixes e tartarugas em tanques minúsculos. Eu só dei uma passada rápida e fiquei aguardando o Loedi  (lendo todas as plaquinhas, rs) do lado de fora.

Em alguns dias da semana, há horários programados para que o público possa assistir a alimentação dos crocodilos e nós demos sorte de acertar a data. Sentamos na arquibancada e pudemos acompanhar esse momento. Foi bem interessante e a Camila fala desse “show” até hoje. Os cuidadores amarram frangos em uma corda e lançam no lago onde os enormes animais pulam em busca da comida. É bem rápido e simples, mas valeu a pena termos parado para ver uma vez que já tínhamos percorrido todo o parque.

Como já era hora do almoço resolvemos comer no restaurante do parque que, além de snacks, também vende alguns pratos com carne de crocodilo. Loedi foi corajoso e encarou um “crocodile burger” , enquanto eu me contentei com um sanduíche de queijo e presunto mesmo, haha. Foi caro, mas bem bacana termos feito a refeição no Le Crocodile.

Na saída, há um playground para os pequenos e também uma mini-fazendinha com pavões, porcos, cabras, galos, dentre outros. A Camila gostou tanto do parquinho que nem deu muita bola para os animais.

Em resumo, recomendo a visita ao La Vanille principalmente por causa das tartarugas gigantes que vivem livres, soltas e aparentemente felizes no parque. Foi incrível a experiência de podermos interagir com elas de tão pertinho! Para voltarmos para Flic en Flac escolhemos um outro caminho que ia beirando as praias e a viagem tornou-se bem mais agradável. Aproveitamos para parar em um ponto turístico desse lado da ilha, conhecido como “A Pedra que chora”, que é uma formação rochosa que ao ser invadida pelas fortes ondas do mar aberto parece estar derramando lágrimas.

E assim terminamos mais um dia de passeio nas Ilhas Maurício,  criando mais lindas memórias em família e conhecendo um pouco mais sobre esse diferente país africano.

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Ilhas Maurício: as praias de Mont Choisy e Pereybere

As Ilhas Maurício têm uma área de 2040 quilômetros quadrados, uma população de mais de 1 milhão de pessoas, muita variedade de praias de norte à sul e com isso inúmeras opções de resorts em cada canto da ilha. Conhecido por ser um destino romântico, em muitos dos hotéis não se aceitam crianças e em muitos outros há uma enorme variedade de atrações para os pequeninos. Como optamos por sermos os “diferentões” e fugirmos dos grandes hoteis, quero registrar nos próximos posts como essa experiência foi super positiva (e econômica também).

Nós inserimos Mauritius em nosso roteiro para fechar a dobradinha com a África do Sul e também para conhecermos uma cultura diferente. Pelo que havíamos visto na internet, as praias em si não nos chamaram tanta a atenção. Lembro de ter ficado muito em dúvida sobre Seychelles também, mas os altos preços de passeios por lá nos fizeram desistir.

Para dar certo nossos planos, com a extensão da ilha, alugar carro seria obrigatório e realmente foi muito útil. Talvez  para quem fique em resort e queira só curtir o hotel, esse não é um item obrigatório. O que não contávamos era com o trânsito de lá! A parte que conhecemos rodando em sua maioria era de pista simples, com bastante tráfego de ônibus e com isso os passeios ficavam super demorados.

Em nosso segundo dia, decidimos ir para o lado norte da ilha conhecer algumas das praias que seriam imperdíveis. O caminho em si já foi uma atração, pois pudemos ir observando a vida dos locais por mais de uma hora. Muitos templos hindus, ônibus com portas na traseira, plantações de cana de açúcar intercaladas com montanhas e muito pouco sinal de pobreza.

A primeira praia em que paramos foi a Mont Choisy, que tem uma ampla faixa de areia rodeada pelas lindas árvores casuarinas e é a maior praia da região norte da ilha. O cenário realmente era lindo, porém o tempo estava fechado e mal montamos nossas coisas já tivemos que sair correndo da fina e chata chuvinha que começou a cair.

Como o clima varia muito na ilha, olhamos na previsão do tempo qual praia da região estava com sol  e seguimos para lá. Fomos até a região de Grand Baie e gostei bastante da vibe dessa parte da ilha que me pareceu mais agitada que Flic en Flac, que era onde estávamos hospedados. A praia escolhida foi Pereybere e por ali sim encontramos uma praia pra chamar de nossa: mar piscininha, bonita paisagem e sol (entre nuvens, mas já estava valendo).

Passamos o dia por lá, observando os locais e turistas curtindo a calma da praia, deixando a Camila se acabar de brincar na areia. A água do mar era geladinha e não entramos apesar do forte calor que fazia. Por ali, encontramos pessoas vendendo frutas, bebidas e até algumas comidinhas. Para minha alegria, encontrei aqueles abacaxi pequeno docinho e me deliciei saboreando um à beira-mar.

Apesar do tempo de deslocamento que levamos, Pereybere e o norte da ilha nos agradou bastante. Bem interessante notar as diferenças entre os lados da ilha e perceber que realmente estamos percorrendo distintas partes de um país, por menor que ele seja. E por falar em tamanho, acredito que não ter pensado na extensão da ilha foi uma das falhas de nosso planejamento para Mauritius. Nossa ideia inicial seria “pingar” de praia em praia, assim como fazemos nas ilhas caribenhas. Porém, após vivermos na prática as distâncias e tempo de deslocamento entre um ponto e outro já mudamos de ideia.

O dia no norte foi muito legal, mas pensar que levaríamos uma hora para estarmos de volta em Flic en Flac deu uma preguiça danada. Na volta pegamos uma estrada mais rápida, mas mesmo assim demoramos. Sendo assim decidimos que o único passeio mais longo que faríamos seria ir até o Parque La Vanille para vermos as tartarugas gigantes. Nos demais dias procuraríamos praias mais próximas para realmente conseguirmos cumprir nosso propósito de “sombra e água fresca” nas Ilhas Maurício.

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