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Sea World com criança de 2/3 anos

Ao chegar em Orlando, a maior vontade que tenho é de correr para um parque, de tanto que amo esse tipo de atração. Felizmente programamos para o sábado nossa ida ao Sea World e apesar de estar com um pouco de receio da lotação, resolvi encarar mesmo assim. Compramos nosso ingresso online já com estacionamento incluso e então foi só encontrar uma vaga, parar o carro e entrar. Chegamos bem no horário de abertura do parque e demos de cara com a fofa Shamu recepcionando os visitantes do dia.

Nas 3 vezes que fomos ao Seaworld, preferimos fazer tudo de um lado e depois ir para o outro para economizar pernada, e dessa vez não foi diferente. Essa é a primeira decisão que você deve tomar em seu planejamento para esse parque, de acordo com as prioridades que estabeleceu. Como nossa prioridade absoluta era ir na Mako, programamos fazer essa atração primeiro e depois seguir o roteiro.

E eis aqui um ponto bem importante para pensar antes de ir ao Sea World: quais são suas prioridades. O parque é enorme, tem alguns shows interessantes e também 3 atrações radicais super legais, além da Mako tem a Manta e o Journey of Atlantis, já que a Kraken está sendo reformada. E quando falamos de crianças, tem a área da Shamu destinada especialmente a elas. Uma coisa era certa, não conseguiríamos fazer tudo e assim tivemos que escolher.

Nossas prioridades foram os shows, reservar um bom tempo para o Harbor da Shamu e claro, dar mais uma voltinha na Manta para matar a saudade, hehe. O ponto de atenção para as atrações radicais é o tempo que se leva nos revezamentos para quem está com filho pequeno. Por mais que as filas estivessem no máximo de 10 minutos, até irmos, voltarmos e o outro ir levávamos quase 1 hora. Ou seja, para podermos ir em 2 montanhas russas levamos quase 2 horas. Aí tem mais o horário para parar para comer e quando você vê, já se foram 3 horas de parque. E se o parque estiver lotado, essa atenção ao tempo deve ser mais especial ainda. É claro que com um bom planejamento dá tudo certo e ter o app ou mapa em mãos ajuda muito nessa hora. A principal dica é: cheque os horários dos shows que quer ver, os localize no mapa, marque as atrações que não abre mão e comece a aventura. Se eu puder dar uma única dica é: deixe o show das baleias por último 🙂

Com os planos definidos, corremos para a área da Mako, a mais nova montanha-russa do parque e principal motivo de nossa volta, porém essa parte só começa a funcionar às 10h. Sendo assim, resolvemos começar pela atração dos pinguins na área da Antártida. Sorte que havíamos levado um casaquinho para a Camila, pois lá dentro faz bastante frio. Fomos na opção compatível com a altura da baixinha e tivemos o azar do brinquedo parar de funcionar bem na parte mais escura. Ficamos uns 15 minutos parados e rezando para que ela não surtasse. Felizmente deu tudo certo, mas após o susto a atração perdeu o encanto pra gente. Quando pudemos ver os pinguins bem de pertinho o frio era tanto que eu só queria sair correndo dali.

Após esse brinquedo, já havia dado o horário e corremos pra Mako. Pegamos a atração praticamente sem fila e foi demais! Para quem curte adrenalina, super recomendo. É claro que tivemos que nos revezar, mas para a Camila tudo era festa. Muita gente me pergunta se não perde a graça ir sozinho nas atrações e a resposta que sempre dou é que mesmo antes da Camila nascer nós já éramos super fãs das single riders e por isso não sentimos tanto impacto com essa mudança. Outra pergunta que recebo frequentemente é se não gostamos de usar o Child Swap, que é a possibilidade de os papais aguardarem na fila juntos e alternar o cuidado da criança quando chegar a vez. Nunca nem tentamos usar essa opção devido ao fato de ser uma chatice aguardar na fila.Prefiro mil vezes deixá-la livre e solta correndo no parque do que paradinha aguardando.

Após termos cumprido nossa principal missão do dia, que era andar na Mako, começamos a cumprir o roteiro que havíamos planejado pensando na Camila. Algumas semanas antes de nossa viagem, começamos a mostrar vídeos no Youtube dos shows, para já ir criando a expectativa do que encontraríamos por lá e ela estava super ansiosa para ver as baleias e os golfinhos, porém começamos com outro show que nem estava em nossos planos iniciais.

 O primeiro que fomos foi o do leão-marinho, que era uma atração inédita pra gente e como não coincidia com nenhum outro resolvemos ver. Achei bem legalzinho e a Camila amou, apesar de não entender nada da apresentação ela se divertia muito vendo os bichinhos. Para ela ir entendendo um pouco, nós íamos explicando aquilo que conseguíamos pegar do inglés.

Foi muito lindo ver a carinha de alegria dela e como gravou várias partes da apresentação. Até hoje ela imita o furãozinho que joga lixo no lixo, rsrs. Após o show, fomos passar no túnel e tubarões e visitar o tanque de arraias enquanto não dava o horário do show dos golfinhos.

Aproveitamos esse tempinho para dar o almoço da Camila e também para nós comermos. Havia esquecido o quanto é caro comer nos parques e quase caí pra trás com a conta de 22 dólares por 2 fatias de pizza e um refri.  Mas como dizem, quem converte não se diverte e esse foi o lema para parar de pensar nisso.

Logo nos dirigimos para o local do show dos golfinhos e aguardamos o início. O novo espetáculo dos golfinhos se chama Dolphin Days e como ainda não tínhamos visto esse, estávamos também na expectativa para ver o que tinha mudado. A Camila mal piscava e ao ver os primeiros saltos dos bichinhos foi ao delírio.

Nós achamos o show bem fraquinho comparado ao anterior e por isso que mudei de opinião sobre a ordem dos shows: deixe o das baleias por último para não se frustrar. É claro que como a Camila não tinha expectativa, pra ela foi o máximo e pra fechar a experiência, paramos na saída para tirarmos foto com as araras que também fazem parte do espetáculo.

Para fechar o lado de “cá” do parque fomos na Manta para fechar as atrações radicais e logo começamos a caminhada para o outro lado, onde queríamos ver a baleia beluga, o Happy Harbor da Shamu e finalizar com o show das baleias.

Essa área infantil do Seaworld é muito legal e estava com pouca fila, então pudemos aproveitar bastante enquanto não dava o horário do show. Tem trenzinho, carrossel, um super brinquedão onde os pais podem ir junto, montanha-russa da Shamu e algumas atrações para as crianças que querem se molhar. Foi muito divertido passar algumas horas por ali.

Só foi fácil convencer a Camila a sair dali porque o show das baleias era o que ela mais queria ver no Seaworld. Ao vermos o letreiro na entrada ela já achou o máximo 🙂

Conseguimos um bom lugar no estádio, compramos uma pipoca e ficamos aguardando o início do espetáculo. A carinha que a Camila fez ao ver as baleias me fez chorar, de tão lindo que foi. Esse momento me fez ter mais certeza ainda de que viajar em família é algo muito mágico e que cada centavo vale a pena. Já tínhamos visto duas vezes esse show, mas com certeza essa foi a mais especial.

Fechamos nosso primeiro dia de parque em Orlando com chave de ouro e amamos mais uma vez a experiência. Recomendo muito a ida ao parque com crianças pequenas, aliás acho que esse é um parque para todas as idades pois tem atrações para todos os gostos.

 

 

 

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