Legoland Florida: um parque perfeito para os pequeninos

Já tínhamos ouvido falar muito dos parques da Lego, porém nunca tínhamos tido vontade de conhecê-los pois não somos aficcionados por esse brinquedo. Como dessa vez estávamos com a Camila maiorzinha e ela ama montar Legos, resolvemos incluir em nosso roteiro esse parque da Flórida que pelo que havíamos pesquisado seria perfeito para a idade dela.

O Legoland Florida fica na cidade de Winter Heaven, cerca de 1 hora de Kissimmee, onde estávamos hospedados. A estrada é bem boa e sinalizada e chegar até lá foi muito fácil. Tentamos comprar o ingresso online para ter desconto, mas não estava habilitada essa opção para dias de semana e assim tivemos que comprar na entrada mesmo. Fomos em uma segunda-feira e logo no estacionamento percebemos que o parque estava bem tranquilo e já ficamos felizes por termos feito dessa forma nosso planejamento.

O portal de entrada do parque é lindo e colorido, e uma parada para foto é obrigatória por ali, ainda mais que há fotógrafos oficiais posicionados no melhor ângulo possível.

Um detalhe que achei bem interessante logo nesses primeiros momentos são os locais cheios de Lego para as crianças brincarem enquanto os pais aguardam na fila. Algo simples que facilita muito a vida dos adultos.

Após a catraca, já é possível começar a se divertir com todo tipo de personagens, animais e o que mais você possa imaginar feito de Lego. Se tivesse só isso o parque já valeria a visita, mesmo para quem não é fanático pela marca. Agora quem ama Lego deve ir ao delírio ao ver tanta variedade e pecinhas montadas das mais diferentes maneiras.

O parque é bem grandinho e pegar um mapa na entrada ajuda muito a decidir por onde começar. Há versões disponíveis em português.

Seguimos pelo caminho central e a primeira atração que vimos foi o carrossel de 2 andares, onde logo entramos na fila para que a baixinha pudesse andar. Os funcionários são muito atenciosos com as crianças e passam checando uma por uma nos cavalinhos, mesmo que estejam acompanhadas dos pais. Isso é super positivo, porém leva um tempão e faz com que a checagem de segurança leve mais tempo do que as voltinhas do carrossel, hehe. Mas isso é encanação de adulto, a Camila amou a experiência e poder escolher em qual animalzinho iria sentar.

Dali seguimos para o mundo em réplica de Lego, onde há várias cidades e pontos turísticos montados com as pecinhas coloridas. Além da beleza, muitas paisagens contam com “efeitos especiais” como sirenes, jatos de água e outras surpresinhas. Impressionante a riqueza de detalhes dessa área do parque.

A partir dali começamos nosso dia de voltarmos a ser pequeninos e encarar os brinquedos com a Camila. Começamos com um mini safári em um jipinho com direito à vários animais de Lego pelo caminho.

A próxima atração foi um barquinho na água, que tem uma fila um pouco demorada mesmo em dias de parque vazio. O que ajuda mais uma vez é a área em que os pequenos podem ficar aguardando até chegar a vez. Camila amou esse brinquedo e valeu a pena ter esperado.

O brinquedo seguinte foi um super legal, que não sei bem como definir, rsrsr. É algo que gira e voa na medida em que os participantes pedalam. Camila e Loedi acharam o máximo, ainda mais que não tinha nenhuma fila para andar.

Nessa altura do dia, chegava a hora do almoço e então fizemos uma pausa para dar a comida para a Camila. Após o susto do preço do almoço no Seaworld, dessa vez resolvemos levar sanduíches para economizarmos e foi uma excelente opção gastar apenas com a bebida.

Nesse tempinho, eu e o Loedi aproveitamos para ir numa montanha-russa bem light que há no parque enquanto a pequena se divertia num dos muitos parquinhos de Lego que estão espalhados no parque.

Dali seguimos para a atração mais divertida do parque em minha opinião: uma escolinha de bombeiros onde há competição entre famílias para ver quem apaga o incêndio antes. A missão é dirigir o carrinho, apagar o fogo de mentirinha e voltar. Nesse todos de divertem, porém são os adultos que mais aproveitam, hehe.

Após muitas risadas, chegava a hora do show dos piratas e nos dirigimos para o auditório à beira do lago. Apesar de estar fazendo muito calor, por ali ventava muito gelado. Sorte que tínhamos um casaquinho na mochila! O show acontece no palco e na água, mas achei bem fraquinho. A Camila se divertiu mesmo não entendendo nada, contudo não acho que seja algo imperdível.

Após o término do show fomos em mais alguns brinquedos infantis que encontramos no caminho e como o parque estava bem tranquilo era chegar e entrar. Dá-lhe ficar girando em diferentes atrações….

Para terminar nosso passeio no parque, fomos para a área que a Camila mais amou – o Duplo Valley. Esse pedaço é perfeito para crianças na idade dela (2 anos e 10 meses na época) e também menorzinhas. Para os dias mais quentes, há várias opções para se molharem fazendo bagunça na água. Tem mini-fazenda, trenzinho, miniaturas de animais, Legos grandes com botões para apertar e ouvir os sons dos animais expostos em um cenário lindíssimo e colorido. Nessa área também há um completo Baby Care Center , um parquinho coberto e com ar condicionado para refresco de todos e sossego absoluto dos pais. Camila foi umas mil vezes em cada escorregador e foi difícil convencê-la a sair dali.

Após ficarmos bastante tempo no Duplo Valley, chegava a hora de pegarmos a estrada e voltarmos para Kissimmee. Fomos para o estacionamento comentando sobre a beleza do parque e as vantagens de termos escolhido um dia super calmo para visitarmos.

Muita gente me perguntou: vale a pena incluir a Legoland no roteiro? Minha resposta é que se estiverem viajando com crianças até uns 7 anos de idade eu acredito que valha muito a pena pois o parque é totalmente planejado para esse público. Citei aqui apenas as atrações que fomos de acordo com o que a altura da Camila permitia, mas há uns brinquedos um pouco mais legais para que tem mais alguns centímetros. O que não tem são atrações radicais e essa expectativa precisa estar bem alinhada. Outra pergunta que recebi foi se eu iria sem criança e minha resposta seria não, a menos que fosse uma Legolover. Apesar do complexo ser lindíssimo, novinho, colorido, contar com banheiros maravilhosos e limpos, contar com jardins extremamente bem cuidados e ter todo o charme de ter várias coisas feitas com Lego, eu não acho que pagaria quase 100 dólares somente por isso.

Agora se o seu planejamento de viagem inclui os pequeninos, pense bem em incluir o Legoland Florida em seu roteiro pois será uma experiência muito legal para toda a família.

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Sea World com criança de 2/3 anos

Ao chegar em Orlando, a maior vontade que tenho é de correr para um parque, de tanto que amo esse tipo de atração. Felizmente programamos para o sábado nossa ida ao Sea World e apesar de estar com um pouco de receio da lotação, resolvi encarar mesmo assim. Compramos nosso ingresso online já com estacionamento incluso e então foi só encontrar uma vaga, parar o carro e entrar. Chegamos bem no horário de abertura do parque e demos de cara com a fofa Shamu recepcionando os visitantes do dia.

Nas 3 vezes que fomos ao Seaworld, preferimos fazer tudo de um lado e depois ir para o outro para economizar pernada, e dessa vez não foi diferente. Essa é a primeira decisão que você deve tomar em seu planejamento para esse parque, de acordo com as prioridades que estabeleceu. Como nossa prioridade absoluta era ir na Mako, programamos fazer essa atração primeiro e depois seguir o roteiro.

E eis aqui um ponto bem importante para pensar antes de ir ao Sea World: quais são suas prioridades. O parque é enorme, tem alguns shows interessantes e também 3 atrações radicais super legais, além da Mako tem a Manta e o Journey of Atlantis, já que a Kraken está sendo reformada. E quando falamos de crianças, tem a área da Shamu destinada especialmente a elas. Uma coisa era certa, não conseguiríamos fazer tudo e assim tivemos que escolher.

Nossas prioridades foram os shows, reservar um bom tempo para o Harbor da Shamu e claro, dar mais uma voltinha na Manta para matar a saudade, hehe. O ponto de atenção para as atrações radicais é o tempo que se leva nos revezamentos para quem está com filho pequeno. Por mais que as filas estivessem no máximo de 10 minutos, até irmos, voltarmos e o outro ir levávamos quase 1 hora. Ou seja, para podermos ir em 2 montanhas russas levamos quase 2 horas. Aí tem mais o horário para parar para comer e quando você vê, já se foram 3 horas de parque. E se o parque estiver lotado, essa atenção ao tempo deve ser mais especial ainda. É claro que com um bom planejamento dá tudo certo e ter o app ou mapa em mãos ajuda muito nessa hora. A principal dica é: cheque os horários dos shows que quer ver, os localize no mapa, marque as atrações que não abre mão e comece a aventura. Se eu puder dar uma única dica é: deixe o show das baleias por último 🙂

Com os planos definidos, corremos para a área da Mako, a mais nova montanha-russa do parque e principal motivo de nossa volta, porém essa parte só começa a funcionar às 10h. Sendo assim, resolvemos começar pela atração dos pinguins na área da Antártida. Sorte que havíamos levado um casaquinho para a Camila, pois lá dentro faz bastante frio. Fomos na opção compatível com a altura da baixinha e tivemos o azar do brinquedo parar de funcionar bem na parte mais escura. Ficamos uns 15 minutos parados e rezando para que ela não surtasse. Felizmente deu tudo certo, mas após o susto a atração perdeu o encanto pra gente. Quando pudemos ver os pinguins bem de pertinho o frio era tanto que eu só queria sair correndo dali.

Após esse brinquedo, já havia dado o horário e corremos pra Mako. Pegamos a atração praticamente sem fila e foi demais! Para quem curte adrenalina, super recomendo. É claro que tivemos que nos revezar, mas para a Camila tudo era festa. Muita gente me pergunta se não perde a graça ir sozinho nas atrações e a resposta que sempre dou é que mesmo antes da Camila nascer nós já éramos super fãs das single riders e por isso não sentimos tanto impacto com essa mudança. Outra pergunta que recebo frequentemente é se não gostamos de usar o Child Swap, que é a possibilidade de os papais aguardarem na fila juntos e alternar o cuidado da criança quando chegar a vez. Nunca nem tentamos usar essa opção devido ao fato de ser uma chatice aguardar na fila.Prefiro mil vezes deixá-la livre e solta correndo no parque do que paradinha aguardando.

Após termos cumprido nossa principal missão do dia, que era andar na Mako, começamos a cumprir o roteiro que havíamos planejado pensando na Camila. Algumas semanas antes de nossa viagem, começamos a mostrar vídeos no Youtube dos shows, para já ir criando a expectativa do que encontraríamos por lá e ela estava super ansiosa para ver as baleias e os golfinhos, porém começamos com outro show que nem estava em nossos planos iniciais.

 O primeiro que fomos foi o do leão-marinho, que era uma atração inédita pra gente e como não coincidia com nenhum outro resolvemos ver. Achei bem legalzinho e a Camila amou, apesar de não entender nada da apresentação ela se divertia muito vendo os bichinhos. Para ela ir entendendo um pouco, nós íamos explicando aquilo que conseguíamos pegar do inglés.

Foi muito lindo ver a carinha de alegria dela e como gravou várias partes da apresentação. Até hoje ela imita o furãozinho que joga lixo no lixo, rsrs. Após o show, fomos passar no túnel e tubarões e visitar o tanque de arraias enquanto não dava o horário do show dos golfinhos.

Aproveitamos esse tempinho para dar o almoço da Camila e também para nós comermos. Havia esquecido o quanto é caro comer nos parques e quase caí pra trás com a conta de 22 dólares por 2 fatias de pizza e um refri.  Mas como dizem, quem converte não se diverte e esse foi o lema para parar de pensar nisso.

Logo nos dirigimos para o local do show dos golfinhos e aguardamos o início. O novo espetáculo dos golfinhos se chama Dolphin Days e como ainda não tínhamos visto esse, estávamos também na expectativa para ver o que tinha mudado. A Camila mal piscava e ao ver os primeiros saltos dos bichinhos foi ao delírio.

Nós achamos o show bem fraquinho comparado ao anterior e por isso que mudei de opinião sobre a ordem dos shows: deixe o das baleias por último para não se frustrar. É claro que como a Camila não tinha expectativa, pra ela foi o máximo e pra fechar a experiência, paramos na saída para tirarmos foto com as araras que também fazem parte do espetáculo.

Para fechar o lado de “cá” do parque fomos na Manta para fechar as atrações radicais e logo começamos a caminhada para o outro lado, onde queríamos ver a baleia beluga, o Happy Harbor da Shamu e finalizar com o show das baleias.

Essa área infantil do Seaworld é muito legal e estava com pouca fila, então pudemos aproveitar bastante enquanto não dava o horário do show. Tem trenzinho, carrossel, um super brinquedão onde os pais podem ir junto, montanha-russa da Shamu e algumas atrações para as crianças que querem se molhar. Foi muito divertido passar algumas horas por ali.

Só foi fácil convencer a Camila a sair dali porque o show das baleias era o que ela mais queria ver no Seaworld. Ao vermos o letreiro na entrada ela já achou o máximo 🙂

Conseguimos um bom lugar no estádio, compramos uma pipoca e ficamos aguardando o início do espetáculo. A carinha que a Camila fez ao ver as baleias me fez chorar, de tão lindo que foi. Esse momento me fez ter mais certeza ainda de que viajar em família é algo muito mágico e que cada centavo vale a pena. Já tínhamos visto duas vezes esse show, mas com certeza essa foi a mais especial.

Fechamos nosso primeiro dia de parque em Orlando com chave de ouro e amamos mais uma vez a experiência. Recomendo muito a ida ao parque com crianças pequenas, aliás acho que esse é um parque para todas as idades pois tem atrações para todos os gostos.

 

 

 

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Primeiro dia em Orlando: Florida Mall e Disney Springs

Chegamos em Orlando na quinta-feira e reservamos a sexta para a “despressurização” pós-viagem. Conhecemos o condomínio, levamos a Camila ao parquinho, fomos ao mercado abastecer nossa geladeira e depois seguimos ao Florida Mall onde queríamos ir à loja da Apple. O foco do dia não era compras, mas sim um passeio mais light. Porém aproveitamos a ida até lá para passearmos no M&Ms World, na Disney Store e também na Crayola, que para mim são atrações mesmo que você não queira comprar nada.

As 3 lojas são uma perdição para crianças e adultos! Tudo muito colorido, músicas altas e milhões de “tranqueiras” para instigar o consumo. A frase que mais usamos foi: é só pra olhar e não pra mexer, rsrsrsr, mas no final das contas foi tudo bem divertido. A Camila é bem tranquila em relação à só mexer, observar e não pedir nada. Na cabecinha dela tudo é da loja e estamos ali só pra olhar as coisas e isso facilita muito esse tipo de passeio. Após esse rolê, almoçamos no shopping mesmo e depois decidimos sentir um “gostinho” de magia no Disney Springs.

O antigo Downtown Disney é um centro de entretenimento com muitas opções de restaurantes, lojas e mais lojas, espetáculos do Cirque du Soleil, cinemas e muitas outras opções. A vibe do lugar é muito boa e com estacionamento grátis fica melhor ainda.

Aproveitamos que a Camila estava dormindo para sentarmos na linda loja da Coca-Cola e curtir o agradável terraço. Ficamos observando a galera provar os variados sabores de Coca, porém preferimos não gastar nossos dólares com a experiência que parece ser o “must” por lá.

Uma outra atração da loja é o encontro com o Urso da Coca-Cola e é claro que fomos conhecer. A Camila ficou com medo e queria sair correndo da salinha, mas nós insistimos e conseguimos tirar pelo menos uma foto.

E depois dali, fomos caminhar e descobrir o que mais chamaria a atenção da baixinha. Como tudo é lindo, colorido e bem organizado, foi difícil decidir quais caminhos seguiríamos. Andamos sem rumo, entrando e saindo das lojas, parando para observar os sons e movimentos, tudo sem pressa e sem roteiro!

Nossa tarde foi super agradável por lá e quando vimos o dia já estava acabando. Aproveitamos para tirar mais algumas fotos e logo seguimos para o estacionamento.

A dica que sempre dou sobre o primeiro dia de viagem com bebês e crianças é: reserve um dia para que eles sintam que estão em outro lugar, que comecem a perceber as diferenças de horários, de nascer e pôr-do-sol. É claro que a adaptação não acontece logo na chegada, porém nossa experiência cada vez mais mostra que esse período inicial é fundamental. Em Orlando a diferença de fuso é pequena, porém em outros destinos sempre buscamos seguir os horários locais já no primeiro dia. Esse relax inicial também faz bem aos pais, que sem estar com um roteiro cheio de coisas para fazer, também podem curtir a tranquilidade inicial das férias.

Mas como já tínhamos curtido essa fase de “adaptação ao destino”, eu mal podia esperar pelo agito e andanças dos parques e estava já contando as horas para visitar o Seaworld no dia seguinte: tema do próximo post 🙂

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Aluguel de apartamentos em viagens: nossa experiência em Orlando

Quem nos acompanha há mais tempo no blog sabe que desde que começamos a viajar para o exterior  já optamos várias vezes por apartamentos ao invés de hotéis. Fazendo uma rápida retrospectiva, já usufruímos desse tipo de hospedagem em Paris, Roma, Barcelona, Buenos Aires, Lisboa, Croácia, Eslovênia, Cartagena e mais alguns destinos nacionais. Em 2014, também nos hospedamos em um sobrado em Orlando, porém a diferença dessa vez foi que usamos o aplicativo da moda para fazer a locação: o Airbnb.

É claro que a cada vez que escolhemos um lugar para ficar dá um friozinho na barriga e uma certa ansiedade de pensar: será que é igual às fotos? Será que terá tudo que precisamos? Será que é seguro? E mais um montão de perguntas que rondam nossa cabeça às vésperas de qualquer viagem. Apesar de a maioria absoluta de nossas experiências terem sido positivas, sempre fico um pouco receosa e só sossego quando chego. Para Orlando o medinho era maior pois o apartamento que alugamos não tinha nenhum comentário no Airbnb, hehe.

Ao chegarmos no condomínio, mesmo sendo noite já notamos que tudo era bem organizado, sinalizado e com boa segurança. Um guardinha nos auxiliou a encontrar o bloco de nosso apartamento e logo estávamos com a chave em mãos. Ao abrir a porta já percebemos que tínhamos acertado em cheio na escolha! Uma sala super ampla, com bastante espaço pra Camila sentar e brincar.

Além disso, dois espaçosos quartos, cada um com seu amplo banheiro com banheira e pias enormes para acomodarmos todas as nossas coisas (como sinto falta de pia espaçosa, rsrsr). Por falar em opções de quartos, para mim uma grande vantagem do Airbnb é ter a opção nos filtros do site de quantos quartos você deseja. E agora que a Camila não precisa mais de berço, tudo ficou mais fácil. Basta ter um colchão que o resto nós damos um jeito.

A cozinha era super equipada, com um fogão de 6 bocas, forno, geladeira e freezer. Além disso, havia máquina de lavar louças, lavadora e secadora de roupas. Logo nas primeiros minutos já estávamos bem satisfeitos com nossa escolha. Para quem quer referência, o condomínio se chama Villa del Sol.

Após nos acomodarmos, logo fomos dormir após o intenso dia que começou às 03 da manhã. No dia seguinte, demos uma rolê no condomínio para ver a parte exterior e também para a Camila já ir se familiarizando com nossa “casa” dos próximos dias.

Outras vantagens do aluguel de apartamento via Airbnb: pagamento em reais e parcelado, opções variadas da horário de checkin e checkout (nesse caso era horário flexível para sair do local, o que achamos ótimo!) e chat direto com o proprietário. Para mim foi uma excelente experiência e daqui pra frente será nossa primeira opção de busca.

Vou finalizar citando, em minha opinião, quais as vantagens e desvantagens de optar por aluguel de apartamento ou casa ao invés de hotel, pois essa tem sido uma pergunta frequente tanto pra mim quanto para o Loedi.

Vantagens:

  • menor custo por pessoa comparado com hoteis
  • possibilidade de economia com refeições por contar com cozinha equipada
  • maior espaço para quem viaja com crianças
  • maior comodidade para quem viaja com crianças
  • viver como local por alguns dias (para quem gosta, é claro)
  • maior privacidade, pois ninguém entra em seu quarto (pra quem tem medo de roubo de malas, principalmente)
  • flexibilidade de check-in e check-out (em alguns casos)

Desvantagens:

  • não tem café da manhã (como sinto falta dessa mordomia, rsrs)
  • não tem limpeza de quartos (é um saco ter que dar uma varrida em plenas férias)
  • dependendo da opção, não há amenidades de banho (tem que levar sabonete)

Para mim e para nosso estilo de viajantes, as desvantagens incomodam sim mas as vantagens acabam compensando muito. É claro que às vezes reclamo de ter que cozinhar, lavar a louça ou de dar uma organizada no quarto para ficar habitável, porém sentir-se como se estivesse em uma “casa temporária” é bem legal.

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A viagem para Orlando: mais um relato de voo longo com criança

Ficamos mega felizes com a alteração de nosso voo para a opção direta da Tam, pois ganhamos um dia inteirinho em Orlando, porém havia a desvantagem do horário da saída de Curitiba às 05:40 da manhã, ou seja, acordar 3 da madrugada para irmos para o aeroporto. Como a Camila estava super ansiosa, pensamos que seria tranquilo acordá-la e assim aconteceu. Os olhinhos dela brilharam quando dissemos que finalmente chegou o dia de nossa viagem.

Chegamos no aeroporto com toda nossa tralha (2 malas grandes, 1 mala de mão, carrinho e cadeirinha pro carro) , fizemos nosso check-in e logo estávamos correndo atrás da baixinha que estava cheia de energia em plena madrugada.

O embarque foi rápido e logo partimos em direção à Guarulhos onde faríamos nossa conexão.

Um ponto negativo do voo ter sido adquirido com a American e operado pela Tam foi que não pudemos etiquetar o carrinho para pegar em São Paulo, ou seja, tivemos que caminhar todo o longo trajeto do Terminal 2 para o 3. O bom é que tínhamos tempo de sobra e assim pudemos ir no ritmo da Camila.

A espera pelo voo foi longa emocionalmente, pois o cansaço bateu forte pra mim e pro Loedi. Nos alternamos para correr atrás da Camila pois ela não aparentava estar com a mesma sensação que a gente. Finalmente vimos o avião encostar e para nossa surpresa era a aeronave plotada com os amigos da Disney, para delírio de todos os passageiros que aguardavam o voo.

Já perdi as contas de quantos voos fizemos com a Camila desde seus 4 meses de idade, e quem acompanha nossos relatos vê que cada um é uma caixinha de surpresas. Como a volta da Colômbia havia sido tensa, dessa vez estava com o Dramin na mochila e preparada para utilizá-lo caso fosse necessário. Entramos no avião, nos acomodamos e logo estávamos bem próximos do início da aventura.

Para nooossa alegria, Camila dormiu 3 horas no voo, ficou bem boazinha assistindo desenhos e brincando no tablet e não deu trabalho algum. O Dramin nem precisou ser utilizado 🙂 Uma vez mais relato o quanto estou preferindo voos diurnos, pois têm sido bem mais tranquilos pra gente. Eu estava muito ansiosa e a viagem me pareceu longa demais, porém ao pisar em solo americano já esqueci todo esse sentimento.

As malas demoraram bastante para chegar e a retirada do carro alugado também foi um pouco lenta devido ao movimento na locadora. Enquanto o Loedi cuidava dessa parte, eu ficava correndo atrás dela que estava fascinada com tanta novidade.

Embarcados no carro, seguimos para nosso apartamento e no caminho fizemos uma parada para o jantar. Como estávamos bem cansados, resolvemos parar num Mc Donald´s que seria uma opção rápida de refeição. Essa foi a primeira ida da Camila ao fast food e ficamos com certo receio dela não comer, além do enorme peso na consciência da mamãe aqui. Mas sabe que um dos aprendizados dessa viagem, para mim, foi relaxar um pouco mais com a alimentação dela? No final deu tudo certo e ela achou o máximo comer nuggets, batata frita e ainda ganhar um brinquedinho dos Smurfs.

Finalmente chegamos ao apartamento e ficamos muito felizes com mais uma excelente escolha de hospedagem. Contarei no próximo post como foi nossa experiência com o Airbnb.

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Orlando pela terceira vez: nosso planejamento

Vou fazer o primeiro post sobre nossa última viagem à Orlando contando um pouco sobre o planejamento, já que recebi alguns comentários e recadinhos pedindo algumas dicas. Ressalto que não sou expert em Orlando, como existem vários sites superespecializados na internet, mas vou compartilhar nossa experiência em nossa terceira visita à cidade americana e destino internacional mais visitado por brasileiros. 

Uma dúvida que sempre surge é: quanto vou gastar numa viagem dessa? E essa é sempre a pergunta mais difícil de responder, principalmente nesse destino, porque vai depender muito do estilo de viagem de cada um e falando especificamente de Orlando, dependerá muito de seu nível de consumismo. E não falo apenas de compras nas superlojas e outlets, mas também sobre as tentações consumistas das lojinhas dos parques, que atiçam a vontade de comprar até de pessoas que não são consumistas como a gente. Vou contar o nosso passo a passo de planejamento, que se aplica a qualquer destino, porém dessa vez como foco na cidade do Mickey. 

A cada tópico, irei citar o valor médio que gastamos por dia, e assim vocês podem ir fazendo as contas de acordo com a quantidade de dias que pretendem incluir na viagem. Mas quantos dias sâo necessários? Eu diria que no mínimo uma semana para compensar o cansaço do voo e o máximo dependerá muito de seu orçamento.  Em nossa primeira vez ficamos 5 dias (já estávamos nos EUA), na segunda foram 7 dias e nessa viagem ficamos 11 dias.

Vamos então aos 5 itens fundamentais para calcular o orçamento de uma viagem à Orlando?

1) Cotar as passagens aéreas

Um dos itens mais pesados do orçamento com certeza será a passagem do Brasil pra lá e isso pode te ajudar a definir quando ir caso tenha flexibilidade de datas. Existem poucas opções de voos diretos para Orlando e como a demanda é alta, os preços costumam ser salgados. Um destino próximo com mais opções é Miami, porém há o deslocamento de aproximadamente 4h e mais os custos envolvidos nisso. Quando fomos em 2014 fizemos essa opção e eu não faria de novo, a menos que fosse ficar uns dias em Miami. 

Um site que tenho usado bastante para pesquisar voos de todas as viagens é o Google Flights. Geralmente busco as melhores datas e preços por lá e depois compro direto no site da companhia aérea. Para essa viagem de abril/2017 o melhor preço que encontrei foi com a American Airlines e com escala em Miami. Os voos diretos estavam muito mais caros. Tivemos sorte de terem alterado a malha aérea e fomos realocados no voo direto da Tam na ida, e a volta foi com escala em Miami. 

  • Valor aproximado por pessoa saindo de Curitiba com taxas: $950,00

2) Hospedagem 

Eis outro universo super complexo para falar sobre preços. Orlando tem muita opção de hospedagem em quantidade e também variedade de opções de casas de temporada, apartamentos, hotéis nos parques, resorts e assim por diante. Você irá encontrar hotéis a partir de 35 dólares e valerá a pena ler muito para descobrir onde ficar. Outro ponto importante a se considerar para escolher onde ficar é saber se estará com carro alugado ou não, ou até mesmo fazer duas simulações para tomar essa decisão um pouco mais adiante. Comentei nos posts de nossa primeira ida a Orlando que se o foco da viagem é apenas parques, vejo que é super possível ficar sem carro desde que escolha um hotel que ofereça transfer. Com crianças, minha opinião é de que a locação de veículo é essencial pois nunca se sabe quais imprevistos podem acontecer. 

O site de reservas que mais utilizei até hoje foi o Booking e nunca tive problemas. Para escolher onde ficar, geralmente leio todos os comentários e tento ver os mais recorrentes para elencar os finalistas. Nessa viagem, havia feito a reserva de um hotel e de última hora resolvi trocar por um apartamento que encontramos via Airbnb, pensando principalmente na maior quantidade de espaco disponível para a Camila brincar. Nessa forma de hospedagem também há muita variedade e os preços são bem atrativos. Além disso, pagamos em reais e parcelado (que maravilha!)

Quando se opta por alugar carro, a localização deixa de ser o principal fator de escolha, pois tudo fica bem mais fácil com uma forma de se locomover. Como sempre opto por cozinhar para a Camila, uma outra busca que faço geralmente via Google Maps, ou comentários de sites de reserva, é saber se há supermercados nas proximidades. Vou relatar aqui o quanto nos dispusemos a pagar por hospedagem, mas ressalto que pode variar muitoooo.

  • Valor aproximado de hospedagem 3 pessoas (Airbnb): $76,00 (por dia)
 3) Locação de carro
Nessa parte eu raramente me envolvo, pois é uma das tarefas que fica sempre com o Loedi. Ele geralmente usa o site Rentalcars e busca as melhores opções. Dessa vez o melhor preço foi na Thrifty. Por causa do carrinho mais as malas, optamos por veículo Plus Size para caber toda a nossa tralha no porta-malas. Também optamos por levar nossa cadeirinha e assim economizar uns bons dólares no aluguel.
  • Valor aproximado da diária: $45,00
4) Alimentação
Outro item superhipercomplexo para cotar preços, rsrsr. Vejo que posso contribuir contando o quanto gastamos no nosso estilo de alimentação em viagens que baseia-se em muito fast food, sanduíches (maior estilo farofeiro) e comidas preparadas no apartamento. Tivemos gastos maiores como carne, frutas e legumes no mercado, porém poucas foram nossas extravagâncias gastronômicas. Nos parques, onde as comidas são mais caras, nossa estratégia era levar sandubas e belisquetes para aguentar o dia todo. Além disso, levávamos garrafinhas de água para evitar gastar 3 dólares a cada vez que desse sede no calorão de Orlando. Nossa única guloseima do dia era um pacotinho de pipoca para alegrar a Camila ($4,50).  As únicas vezes que comemos no parque foram:
– pizza de almoço no Seaworld $18 para nós dois
– jantar no Magic Kingdom (fast food) $48 para nós três
Vocês podem perceber que evitamos ao máximo comer fora, pois esse dólar nas alturas está triste de ver. Mesmo assim, essa foi a viagem aos EUA em que mais gastamos com alimentação, apesar de ainda considerar um valor baixo por dia comparado com algumas pessoas que conversamos.
  • Valor aproximado de alimentação para 2 adultos e 1 criança de 2 anos e 10 meses (por dia): $50,00
5) Escolha dos parques
Em Orlando você encontra muita opção de entretenimento, isso é fato. O mundo da diversão vai bem além dos parques, passando por restaurantes temáticos, lindos campos de minigolf, museu de cera e etc. Com isso, a chance de você concentrar nessas atrações a maior parte de seu orçamento é bem grande. Eu coloco em quinto lugar esse item pois até aqui você já tem uma boa noção de quanto irá gastar em uma viagem como essa. Dessa forma, tendo em vista o quanto você pode ou quer gastar, poderá analisar melhor em quantos parques quer ir.
Para esse item, vale muito a pena buscar pelos combos de ingressos, que proporcionam bons descontos. Os parques do Seaworld para mim são onde melhor se aplica essa regra. Se estiver em seu roteiro o Seaworld+Aquatica+Busch Gardens os ingressos sairão bem mais em conta que cada um deles separado. O cuidado aqui é não se empolgar com o desconto antes de saber se o parque realmente requer mais dias. Um exemplo é a Universal, que para mim um dia é suficiente para fazer os 2 parques (em baixa temporada) e aí acaba não compensando pagar o pacote de 2 dias que a princípio parece ser um bom negócio.
Numa primeira viagem para Orlando, eu listaria os parques que mais tenho vontade de conhecer e os encaixaria nos planos de viagem (foi assim que fizemos em nossa primeira vez). Já nas próximas, iria encaixando aqueles que mais achei legal ou que tem alguma atração nova. Dessa vez, seguimos esse raciocínio. Fizemos Legoland (ainda não conhecíamos), Sea World (nova montanha-russa Mako), Magic Kingdom (acho que esse sempre estará presente em nossos roteiros), Universal Studios (queria ir em uma montanha-russa que estava quebrada na outra vez) e Aquatica (para experimentar um parque aquático) . Ah, Thaís, mas vocês não foram nos demais parques da Disney? Não fomos por dois motivos: o primeiro porque os achei meio sem graça e o segundo é porque encareceria muito nossa viagem. Pense que a grosso modo você gastará $100 por pessoa, por parque e você nos entenderá. Além disso tem o estacionamento (média de $20), mais umas bebidas geladas para o dia e assim vai…. Vontade tenho de ir em todos os parques, porém na hora de colocar tudo na ponta do lápis escolhas são necessárias.
Há empresas que vendem ingressos e parcelam aqui no Brasil, porém nunca usei esse serviço. Compramos os ingressos online do Seaworld para obter o desconto, via aplicativo My Disney Experience para o Magic Kingdom (para podermos agendar os Fast Pass com um mês de antecedência)  e perdemos os descontos do Aquatica por decidirmos ir de última hora. No Legoland compramos na bilheteria pois só havia opção com desconto para o final de semana. Para quem quer fazer a Orlando Eye+Legoland há um combo que vale muito a pena.
  • Valor médio por parque, por pessoa: $90,00

Eu poderia escrever mais um tópico sobre compras, porém como o céu é o limite também para esse tema, preferi deixá-lo de fora. Espero ter dado pelo menos uma ideia de por onde começar a planejar uma viagem para a terra da magia e um norte sobre quanto poderá custar. Se tiverem mais alguma dúvida específica, comentem que terei o maior prazer de fazer parte do seu planejamento.

Em breve postarei as nossas aventuras em Orlando! Bora economizar e viajar 🙂

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Viagens com crianças de 2 anos: dicas que funcionaram com a gente

Quem acompanha o blog já deve ter visto o post com dicas pra viajar com bebês de até 6 meses e 1 ano, e sempre ressalto que tudo o que escrevo sobre esse mundo da maternidade é o que reflete nossa realidade, uma vez que cada criança é única. Para escrever sobre essa nova fase da Camila, reforço mais uma vez esse conceito pois, conforme o tempo vai passando, os pequenos já vão expressando cada vez mais suas personalidades e assim a peculiaridade de cada um se torna mais evidente ainda. Com essas premissas em mente, espero que nossos macetes ajudem mais pais viajantes a se encorajar para a deliciosa aventura em família. Vou escrever em tópicos para facilitar meu raciocínio.

1) Independente da idade do bebê, acho mais fácil viajar do que ficar em casa.

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Essa é uma teoria nossa que sempre respondo quando me perguntam se não é trabalhoso viajar com bebê/criança. Os poucos dias em que tenho que ficar em casa com a Camila sem poder sair de casa, seja por causa da chuva, do frio, ou por falta de opções mesmo, são uma incrível aventura de ter que inventar o que fazer, como distraí-la, prepara uma coisa, ajeita outra e assim vai. Para mim, a viagem é um verdadeiro playground pois tudo é novidade pra ela, seja o quarto do apartamento, os passeios, ou qualquer outra coisa. O tempo todo ela está ligada e se ambientando com o novo lugar. Nessa fase dos 2 anos é melhor ainda pois eles já entendem tudo e interagem em todos os momentos. Outra coisa boa é que a memória já está mais ativa e a cada novo destino ela ainda lembra do anterior. Fomos para o Rio Quente um pouco antes dela completar 2 aninhos e até hoje ela conta da Piscina do Sapo

Por essa infinidade de coisa novas que eles experimentam a cada novo destino, viajar sim é bem mais fácil que ficar em casa,

2) Prepare-se psicologicamente para o voo e tenha planos A, B e C de entretenimento.

Era tão bom quando ela tinha o bercinho e dormia o voo todo no avião, hehe. Com o passar do tempo, ela começou a entender o que é viajar e fica muito ansiosa com todo o processo. Ama aviões e vibra de alegria quando falamos que vamos pro aeroporto. Excelente, não é mesmo? Filha de viajantes que ama viajar? Haha. Também acho, porém essa euforia toda faz ela ficar ligadona dentro da aeronave com tantas novidades e haja paciência pra aguentar uma criança caindo de sono, porém lutando contra ele em pleno voo de 12 horas de duração.

Nos voos longos, geralmente há ótimas opções de filmes e desenhos infantis e eles garantem boas horas de sossego. Porém, com a Camila, chega uma hora que ela enjoa e ter um celular com bateria ou um tablet com seus musicais favoritos é o que salva no momento. Somos super prevenidos e levamos os 2 celulares com opções off-line (o que mais recomendo é o app Playkids) e mais o Ipad com vários jogos e clipes do Patati Patatá, Bita e companhia. Brinquedos já não resolvem mais, pois ela associa voo a desenho ( a mochila de mão agradece).

Mesmo com receita médica, até a última viagem para Cartagena eu resisti ao Dramin pois achava que daria conta sem. Realmente conseguimos domar a ferinha sem medicação até então, mas decidi que na próxima apelarei para esse recurso pois me estressei demais ao vê-la caindo dormindo sentada, mas quando ia deitá-la abria o berreiro no avião dizendo que não queria dormir.

E por falar em sono, o travesseiro continua sendo um grande aliado para a hora em que ela se rende e dorme. Fica bem confortável tanto para ela quanto pra gente.

3) Carrinho, o item ainda indispensável da viagem

Escuto muitas mães dizerem que só usam o carrinho até um ano de idade, contudo por aqui estamos quase chegando ao terceiro ano de vida e ainda o utilizamos muito. Um dos fatos que acho que contribui pra isso é que no cotidiano usamos o equipamento para fazermos caminhadas, ir ao shopping e outros passeios fora de casa, o que acaba mantendo o hábito.

É claro que o tempo de permanência no carrinho diminuiu muito com o passar do tempo, pois correr e explorar ambientes é muito mais divertido que ficar presa ao equipamento. Mas por outro lado, há momentos em que ela mesma pede pra sentar quando já está cansada de tanto caminhar.

Além disso, é o aliado perfeito para o momento da soneca e para encarar as longas distâncias nos aeroportos.

4) Comunicação clara e negociações

Estranhou esse tópico? Hehe. Mas se fosse colocar em ordem de importância para a felicidade em viagens com crianças de 2 anos eu colocaria esse como primeiro. É claro que ele vale para qualquer dia da rotina, porém em viagens torna-se mais evidente. Vou explicar melhor esse ponto…

Como a criança já tem seu jeito de ser, é natural que ela queira tudo de seu jeito, desde o calçado que quer vestir até quando ficar ou não no carrinho. Muitas das vezes, o que eles querem é bem o oposto do que os pais desejam e nessas horas entram os itens que descrevi acima para que não haja aquela gritaria chata bem comum dessa idade. Por exemplo, quando íamos sair o apartamento para ir fazer um passeio e ela começava a dizer que não queria ir no carrinho. Nossa estratégia é contar que precisa ir no carrinho, para podermos chegar a um “lugar bem legal” (expressão que funciona muito bem com ela, pois gera expectativa, rsrs) e que quando chegássemos lá ela poderia correr bastante ( comunicação clara). Na maioria das vezes esse passo basta, principalmente se for no começo do dia. Os níveis mais avançados servem para propor algo em troca – se você ficar boazinha no restaurante, ganha um sorvete de sobremesa, se obedecer o papai e a mamãe, de noite vamos no pula-pula, e a cada vez que faz algo diferente do que combinamos reforçamos essa regra e claro que devemos cumprir depois para o reforço positivo.

Durante as viagens, e também em nosso dia-a-dia, essa é a fórmula mágica para a diminuição de birras. Mas gente, é claro que de vez em quando nada funciona e eles dão piti mesmo, seja na Europa, Caribe ou em casa. Nosso papel é tentar entender o funcionamento dela e lidar bem com isso. Quando nada mais funciona, apelo para o Play Kids no celular, mas até hoje foram poucas as vezes que chegamos a ter essa necessidade.

5) Alimentação

Eis um ponto em que eu ainda sou chatinha em viagens. Ainda prefiro ficar em apartamentos com cozinhas para poder eu mesma preparar o papazinho da Camila. Morro de medo dela estranhar os temperos, passar mal com alguma coisa diferente, ou ainda de jogar dinheiro fora . Isso é um reflexo do meu jeito de ser também, que não experimento nada fora do que já conheço. Outro ponto é que gosto de ter controle de tudo que vamos fazer e poder escolher a hora certa do almoço sem ter que depender de encontrar o que ela come me faz não ligar para ter que cozinhar todo dia. Confesso que às vezes acho um saco estar preparando comida 9 horas da noite em plenas férias, ou de ter a pia cheia de louça pra lavar lá na Croácia , mas não consigo imaginar outra forma ainda.

Nossos potes térmicos continuam sendo imprescindíveis para toda a logística e sempre levamos um com fruta e outro com o almoço.

Nas viagens, sou bem mais flexível com doces e guloseimas e muitas vezes até incluo um item desses nas negociações para facilitar o processo.

6) Berço

Em nossa viagem para o Beach Park, foi a primeira vez em que abrimos mão do berço para a Camila dormir e deu tudo certo! Fico muito feliz com esse fato pois já contei por aqui várias vezes o stress que era checar se os hotéis e apartamentos tinham ou não esse item disponível. Felizmente daqui pra frente não precisamos mais nos preocupar com isso 🙂

O esquema é colocar o colchão no chão e proteger as beiradas para prevenir acidentes. Nessa hora vale usar cobertor, almofadas e o que mais estiver disponível.

7) Banho

 Até nossa última viagem, seguíamos firme e forte na banheirinha inflável para a hora do banho. Hoje em dia, ela já toma banho de chuveiro, mas somente com o chuveirinho. Para as próximas viagens, ainda estamos buscando locais que tenham banheira para garantir a paz nesse momento, mas acredito que logo esse item seja um a menos para nos preocuparmos.

8) Desfralde

Na viagem que fizemos para a Europa em agosto/2016, já havíamos iniciado o desfralde da Camila, porém ela ainda usava fraldas de treinamento. Aproveitamos a oportunidade para irmos descobrindo como seria a logística em viagens após mais esse marco. Um fato que facilitou bastante nossa vida foi já prepará-la no vaso sanitário de adulto e também acostumá-la a fazer xixi em qualquer lugar.

Essa mudança de fase facilitou bastante a logística da viagem, pois achar um banheiro é muito mais fáil que encontrar um fraldário. Além disso, já é algo que faz parte de nossa rotina viajística: planejar onde vamos usar o banheiro, hehe.

E se não encontramos um lugar próxima, achamos um “matinho”, ela faz o que tem que fazer e usamos o lencinho umidecido que continua sempre em nossa mochila.

9) Rotina, rotina, rotina

Eis uma tecla em que continuo batendo! Quanto mais rotina a criança tem em casa, mais fácil se torna a viagem. É claro que férias e folgas acabam sendo uma quebra do ritmo normal do dia-a-dia, porém procuramos manter tudo na mesma ordem de acontecimento para facilitar nossos planos e também para aproveitarmos mais a viagem. O ponto crítico da Camila é o sono e isso procuramos manter o mais próximo possível da nossa realidade cotidiana.

10) Prinicipais mudanças em nossas viagens pós-Camila

As 2 principais mudanças que tivemos em nossas viagens após termos a companhia da terceira passageira foram: passamos a alugar carro com mais frequência e optamos por lugares maiores de hospedagens.

Ainda continuamos amando passear de transporte público nas cidades que contam com um bom sistema. Em Barcelona e Munique nos viramos muito bem andando apenas de metrô. Porém, os últimos destinos que visitamos não contavam com essa facilidade e o carro nos traz uma liberdade que não tem preço. Também foi bem tranquilo andar apenas de táxi em Cartagena, e como era barato nosso orçamento não foi prejudicado.

Em relação às nossas escolhas de hospedagem, com certeza essa foi A mudança que tivemos principalmente a partir do momento em que a Camila começou a andar (com 10 meses). Estamos gastando mais com hotéis e apartamentos para termos mais espaço para ela brincar nos períodos em que estivermos por lá. O que mais temos buscado ultimamente são apartamentos com 2 quartos para que possamos dormir melhor. A Camila dorme muito bem, porém como em casa ela nunca dorme no mesmo quarto que a gente, qualquer barulhinho dela durante à noite acaba prejudicando o nosso sono.

Pra terminar…

Após quase 2000 palavras, acredito que tenha resumido bem tudo o que pensamos e planejamos antes de viajar com a pequena. Repito mais uma vez que a cada fase as viagens têm se tornado mais gostosas e, ouví-la contar as histórias vividas meses após termos ido à algum lugar, me faz ter certeza de que nossas aventuras estão valendo a pena 🙂

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