Havana: primeiras impressões

Começamos nosso primeiro dia em Havana olhando pelas janelas e observando as redondezas agora com a luz do dia. Para um lado tínhamos a vista do Hotel Nacional e Malecón, mas também avistávamos construções em mal estado de conservação e desgastadas pelo tempo. Para o outro, as condições eram bem piores e por alguns instantes fiquei olhando, observando e tentando entender a realidade do país. Nos hospedamos em um dos bairros mais bem conservados da cidade e a fotografia era aquela. Fiquei pensando o que veríamos nas próximas horas….

Para o primeiro dia, havíamos trazido pão (bisnaguinha), café, açúcar e adoçante, portanto não precisamos sair pra comprar nada. Usei o fogão mega antigo pra fazer a comidinha da Camila e então estávamos prontos para começar a desbravar Havana. Decidimos seguir caminhando até Havana Vieja (que estava distante 5 km) e assim já conhecer mais a fundo a cidade.

Nossa primeira passada foi no Malecón (a calçada que contorna a orla de Havana com 8 km de extensão) e a fachada do Hotel Nacional. Apesar de ser 25/12, a vida corria normalmente pois o Natal passou a ser feriado poucos anos atrás com uma visita do papa à ilha. O clima não estava tão quente quanto imaginávamos e com isso a caminhada estava bem agradável. Fomos sem pressa, parando em cada lugar que merecia uma foto nas redondezas.

Quando a paisagem tornou-se monótona, resolvemos entrar nas ruas menos movimentadas e aí sim começamos a conhecer a Havana da vida real. Num primeiro momento, pensamos: ah, no Brasil tem vários lugares mal conservados. Ah, aqui parece o centro velho de tal lugar… Até que nossas justificativas internas não serviam mais para nos consolar. Muita precariedade, cheiro ruim, prédios parecendo que iam desabar a qualquer momento. Apartamentos lotados de moradores, comércios com filas enormes de locais, mercadinhos com pouquíssimas variedades e ofertas de produtos. Apesar de tudo, pessoas tranquilas e felizes pelas ruas e um clima de segurança que nunca vivi em regiões com condições similares aqui no Brasil. Confesso que nessas primeiras andanças eu pensei: o que é que vim fazer aqui? Mas bastou mais alguns passos para que eu entendesse o porquê: viver uma incrível experiência de vida!

Outra “atração” no trajeto eram os carros super antigos (uns mais bem cuidados, outros nem tanto), os bicitáxis e cocotáxis, bem como as construções em bom estado de conservação que eram raras nesse pedaço da cidade. Uma conclusão que chegamos é que os prédios que têm alguma participação do dinheiro proveniente do turismo geralmente são melhorzinhos.

Em nosso caminho, encontramos o Callejón de Hamel, uma rua dedicada à cultura afro-cubana com um clima bem turístico. Por ali, conversamos com alguns locais, entendemos um pouco do trabalho deles e aproveitamos para registrar os momentos. Foi um oásis em meio ao caos que estávamos vivenciando.

Até chegarmos à Havana Vieja tivemos mais uns bons minutos vivendo e refletindo sobre a pobreza e escassez. Foram momentos de muitas conversas e dúvidas sobre as condições do povo cubano, sobre o idealismo de Fidel Castro e Che Guevara, sobre prós e contras do socialismo. Dentre todas as viagens que já fizemos, essa com certeza foi a em que mais falamos sobre história e política, pois é impossível ver tudo isso que estávamos vendo e não tentar entender.

Ter feito essa caminhada pela Havana real foi incrível apesar de esteticamente não ter sido nada agradável. Welcome to Cuba, parte 2!

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Caribe, Cuba

Chegando em Havana

Para ir à Cuba, é necessário fazer pelo menos uma conexão internacional. As mais comuns, saindo de São Paulo, são via Lima, Bogotá, Miami ou Panamá, que foi nossa escolha pelo menor tempo total de viagem.Voamos para Havana com a Copa Airlines e foi no check-in em São Paulo que compramos nosso visto por R$100,00. O processo é bem simples e o papel deve ser todo preenchido pelo passageiro.  Antes de recebermos nossos cartões de embarque, a atendente conferiu os cartões de vacinação da febre amarela e logo estávamos liberados para seguir ao portão.

O voo até à Cidade do Panamá foi tranquilo e a conexão bem rápida, porém com tempo suficiente para comermos e dar uma esticada nas pernas.  O aeroporto está bem maior e melhor do que conhecemos em 2012, com ampla variedade de lojas e opções de alimentação. Importante lembrar que tudo lá é vendido em dólares e não aceitam euros, que é a moeda com melhor cotação para levar a Cuba.

Como sabíamos que chegaríamos tarde em Havana, aproveitamos para comprar algumas garrafas de água no aeroporto para termos pelo menos o suficiente até o dia seguinte (se tivéssemos noção real da escassez do país, teríamos levado mais coisinhas do aeroporto do Panamá, rsrs). O avião que nos levou até Cuba era bem velho, talvez pra gente já começar a entrar no clima do destino (hehe), mas a viagem foi tranquila e próximo das dez da noite do dia 24/12 pousamos na capital cubana.

O processo da imigração foi o mais rápido em que já passei na vida! Tirando o fato de que não pudemos passar nós três juntos (como ocorre em todos os demais países em que já passamos), correu tudo tranquilamente, não nos fizeram nenhuma pergunta e sequer checaram o visto.  Um fato diferente, é que todas as bagagens de mão dos passageiros são inspecionadas no raio-x antes de seguirem para a retirada das malas. No meio do caminho, mais algumas pessoas sentadas em mesas conferindo as vacinas dos turistas.

Havia lido que o aeroporto era bem velho e com aparência antiga, porém imaginava pior do que realmente é. Algo que chamou a atenção foi a quantidade exagerada de funcionários no aeroporto e a forma de se vestir das mulheres, com meias super trabalhadas. Enquanto esperávamos as malas, fui ao banheiro e mais uma surpresa: vasos sem tampa, pouca limpeza, uma funcionária deitada dormindo sobre a pia e nada de papel higiênico no aeroporto, além de ter dado de cara com um homem em pleno recinto feminino.

As nossas malas chegaram rápido, o que demorou foi a entrega do carrinho que deveria ser retirado em outro local. Antes de sairmos, mais alguns funcionários para fazerem a triagem das bagagens que iriam para inspeção por amostragem. Nós estávamos com bastante receio por estarmos levando grande quantidade de coisas para comer (na foto abaixo dá pra visualizar), mas felizmente não fomos escolhidos. Para quem tem dúvida, é permitido levar alimentos industrializados em viagens internacionais. Nosso receio era o tempo que perderíamos até olharem tudo o que tínhamos em nossas bagagens. Já passamos por isso em Cancún e foi bem demorado todo o processo.

Assim que saímos no hall do aeroporto já encontramos o anfitrião do Airbnb que alugamos, o Sr Henry, que havia organizado nosso transfer. Informamos a ele que iríamos trocar dinheiro, achamos a casa de câmbio e fomos trocar nossos euros por CUCs (moeda para turistas de Cuba) . É possível também trocar dólares, porém há uma cobrança extra de 10% sobre a moeda americana. Com dinheiro em mãos, o seguimos sem saber ao certo como seria o veículo de nosso transporte…

Quando vimos o carro, começamos a disfarçar o riso diante da situação. Era um jipe super antigo, com bancos de madeira atrás. Estávamos com seis malas, o carrinho, nós cinco, o Henry e mais o motorista, rsrsrs. Não conseguia imaginar como caberia tudo, mas no final das contas coube. Fomos espremidos, eu com a Camila dormindo no colo e torcendo para tudo dar certo. O transfer foi nosso verdadeiro “Welcome to Cuba”. A foto ficou horrível, porém não podia deixar de compartilhar aqui.

Fomos observando tudo durante o caminho e nossas primeiras impressões foram positivas. Apesar de ser tarde da noite, havia bastante gente nas ruas e pouco trânsito. Em menos de meia hora chegamos sãos e salvos ao nosso apartamento após essa primeira aventura em terras cubanas.

Estávamos no vigésimo oitavo andar do Edifício Focsa, o segundo prédio mais alto de Havana. O lugar era melhor do que tínhamos visto nas fotos e contava com uma linda vista do Hotel Nacional, um dos cartões-postais da capital. O Henry nos explicou alguns pontos sobre o apê e sobre o funcionamento do Wi-Fi que em todo o país precisa de um cartão da Etecsa para dar acesso à internet. Quando fomos testar, havia alguma pessoa conectada e assim conseguimos acessar rapidamente, o que foi uma super surpresa positiva pra gente. Consegui até postar!

Ajeitamos nossas coisas, tomamos banho e fomos dormir para estarmos bem descansados para nosso primeiro dia na terra do Fidel. Essa viagem foi cheia de aventuras, acompanhem nos próximos posts

4 Comentários

Arquivado em Caribe, Cuba

Copenhagen com criança de 4 anos: parte 1

Após recarregarmos as energias, estávamos ansiosos para começar a desbravar a capital dinamarquesa. Fomos presenteados com um lindo dia de sol e temperatura super agradável, numa das primaveras mais quentes da Escandinávia. Estávamos bem próximos à uma estação do metrô e esse foi nosso principal meio de locomoção na cidade. Para comprar o bilhete são necessárias moedas ou cartões e não vimos pessoas em nenhum dos pontos que passamos. O transporte público é limpíssimo, fácil de entender e super eficiente.

Decidimos começar nosso roteiro pelo principal cartão postal de Copenhagen: aquelas casinhas coloridas à beira do rio que vemos em todos os cartões-postais do destino. O nome do local é Nyhavn, que significa Porto Novo e com certeza é o lugar com mais concentração de turistas da cidade. E já que ali estávamos, resolver turistar mesmo! Tiramos muitas e muitas fotos (de todos os ângulos possíveis), deixamos a Camila correr atrás das pombas, sem a menor pressa, e ficamos curtindo cada segundo de nosso primeiro dia de férias. Aquele céu azulzinho estava perfeito para esse momento e, quando na vida eu imaginaria que estaria vestindo shorts na Dinamarca! Foi uma verdadeira sensação de carpe diem essa nossa primeira parada 🙂

Para podermos contemplar ainda mais a região, aproveitamos que era hora do almoço e encontramos um banco para sentar à beira do rio, pegamos o pote de comida da Camila e lá estava a pequena viajante fazendo mais uma refeição em um cartão-postal.  Ficamos observando o vai-e-vem das inúmeras bicicletas, os locais andando sem pressa, os demais turistas parando para fotografar tudo que viam, os barcos que passavam a cada minuto….

Dali seguimos para a Stroget, a rua de comércio mais famosa de Copenhagen, onde queríamos ir até à Loja da Lego e da Disney, bem como encontrar uma grande loja de departamentos para usarmos o banheiro (essa dica vale para todas as viagens, hehe).  Por lá encontram-se marcas famosas, comércio local, lojas de conveniência, artistas e tudo mais que um completo calçadão pode oferecer. A intenção nossa era só bater perna mesmo, porque só de pensar no preço das coisas já nos dava calafrios, rsrs. E por falar em dinheiro, nesse primeiro dia levamos sanduíche para nosso almoço para economizarmos e poder tomar algumas Coca-Zero durante o dia (refrigerante tem imposto alto por lá e é, como tudo, muito caro).

Foi um exercício intenso de negociação para tirar a Camila das lojas, mas com jeitinho e com a promessa de um sorvete nós conseguimos. A próxima parada foi a Rudentarn, uma torre do século 17 que foi construída para ser um observatório astronômico e atualmente recebe visitantes do mundo todo em seu mirante com 35 metros de altura. O destaque é a subida em forma de rampa, que nos encorajou a subir com o carrinho até o topo. Chegamos exaustos, porém conseguimos vencer a inclinação.

Para fechar nosso dia com chave de ouro, fomos jantar na casa de um casal de dinamarqueses que conhecemos aqui em Curitiba e foi incrível a hospitalidade com que nos receberam. Eles têm um casal de filhos, sendo que o mais velho é alguns meses mais novo que a Camila. Mesmo sem se entenderem verbalmente, foi lindo vê-los se divertindo numa ensolarada noite de primavera. Que experiência jantarmos no quintal da casa deles e às 21h ainda ter sol forte brilhando no céu, quantas risadas e papos com pessoas que pouco conhecemos mas que estavam super felizes com nossa presença no país deles.

Ganhamos uma carona de volta para nosso apartamento e ao chegarmos ficamos conversando sobre tudo que tínhamos vivido nesse primeiro dia que foi incrível. E o melhor de tudo é que as aventuras estavam apenas começando 🙂

Deixe um comentário

Arquivado em Copenhagen, Dinamarca, Europa

Chegando em Copenhagen (junho/2018)

Essa foi nossa primeira viagem com a Air France e ficamos surpresos com a cortesia da tripulação bem como com a qualidade do serviço de bordo. Em nossas últimas viagens com a Camila, temos solicitado com antecedência a kids meal, uma refeição diferenciada para crianças. Nem sempre ela curte o “prato principal”, mas geralmente vem com alguma guloseima que ela gosta. Independente da comida, o que nos atrai nessa opção é que ela é servida antes do serviço de bordo normal, o que nos dá um tempinho para ajudá-la a comer antes de nos servimos. Na Air France o kit infantil é lindo e vem até com uma colherinha em formato de avião. Além disso, eles dão um brinquedinho para os pequenos como cortesia. Adoramos esses mimos da companhia aérea.

Chegamos em Paris no horário previsto e demoramos um pouco para entender como deveríamos seguir para a conexão, pois descemos em um local com pouca sinalização. Após nos acharmos, andamos muito (sem carrinho, argh) até encontrarmos nosso portão de embarque para Copenhagen.

Esperamos, embarcamos e quando estávamos prestes a decolar, fomos informados de que havia um problema no pneu da aeronave e que haveria atraso de uma hora na decolagem. Camila capotou de tão cansada que estava, apesar de ter dormido bem no voo até Paris. Finalmente decolamos e chegamos à capital dinamarquesa.

Ao desembarcarmos, encontramos um carrinho do aeroporto que nos salvou pois o nosso não havia sido entregue na porta do avião. Confesso que foi um grande choque ver um aeroporto lotado em pleno domingo, algo que não correspondia às imagens mentais que eu havia projetado sobre a Dinamarca, rsrs. Andamos mais um monte dentro do aeroporto até encontrarmos as esteiras de bagagem, trocamos dinheiro na casa de câmbio dali mesmo para termos como comprar o passe do metrô. As malas chegaram rápido, mas esperamos o carrinho em lugar errado e assim perdemos um bom tempo. Carregando toda aquela tralha, seguimos para as maquininhas que vendem o passe do metrô, compramos os tickets e seguimos rumo ao embarque.

 

No horário previsto o trem chegou e em menos de meia hora chegamos à estação próxima de nosso apartamento. Caminhamos mais um tanto arrastando as malas+carrinho e localizamos nosso endereço. O que faltava agora? Subir cinco lances de escada com todos aqueles quilos de bagagem, hehe. Fazia bastante calor e chegamos pingando de suor…. Mal colocamos nossas coisas pra dentro e já estávamos curtindo a nova experiência: ficar em uma casa habitada, que foi alugada apenas durante o período de férias de seus moradores. Camila amou pois haviam muitos brinquedos à disposição para ela se divertir.

Estávamos muito cansados, mas (como sempre fazemos em nossas viagens com fuso significativo) tínhamos que ficar acordados o máximo possível para já ir acostumando com o novo horário. Ajeitamos nossas coisas e logo fomos para o supermercado para comprarmos os primeiros itens de sobrevivência e também ter noção dos preços (que já imaginávamos que seriam altíssimos).

Fizemos a primeira compra, comprovamos a fama de cara dos países escandinavos e paramos em um parquinho de uma escola pública no caminho de volta para o apartamento para a Camila gastar um pouco de energia. Ficamos impressionados com a estrutura da escola pública e de como os dinamarqueses são simpáticos nesses primeiros contatos que tivemos. Outra boa primeira impressão foi do quão bem eles falam inglês.

Voltamos para o apê, fizemos o jantar e improvisamos algumas “cortinas” com cobertores para simularmos a noite, uma vez que nessa época do ano (junho) o sol estava se pondo totalmente perto das 23h.

Finalmente chegava a hora de dormir para reabastecermos as energias e começar a curtir nossas férias em família.

Deixe um comentário

Arquivado em Europa

Carnaval em Gramado e Canela (com criança de 3 anos): dia 3

Nosso terceiro dia na Serra Gaúcha começou com tempo chuvoso, mas mesmo assim mantivemos nossos planos de pegar a estrada e ir conhecer Nova Petrópolis, outra cidade de região que sempre figura nos roteiros de quem passa mais tempo em Gramado. Pesquisamos um pouco sobre as atrações da cidade e não encontramos muitas coisas, porém fomos confiantes de que encontraríamos mais uma charmosa cidadezinha. A única parada que figurava em todos os sites como obrigatória era o Labirinto Verde, localizado na Praça das Flores e foi por lá que começamos nosso passeio debaixo de chuva.

Chegando à praça fica bem fácil encontrar o labirinto, e é lá que se concentra a maior quantidade de pessoas. Mesmo com o chão molhado, a experiência foi divertida e até um pouco assustadora pois realmente nos perdemos por lá e levamos uns bons minutos para conseguir sair. Por alguns momentos cheguei a ficar angustiada, mas a alegria da Camila de estar num labirinto de verdade amenizou um pouco meu receio.

A chuva não estava dando muita trégua e atrapalhou nossos planos de conhecer outros parques ao ar livre da cidade. Buscamos mais opções de atrações e não achamos nada de interessante e acabamos decidindo voltar para Gramado. Sendo honesta com vocês achei uma furada termos ido para Nova Petrópolis….

Almoçamos na estrada e ao chegarmos em Canela fomos à uma loja da Florybal que conta com um mini parque de diversões onde sentamos, tomamos um café e deixamos a Camila brincar até cansar. Voltamos pro apartamento e à noite fomos fazer um programa clássico de Gramado: jantar em um rodizio de fondue.

Esse foi um dia meio perdido da viagem, mas foi bom pois realmente pudemos descansar. A sorte é que não ficamos com a sensação de termos deixado de ir em algum lugar por causa dessa escolha, uma vez que estava chovendo e não tínhamos mais itens “obrigatórios” em nosso roteiro.

1 comentário

Arquivado em Brasil, Rio Grande do Sul, Sul do Brasil

Carnaval em Gramado e Canela (com criança de 3 anos): dia 2

Em nosso segundo dia de passeio, começamos pela Aldeia do Papai Noel que, apesar de ser toda baseada no Natal e seu principal personagem, abre durante o ano todo. Logo que entramos, Camila ficou fascinada com os detalhes da decoração e espaço livre para correr. Nós também gostamos do parque já nos primeiros momentos e assim fomos seguindo as placas para conhecermos as principais atrações.

Além dos espaços cobertos, onde há desde o dormitório dos Papais Noéis, passando pela fábrica de brinquedos e até o encontro com o bom velhinho de verdade, há também um mirante externo com uma bela vista do vale que fica bem à frente do parque. No dia em que fomos havia bastante neblina, mas com sol e céu azul a paisagem deve ser magnífica.

Dali até à Casa do Papai Noel há a opção de ir caminhando ou de embarcar no monorail e deixar o passeio mais (caro) e divertido. Já que estávamos lá, encaramos o passeio pagando o extra. Eu achei bem sem graça, mas a Camila adorou.

A casa do bom velhinho é toda decorada e conta com vários cômodos. O senhor que estava lá nesse dia foi bem simpático para completar a magia. Tiramos algumas fotos e seguimos caminhando para ver as renas e “neve” de verdade, que era o que a Camila mais queria ver no parque.

Para nossa decepção, as renas estavam bem escondidas e não conseguimos vê-las muito bem. Em compensação, a “neve” de verdade foi o máximo para a Camila. Ela não queria sair de lá, de tanto que se divertiu se molhando com a espuma. É claro que nós entramos juntos na diversão.

A próxima parada foi o Lago Negro, passando antes pela Alemanha Encantada onde se encontra a “Torre da Rapunzel”. O ambiente é bonito e com decoração típica, um biergarten bem agradável. A Camila logo disse que a moça que ficava ali não era a Rapunzel de verdade, apenas uma mulher com vestido segundo ela. Mesmo assim aceitou tirar uma foto antes de entrarmos no elevador que leva ao alto da torre.

Achamos bem sem graça o alto da torre, tanto que nem tiramos fotos lá. As árvores atrapalham a vista e há um cheiro de mofo nada agradável. Não ficamos nem 10 minutos e descemos. Aproveitamos que já tínhamos pago a entrada para aproveitar o espaço e dar uma fruta para a Camila enquanto o Loedi degustava uma cerveja por ali.

Atravessando a rua já estávamos no Lago Negro, onde a programação era andar de pedalinho pra curtir a paisagem. Havia fila de espera, porém não demorou muito para conseguirmos nossa caravela, que foi o modelo escolhido pela baixinha. Demos a volta em todo o lago dando muitas risadas e curtindo mais um delicioso momento em família.

Já era hora do almoço e seguimos para o centrinho da cidade buscar uma opção mais econômica de alimentação e encontramos vários restaurantes por quilo. Aproveitamos para dar umas voltas por aquele pedaço e fomos conhecer a Rua Torta e tirar uma foto no monumento em homenagem ao Kikito, símbolo do Festival de Cinema de Gramado.

No caminho de volta para o apartamento, fomos parando em algumas lojas de chocolate (porque ninguém é de ferro) e aproveitando para deixar a Camila brincar nos parquinhos que geralmente elas têm.

Em seguida voltamos para o apartamento pois à noite estávamos programando ir à pizzaria temática Cara de Mau e sabíamos que para não ter que esperar muito deveríamos chegar cedo. Estacionamos por lá às 18:30h e como ainda não estava aberta havia uma pequena fila.

Assim que abriu, escolhemos nossa mesa e começamos a disfrutar do rodízio de pizza. A casa conta com espaço kids, garçons estilizados e algumas performances durante à noite. A Camila ficou assustada com o barulho e não curtiu muito, mas valeu à pena pela variedade de sabores e bom atendimento.

Nosso segundo dia foi recheado de atividades e já podíamos afirmar que Gramado e Canela são realmente muito legais para crianças!

Deixe um comentário

Arquivado em Brasil, Rio Grande do Sul, Sul do Brasil

Carnaval em Gramado e Canela (com criança de 3 anos): dia 1

Embarcamos para Porto Alegre na manhã do sábado de carnaval, retiramos o carro numa locadora próxima ao aeroporto e logo estávamos na estrada rumo à Canela, onde havíamos alugado um apartamento pelo Airbnb. Mesmo sabendo que o melhor da Serra Gaúcha acontece no inverno ou na época de Natal, estávamos bem empolgados com os dias que passaríamos por lá uma vez que nossa experiência anterior foi muito positiva. Além disso, escolhemos o destino por ter fama de ser super kids friendly e mal podíamos esperar para comprovar tudo isso.

Deixamos nossas coisas no apartamento, almoçamos e já fomos para a primeira atração do dia: o Parque Terra Mágica Florybal.

Florybal é uma das famosas marcas de chocolate da região, tem lojas temáticas espalhadas por toda a cidade e também esse parque destinado ao público infantil. A proposta do local é criar um cenário mágico para os pequeninos e conta com réplicas de animais, personagens, muitos parquinhos coloridos, um espaço kids coberto, área dedicada aos dinossauros, cinemas 3D e muitas outras opções em meio à muita área verde. Com o mapa em mãos fomos explorando a “terra mágica” nos surpreendendo positivamente com a atenção dos funcionários e também com a extensão do terreno. Prepare-se para caminhar bastante e encarar subidas durante o trajeto.

Passamos umas 3 horas no parque e pudemos ver as principais atrações, mas se tivéssemos mais tempo poderíamos ficar o dia todo deixando a Camila brincar em tooodos os parquinhos e escorregadores espalhados por lá. Achamos que valeu muito à pena a visita e para a baixinha foi um dos auges da viagem.

Para continuarmos aproveitando o dia, seguimos para o Alpen Park, outro parque da região que conta com um lindo cenário e alguns brinquedos tanto para adultos como para crianças. Em nossa outra visita havíamos adorado o trenó e queríamos que a Camila também vivesse essa experiência.

Compramos os (caríssimos) ingressos e fomos direto para a atração. Primeiro ela foi com o Loedi e depois quis repetir indo comigo, de tanto que adorou o passeio de trenó. Foi muito legal e a carinha dela na foto retrata bem a felicidade com a experiência.

Outro brinquedo que ela também aproveitou foi o carrinho de trombada, onde o papai se realiza, hehe. Como o parque estava vazio, tivemos que esperar até que mais pessoas aparecessem na atração para que valesse a pena o ingresso.

E foi no Alpen Park que finalizamos nosso primeiro dia na Serra Gaúcha. Mesmo tendo chegado na hora do almoço, conseguimos aproveitar bastante nosso primeiro dia por lá. O clima estava quente, porém tiveram alguns períodos de chuva na tarde, mas nada que tenha atrapalhado nossa diversão. Passamos no mercado e jantamos no apartamento mesmo, pois havíamos madrugado para o voo logo cedo e estávamos bem cansados. Nossa aventura estava apenas começando 🙂

Deixe um comentário

Arquivado em Brasil, Rio Grande do Sul, Sul do Brasil