Rosebank Sunday Market

Já contei anteriormente o quanto gostei da região de Rosebank em Johanesburgo e nesse post contarei como foi nossa feliz coincidência  de estarmos por lá em um domingo. Não havíamos planejado visitar o Sunday Market porque nem sabíamos que ele existia, rs. Ficamos sabendo enquanto estávamos caminhando por ali e vimos algumas placas que mostravam como chegar lá. Dei uma pesquisada na internet e então programamos ir até lá após o zoológico.

O Mercado de Rosebank acontece apenas aos domingos das 9 às 16 horas e fica localizado no estacionamento superior do Rosebank Mall, o que já achamos algo super diferente. Assim que você chega nas garagens, já é possível avistar a placa sinalizando o início das barraquinhas.

O mercado é dividido em várias “seções” e tem de tudo por lá: desde mercado de pulgas até muitas variedades pimentas com nomes super originais. Assim que começamos a caminhar começamos a repetir várias vezes: que lugar legal e que sorte que estamos conhecendo!

Outra coisa que nos chamou a atenção no Rosebank Sunday Market foi a beleza e variedade dos artesanatos locais. Achamos tudo muito bonito e sem aquela cara de Made in China que é o que geralmente prevalece em feirinhas de artesanato mundo a fora. Aproveitamos para comprar umas lembrancinhas e nosso imã de geladeira para nossa coleção. 

Como não tínhamos almoçado, logo fomos atraídos pelos diversos cheiros da praça de alimentação do mercado. Muita variedade de comidas de diversas nacionalidades, sorvetes, crepes, sucos, saladas e muitas outras opções. Aproveitamos que a Camila estava dormindo, escolhemos nossos snacks e sentamos nas mesas de madeira disponíveis por ali para curtirmos aquele momento não-planejado, mas tão especial de nossa viagem.

Ficamos ali até fechar o Sunday Market e corremos para o supermercado para comprarmos algumas comidinhas. Algo que é preciso saber em Johanesburgo é que tudo fecha às 17 horas, mesmo o shopping em pleno sábado! À noite apenas restaurantes e lanchonetes ficam abertos.

Conseguimos concluir nossos planos e logo voltamos para o apartamento para preparar e dar o jantar para a Camila. No caminho pra casa fomos mais uma vez lamentando os poucos dias que tínhamos deixado para a capital sul-africana, de tanto que a cidade nos surpreendeu positivamente.

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O Zoológico de Johanesburgo

Pode soar estranho visitar um zoológico num país tão famoso pelos animais soltos na natureza, porém como optamos por não fazer safári em nossa ida à África do Sul,  ir ao zoo seria a maneira da Camila ver os bichos uma vez que todos os desenhos que ela assiste e que falam sobre o continente africano citam leões, elefantes, hipopótamos e etc. Ela estava super eufórica para conhecer o Zoo de Johanesburgo.

O local é enorme e tivemos que priorizar o que queríamos ver. Há vários mapas espalhados pelo parque, mas mesmo assim nos perdemos várias vezes. O relevo é bem variado e tem lugares em que há subidas íngremes que combinadas com carrinho de bebê e sol quente não facilitam a caminhada.

Tirando o fato de ser um passeio em que se anda bastante, a tarde no zoo foi bem agradável. O estado geral de conservação é mediano, mas há banheiros limpos, um pequeno parque de diversões, vários playgrounds para os pequenos e também muitas opções de quiosques que vendem petiscos e bebidas.

Os animais maiores ficam em espaços grandes que permitem boa visibilidade dos visitantes e por mais que se “escondam” há ângulos que permitem vê-los. Mas há também alguns animais menores que ficam em espaços muito pequenos, o que não é algo tão legal de se ver.

O principal chamariz do zoo é dizer que no local é possível ver os Big Five (leão, elefante, búfalo, leopardo e rinoceronte) em poucas horas e fizemos nosso roteiro pensando nesses cinco grande animais, mais a girafa (que acho linda!), os lêmures e as hienas (que Camila ama por causa dos desenhos Madagascar e do Rei Leão)

 

Camila amou o passeio e tudo que viu por lá. Escrevendo agora, me dei conta que não tiramos muitas fotos no zoológico mas curtimos a experiência. Ficamos umas 3 horas caminhando e não vimos tudo, mas já não tínhamos pernas para andar mais, hehe. Chamamos o Uber e voltamos para Rosebank onde queríamos conhecer o “Sunday Market”

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Johanesburgo: primeiras impressões

No caminho do aeroporto para nosso Airbnb, já pudemos perceber que a imagem que tínhamos de Johanesburgo não condizia com o que estávamos vendo. Ao chegarmos na região em que nos hospedamos (Rosebank) ficamos mais bem impressionados ainda. Confesso para vocês que estava morrendo de medo de chegar à noite na cidade após tudo que havíamos lido sobre a capital sul-africana, mas felizmente esse receio foi em vão.

O apartamento que alugamos era super novinho e bem equipado, mas não tinha água para bebermos quando chegamos e o Loedi saiu sozinho para ir até uma loja de conveniência para trazer alguns itens básicos. Quando voltou e me contou sobre o agito da região em que ficamos e no quanto se sentiu seguro andando sozinho à noite por ali, fiquei ainda mais eufórica para logo acordar e poder conhecer a cidade.

Como estávamos bem cansados da viagem, fomos logo dormir e recuperar as energias para explorarmos o novo destino. Nossos planos para o primeiro dia por lá seria trocar alguns dólares por rands no shopping que ficava na frente do apartamento onde estávamos hospedados, comprar o ingresso do ônibus Hop On Hop Off  (para termos mais segurança) e com ele ir até o Museu do Apartheid e depois conhecer o Zoológico da cidade. O que não sabíamos é que devido ao feriado de domingo e segunda-feira, haveria uma corrida na cidade e o ônibus turístico não funcionaria. Outro fato que também não consideramos é que as casas de câmbio também não estariam funcionando nesses dias, mesmo nas que existiam no Rosebank Mall. Ou seja, já teve emoção e mudanças de planos logo em nossa chegada.

Começamos indo ao shopping comprar algumas frutas para a Camila comer durante o dia e pensando em qual seria nossa estratégia para fazer o que havíamos planejado sem termos muita quantidade de moeda local e sem a opção do ônibus. Sabíamos que Uber é bem seguro e recomendado por lá (além de pagar com o cartão), mas sou bem neurótica sobre andar sem cadeirinha e resisti à essa opção até o último minuto. Porém chegou uma hora em que ou era Uber ou não conhecer Johanesburgo e acabei ficando (morrendo de medo) com a primeira opção. Felizmente deu tudo certo!

Andamos todos os dias com Uber e super recomendo essa opção de transporte por lá. Todos os motoristas foram muito simpáticos e os carros eram excelentes.  Com essa nova forma de explorar a cidade, seguimos para a primeira parada: o Museu do Apartheid.

Devido ao feriado, a entrada do museu era grátis naquele domingo e ficamos bem felizes de não termos que usar nossos poucos rands por lá. Demoramos para descobrir isso, mas fomos avisados por outros turistas enquanto procurávamos pela bilheteria. O museu é grande e tem uma linha cronológica para ser visitado, porém eu não poderei contar muito porque fiquei cuidando da Camila para que o Loedi (que é bem mais apaixonado por história que eu) pudesse ler todas as plaquinhas. Mesmo não tendo me dedicado a ler tudo, pude ver nos relances as evidências da crueldade do sistema de segregação racial. Antes de viajar, tínhamos assistido à alguns filmes que mostravam um pouco dessa realidade tão triste e recente. Vimos Invictus, The Color of Freedom e Colors of Heaven, mas há outros vários títulos que ilustram o que os sul-africanos viveram e vivem até hoje.

Os barulhos e pouca luz do recinto deixaram a Camila assustada. Combinei com o Loedi que nos encontraríamos na saída e enquanto isso fiquei com ela na parte externa, brincando com uns palitos coloridos numa parte que apresenta algumas das frases mais famosas de Nelson Mandela. Aproveitei o momento para contar para ela quem era aquele homem e foi bem bonitinho ela parar para escutar sobre o “herói de verdade”.

Loedi conheceu o museu todo e levou cerca de 2 horas até nos encontrarmos na saída. Logo pedimos um Uber e seguimos para a próxima parada: o Zoológico de Johanesburgo. Apesar de termos tido alguns imprevistos, nossas primeiras impressões da cidade foram maravilhosas e bem longe do que havíamos imaginado. Vimos nessas primeiras horas uma cidade moderna, com ruas e avenidas largas e um povo mais que acolhedor. Já nessa manhã nos arrependemos de ter deixado apenas 2 dias para explorar a capital sul-africana.

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Bye, bye, Mauritius!

Ficamos 5 dias inteiros nas Ilhas Maurício, aproveitando as praias, o luxuoso apartamento em que estávamos, conhecendo o La Vanille e principalmente curtindo o “dolce far niente”, ou na tradução literal, a doçura de não fazer nada. Gostamos de ficar hospedados em Flic en Flac, porém nossa única diversão notura era ir ao mercado que ficava localizado num pequeno centro comercial chamado Cascavelle. Após as compras, aproveitávamos para dar uma volta com a Camila que brincava com os brinquedos disponíveis e alguns dias fomos jantar na pequena praça de alimentação onde comemos um gyros que continua em nossas memórias….

Nesses dias também pudemos, entre idas e vindas, ver o sol se pondo no mar num espetáculo diário, mesmo sem nos programarmos para isso.

Agora o que mais nos chamou a atenção em Mauritius foi a diversidade da cultura local, mesmo não tendo  mergulhado nela. Apesar da língua predominante ser o francês, as pessoas viram facilmente o “chip” para o inglês e sempre acho isso fascinante. Outra coisa que me chamou a atenção é de não termos visto pobreza eminente, o que quebrou (mais uma vez nessa viagem) nossos pré-conceitos de países africanos. Em Mauritius, por muitas vezes, tínhamos que forçar o pensamento para lembrarmos que estávamos na África.

Uma pergunta que ouvi bastante na volta das férias foi: vale a pena ir para as Ilhas Mauricio? Vou ser bem sincera com vocês e dizer que eu não atravessaria o Atlântico apenas para conhecer o país, mas como dobradinha com a África do Sul acho que vale a pena sim. Para quem quer resorts e praias bonitas tem o Caribe que é bem mais perto do Brasil. Além disso, na minha opinião o mar caribenho dá de dez a zero no mar de Mauritius e ainda por cima tem água mais quente, hehe. Já para quem, assim como nós, quer aproveitar a ida a Johanesburgo ou Cape Town e dar uma esticadinha, viver a experiência nas Ilhas Maurício é algo que recomendo. Se fosse mudar algo em nosso roteiro, teria diminuído um ou dois dias em nossa estadia por lá.

Chegou o dia de voltarmos, devolvemos o carro no aeroporto e logo estávamos embarcando com a South African para Johanesburgo. A vista que tivemos na decolagem foi de tirar o fôlego e sorte que conseguimos registrar.

O voo de volta para a África do Sul foi tranquilo e teve serviço de bordo padrão internacional. Achamos bem bonitinho servirem até miniaturas de Amarula.

Com toda essa tranquilidade, nem de longe poderíamos pensar que estávamos prestes a viver uma das piores experiências de voo de nossas vidas. Ao iniciar o procedimento de descida em Johanesburgo, pegamos uma fortíssima turbulência que fez o avião “cair” muitos metros bruscamente. Imaginem um avião cheio de gente gritando de desespero naqueles segundos que pareciam eternos. Eu comecei a chorar, Loedi tentando me consolar e Camila feliz da vida gritando “uhuuuu” como se estivesse em uma montanha-russa. Foram os momentos mais tensos dentro de um avião em todas essas nossas andanças pelo mundo. Respirei aliviada quando o piloto decidiu arremeter, mas ainda assim estava apreensiva imaginando que poderíamos passar por tudo aquilo de novo na aproximação do pouso. Felizmente nessa segunda vez a aterrisagem foi tranquila e respirei muito aliviada quando as aeromoças disseram: “Welcome to Johanesburgo”.

Chegamos à noite e como estávamos bem apreensivos em relação à segurança na cidade, preferimos pagar mais caro e contratar um transfer da Pretvan Tours para nos levar até nosso apartamento. Logo ao sairmos na rodovia, notamos que nem era tão perigoso assim e que exageramos em nossos receios. Aliás, JNB nos surpreendeu desde o início e vou contar para vocês como a capital sul-africana nos fez quebrar mais pré-conceitos…. Sendo asssim, “bye bye Mauritius” e “hello, Johanesburgo!”

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La Vanille: conhecendo as tartarugas gigantes das Ilhas Maurício

Quando comecei a pesquisar sobre atrações para crianças nas Ilhas Maurício, a primeira foto que vi foi de uma tartaruga gigante e desde então já queria incluir o parque La Vanille em nosso roteiro. E é claro que também já comecei a fazer propaganda para a Camila e quando chegou o dia de irmos até lá a expectativa estava lá em cima. Levamos uma hora para atravessar a ilha e chegar ao parque, pagamos os ingressos e mal podíamos esperar para irmos direto ao recinto das tartarugas.

Com o mapa em mãos, chegamos à “casa” das tartarugas e nos surpreendemos com o tamanho e quantidade dos bichinhos que vivem bem à vontade no espaço. Em um primeiro momento, a Camila ficou com um pouco de receio de passar a mão e interagir com elas, mas logo se soltou. Loedi parecia criança querendo alimentá-las e eu encantada por estar vivendo essa incrível experiência. Passamos um bom tempo por lá observando a vida das tartarugas gigantes no La Vanille.

O parque faz um intenso trabalho de preservação e procriação da espécie e há tours guiados que explicam todas as ações. Apesar de não termos feito, um senhor nos apresentou o berçário das tartarugas onde elas ficam divididas por idade. Para vocês terem uma ideia, elas nascem pequenininhas mas podem chegar à mais de 200 kg! Outra coisa que surpreende é o cuidado com que elas são tratadas pelos atenciosos funcionários do parque.

Se o parque só tivesse as tartarugas, já teria valido a visita! Foi muito legal e mágico para todos nós. Na saída do recinto há um pequeno acervo de espécies típicas das Ilhas Maurício empalhadas, com destaque para a ave já extinta e símbolo absoluto do país – o Dodô – que você verá estampado por todos os lados na ilha. Inclusive trouxemos um de pelúcia como recordação para a Camilinha.

Após termos cumprido a missão principal, fomos conhecer as demais áreas do parque.Logo de cara encontramos com um veadinho bem bonzinho comendo maçã e interagindo com os visitantes. Vimos também macacos, lêmures,furões, morcegos, muitas iguanas e pássaros que voam livremente em meio às arvores. Não achei tão legal o espaço em que ficam os demais bichos, pois achei as jaulas bem apertadas.

Há também uma exposição de insetos e borboletas (num lugar com um cheiro horrível) e também um aquário bem fraquinho, com alguns peixes e tartarugas em tanques minúsculos. Eu só dei uma passada rápida e fiquei aguardando o Loedi  (lendo todas as plaquinhas, rs) do lado de fora.

Em alguns dias da semana, há horários programados para que o público possa assistir a alimentação dos crocodilos e nós demos sorte de acertar a data. Sentamos na arquibancada e pudemos acompanhar esse momento. Foi bem interessante e a Camila fala desse “show” até hoje. Os cuidadores amarram frangos em uma corda e lançam no lago onde os enormes animais pulam em busca da comida. É bem rápido e simples, mas valeu a pena termos parado para ver uma vez que já tínhamos percorrido todo o parque.

Como já era hora do almoço resolvemos comer no restaurante do parque que, além de snacks, também vende alguns pratos com carne de crocodilo. Loedi foi corajoso e encarou um “crocodile burger” , enquanto eu me contentei com um sanduíche de queijo e presunto mesmo, haha. Foi caro, mas bem bacana termos feito a refeição no Le Crocodile.

Na saída, há um playground para os pequenos e também uma mini-fazendinha com pavões, porcos, cabras, galos, dentre outros. A Camila gostou tanto do parquinho que nem deu muita bola para os animais.

Em resumo, recomendo a visita ao La Vanille principalmente por causa das tartarugas gigantes que vivem livres, soltas e aparentemente felizes no parque. Foi incrível a experiência de podermos interagir com elas de tão pertinho! Para voltarmos para Flic en Flac escolhemos um outro caminho que ia beirando as praias e a viagem tornou-se bem mais agradável. Aproveitamos para parar em um ponto turístico desse lado da ilha, conhecido como “A Pedra que chora”, que é uma formação rochosa que ao ser invadida pelas fortes ondas do mar aberto parece estar derramando lágrimas.

E assim terminamos mais um dia de passeio nas Ilhas Maurício,  criando mais lindas memórias em família e conhecendo um pouco mais sobre esse diferente país africano.

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Wolmar Beach: nossa praia “privativa” em Mauritius

Após desistirmos de conhecer as praias mais distantes de Flic en Flac, procuramos nas redondezas qual seria o local que frequentaríamos nos próximos dias e assim que descobrimos Wolmar Beach. Localizada entre dois grandes resorts, o Hilton e o Sugar Beach, a tranquilidade do local nos surpreendeu, bem como a estrutura básica disponível como chuveiros, banheiros e estacionamento. Assim como em outras praias de Maurício, por ali antes de chegar à areia era possível desfrutar da sombra de muitas árvores e também de mesas para refeições. Tudo bem ajeitadinho!

A faixa de areia não era tão grande, mas como durante a maior parte do tempo nós ficamos sozinhos na praia, o espaço era mais que suficiente. O mar era bem calmo, com algumas pedrinhas que incomodavam um pouco ao pisar, mas nada que atrapalhasse. Tivemos por ali a sensação de ter uma praia privativa, e só de vez em quando que alguns hóspedes dos resorts passavam caminhando pela nossa frente.

Em Wolmar Beach não há vendedores de nada e quando queríamos algo que não tínhamos levado para passar o dia, o Loedi ia até um mercadinho que ficava próximo. Nessa praia a Camila podia ficar mais à vontade que em qualquer outra, pois éramos só nós por ali e todo aquele “terreno” à disposição dela para brincar.

E foi nessa praia das Ilhas Maurício que aproveitamos bons dias de paz e sossego, sombra e água fresca…. Tivemos que refazer nossos planos por não querermos enfrentar longos deslocamentos e conhecer praias mais longes, porém por outro lado foi bem legal poder curtir um pouco de tranquilidade nas férias. E Wolmar Beach foi a escolha perfeita para o que queríamos 🙂

 

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Ilhas Maurício: as praias de Mont Choisy e Pereybere

As Ilhas Maurício têm uma área de 2040 quilômetros quadrados, uma população de mais de 1 milhão de pessoas, muita variedade de praias de norte à sul e com isso inúmeras opções de resorts em cada canto da ilha. Conhecido por ser um destino romântico, em muitos dos hotéis não se aceitam crianças e em muitos outros há uma enorme variedade de atrações para os pequeninos. Como optamos por sermos os “diferentões” e fugirmos dos grandes hoteis, quero registrar nos próximos posts como essa experiência foi super positiva (e econômica também).

Nós inserimos Mauritius em nosso roteiro para fechar a dobradinha com a África do Sul e também para conhecermos uma cultura diferente. Pelo que havíamos visto na internet, as praias em si não nos chamaram tanta a atenção. Lembro de ter ficado muito em dúvida sobre Seychelles também, mas os altos preços de passeios por lá nos fizeram desistir.

Para dar certo nossos planos, com a extensão da ilha, alugar carro seria obrigatório e realmente foi muito útil. Talvez  para quem fique em resort e queira só curtir o hotel, esse não é um item obrigatório. O que não contávamos era com o trânsito de lá! A parte que conhecemos rodando em sua maioria era de pista simples, com bastante tráfego de ônibus e com isso os passeios ficavam super demorados.

Em nosso segundo dia, decidimos ir para o lado norte da ilha conhecer algumas das praias que seriam imperdíveis. O caminho em si já foi uma atração, pois pudemos ir observando a vida dos locais por mais de uma hora. Muitos templos hindus, ônibus com portas na traseira, plantações de cana de açúcar intercaladas com montanhas e muito pouco sinal de pobreza.

A primeira praia em que paramos foi a Mont Choisy, que tem uma ampla faixa de areia rodeada pelas lindas árvores casuarinas e é a maior praia da região norte da ilha. O cenário realmente era lindo, porém o tempo estava fechado e mal montamos nossas coisas já tivemos que sair correndo da fina e chata chuvinha que começou a cair.

Como o clima varia muito na ilha, olhamos na previsão do tempo qual praia da região estava com sol  e seguimos para lá. Fomos até a região de Grand Baie e gostei bastante da vibe dessa parte da ilha que me pareceu mais agitada que Flic en Flac, que era onde estávamos hospedados. A praia escolhida foi Pereybere e por ali sim encontramos uma praia pra chamar de nossa: mar piscininha, bonita paisagem e sol (entre nuvens, mas já estava valendo).

Passamos o dia por lá, observando os locais e turistas curtindo a calma da praia, deixando a Camila se acabar de brincar na areia. A água do mar era geladinha e não entramos apesar do forte calor que fazia. Por ali, encontramos pessoas vendendo frutas, bebidas e até algumas comidinhas. Para minha alegria, encontrei aqueles abacaxi pequeno docinho e me deliciei saboreando um à beira-mar.

Apesar do tempo de deslocamento que levamos, Pereybere e o norte da ilha nos agradou bastante. Bem interessante notar as diferenças entre os lados da ilha e perceber que realmente estamos percorrendo distintas partes de um país, por menor que ele seja. E por falar em tamanho, acredito que não ter pensado na extensão da ilha foi uma das falhas de nosso planejamento para Mauritius. Nossa ideia inicial seria “pingar” de praia em praia, assim como fazemos nas ilhas caribenhas. Porém, após vivermos na prática as distâncias e tempo de deslocamento entre um ponto e outro já mudamos de ideia.

O dia no norte foi muito legal, mas pensar que levaríamos uma hora para estarmos de volta em Flic en Flac deu uma preguiça danada. Na volta pegamos uma estrada mais rápida, mas mesmo assim demoramos. Sendo assim decidimos que o único passeio mais longo que faríamos seria ir até o Parque La Vanille para vermos as tartarugas gigantes. Nos demais dias procuraríamos praias mais próximas para realmente conseguirmos cumprir nosso propósito de “sombra e água fresca” nas Ilhas Maurício.

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